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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

14 de maio de 2026
Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e quatro indicações a importantes prêmios do teatro brasileiro, a comédia dramática “O Formigueiro” chega pela primeira vez a Niterói, para uma curta temporada no Teatro da UFF, de 15 a 24 de maio. Escrita e dirigida por Thiago Marinho e com supervisão artística de João Fonseca, a peça explora as mudanças no núcleo de uma família afetada pela doença de Alzheimer, levantando temas como poder, memória, trauma, afeto e a finitude da vida. Em cena, estão Lucas Drummond, Roberta Brisson, Rodrigo Fagundes e Diego de Abreu. Na trama, tudo acontece em um único dia, durante o reencontro de três irmãos para os preparativos do almoço de aniversário da mãe, Gilda, que está nos estágios finais da doença de Alzheimer. Em determinado momento, os irmãos recebem a visita inesperada de seu cunhado. Envolvido em um escândalo de corrupção e procurado pela polícia, ele insere mais uma camada de tensão ao que poderia ser somente um aniversário protocolar. Esse reencontro familiar traz à tona traumas, disputas e um segredo, escondido sob as mentiras guardadas há décadas pela família. Segundo Thiago Marinho, mais do que a doença, o espetáculo joga luz sobre dinâmicas comuns a muitas casas brasileiras: “É sobre encontros e reencontros e tudo aquilo que vivemos em silêncio e precisamos expurgar. Acho que é uma peça que relembra que família é ruim, mas é bom. Num país polarizado, falar de família sem citar lados, versões e narrativas ajuda a gente a se reconectar e lembrar que, apesar de tudo, a gente ama essas pessoas que passam a vida inteira do nosso lado”, comenta. O título da peça surge de um paralelo feito pelo autor entre a doença e a natureza. No formigueiro, há uma certa ordem de status e posições. Mas quando a rainha, genitora de seus súditos, deixa de cumprir sua função de liderança, o caos se instaura e as formigas perdem seu rumo até que uma nova liderança surja. Em uma família não é diferente. Em seu texto de estreia como autor solo, Thiago Marinho conquistou indicações aos prêmios Jovem Talento pela APTR e Melhor Texto pelo Prêmio do Humor. “Eu tento me colocar dentro da situação que escrevo e minha válvula de escape sempre foi o humor, mesmo nas situações em que ele não cabia. Então eu acho que aprendi a rir das desgraças, dos dramas. Existe humor na tragédia. Eu acho que só consigo escrever assim”, revela. Para o ator e produtor Lucas Drummond, o tema toca porque é universal: “Todo mundo se identifica com alguma das relações que o texto propõe. Seja entre irmãos, cunhados, mãe e filhos, pai e filhos, marido e mulher. Os personagens vivem questões do dia a dia e todos têm um teto de vidro ali, não existe bom ou mau. Isso gera empatia e identificação no público, e quando o teatro consegue isso é lindo!” conclui. O espetáculo recebeu ainda mais outras duas indicações: Melhor Produção em Teatro (APTR), e Melhor Performance para Rodrigo Fagundes (Prêmio do Humor). Após temporadas de sucesso em diversos teatros do Rio de Janeiro - entre eles Gláucio Gill, Total Energies, Firjan Sesi Centro e Firjan Sesi Jacarepaguá -, o espetáculo chega a Niterói para uma curta temporada, de 15 a 24 de maio, no Teatro UFF. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site: ingressosuff.com.br ou na bilheteria local. Classificação Indicativa: 14 anos | Duração do espetáculo: 80 minutos SERVIÇO Espetáculo: “O Formigueiro” Local: Teatro UFF (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói - RJ) Temporada: de 15 a 24 de maio de 2026 Dias e horários: sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h Classificação indicativa: 14 anos Duração: 80 min. Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) Vendas online: ingressosuff.com.br Instagram: oformigueiroteatro
14 de maio de 2026
A abertura parcial do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro levou o público de volta ao prédio icônico da Avenida Atlântica, em Copacabana, após quase duas décadas de obras. A primeira mostra da reabertura, “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, apresenta os bastidores da construção do novo museu e antecipa a experiência cultural que será oferecida quando o complexo estiver totalmente concluído, com previsão para o primeiro trimestre do próximo ano.  O projeto começou em 2008, a partir de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Secretaria de Cultura do estado. O edifício, concebido pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, destaca-se pela integração com a paisagem carioca e pelo diálogo com o calçadão de Burle Marx. A exposição ocupa o térreo e o mezanino do museu, reunindo maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da obra. O percurso mostra desde a concepção arquitetônica até os desafios técnicos da construção, incluindo a execução de um auditório subterrâneo de 280 lugares, instalado a cerca de 10 metros de profundidade, próximo ao mar. As obras foram divididas em três etapas: a demolição do antigo prédio da Boate Help, em 2010; as fundações e a estrutura de concreto, concluídas em 2014; e a fase de instalações e acabamentos, que sofreu interrupções em 2016, durante a crise fiscal do estado, retomando ritmo apenas nos últimos anos. O financiamento da obra reúne recursos públicos e privados, com parte dos investimentos viabilizada por meio da Lei Rouanet. O MIS abrigará um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções ligadas ao fotógrafo Augusto Malta, à cantora Carmen Miranda e ao músico Pixinguinha. Além das áreas expositivas, o projeto prevê restaurante panorâmico, café, loja, espaços educativos, ambientes de pesquisa, cinema ao ar livre no terraço e áreas imersivas dedicadas à música, à fotografia e à cultura carioca. A exposição também antecipa o futuro percurso museográfico do MIS. Os pavimentos terão experiências voltadas ao espírito carioca, à música brasileira, à trajetória de Carmen Miranda, à relação do Rio com o mar e à vida noturna da cidade. No subsolo, haverá um espaço dedicado às “Noites Cariocas” e à história do funk, enquanto o terraço funcionará como mirante e cinema a céu aberto.
14 de maio de 2026
O Rio de Janeiro receberá, no próximo dia 14 de maio, às 19h, no Salão Leopoldo Miguez, o concerto “Uma Breve História do Choro”, apresentado pela Orquestra de Sopros da UFRJ. A apresentação integra a programação oficial de pré-conferência da Wasbe Rio 2026, edição brasileira da World Association for Symphonic Bands and Ensembles, que acontecerá em julho do próximo ano na capital fluminense. O espetáculo propõe um mergulho na história do choro brasileiro, reunindo compositores fundamentais da música nacional em um repertório que percorre diferentes períodos e estilos ligados ao gênero. Sob direção musical do maestro Marcelo Jardim, a Orquestra de Sopros da UFRJ dividirá a condução do concerto com os regentes Isabela Segobia e Marcos Figueiredo. O músico Everson Moraes também terá participação de destaque como solista no oficleide e responsável por arranjos apresentados na noite. A proposta artística busca apresentar ao público um panorama da evolução do choro, desde suas raízes no século XIX até diálogos contemporâneos com a música de concerto para bandas e orquestras de sopros. Segundo Marcelo Jardim, a expectativa para a apresentação é de oferecer ao público uma experiência artística e histórica singular. “Este concerto representa um encontro entre pesquisa, memória e performance. Queremos proporcionar ao público uma viagem pela formação do choro brasileiro, resgatando sonoridades originais e valorizando a tradição das bandas de música, que tiveram papel fundamental na construção da nossa identidade cultural”, afirma o maestro. O repertório reúne nomes históricos da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Heitor Villa-Lobos. Entre as obras programadas estão “Água de Vintém”, “Saudades e Saudades”, “Auriverde” e “1 x 0”. O concerto também destaca compositores fundamentais para a construção da linguagem das bandas brasileiras, como Henrique Alves de Mesquita, Anacleto de Medeiros, Francisco Braga e Irineu de Almeida. Além do repertório histórico, o programa apresenta obras contemporâneas inspiradas na tradição do choro, como “Duradoura Paixão”, de Henrique Cazes, que é um dos mais conceituados cavaquinistas do Brasil e será o narrador do concerto.. A diversidade das peças evidencia como o gênero segue influenciando gerações de compositores e mantendo viva sua capacidade de renovação dentro da música instrumental brasileira. O concerto também reforça o protagonismo da Orquestra de Sopros da UFRJ no cenário nacional das bandas sinfônicas. Criado em 2005, o grupo mantém temporadas regulares desde 2008 e se consolidou como uma das principais formações dedicadas à pesquisa, preservação e difusão do repertório brasileiro para banda. Formada por alunos da Escola de Música da UFRJ, técnicos da instituição e integrantes de projetos sociais do Rio de Janeiro, a orquestra desempenha ainda importante papel pedagógico na formação de novos regentes e instrumentistas. Ao longo de sua trajetória, a Orquestra de Sopros da UFRJ realizou dezenas de estreias mundiais de obras brasileiras e centenas de primeiras audições de repertório internacional no país. O grupo também possui destacada produção fonográfica, incluindo o álbum “Panamericano”, indicado ao Grammy em 2024. Sob coordenação de Marcelo Jardim, a formação atua como grupo residente em importantes simpósios e festivais de música, além de integrar os Grupos Artísticos de Referência Institucional da UFRJ. A realização da Wasbe Rio 2026 conta com o apoio do Programa Arte de Toda Gente, por meio do projeto Bandas: Sistema Pedagógico de Apoio às Bandas de Música, além de importantes instituições parceiras, como a UFRJ, FUNARJ, Fundação Theatro Municipal, Marinha do Brasil e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Pela primeira vez na América Latina, a conferência mundial da Wasbe será realizada no Brasil, celebrando a força das bandas sinfônicas e promovendo conexões entre música, educação e cultura em um encontro histórico para o cenário artístico internacional. A realização do concerto “Uma Breve História do Choro” amplia a agenda de pré-conferência da Wasbe Rio 2026 e reforça a importância do Rio de Janeiro como centro internacional da música para bandas e orquestras de sopros. Mais do que uma apresentação musical, o evento propõe uma valorização da memória do choro brasileiro e de seus principais criadores, aproximando tradição, pesquisa acadêmica e formação artística em uma celebração da música instrumental nacional.
13 de maio de 2026
Niterói recebe, entre os dias 15 e 17 de maio, o IV Encontro de Corais, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural. Com entrada gratuita, o evento vai reunir grupos de diferentes municípios do estado em três dias de apresentações abertas ao público, celebrando a música coral, a convivência e a valorização da cultura. O encontro tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participam do evento corais de Niterói, Rio de Janeiro, Araruama e Nova Friburgo. Entre os destaques da programação está o Coral Avós do Canto, de Niterói, que se apresenta nos três dias do encontro e representa o trabalho desenvolvido pela cidade na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão cultural da população idosa. A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com apresentações do Coral Avós do Canto, Coral do IBGE, Encanto Coral, Madrigal Júlia Cortines, Coral dos Associados da AMBEP, Amantes da Música e Outono Feliz. No sábado (16), às 18h, sobem ao palco o Coral Avós do Canto, Coral da Associação Bosque Marapendi, Coral Riviera Dei Fiori, Madrigal da Ilha do Governador, Paradox Coral, Coral da ETE Henrique Lage e Coral da ATAERJ. Encerrando o evento, no domingo (17), às 16h, se apresentam o Coral Avós do Canto, Coral M&C, Coro Canto da Paz, Coral Moisés Kawa, Coral do Museu da República, Belo Canto e Oficina Coral da UFF. A entrada é gratuita, e os ingressos serão liberados 30 minutos antes do início de cada apresentação, sujeitos à lotação da sala. Serviço – IV Encontro de Corais de Niterói 15/05 (sexta-feira), às 19h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 16/05 (sábado), às 18h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos 17/05 (domingo), às 16h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
13 de maio de 2026
Inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011), projeto articula a a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, entre os dias 20 de maio e 25 de junho, o ciclo de leituras e debates Pensando o Mundo Negro, inspirado na vida e na obra de Abdias Nascimento (1914-2011). Ao longo de seis encontros semanais gratuitos, o projeto articula a memória e a produção intelectual negra a temas contemporâneos como educação, política, artes visuais, teatro, poesia e panafricanismo. Os encontros partem da leitura de trechos de obras fundamentais de Abdias Nascimento e de autores e autoras que dialogam com o seu pensamento, promovendo um espaço de escuta, reflexão e atualização desses saberes. Cada dia será dedicado a um eixo temático e contará com mediação especializada, convidados e tradução em Libras. Ao final das exposições, o público poderá participar de um debate aberto. Haverá ainda sorteio de livros e emissão de certificados aos participantes. SERVIÇO: Pensando o Mundo Negro - Ciclo de leituras e debates Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Unidade Passeio (Rua do Passeio, 38, Centro) Datas: Dias 20/05, 27/05, 03/06, 10/06 e 17/06 (quartas-feiras); e dia 25/06 (quinta-feira) Horário: Das 17h às 19h30 Inscrições gratuitas: Por este link Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos Informações: (21) 3083-3610 | site da CAIXA Cultural| caixaculturalrj
13 de maio de 2026
“A serpente”, de Nelson Rodrigues, ganha os palcos da Sede Cia dos Atores, Lapa (RJ), em temporada que vai de 20 de maio a 10 de junho com sessões às quartas-feiras às 20h. Protagonizada, e dirigida, por Anna Helena Madruga a história tem como fio condutor duas irmãs que por amor, uma pela outra, tomam uma decisão desastrosa. “A ideia surgiu de mostrar o lado feminino da história. Com o foco na história das irmãs e não na rivalidade”, diz Anna. Sinopse: Rio de janeiro (1978), duas irmãs moram com seus maridos no mesmo apartamento. Para impedir uma tragédia, uma delas toma uma decisão que muda para sempre seus destinos. A obra, que tem 48 anos, traz temas bem atuais, e importantes, para serem debatidos no palco. “Nela é falado sobre machismo, feminicídio, homofobia que infelizmente são fatos atemporais. Nelson sempre foi atemporal. Felizmente para a crítica e infelizmente por ainda sofrermos isso como sociedade em 2026”, ressalta a diretora. Além de Anna, no palco os atores Carol Mattos, Deco Almeida, Lucas Garbois e Gabriel Barreto completam o elenco. “Quero trazer esse olhar feminino, tirando a história desse ponto de vista da rivalidade e contando o do amor entre duas irmãs que fazem de tudo para não perder uma à outra”, conta a atriz. “‘A serpente’ pra mim é a realização de um sonho. Primeiro porque sou uma grande fã de Nelson Rodrigues, segundo, de poder dar um olhar feminino ao enredo desses personagens, que por serem personagens dele, tem camadas absurdas, acabando fazendo tudo que o ser humano pensa, mas não tem coragem de fazer. Onde o amor, a perversão e a morte andam de mãos dadas sem medo de testar até onde esse fio tênue entre cada um, é capaz de aguentar. Onde não se trata de rivalidade entre irmãs, mas sim sobre a história de amor entre elas. A dependência emocional uma da outra. O amor mais profundo do mundo que não se denomina apenas em uma palavra, não é apenas fraterno, mas sim monstruosamente perverso e incondicional ao mesmo tempo, que em um segundo pode sair dos trilhos e colocar tudo a perder. Carol, Lucas, Gabriel e Deco são atores que chegam nesse "buraco profundo" de maneira incrível. Nelson não tem medo de enfiar o dedo na ferida do público. E eu acredito nesse tipo de teatro. Onde em algum momento algo incomoda muito o público por mera identificação velada e profunda”, completa. Esse é o primeiro trabalho de Anna como diretora e protagonista. A atriz de 38 anos, nascida em Uruguaiana (RS), mora no Rio de Janeiro há 13 anos, e vê nesse projeto o início de muitos outros que virão. “Eu me joguei em algo que jamais havia feito, mas sabendo que estava rodeada de pessoas que podiam me resgatar caso eu estivesse me afogando (rs) como algumas vezes já aconteceu. Estar em cena e dirigir não é fácil, mas é muito prazeroso no sentido de ter os dois pontos de vista ao mesmo tempo. Mas também não enfrento como uma responsabilidade que dá medo e sim como uma seríssima experiência. A princípio eu não ia dirigir, mas às coisas acabaram tomando esse rumo por vários motivos e cá estou. No teatro ninguém trabalha sozinha, mesmo apenas dirigindo você sempre tem os atores que propõe e criam muito, assistência de direção, que no meu caso é a competentíssima atriz e profissional Bels Ferrari, que foi minha aluna, virou amiga e trabalhou vários semestres como assistente de direção nas minhas turmas de interpretação na CAL, onde leciono. E claro, tem meu marido, Gabriel Barreto, que está em cena, mas é um diretor excelente, formado e pós graduado em direção teatral e audiovisual, que também me ajuda demais e foi fundamental na idealização desse projeto, como se vários outros na minha carreira. Na verdade, ele é o grande idealizador de “A serpente”, junto com minha mãe, Jaciara Ritter, sem ela, NADA seria possível. Vida muito longa “A Serpente”. Evoé!”, completa. Os ingressos estão à venda pelo https://www.sym pla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951 Instagram oficial https://www.instagram.com/aserpenteteatro/ A Serpente Local: Sede Cia dos Atores na Lapa Temporada: 20 de maio a 10 de junho Dias: Quartas-feiras Ingresso: 50 reais (inteira), 25 reais (meia) Classificação 16 anos Gênero: Drama Duração: 1h e 15 min Venda: https://www.sympla.com.br/evento/a-serpente---sede-cia-dos-atores/341951
12 de maio de 2026
O homem por trás das seis cordas com mais participações na história da MPB, Victor Biglione festeja seus 50 anos de estrada pelo mundo com uma exposição com cerca de 150 pôsteres, artes plásticas, vídeos e objetos de memorabilia do lendário guitarrista, arranjador e compositor.  “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” será inaugurada no dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h, na Casa Tao, na Lapa, em um projeto inédito com curadoria do Centro Cultural Hélio Oiticica, e ficará aberta para visitação até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h. Por meio de um vasto e exclusivo acervo, o público terá a oportunidade de fazer uma imersão no universo do artista, do menino que chegou da Argentina ao Brasil como foragido político em 1964 ao guitarrista com a maior contribuição em gravações e shows na música brasileira, segundo o Instituto Cultural Cravo Albin, em livro de Euclides Amaral, com lançamento da versão colorida durante a estreia do evento. - Victor Biglione, segundo pesquisa de seu biógrafo Euclides Amaral, atuou em mais de 1.170 fonogramas e diversos concertos com mais de 300 nomes da MPB, tornando-se o guitarrista com a maior atuação em gravações e shows da história da música brasileira – destaca Ricardo Cravo Albin, musicólogo e presidente do Instituto Cultural Cravo Albin. São 30 trilhas para o Cinema, diversos prêmios - como dois Grammys e dois Kikitos - e mais de 55 excursões internacionais por cerca de 25 países, passando pelos principais festivais de jazz e rock e casas noturnas pelo mundo. Tocou e gravou com grandes nomes do rock e jazz mundial, como Manhattan Transfer (com quem conquistou o Grammy Internacional de 1988), Lee Konitz (parceiro de Miles Davis), Andy Summers (The Police, com dois álbuns em parceria), Stanley Jordan, Steve Hackett (Genesis), John Patitucci, Bob Moses, Jerry Hey, entre muitos outros. Os visitantes também poderão ver, entre os 25 prêmios conquistados ao longo da carreira, seis conquistas relacionadas às suas trilhas para o Cinema, com 11 indicações (incluindo dois “Kikitos”). Há ainda fotos ao lado dos artistas com quem trabalhou nessas décadas de participação na cultura brasileira — uma verdadeira viagem através do tempo. Biglione tem mais de 35 álbuns solo, incluindo parcerias com Wagner Tiso, Cássia Eller, Marcos Valle, Marcos Ariel, Jane Duboc, Andy Summers e Zé Renato. Fez parte de importantes grupos brasileiros, como A Cor do Som e Som Imaginário. O músico também conquistou um Grammy Latino com Milton Nascimento, em 2000, com o álbum “Crooner”, e foi finalista com “Mercosul” no Grammy Latino de 2016. O duelo com Gal que ganhou o mundo Entre os vídeos exibidos está o icônico duelo guitarra e voz com Gal Costa, eternizado em registros históricos que se tornaram virais na internet. Na sessão de memorabilia, estão as guitarras e violões utilizados pelo artista, como no álbum de blues com Cássia Eller, Andy Summers e Roberto Carlos, entre outros. - É o momento de festejar! São 50 anos de uma luta maravilhosa. E esta exposição representa a etapa mais importante e emocionante da minha carreira – revela o homenageado. Serviço: Exposição comemorativa “Victor Biglione - Seis Cordas para as Estrelas” Abertura: dia 15 de maio, sexta-feira, às 19h Temporada: até 17 de julho, de segunda a sábado, das 12h às 19h Local: Casa Tao Brasil - Rua Joaquim Silva, 77, Lapa, Rio de Janeiro – RJ Entrada: gratuita
12 de maio de 2026
Longa-metragem acompanha os clássicos personagens de João Carlos Marinho adaptados para os dias atuais Nesta quinta-feira, 14 de maio, estreia “O Gênio do Crime”, adaptação da obra literária de João Carlos Marinho que marcou gerações de leitores no Brasil. Distribuído pela Paris Filmes, o longa acompanha os cativantes amigos da Turma do Gordo em uma investigação para descobrir o responsável pela falsificação da raríssima figurinha dourada do álbum da Copa do Mundo de 2026. Apenas eles e, talvez, o enigmático Mister Mistério (Marcos Veras), serão capazes de salvar a fábrica Escanteio de um golpe sem precedentes. Quem já conhece o livro vai reconhecer rapidamente João (ou Gordo, para os íntimos), Edmundo, Berenice e Pituca. Já uma nova geração de espectadores deve se encantar e querer fazer parte desse valente quarteto.
12 de maio de 2026
No evento de apresentação do álbum, no Circo Voador, as obras, criadas por artistas visuais a partir da escuta das faixas, foram exibidas pela primeira vez e agora ganham novo desdobramento em um leilão beneficente com impacto social em São Gonçalo A música ganha forma, cor e materialidade no novo projeto d’Os Garotin. Para marcar o lançamento de “Força da Juventude”, segundo álbum do trio, o grupo apresenta uma exposição inédita que desdobra as faixas do disco em obras visuais, transformando o álbum em uma experiência que vai além da música. A iniciativa reúne 12 artistas de diferentes regiões do Brasil, convidados a criar trabalhos autorais a partir da escuta das músicas. A seleção parte da curadoria de Iuna Patacho, Pedro Treiguer e Anchietx, que busca reunir diferentes trajetórias, linguagens e perspectivas, ampliando o alcance do projeto e evidenciando novos nomes da cena contemporânea. Nesse processo, cada artista desenvolve sua própria leitura visual das faixas, com obras que respondem às atmosferas, narrativas e sentimentos presentes no álbum. “Foi incrível poder pensar esse projeto de uma forma meio metalinguística. Pensar a arte através da arte. Pensar nas artes visuais a partir das músicas apresentadas. Foi um desafio maravilhoso e intrigante. Quando convidamos cada artista, não fazíamos ideia do resultado que sairia dali, só tínhamos a certeza de que daria muito certo! Misturar duas linguagens distintas é sempre desafiador, sobretudo quando os envolvidos são pessoas tão diferentes, com bagagens de vida diferentes, o que confere pontos de vista e lugares de fala diferentes. E talvez esteja aí mesmo a beleza do projeto todo. Ampliar essa visão de mundo”, diz Iuna Patacho, curadora da exposição d’Os Garotin e produtora do Museu de Arte do Rio, Gestora Cultural, Cientista social, produtora do carnaval de rua do RJ. Mais do que uma ação paralela ao lançamento, a exposição se insere no próprio conceito de “Força da Juventude”, que propõe a juventude como um estado de movimento, troca e construção coletiva. Com 13 faixas e participações de nomes como Lenine, Liniker, Marina Sena, BK’ e Arthur Verocai, o álbum já nasce expandido, atravessando diferentes gerações, estéticas e formas de expressão. Apresentadas ao público no evento de lançamento, no Circo Voador, no dia 5 de maio, as obras transformaram o disco em uma experiência imersiva, em que som e imagem se complementam. Cada artista ofereceu uma leitura própria das músicas, evidenciando a diversidade de olhares que compõem o projeto. Após a estreia, os trabalhos seguirão em circulação por meio de um leilão beneficente, com renda destinada à compra de instrumentos para instituições de São Gonçalo. A iniciativa reforça o compromisso coletivo que orienta o projeto, conectando produção artística, acesso à cultura e impacto social. “Desde o lançamento do primeiro álbum, já tínhamos o desejo de doar violões amarelos para instituições de São Gonçalo. Existe entre os meninos a vontade de retribuir no possível para a cidade que os criou. Acreditamos que a arte como um todo tem um poder de transformação social, seja na música, artes plásticas, dança ou qualquer outra expressão artística. É através dessa mistura e do poder do coletivo que enxergamos a força da juventude que não tem a ver exatamente com faixa etária e sim com uma energia visceral que movimenta, mobiliza, constrói!”, finaliza Pedro Treiguer, curador e produtor executivo d’Os Garotin.
11 de maio de 2026
O Theatro Municipal de Niterói recebe, no dia 16 de maio (sábado), às 17h, o concerto As Marias do Brasil. Sob regência da maestra Waleska Araújo, o espetáculo propõe ao público uma experiência sensorial e emocionante, celebrando a força, a diversidade e a riqueza cultural da mulher brasileira por meio da música. “Este espetáculo é uma homenagem às mulheres brasileiras em toda a sua diversidade. Cada canção é uma janela para uma história real, para uma identidade que merece ser vista e sentida", afirma a maestra Waleska Araújo. Com duração de 70 minutos e classificação livre, a apresentação, com direção artística do maestro Gustavo Fernandes, conduz a plateia por uma viagem musical que percorre diferentes regiões do país — Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A narrativa sonora costura referências que vão do cotidiano das periferias urbanas do Rio de Janeiro às paisagens da região amazônica, criando uma experiência envolvente e sensível. A proposta vai além do formato tradicional de concerto. Em cena, As Marias do Brasil articula diferentes linguagens e influências, combinando ritmos brasileiros à música de câmara em arranjos que revelam múltiplas identidades femininas. O repertório reúne cinco canções que funcionam como um tributo à força, à resiliência e às histórias de mulheres que ajudam a construir a cultura do país. O projeto integra as ações da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), iniciativa do Instituto dos Sonhos, fundada no município de São Gonçalo. Reconhecida como um dos importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, a OFM reúne músicos de excelência de diferentes cidades da região metropolitana e serrana, com a missão de democratizar o acesso à música de concerto e valorizar o repertório e os compositores fluminenses. Acreditando na arte como ferramenta de transformação social, a orquestra atua levando música de qualidade a diferentes públicos e espaços — dos teatros às praças, das escolas às comunidades — ampliando o acesso à cultura e formando novas plateias. Voltado a todos os públicos, o espetáculo dialoga especialmente com apreciadores da cultura brasileira e da música instrumental, oferecendo uma experiência artística que combina emoção, reflexão e identidade. Com expectativa de público de cerca de 400 pessoas, a apresentação reforça o papel da música como ponte entre histórias, territórios e pessoas. Sobre o Instituto dos Sonhos: Fundador e mantenedor da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade. Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos. Além da Orquestra Filarmônica Metropolitana e seus projetos, o Instituto dos Sonhos mantém a Escola de Música do Instituto dos Sonhos, atendendo cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas e desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais; atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único Hub Criativo do município de São Gonçalo, por meio de sua incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território. Serviço: Espetáculo: As Marias do Brasil Data: 16 de maio de 2026 (sábado) Horário: 17h Local: Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro) Duração: 70 minutos Classificação: Livre Ingressos: R$50,00 (inteira) / R$25,00 (meia): https://feverup.com/m/627895
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