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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

4 de setembro de 2026
Depois do sucesso da primeira temporada no Rio em julho, o solo “Hamlet 16x8”, com Rogério Bandeira e direção de Marco Antonio Rodrigues, volta em nova temporada entre 4 e 27 de setembro, no Teatro Municipal Domingos Oliveira (Planetário). A peça integra a Mostra Ocupa Boal – um projeto dedicado à trajetória multifacetada do teatrólogo Augusto Boal (1931-2009) – que também apresenta uma exposição com cartazes, fotografias e registros históricos de montagens dirigidas por Boal no Brasil e no exterior. A Mostra Ocupa Boal é idealização do Instituto Augusto Boal – presidido pela psicanalista e atriz Cecília Boal – dedicado a preservar e difundir o legado do dramaturgo, diretor teatral, ensaísta e criador do Teatro do Oprimido. Com dramaturgia do diretor Marco Antonio Rodrigues e do ator Rogério Bandeira, a peça “Hamlet 16x8” parte do livro “Hamlet e o Filho do Padeiro: Memórias Imaginadas”, autobiografia em que Boal revisita a infância, o Teatro de Arena, a prisão, o exílio e sua trajetória internacional. Rodrigues constrói a encenação ao lado de Bandeira, ator com trajetória ligada à pesquisa teatral. A cena vai peneirando os achados, os ditos e os quereres de Boal, representando toda uma geração do teatro brasileiro refundada no Teatro de Arena. A peça estreou em São Paulo em 2021, tendo sido indicada na categoria Melhor Espetáculo do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Entre os dias 16 e 27 de setembro, a temporada do espetáculo “Hamlet 16x8” no Teatro Municipal Domingos Oliveira integra a programação da Semana de Arte do Rio, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). SERVIÇO - MOSTRA OCUPA BOAL Espetáculo “Hamlet 16x8” Local: Teatro Municipal Domingos Oliveira Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 - Gávea Temporada: de 4 a 27 de setembro de 2026 Dias e horários: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Vendas online: www.sympla.com.br Duração: 1h40 Classificação: 14 anos
4 de setembro de 2026
Selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, a produção de Cinco Minutos Sem Respirar estreia no dia 3 de setembro, no Mezanino do Sesc Copacabana, marcando a primeira encenação brasileira do texto inédito do premiado dramaturgo venezuelano Gustavo Ott. A nova montagem da Notória Companhia, dirigida por Danielle Martins de Farias, traz Carla Guidacci e Vanessa Pascale como duas mulheres de trajetórias distintas, atravessadas por diferentes formas de violência e aprisionamento, que se encontram em um supermercado prestes a fechar. De repente, o tempo parece suspenso e o público acompanha cinco possíveis desdobramentos desse encontro, revelando memórias, medos, desejos, contradições e diferentes possibilidades para o desfecho daquela noite. Serviço  Cinco Minutos Sem Respirar Data: de 3 a 27 de setembro de 2026 Dias da semana: quinta a domingo Horário: quinta e sexta às 20h30 / sábado e domingo às 19h Local: Mezanino do Sesc Copacabana Ingressos: R$ 40 (inteira); R$36 (conveniados), R$31 (conveniados empresário), R$28 (credencial plena Sesc); R$ 20 (meia entrada); Gratuito (público PCG). Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro -RJ Informações: (21) 3180-5226 Bilheteria - Horário de funcionamento: Terça a sexta - das 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados - das 13h às 19h.
4 de setembro de 2026
Na quarta-feira, 02 de setembro, o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, comemorou 30 anos de sua inauguração. Confira, nas palavras de Ítalo Campofiorito, um pouco da história de sua criação. A História do Início Foi num dia ameno de maio, 1991. Eu acompanhava o arquiteto Oscar Niemeyer e o prefeito Jorge Roberto Silveira, procurando na orla marítima um terreno adequado ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Mas no meio do caminho, no mirante da Boa Viagem, já era evidente que o destino acertara. Seria ali o museu que ainda não tinha forma, mas nascia com invencível vocação de ser. O prefeito, que não era de meias medidas, encarregara-me de convidar Oscar Niemeyer, ver se ele queria fazer um museu de arte contemporânea em Niterói. Fui a Anna Maria e falamos com Oscar. Toda a pequena história dos cinco anos que se seguiram é, aliás, marcada por essa mágica e feminina presença: uma intuição rara e sensível, sua participação foi de uma competência tão constante e discreta que parece implícita, e é tempo de registrar. Porque João e Sylvia Sattamini entram no MAC com a coleção, e sua generosidade inteligente já se integra ao sucesso do museu. E os críticos e curadores, crentes da próxima hora, têm o resto da vida para animá-lo. No dia 15 de julho, o Arquiteto e o Prefeito apresentaram à imprensa o anteprojeto arquitetônico: belo e absolutamente surpreendente, já resolvido, na escala paisagística e na forma-estrutura de concreto armado, com apoio central – aflorando do espelho d’água que é um eco do mar – como um firme caule que se abre em flor, chama, cálice? Para conter as salas de trabalho, o nobre e vasto salão de exposições, a varanda belvedere a toda a volta e os seis setores do mezanino, onde o ritmo das vigas protendidas em balanço de 11 metros e a penumbra museológica lembram paradoxalmente a calma de criptas milenares. A obra foi inaugurada no dia 2 de setembro de 1996. Alguns anos de história e já os fatos e personagens intermediários – embora fundamentais – vão se esbatendo sob a sombra dos protagonistas maiores: o MAC é criação e decisão do arquiteto Oscar Niemeyer e do prefeito Jorge Roberto Silveira. A história crítica sempre se funde com a história monumental ou mítica, guardando-se o resto na história que Nietzsche chamava de antiquária. Mas nesses recantos de memória, ainda lembro o dia – era secretário da Cultura de Niterói – em que fui procurado por Anna Maria Niemeyer, amiga de toda a vida, e pelo colecionador João Sattamini, acompanhados pelo agressivo artista, mas civilizadíssimo curador da coleção, o pintor Victor Arruda. O famoso colecionador queria condições favoráveis para doar à nossa cidade a sua coleção de obras de arte contemporânea brasileira – a maior do país no setor. Pensavam em reformar prédios antigos, a meu ver mal localizados para a evolução urbana, já então incessante, de Niterói. O tempo decorrido foi bastante para que o museu temperasse a sua primeira equipe técnica – como esquecer as reuniões com Luiz Antonio Mello estimuladas pela ansiedade fidalga de João Sattamini? Anna Maria, nem sempre de longe, montou com Victor Arruda a orquestração polifônica de A caminho de Niterói, no Paço Imperial da Praça Quinze, onde minipeças e grandes formatos encontraram uma unidade que era a antevisão do MAC. Os móveis também vieram de Anna Maria: poucos, mas afinadíssimos – volume, cor e textura – para ambientação do espaço arquitetônico. As tarefas executivas deslizaram tão naturalmente para as mãos firmes de Dôra Silveira que chego a pensar que foi o destino mesmo do museu que quis assim. E rapidamente passou-se o resto desta narrativa. Juntaram-se a nós – para a museologia, a teoria e a pesquisa, a arte-educação, a arquitetura museográfica e a administração – Marcia Müller e Rose Miranda, Luiz Camillo Osorio e Guilherme Vergara, Sandro Silveira, Ricardo Brugger e Manoel Vieira, Telma Lasmar e Alexandre Vasconcellos. Peter Gasper trouxe a sua alquimia luminosa. A curta distância, o olhar culto e fraterno de Cláudio Valério Teixeira e os companheiros eficientes da Secretaria da Cultura e da Emusa… Com Oscar Niemeyer, veio a equipe de desenvolvimento, Jair Valera e Anna Elisa Niemeyer, a fiscalização veterana do Hans Müller. E, é lógico, a ciência de Bruno Contarini, cujo cálculo para a estrutura de concreto armado respondeu fielmente à ousadia formal da arquitetura. Enfim, ressurgiam, de fato, em nosso MAC de Niterói os mais velhos amigos da arte e dos artistas na história do ocidente: o Patrocinador, no caso o Poder Público com a visão do estadista, o Arquiteto com sua obra plena de futuro e o Colecionador, que precedeu na história o mercado de arte e os museus. A luta revolucionária de Oscar Niemeyer pela "idéia da liberdade plástica" é conhecida. Do Baile na Pampulha ao Ibirapuera e, depois, Brasília, o Partido Comunista francês, ou o Centro Cultural do Havre, na Universidade de Constantine, no Caminho Niemeyer de Niterói, no Setor Cultural que se ergue em Brasília, a articulação de formas e volumes, a instauração de espaços inovadores, tudo compõe um espetáculo arquitetural único e inigualável. A relação inventiva de Oscar Niemeyer com o cálculo do concreto armado fixou-lhe, através de três vitórias – a leveza arquitetural, os grandes vãos e a forma-estrutura –, uma posição histórica de liderança na arquitetura contemporânea, e o MAC de Niterói é o produto mais recente dessa evolução niemeyeresca: parece a síntese de todas as conquistas que, desde as antigas catedrais, levaram avante a audaciosa vontade de dominar o espaço construído e a paisagem da Terra. Preste o visitante atenção, ao subir a rampa da entrada, nas sutilezas intrigantes e nas significações da criação arquitetônica – verá que à emoção artística se junta uma nítida visão humanista. A rampa não nasce, na verdade, de pura preocupação plástica; funciona, sobretudo, como um dispositivo visual. Percorrê-la é olhar forçosamente o grande volume branco que cresce a cada passo, enquanto desfila lentamente ao fundo o histórico panorama da Guanabara, como um ciclorama fantástico. Ou seja, a rampa é o trajeto de um passeio arquitetônico, quem sabe? A sugerir a rotação da natureza em volta da forma branca, recortada no céu por "uma linha que nasce do chão e, sem interrupção, cresce e se desdobra, sensual, até a cobertura…" propositalmente circular. Uma visão cósmica; não do universo científico, mas de uma apropriação poética e ideológica do mundo. Em nossa época, ao falirem as determinações históricas, ainda maior é a liberdade, a livre escolha de um novo humanismo, fundado na ética e na busca do conhecimento. A beleza do MAC vem exatamente da transcendência poética e onírica dessa crença no futuro. Escrevera o texto acima para um livro que não se fez. De lá para cá, entretanto, prosseguiu a vida do MAC. Diz o povo que não há nada como um dia depois do outro e diz Marc Bloch (Le Métier d’historien, 1947, 1952), nas citações de J.C. Argan (1969) e P. Ricoeur (1978, 1983), que "não se faz história, a não ser com fenômenos que continuam…" ou "que não haveria coisa alguma a compreender, não haveria história, senão por certos fenômenos que continuam…" Muitas posições se renovaram mas, como queria Bloch, prosseguem as mesmas funções nesses acontecimentos outros. O prefeito Godofredo Pinto e o secretário da Cultura Marcos Gomes, para não falar de Marilda Ormy, presidente da Fundação de Artes de Niterói, retomaram o impulso e levam o Museu adiante, com vigor, amizade e compreensão. E o livro do MAC finalmente saiu, ou o leitor não teria chegado até aqui. Ítalo Campofiorito (2006) Arquiteto e Crítico de Arte / Membro do Conselho Deliberativo do Museu de Arte Contemporânea de Niterói
3 de setembro de 2026
Em um mundo cada vez mais frenético e implacável em suas metas, cobranças e obrigações, o afeto e seus pequenos gestos podem dar novos significados à vida. Esse é o ponto de partida do espetáculo Vida de Cão – Uma Amizade Fora da Coleira, que chega ao Teatro Dulcina, espaço da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Centro do Rio de Janeiro, em curtíssima temporada de 3 a 13 de setembro, com sessões de quinta-feira a sábado, às 19h, e domingo, às 18h, e ingressos populares a partir de R$ 10. No palco, dois atores experientes: Pivo Maia, que interpreta Renan, e Claudio Amado, que encarna Wesley. O primeiro personagem vive entre compromissos, pressa e solidão. Sua rotina trabalhosa e complicada esconde o vazio de quem já não encontra mais sentido no dia a dia. Até que, em uma esquina qualquer, surge Wesley — um cachorro vira-lata que, ao ser acolhido por aquele homem, abre espaço para uma amizade, inesperada e transformadora. O espetáculo conta com apoio da Funarte. Com texto envolvente e simples, a obra demonstra como um afeto inesperado pode atravessar barreiras emocionais e recuperar as chances de conexão real entre as pessoas. Uma história que carrega sensibilidade e mistura humor e delicadeza, convidando o público a refletir sobre os laços humanos; a empatia; e a beleza das pequenas mudanças. Serviço Espetáculo teatral: “Vida de Cão – Uma Amizade Fora da Coleira” Quando: de 3 a 13 de setembro de 2026, de quinta-feira a sábado, às 19h, e domingo, às 18h Onde: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17, Centro – Rio de Janeiro (RJ) – próximo ao metrô Cinelândia | Espaço cultural da Fundação Nacional de Artes – Funarte Classificação indicativa: 14 anos Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada), site https://www.sympla.com.br/evento/vida-de-cao-uma-amizade-fora-da-coleira/3554356 Duração: 60 minutos Rede social: https://www.instagram.com/vidadecao_espetaculo/ 
3 de setembro de 2026
O pianista e compositor uruguaio Gustavo Casenave, vencedor de três prêmios Grammy, estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (03/09). O músico se apresenta às 19h, no Salão Assyrio, em uma única sessão, com ingressos a preços populares. Artista Steinway e radicado em Nova York há mais de três décadas, Casenave construiu uma carreira internacional marcada pelo encontro entre jazz, música clássica, tango e improvisação contemporânea. No concerto no Rio, ele apresenta composições autorais e revisita diferentes momentos de sua trajetória musical. Serviço: Gustavo Casenave em Piano Solo Única apresentação - dia 3 de setembro (quinta-feira) Local: Salão Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Endereço: Praça Floriano S/N - Centro - entrada pela Avenida Treze de Maio Duração: 1h15 minutos Horário: 19h Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada), através da plataforma fever ou na bilheteria do Theatro Municipal Lotação: 300 lugares Classificação: Livre
3 de setembro de 2026
Dois dias após sua partida, o Brasil ainda se despede de Gracindo Jr., ator e diretor que marcou mais de cinco décadas da dramaturgia nacional. Ele morreu na noite de terça-feira (2), em casa, aos 83 anos, de causas naturais. Filho do ator Paulo Gracindo, nasceu no Rio de Janeiro em 1943 e começou cedo no rádio, aos 15 anos, na Rádio Nacional. No teatro, estreou em 1961 com A Escada, de Oswald de Andrade. Na televisão, brilhou em novelas como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Explode Coração e Celebridade. Foi um dos fundadores da TV Globo e chegou a contracenar com o pai em O Bem Amado e O Casarão. Além de atuar, dirigiu produções marcantes como a novela Marron-Glacé e o programa Os Trapalhões em 1983. Sua carreira atravessou teatro, rádio, cinema e televisão, sempre com versatilidade e dedicação. O Ministério da Cultura destacou sua contribuição à arte e se solidarizou com a esposa Daisy Poli, os cinco filhos e sete netos. O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, ressaltou que Gracindo Jr. foi “um dos nomes fundamentais na construção da história da dramaturgia brasileira”. O agenciador Marcus Montenegro lembrou em rede social: “Sua luz e seu talento deixaram uma marca inesquecível em todos nós. Descanse em paz.” Gracindo Jr. deixa um legado que atravessa gerações e permanece vivo na memória da cultura brasileira.
2 de setembro de 2026
 Em cartaz nos dias 3 e 4 de setembro, “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio” já foi visto por cerca de 250 mil espectadores em mais de 225 apresentações pelo Brasil. Em pleno século XIX, quando as mulheres não tinham voz, a russa Helena Blavatsky rompeu paradigmas, enfrentou preconceitos, intolerâncias e opressões sociais para se lançar em uma viagem através do mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Em 1875, junto com Henry Steel Olcott, fundou em Nova York a Sociedade Teosófica, que foi transferida para a Índia em 1879. A rápida expansão da Sociedade Teosófica na Europa e na América impulsionou a popularidade das religiões orientais e o renascimento do ocultismo moderno. Profunda conhecedora de Blavatsky, Lucia Helena marcou sua estreia no teatro ao criar um texto que resgata a atemporalidade da personagem, eliminando estereótipos que lhe foram associados. O texto traz ciência, religião, história, filosofia, a busca pelo conhecimento, a condição feminina e os pensamentos transformadores da filósofa em meio às adversidades de todas as épocas. “Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que dedicaram suas vidas a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui. “A peça enfatiza a dimensão filosófica e humanista de Helena Blavatsky – sua busca incessante pelo conhecimento, o diálogo entre culturas, a defesa de uma fraternidade universal e a coragem de desafiar dogmas e preconceitos do seu tempo”, comenta o diretor Luiz Antonio Rocha. Com Blavatsky, Beth transmite à plateia o que a personagem lhe trouxe como ensinamento: determinação, entrega e escutar a voz do silêncio para melhor enxergar a si mesma e a humanidade. “Blavatsky me fez refletir, me despir de minhas certezas do mundo contemporâneo, para poder mergulhar na potência da alma humana, do feminino, nas reflexões profundas sobre a existência que deixamos adormecida dentro de nós. Trata-se de um texto belíssimo, um convite para que possamos escutar a nossa voz do silêncio”, afirma a atriz que, por este papel, recebeu o Prêmio CENYM de Teatro Nacional, da ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil, como Melhor Atriz de 2023. A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres, no final do século XIX. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. HELENA BLAVATSKY, A VOZ DO SILÊNCIO’ Dias e horários: 03 e 04 de setembro, às 19h Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125154/d/405937 Duração: 1h Classificação: 12 anos
2 de setembro de 2026
A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas (SMC), participou, em agosto, da programação da Mercocidades realizada em Quilmes, na Argentina. O principal marco da agenda foi a assinatura de um Termo de Cooperação entre a Mercocidades e o Programa IberCultura Viva, com o objetivo de intensificar e ampliar as ações conjuntas e a cooperação entre as duas redes. O acordo foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, na qualidade de atual presidente da Mercocidades, e por Flor Minici, secretária técnica do Programa IberCultura Viva, representando a iniciativa. A articulação para a formalização da parceria foi conduzida pela Unidade Temática de Cultura (UTC) da Mercocidades, coordenada por Niterói e subcoordenada por Concepción, no Chile, e Quilmes, na Argentina. Um dos eixos trabalhados pela UTC é a agenda de normatividade e direitos culturais, área em que Niterói vem se consolidando como referência regional. A cidade está entre as poucas da América Latina que possuem uma Carta de Direitos Culturais. San Luis Potosí, no México, foi pioneira nesse processo, Concepción também já desenvolveu seu instrumento, enquanto Quilmes e outras cidades avançam atualmente nessa construção. “Esse convênio amplia a capacidade de cooperação entre duas redes que têm experiências importantes para compartilhar. Os direitos culturais são uma das agendas que temos desenvolvido na UTC, e Niterói chega a esse debate com uma trajetória concreta, a partir da nossa Carta de Direitos Culturais. Queremos compartilhar essa experiência, conhecer o que outras cidades estão construindo e avançar coletivamente na garantia da cultura como direito em nossa região”, destaca a secretária municipal das Culturas de Niterói e coordenadora da UTC, Júlia Pacheco. Além da assinatura do acordo, foi realizada uma mesa própria da Unidade Temática de Cultura, simultaneamente ao Conselho da Mercocidades. O encontro deu início ao debate entre as partes sobre o objeto da parceria e os próximos passos para transformar a cooperação em ações conjuntas. A parceria está diretamente relacionada à Meta 3 da UTC, que prevê a construção de um inventário latino-americano de direitos culturais. Como parte desse processo, será realizada uma oficina em formato híbrido, já com mais de 50 inscritos, dando início a um ciclo de atividades com cidades latino-americanas sobre direitos culturais. A atuação da UTC já reuniu representantes de 32 cidades em suas reuniões gerais. A articulação conduzida pela Unidade também contribuiu para engajar outras quatro cidades na rede Mercocidades e vem ampliando o diálogo com organizações e redes internacionais, como CGLU, ASSITEJ e IberCultura Viva, além da participação ativa de duas universidades. A Secretaria Municipal das Culturas foi representada nas atividades em Quilmes por Felipe Viana, assessor da Subsecretaria das Culturas, que realiza as tarefas de secretariado técnico da UTC. A atuação envolve o apoio à organização das agendas, a interlocução entre as cidades e o acompanhamento das ações desenvolvidas pela Unidade. A assinatura do acordo representa mais uma etapa da atuação de Niterói no cenário latino-americano da cultura, utilizando a experiência desenvolvida no município para estimular a circulação de conhecimentos e a construção conjunta de políticas de garantia dos direitos culturais entre as cidades da região. Carta de Direitos Culturais de Niterói Niterói foi pioneira no Brasil na construção de uma Carta de Direitos Culturais, instrumento que reconhece a cultura como direito e reúne princípios e compromissos para orientar a atuação do poder público na área. Elaborada a partir de um processo de participação social iniciado em 2021, a Carta teve como uma de suas referências a experiência de San Luis Potosí, no México, pioneira na América Latina, e integra hoje a experiência que Niterói compartilha com outras cidades no debate internacional sobre a garantia dos direitos culturais.
2 de setembro de 2026
Lundu, maxixe, jongo, choro, polcas, valsas, tangos e marchinhas. Maaas… e o samba? Chiquinha Gonzaga, a célebre musicista carioca, foi pioneira em unir a sofisticada música erudita europeia às batidas populares de origem africana, criando as bases da Música Popular Brasileira. A pianista ainda era atuante quando o gênero começou a se popularizar, para logo depois se transformar no símbolo da identidade nacional. No entanto, o samba moderno não aparece em seu vasto e consagrado repertório. Foi pensando nesse encontro, que o escritor e roteirista Igor Miguel Pereira criou seu romance de estreia, O último maxixe (Patuá). O lançamento será no dia 02 de setembro, às 19h, na Livraria Alento, no Flamengo, com bate-papo do autor com o músico, podcaster e pesquisador musical da UFRJ, Dennis Novaes.
31 de agosto de 2026
A busca de uma mulher por autoconhecimento e transformação pessoal costuma envolver experiências profundas e corajosas. Pode ser uma jornada dolorosa, que pressupõe disposição para enfrentar grandes desafios. Essa reflexão é o ponto de partida do monólogo “Selvagem”, que encerra temporada, nesta sexta-feira (04/09), no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Com texto de Marília Passos e direção de Fernando Philbert, a atriz Gabriela Rosas dá vida a Mariana, uma obstetra desencantada com seu casamento e a vida que leva no Brasil. Em busca de novos caminhos, ela se voluntaria para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras no Sudão do Sul, um país devastado pela guerra civil. Inspirado no romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti 2023, o espetáculo constrói uma narrativa intensa e poética sobre a nova rotina de Mariana em um ambiente violento, hostil e imprevisível. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com tantos e novos desafios, a médica vive uma paixão arrebatadora por Nino, um médico brilhante e enigmático que lhe apresenta uma nova forma de enxergar o mundo e a si mesma. A trama também propõe discussões sobre as violências e limites vividos pelo corpo feminino e as complexidades da maternidade. Serviço  Selvagem Temporada: de 13 de agosto a 4 de setembro de 2026 Dias e horários: quintas e sextas-feiras, às 20h Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) Lotação: 150 pessoas Duração: 1h15 Venda online: https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/d12b0ee9d8da9ba53449e7d1b32251d68c7a5940 Classificação: 14 anos
31 de agosto de 2026
Após percorrer diversas cidades da Europa e da América Latina, Sílvia Pérez Cruz chega ao Brasil com a turnê internacional de "Oral_Abisal". Apresentando o seu novo disco, a espanhola que é destaque no cenário mundial fará shows em Porto Alegre (02/09), São Paulo (05 e 06/09) e Rio de Janeiro (08/09). No palco, Sílvia é acompanhada por uma formação acústica composta por Marta Roma (violoncelo, trompete e backing vocals), Bori Albero (contrabaixo e backing vocals) e Carlos Montfort (violinos, percussão, trompete e backing vocals). O espetáculo combina canções inéditas com releituras de momentos marcantes de sua trajetória, privilegiando arranjos delicados e grande espaço para a improvisação e a expressividade vocal. Da mesa ao cristal. Da madeira ao metal. Do canto coletivo ao canto introspectivo. Das profundezas do mar aos sonhos celestiais. Dos sóis e das mães aos mares abissais. Sílvia Pérez Cruz traz novas canções autorais para compartilhar, com sons familiares e novos horizontes, novas formas. Desde que soube que cantaria no sonhado Olympia, seu imaginário não parou de criar sons e imagens, até conceber esta nova viagem. O que se propõe nesta turnê é uma mudança de estado. Como faz o canto, como faz o rio, como faz a água. Oral Abisal sucede a bem-sucedida turnê de Toda la vida, un día, mas representa um novo capítulo criativo. O repertório é centrado nas composições do álbum recém-lançado, reforçando o caráter autoral da artista e sua capacidade de unir influências do flamenco, da música popular ibérica e latino-americana, do jazz e da música de câmara em um espetáculo de grande intensidade poética e musical. Lançado em 2026, o álbum é construído sobre a ideia da dualidade, dividindo-se entre dois universos sonoros complementares: "Oral", que representa o familiar, a memória, o coletivo e as raízes, e "Abisal", que mergulha no desconhecido, na introspecção, no sonho e nas profundezas emocionais. A proposta não estabelece uma oposição entre esses mundos, mas um diálogo contínuo entre eles, tendo a voz da cantora como elemento de união. Na parte Oral, predominam timbres quentes e orgânicos, com violões, cordas e harmonias mais densas, evocando o canto compartilhado e a intimidade. Já em Abisal, a instrumentação se expande para metais, flautas e paisagens sonoras mais atmosféricas e experimentais, criando uma sensação de imersão, contemplação e mistério. O resultado é um álbum que alterna delicadeza e intensidade sem perder a unidade estética. Sílvia Pérez Cruz - Agenda de shows: 02/09 - Porto Alegre (Teatro Bourbon Country) Ingressos pela Uhuu 05 e 06/09 - São Paulo (Sesc Pompéia) Ingressos pelo site do Sesc 08/09 - Rio de Janeiro (Teatro Riachuelo) Ingressos pela Ingresso.com
31 de agosto de 2026
Um homem decide escrever uma carta que jamais poderá ser entregue. Na tentativa de concluir uma conversa interrompida, ele inicia uma travessia pelas lembranças que moldaram sua identidade. Entre terreiros e carnavais, da Bahia ao Rio de Janeiro, um filho em luto encontra colo na voz de Maria Bethânia, Mariene de Castro, e tantas outras artistas que traduzem a saudade. Assim nasce Mainhas, primeiro solo autoral do ator baiano Olavo Gomes, que estreia em setembro na Sede da Cia dos Atores. Misturando teatro, performance, humor e relatos autobiográficos, Mainhas é uma carta de amor às mães, às cidades e à arte como território de cura. Sem oferecer respostas para o luto, o espetáculo celebra aquilo que resiste ao tempo: os gestos herdados, as histórias que insistem em ser contadas e as canções que atravessam gerações. “É uma peça que pede uma pausa para reverenciar as mulheres que nos formam. Eu quis exaltar a força da figura feminina na minha vida. Foram as mulheres que me moldaram, me salvaram, me socorreram, me apresentaram a arte, a vida, o teatro. São mães físicas e mães simbólicas”, revela Olavo. A direção é assinada por João Gofman, que trouxe para o espetáculo uma abordagem contemporânea. “A direção do João tem sido muito assertiva. Desde o início ele tirou o tom melancólico da peça e transformou num teatro de performance, onde o ator vivencia as histórias que conta”, comenta. O resultado é um trabalho que parte de uma experiência pessoal, mas alcança uma dimensão coletiva. A ideia de transformar a própria história em cena surgiu em 2025, durante uma residência artística na Sede da Cia dos Atores, quando Olavo investigava a obra de Grace Passô. “Percebi que na obra dela a presença da morte era muito forte”, comenta. Conduzindo o processo, o diretor da Cia dos Atores, Marcelo Olinto, propôs que os residentes preparassem uma cena livre. Sem saber o que apresentar, Olavo ligou a televisão e se deparou com a sequência final de Central do Brasil, em que Dora escreve uma carta para Josué. “A inspiração veio na hora: por que não escrever uma carta pra mainha contando tudo que aconteceu depois da sua partida?”, lembra. A cena foi apresentada à turma e Olinto sugeriu que o material fosse ampliado. Mais tarde, Olavo levou o texto a João Gofman, dando início à montagem de Mainhas. O espetáculo marca também uma mudança na trajetória de Olavo Gomes. Formado pela CAL - Casa das Artes de Laranjeiras, o ator trilhou uma carreira voltada à investigação da cena contemporânea, atravessando dramaturgias clássicas, processos colaborativos e pesquisas de linguagem no teatro. Esta é a primeira vez que ele leva à cena uma história autobiográfica e assume a autoria de um trabalho: “Mainhas é um passo de afirmação como artista autoral, trazendo para a cena uma história que só poderia ser contada por mim”, conclui. Classificação: 14 anos Duração: 55 minutos SERVIÇO Espetáculo “Mainhas” Local: Sede Cia dos Atores – Na Escadaria Selarón - R. Manuel Carneiro, 12 - Santa Teresa, Rio de Janeiro - RJ, 20241-120 Temporada: 11, 12 e 13 de setembro Dias e Horários: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h. Ingressos: R$60 inteira; R$30 meia-entrada.  Venda: linktr.ee/mainhasespetaculo
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