COLUNAS

18 de novembro de 2024
Telenovelas brasileiras construíram falsas memórias afetivas em países africanos onde são exibidas  O historiador queniano Ali Mazrui (1933-2014) no artigo “Amnésia cultural, nostalgia cultural e falsa memória: revisitando a crise da identidade africana” (2013) procura avaliar como a história da África e do nacionalismo pan-africanista segue a avaliação (feita por Ernest Renan) de que esquecer e errar a própria história são passos essenciais para criar uma nação. Para Mazrui, a memória coletiva dos povos africanos é marcada pelos eventos traumáticos da escravidão e do imperialismo, que provocam um tipo de reação defensiva que gera esquecimentos e falsas memórias. Diante da violência do imperialismo e da arrogância do europeu, os movimentos nacionalistas africanos teriam caminhado para uma posição que se contrapõe: de um lado, a negritude, que abrange um primitivismo romântico, negando a existência de qualquer contribuição tecnológica/científica negra no passado e anunciando a promessa de uma incorporação futura de sua sabedoria civilizacional emocional-espiritual-comunitarista; e por outro lado, as posições de glorificação romântica, que celebram as conquistas tecnológicas e arquitetônicas do passado africano e suas diversas civilizações complexas e anteriores às europeias. Nesse processo de seleção, a própria situação traumática da violência imperialista causa uma reação, mas permanece impensada: o trauma gera falsas memórias coletivas. O filósofo nigeriano Adeshina Afolayan considera o alerta de Mazrui não em sua dimensão de crítica epistemológica, mas como uma necessidade política, já que as “falsas memórias”, nostalgia e amnésia são necessárias para as identidades coletivas, e avalia que o cinema nigeriano desenvolvido por Nollywood (termo utilizado para se referir à indústria cinematográfica da Nigéria) tem dado uma grande contribuição para a construção do pan-africanismo. Podemos partir das afirmações de Ali Mazrui e Afolayan para pensar o lugar das telenovelas brasileiras na construção da memória coletiva do país. Não por acaso, foi o filósofo Ronie Silveira, especialista em falsas memórias e estudos brasileiros, que organizou o pioneiro livro A novela brasileira e a Filosofia (2016). A ideia de que de alguma forma pudéssemos ir para uma posição totalmente além dos mecanismos de ilusão é uma arrogância epistemológica, até mesmo porque, no caso das falsas memórias e nobres mentiras que constroem uma nação, os efeitos políticos e sociais são efetivos. Para Ronie, as narrativas das novelas brasileiras moldam a nossa realidade. Na minha contribuição para o livro de Ronie, defendi que as novelas brasileiras criaram o cotidiano do país, assim como os filmes do cinema clássico de Hollywood fizeram com os Estados Unidos. Tentei avaliar a especificidade do gênero e se as novelas podem ser vistas como narrativas que contribuem ou não para o perfeccionismo moral. Aqui o que nos interessa é tentar pensar o que as telenovelas querem encobrir, ou seja, qual é o trauma (ou quais são os traumas) para o qual elas funcionam como falsa memória consoladora/conciliadora? De modo geral, a naturalização da desigualdade extrema, fruto de uma sociedade moldada pela escravidão e colonização, é uma das características da sociedade brasileira que constantemente precisa ser ocultada. Normalmente, assim como a literatura romanesca clássica, a telenovela brasileira parte de um corte de classes que não tem lugar para dramatizar a desigualdade e aqueles que lutam para sobreviver. No romance do britânico Edward M. Foster (1879-1970), Howards End (1910), a rica heroína Margaret Schlegel afirma que ela e seus pares estão “em cima de dinheiro como pessoas ficam em ilhas. O chão é tão firme sob nossos pés que esquecemos sua própria existência. Só quando vemos alguém cambaleando perto de nós é que compreendemos o que significa ter uma renda independente. Comecei a pensar que a própria alma do mundo é econômica, mas que o mais fundo abismo não é a falta de amor, mas a falta de dinheiro” (Foster, 1993, p. 66). O romance de Foster e as telenovelas, geralmente, não têm lugar para aqueles que não são “pessoas de bem” (gentlefolk) ou dos que tentam se comportar como pessoas de bem. Seu narrador deixa claro: “Não estamos interessados nos muito pobres. Eles são inimagináveis e devem ser objeto de consideração apenas do estatístico e do poeta” (Foster, 1993, p. 50). Por isso mesmo, o personagem Leonard Bast, que é o pobre da trama, somente é objeto de atenção na medida em que tem dinheiro para desenvolver possibilidades de conversação e conexão e não cai no abismo daqueles que passam todos os seus dias obcecados pela luta por sobrevivência. Do mesmo modo, a telenovela está interessada no telespectador que pode consumir e em moldar o seu desejo para o consumo. Ilustração colorida com quatro rostos negros, nos quatro lados da imagem, todos olhados para o centro. Diversos traços verdes, amarelos e azuis se espalham pela imagem, formando uma espiral. As letras da frases Ordem e Progresso estão embaralhadas e espalhadas pela imagem. Essa característica de relação com o consumo que marca a telenovela brasileira ganha uma relevância maior porque as narrativas respondem aos interesses da audiência, modificando suas tramas, aumentando ou diminuindo a participação de personagens, o foco narrativo etc. Dessa maneira, diferenciam-se das séries e minisséries que têm uma narrativa fechada e que não têm essa capacidade de interação e de conciliação com as expectativas da audiência. Ainda que diversas formas de opressão e exclusão sejam retratadas e reforçadas pelas telenovelas, como a estrutura patriarcal e os estereótipos de gênero e raça, em alguns casos existe espaço para crítica e algum merchandising social acerca de problemas específicos. Mas toda a narrativa cai na lógica melodramática e maniqueísta, reduzindo a possibilidade de representação da dor e dos conflitos em formas estereotipadas e de soluções simplistas. Esse maniqueísmo narrativo permite que, em diversos casos, a narrativa dos telejornais siga o esquema de reducionismo e a insinuação de saídas/soluções simplistas. Como ponto central, minha hipótese é a de que a telenovela brasileira se desenvolveu e teve seu auge no contexto da ditadura militar, mantendo esse período como algo impensado/irrepresentável. Pode-se pensar em contraexemplos como as minisséries Anos Rebeldes (Globo,1992), Queridos Amigos (Globo, 2008) e Os dias eram assim (Globo, 2017) que tratavam da ditadura militar. As três minisséries da Globo não se adequavam ao formato tradicional da telenovela e mantinham uma lógica de antiquário, desconectando aquele passado opressivo e violento dos discursos antidemocráticos e autoritários que seguem fazendo parte do debate político com uma aura de nostalgia. Resgatar a rebeldia sem a contextualização crítica dessa mesma força de transformação e inconformidade contra a ditadura, a censura e a violência do regime totalitário, pode ser tomado como o estopim para uma nova irrupção reacionária. Já as telenovelas Cidadão Brasileiro (Record, 2006) e Amor e Revolução (SBT, 2011/2012) são exceções que confirmam a regra da impossibilidade de tratar da ditadura no formato da telenovela brasileira, já que foram feitas em emissoras sem grande tradição no gênero e que, por isso, apostaram em sua renovação temática. Cidadão Brasileiro contou a trajetória de ascensão social do personagem Antônio Maciel, da década de 1950 até o início do século XXI, retratando o período da ditadura militar em uma das suas fases (assim como o envolvimento de personagens com a luta de libertação dos países africanos contra o colonialismo português). Já Amor e Revolução, escrita por Tiago Santiago, foi a primeira novela a tomar o período da ditadura como seu mote central. A novela se passava em São Paulo e no Rio de Janeiro nos anos 1960, durante o golpe de 1964 e os anos de ditadura militar. A trama narra a história de amor impossível entre José Guerra (Cláudio Lins), um militar da inteligência, filho de um general linha dura, porém democrata e contra o regime, e Maria Paixão (Graziella Schmitt), líder de um movimento estudantil que entra para a luta armada. A produção foi cercada de muitos cuidados em sua preparação para retratar aquele período histórico de uma forma mais densa e cuidadosa, procurando dar voz a pessoas que foram torturadas e perseguidas pela violência estatal promovida pela ditadura militar. Mas justamente por seguir a lógica de ser gravada ao mesmo tempo em que era exibida, as reações acabaram afetando a dramaturgia e modificando sua direção crítica. Depoimentos de pessoas torturadas pela ditadura deixaram de ser exibidos e a trama buscou enfatizar aspectos românticos, cortando representações de violência. Essa transformação da narrativa não pode ser desconectada da reação forte por parte dos militares, que não gostaram da forma como estavam sendo retratados e tomaram a produção do SBT como uma contraparte da proposta da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações aos Direitos Humanos perpetradas pelo Estado no período da ditadura. Se as telenovelas se instituíram como narrativas redentoras que encobriram o trauma da ditadura militar, a narrativa de Amor e Revolução quebrou com uma regra tácita que é um limite simbólico do gênero. Não só porque esse é um produto feito para que os espectadores tenham uma forma de entretenimento leve, naturalizando um cotidiano apolítico e de consumo de classe média, mas também porque, ao tematizar diretamente as formas de violência e opressão perpetradas pelo Estado no período da ditadura, rompeu com o pacto narrativo de dissimulação que também coloca fora da narrativa todos aqueles que são irrepresentáveis/impensáveis e para os quais essa postura dos órgãos de repressão nunca deixou de fazer parte do cotidiano. Essa abordagem não apenas confronta a história de frente, mas também desafia o público a refletir sobre as contínuas implicações dessas ações repressivas, dos discursos e práticas autoritárias hoje. A tensão entre entretenimento e crítica social nas telenovelas brasileiras revela muito sobre as dinâmicas de poder e a luta por memórias coletivas.
Por Mauricio Jose 6 de setembro de 2023
Programa Identidade Cultural apresenta entrevistas com personalidades do universo cultural brasileiro
Por Mauricio Jose 25 de agosto de 2023
O melhor da programação de cinema. 
Por Mauricio Jose 25 de agosto de 2023
Confira as principais atrações teatrais.
Por Mauricio Jose 25 de agosto de 2023
Em 14 de novembro último, Niterói celebrou um marco histórico: os 110 anos do Palácio dos Correios e os 10 anos de inauguração do Espaço Cultural Correios Niterói. A data não é apenas uma celebração de aniversários mas, também, uma boa oportunidade para refletir sobre a rica história e a importância cultural desses espaços para a sociedade. Um Patrimônio Arquitetônico Inaugurado em 1914 pelo presidente Hermes da Fonseca, o Palácio dos Correios foi construído em resposta a um abaixo-assinado da população niteroiense, que clamava por melhores condições para o serviço postal. Projetado pelo arquiteto Antônio Vannine, o edifício se destaca pela sua arquitetura imponente e pela exuberância de seus detalhes, que lhe conferiram o título de “Palácio”. Como destaca o artigo “Ícone Niteroiense: Prédio-Sede dos Correios”, publicado na terceira edição da revista Postais, a construção do Palácio dos Correios não apenas embelezou a paisagem de Niterói, mas também simbolizou a valorização urbana e a presença do poder público na cidade. Para mais detalhes sobre a história e a importância desse edifício, o artigo pode ser consultado online. Com o passar dos anos, o prédio se tornou um símbolo da cidade, complementando a paisagem da baía de Guanabara e estabelecendo um contraponto estético com a Estação Cantareira. Após uma reforma completa, o Palácio foi reinaugurado em 2014, celebrando seu centenário e transformando-se em um espaço multifuncional que abriga a Agência de Correios Niterói, a sede da Região de Vendas 8 e, claro, o Espaço Cultural Correios Niterói. Um Polo Cultural Vibrante Desde sua abertura, o Espaço Cultural Correios Niterói se consolidou como um importante centro de arte e cultura. A primeira exposição, “Djanira – cronista de ritos, pintora de costumes”, apresentou 120 obras da renomada artista, estabelecendo um padrão elevado para as futuras mostras. Com três salas de exposições no primeiro andar e mais seis no segundo, além de um auditório versátil, o espaço oferece uma programação diversificada que abrange música, humanidades, audiovisual e seminários. Ao longo de uma década, o Espaço Cultural tem sido um ponto de encontro para artistas e o público, promovendo a inclusão e a diversidade artística. Com uma agenda repleta de eventos, convida todos a explorar suas exposições e a vivenciar a cultura de forma acessível e envolvente. Celebração e Conexão A comemoração dos 110 anos do Palácio dos Correios e dos 10 anos do Espaço Cultural é uma oportunidade para celebrar não apenas a história, mas também a conexão que a cultura proporciona. O compromisso do Espaço em conectar pessoas, momentos e experiências é um testemunho do papel vital que a arte desempenha na sociedade. Se você ainda não visitou o Espaço Cultural Correios Niterói, este mês de novembro é a ocasião perfeita para descobrir tudo o que ele tem a oferecer. Venha celebrar a cultura e a história viva de Niterói! É com orgulho que o Espaço Cultural Correios orgulhosamente convida a todos para a abertura de cinco exposições, no dia 23/11/2024, sábado, a partir das 13h. A abertura conjunta das exposições é, assim, um marco da diversidade e pluralidade da cultura difundida pelo equipamento cultural que, nos últimos dez anos, oferece a todos os visitantes experiências únicas e enriquecedoras. Programe-se e prestigie a agenda: · Deusas da Terra: Transmutando o Cotidiano – A proposta da ceramista Michele Rocha é aliar ciência, arte e espiritualidade em uma convergência para criar uma experiência sensorial e interativa. A exposição faz uma conexão com o cotidiano da mulher moderna, utilizando bronze e cerâmica em uma rica paleta de cores naturais. · Círculos da Terra: Mandalas e a Essência Feminina – Organizada por Michele Rocha, a exposição reúne ceramistas do grupo Junta Cerâmica de Niterói e apresenta mandalas de cerâmica suspensas, compondo uma árvore da vida, que simboliza ciclos de transformação, união e renovação. · Minh’alma Nossa Alma – Focada em quatro gerações de artistas brasileiros, a exposição apresenta a pesquisa da artista visual Mary Dutra, que investiga a vida e obra de seus antepassados. A abordagem convida o público a compreender melhor suas próprias histórias, destacando a importância de resgatar e conservar essas memórias. · Ponte Rio – Niterói: as Histórias Dentro da História ­ – A exposição oferece uma viagem pela história dessa obra, destacando as experiências pessoais das pessoas que contribuíram para sua construção e cujas vidas estão entrelaçadas com a história da ponte. · Além das Muralhas da Razão ­- A artista visual Regina Helene apresenta imagens que emergem do inconsciente pessoal e coletivo, quebrando as restrições da razão e estabelecendo a imaginação como fonte criativa das obras, que possuem uma estética mitológica e simbólica. · Projeto Jovens Escritores: 3ª Edição – A proposta do projeto é lançar três livros infantis que fazem parte do programa Jovens Escritores, uma iniciativa coordenada por professores especializados em literatura e que, desde 2001, tem por objetivo trabalhar a poesia livre e a escrita autônoma com alunos do ensino fundamental e médio.  Não perca essa oportunidade e comemore conosco! Viva a Cultura!
Por Mauricio Jose 23 de agosto de 2023
Sucesso! O filme ‘Oppenheimer‘, estrelado pelo Cillian Murphy (‘Extermínio’), já arrecadou quase US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais. O longa de Christopher Nolan conseguiu ultrapassar a bilheteria total de ‘Velozes e Furiosos 10‘ (US$704.7M) e ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso‘ (US$686.8M), tornando-se a quarta maior arrecadação do ano. A produção também já superou outros títulos populares, como ‘A Pequena Sereia‘ (US$566.6M), ‘Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1‘ (US$541M), ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ (US$476M) e ‘Elementos‘ (US$458.3M). Nos EUA, o longa arrecadou US$ 285.2 milhões. No mercado internacional, foram US$ 432.6 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 649 milhões. De acordo com o Deadline , a arrecadação internacional está registrando um desempenho maior que ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge‘ e mais do que o dobro que ‘Dunkirk‘, ‘Interestelar‘, ‘A Origem‘ e ‘TENET‘ neste mesmo período de tempo. Além disso, ‘Oppenheimer‘ se tornou a maior arrecadação da carreira do Christopher Nolan em 50 territórios, incluindo a Alemanha, Brasil, Índia e Polônia. A produção conta a história de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), chefe do Projeto Manhattan, um plano do governo dos Estados Unidos encarregado de criar o primeiro armamento nuclear para do país. O elenco ainda inclui Emily Blunt (‘Jungle Cruise’), Matt Damon (‘O Último Duelo’), Florence Pugh (‘Viúva Negra’), Rami Malek (‘Bohemian Rhapsody’), Benny Safdie (‘Joias Brutas’), Dane DeHaan (‘O Espetacular Homem-Aranha 2’), Jack Quaid (‘The Boys’), Josh Hartnett (‘Penny Dreadful’), David Dastmalchian (‘O Esquadrão Suicida’), Alden Ehrenreich (‘Solo: Uma História Star Wars’), David Krumholtz (‘The Deuce’), Jason Clarke (‘Everest’), Louise Lombard (‘CSI’), James D’Arcy (‘Agent Carter’), Michael Angarona (‘Sky High: Super-Escola de Heróis’) e Matthias Schweighöfer (‘Army of the Dead: Invasão em Las Vegas’).
Por Mauricio Jose 23 de agosto de 2023
Sucesso! O filme ‘Oppenheimer‘, estrelado pelo Cillian Murphy (‘Extermínio’), já arrecadou quase US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais. O longa de Christopher Nolan conseguiu ultrapassar a bilheteria total de ‘Velozes e Furiosos 10‘ (US$704.7M) e ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso‘ (US$686.8M), tornando-se a quarta maior arrecadação do ano. A produção também já superou outros títulos populares, como ‘A Pequena Sereia‘ (US$566.6M), ‘Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1‘ (US$541M), ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ (US$476M) e ‘Elementos‘ (US$458.3M). Nos EUA, o longa arrecadou US$ 285.2 milhões. No mercado internacional, foram US$ 432.6 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 649 milhões. De acordo com o Deadline , a arrecadação internacional está registrando um desempenho maior que ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge‘ e mais do que o dobro que ‘Dunkirk‘, ‘Interestelar‘, ‘A Origem‘ e ‘TENET‘ neste mesmo período de tempo. Além disso, ‘Oppenheimer‘ se tornou a maior arrecadação da carreira do Christopher Nolan em 50 territórios, incluindo a Alemanha, Brasil, Índia e Polônia. A produção conta a história de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), chefe do Projeto Manhattan, um plano do governo dos Estados Unidos encarregado de criar o primeiro armamento nuclear para do país. O elenco ainda inclui Emily Blunt (‘Jungle Cruise’), Matt Damon (‘O Último Duelo’), Florence Pugh (‘Viúva Negra’), Rami Malek (‘Bohemian Rhapsody’), Benny Safdie (‘Joias Brutas’), Dane DeHaan (‘O Espetacular Homem-Aranha 2’), Jack Quaid (‘The Boys’), Josh Hartnett (‘Penny Dreadful’), David Dastmalchian (‘O Esquadrão Suicida’), Alden Ehrenreich (‘Solo: Uma História Star Wars’), David Krumholtz (‘The Deuce’), Jason Clarke (‘Everest’), Louise Lombard (‘CSI’), James D’Arcy (‘Agent Carter’), Michael Angarona (‘Sky High: Super-Escola de Heróis’) e Matthias Schweighöfer (‘Army of the Dead: Invasão em Las Vegas’).
Por Mauricio Jose 22 de agosto de 2023
Com o objetivo de resgatar, valorizar e dar visibilidade às expressões populares de diferentes culturas, em 22 de agosto é celebrado no Brasil o Dia do Folclore . O termo tem origem em duas palavras inglesas, folk (povo) e lore (que pode ser traduzido como tradição). Folclore é um conjunto de expressões culturais que são transmitidas de geração em geração. Estas manifestações caracterizam a identidade cultural de uma sociedade, através da valorização das experiências, vivências e da sabedoria ancestral. No Brasil, o folclore reúne diversas expressões das culturas indígena, africana e europeia, dando origem a uma infinita gama de histórias, danças, mitos, músicas e tradições que compõem o folclore nacional. Para celebrar a data, a PAULUS Editora seleciona abaixo cinco títulos indicados para as crianças terem contato e aprofundarem seu conhecimento no folclore brasileiro. São obras que podem ser usadas por professores, educadores e pais, para despertar a consciência dos pequenos leitores para a valorização da cultura popular e o incentivo à leitura. Confira a seguir: A lenda do saci-pererê em cordel Com linguagem criativa e um colorido contagiante nas ilustrações, esta obra tem como objetivo preservar o mito do Saci-pererê, contado de geração para geração, além de servir como instrumento para promover, entre crianças e jovens, o interesse pela cultura e pelas raízes do nosso país. Com toda a magia da literatura de cordel, o autor conta que o Saci foi abandonado, mas, felizmente, encontrado por um casal que sentiu muita pena da criança magra e desprezada. Como se não bastasse, ela tinha uma perna só. Saiba mais. Ficha técnica Título: A lenda do Saci-Pererê em cordel Autor: Marco Haurélio Ilustração: Elma Acabamento: grampeado Formato: 21 cm x 27 cm Páginas: 24 Mitos e lendas do Brasil em cordel Com entusiasmo pela diversidade das histórias e personagens que regem a cultura brasileira, Nireuda Longobardi apresenta “Mitos e lendas do Brasil em cordel”. O livro busca resgatar a riqueza dos personagens e lendas do Brasil e oferece às crianças e aos jovens alguns dos contos que falam de guardiões da nossa fauna e flora, como o Saci, o Boto, a Iara, o Lobisomem, o Curupira, a Mula-sem-cabeça, entre muitos outros. Saiba mais. Ficha Técnica Título: Mitos e lendas do Brasil em cordel Autora: Nireuda Longobardi Ilustrações: Nireuda Longobardi Acabamento: grampeado Formato: 21 (larg) x 27 (alt) Páginas: 56 Contos folclóricos brasileiros Os contos folclóricos reunidos nesta coletânea, mais do que o esforço de preservação das nossas tradições populares, são peças de raro brilho literário, fruto da beleza e simplicidade da tradição popular, “o alimento espiritual dos povos”. O conto folclórico conserva informações de hábitos, costumes, ritos e mitos aparentemente desaparecidos ou esquecidos, mas que persistem na transmissão de geração a geração. Todos os contos desta antologia foram colhidos diretamente da fonte mais pura: a memória popular. Saiba mais. Ficha Técnica Título: Contos folclóricos brasileiros Autor: Marco Haurélio Ilustrações: Maurício Negro Acabamento: Brochura Formato: 17 (larg) x 24 (alt) Páginas: 144 Artes do caipora em cordel Presença marcante em todo o Brasil, desde o tempo em que havia muitas florestas e caça abundante, o Caipora é um duende que assombra e persegue os caçadores que abatem mais animais do que necessário à sua sobrevivência. É esse o tema que Marco Haurélio, poeta popular e folclorista, aborda na obra “Artes do Caipora em cordel”; um livro ricamente ilustrado por Luciano Tasso, narrado em cordel, costurando dois contos em que o Caipora figura como assombração das matas tropicais. Saiba mais. Ficha Técnica Título: Artes do Caipora em cordel Autor: Marco Haurélio Ilustrador: Luciano Tasso Acabamento: Grampeado Formato: 21 cm x 27 cm Páginas: 48 Folclore e mitos – brincando com dobraduras Saci, Lobisomem, Boitatá são alguns dos principais mitos do Brasil, que nesta obra são mostrados de uma forma divertida. Em algumas histórias, as personagens utilizam a tecnologia moderna, como a internet. No início, a autora Gláucia Lombardi orienta seu leitor explicando o significado dos símbolos que ajudam a criança a dobrar o papel de maneira correta. Saiba mais. Ficha Técnica Título: Folclore e mitos - brincando com dobraduras Autora: Gláucia Lombardi Acabamento: Grampeado Formato: (AxC): 27,50 x 21,00 Páginas: 24
Por Mauricio Jose 22 de agosto de 2023
Um fim de semana romântico na Sala Cecília Meireles. Quinta-feira e sexta-feira, sempre às 19 horas, a pianista Simone Leitão traz um repertório que vai de Bach a Rachmaninoff, sempre sob a inspiração de Franz Liszt. No sábado, às 16 horas, apresenta-se o duo AM, formado por Alejandro Aldana (violino) e Fabio Martino (piano). No repertório, obras de Francisco Mignone, Alberto Williams e Johannes Brahms. DUAS NOITES ROMÂNTICAS COM SIMONE LEITÃO A Sala Cecilia Meireles, um espaço FUNARJ, apresenta quinta-feira, dia 24 de agosto, e sexta-feira, dia 25 de agosto, sempre às 19 horas, dentro da série Pianistas, Simone Leitão. No repertório, obras de Johann Sebastian Bach, Franz Liszt, Brasílio Itiberê, Tânia Leon e Sergei Rachmaninoff. A Temporada 2023 da Sala Cecília Meireles tem o patrocínio da Petrobras e do Instituto Cultural Vale. O concerto de sexta-feira será transmitido pela YouTube da Sala e pela TV Alerj. Simone conta que a escolha do repertório se deu pela importância de Franz Liszt nas obras para piano, destacando no repertório “A Sertaneja”, de Brasílio Itiberê. Diplomata, Brasílio teve relações de amizade com alguns dos maiores pianistas de seu tempo, como Anton Rubinstein e o próprio Franz Liszt. Considerado um dos precursores do nacionalismo, foi um dos primeiros a inspirar-se em motivos populares e a imprimir à sua obra características nitidamente brasileiras. Ingressos a R$ 40,00. Link para compra de ingressos: https://funarj.eleventickets.com/#!/apresentacao/ac4f05e9cbf6026fdd08466a16bc67036d1e26db PROGRAMA: Johann Sebastian Bach (1685 - 1750) Prelúdio e Fuga em lá menor BWV 543 (transcr.: Franz Liszt) Franz Liszt (1811 - 1886) Deux Légends S.175 II. São Francisco de Paula caminhando sobre as ondas Brasílio Itiberê (1846 - 1915) A Sertaneja Tânia Leon (1943) Tumbáo Franz Liszt (1811 - 1886) Reminiscências de Lucia di Lammermoor INTERVALO Alborada del Gracioso Ravel (1875-1937) Sergei Rachmaninoff (1873 – 1943) Moments Musicaux op. 16 I. Andantino II. Allegretto III. Andante Cantabile IV. Presto ALEJANDRO ALDANA E FABIO MARTINO: DE MIGNONE A BRAHMS A Sala Cecilia Meireles, um espaço FUNARJ, apresenta sábado, dia 26 de agosto, às 16 horas, dentro da Série Música de Câmara. o duo AM, formado por Alejandro Aldana (violino) e Fabio Martino (piano). No repertório, obras de Francisco Mignone, Alberto Williams e Johannes Brahms. A Temporada 2023 da Sala Cecília Meireles tem o patrocínio da Petrobras e do Instituto Cultural Vale. Ingressos a R$ 40,00. Link para compra de ingressos: https://funarj.eleventickets.com/#!/apresentacao/5fb069c7a7019836745b5c4bcb628967339b9ee3 O pianista Fabio Martino destaca que “trazemos ao público da Sala Cecília Meireles um programa romântico com elementos que exprimem as origens e formações musicais de cada compositor apresentado.” Segundo Martino, Alberto Williams, compositor argentino, estudante de César Franck no Conservatório de Paris, inspira-se certamente na última Sonata para Violino e Piano de Brahms, com a sua tonalidade em Ré menor e a construção da obra em quatro movimentos bastante distintos. Assim como Williams, Francisco Mignone também utiliza elementos da natureza e da sua cultura trazendo cores e harmonias que remetem à música francesa. Nota-se então uma influência da cultura europeia na música latino-americana, que ganha com seus ritmos fortes e marcantes um novo horizonte no cenário musical. PROGRAMA: Francisco Mignone (1897-1986) Sonata em Lá Maior I. Allegro moderato II. Andante III. Allegro non troppo ma deciso Alberto Williams (1862-1952) Sonata Nr. 2 op. 51 em ré menor I. Moderato – Allegro maestoso II. Vidalita – Andante sostenuto III. Menuetto – Moderato assai IV. Allegro non troppo Johannes Brahms (1833-1897) Sonata Nr. 3 op. 108 em ré menor I. Allegro II. Adagio III. Un poco presto e con sentimento IV. Presto agitato
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