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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

30 de agosto de 2026
Em setembro, o projeto Clássicos de Câmara, da Fundação de Arte de Niterói, reúne, o Chroma Brass, no Solar do Jambeiro, no dia 02; o Sexteto Pro Arte, na Sala Carlos Couto, no dia 09; o Quarteto Brasileiro de Trombones, no Solar do Jambeiro, no dia 16; a Camerata da Orquestra Sopros do Rio, no Solar do Jambeiro, no dia 23; e o Duo Carneiro Magnani, no Solar do Jambeiro, no dia 30, em concertos gratuitos que celebram a riqueza de repertórios que transitam entre a tradição da música de concerto e a excelência da música brasileira. Chroma Brass - Solar do Jambeiro, quarta, 02 de setembro Fundado no ano de 2018, por músicos da região Sul fluminense que sempre quiseram aprofundar seus conhecimentos no cenário camerístico para esta formação, buscando sempre levar música de câmara a diferentes tipos de públicos, com concerto didático. Atualmente tem um repertório formado por músicas brasileira para essa formação, dentre elas 'Aquarela Brasileira', 'Carinhoso', 'Cantiga Brasileira', 'Suíte Nordestina', 'Divertimento folclórico', entre outras. Sexteto Pro Arte - Sala Carlos Couto, quarta, 09 de setembro Formado pelos chefes de naipe da seção de cordas da Orquestra FESO Pro Arte, o Sexteto de Cordas consolida-se como uma das mais expressivas extensões da música de câmara no estado do Rio de Janeiro. A identidade do grupo está profundamente enraizada na tradição do Centro Cultural Feso Pro Arte de Teresópolis, preservando o legado artístico de uma instituição que, desde 1931, atua como pilar cultural no Brasil. Quarteto Brasileiro de Trombones - Solar do Jambeiro, quarta, 16 de setembro O Quarteto Brasileiro de Trombones foi fundado em 1994, com o intuito de divulgar o Trombone como instrumento solista, através de um repertório variado, abrangendo os diferentes gêneros da música erudita e popular brasileira. Em 2004, o quarteto lançou seu primeiro CD solo, "Tributo a Gilberto Gagliardi". Neste ano de 2026, voltam aos palcos com sua atual formação: Sérgio de Jesus, João Luiz Areias, Everson Moraes e Leandro Dantas. Camerata da Orquestra Sopros do Rio - Solar do Jambeiro, quarta, 23 de setembro A Camerata da Orquestra Sopros do Rio convida você para uma viagem pela tradição das bandas de coreto. Inspirado na obra de Anacleto de Medeiros, o concerto celebra a riqueza do nosso patrimônio musical com obras que atravessaram gerações e mantêm viva a nossa história. Duo Carneiro Magnani - Solar do Jambeiro, quarta, 30 de setembro Tiago Carneiro atualmente é trompista da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em música pela Universidade de Aveiro - Portugal, na classe do professor Bernardo Silva, também atuou como convidado na Orquestra da Casa da Música no Porto - Portugal. Considerado um dos talentos de sua geração, Ciro Magnani vem dedicando a sua carreira a música de concerto e ao jazz. Bacharel em piano pela Unirio. Serviço Clássicos de Câmara Datas: Quartas-feiras, de 02 a 30 de setembro de 2026 Horário: Sempre às 18h Classificação indicativa: Livre Duração: 60min Local: Solar do Jambeiro Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195, São Domingos Local: Sala Carlos Couto Endereço: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói
30 de agosto de 2026
No encerramento do Festival Lírico de Niterói - FELINI, a Cia de Ópera da Lapa celebra, no Theatro Municipal de Niterói, o maior compositor lírico brasileiro em um espetáculo dedicado à força e genialidade de sua obra. O evento está agendado para o domingo, 30 de agosto, às 17h. Com solistas e coro, a Cia revisita trechos marcantes de O Guarani, Salvator Rosa, Fosca e Colombo, resgatando o legado de Carlos Gomes para a ópera mundial. Serviço Encerramento Festival Lírico de Niterói: Carlos Gomes, o Selvagem da Ópera Homenagem a Carlos Gomes Data: Domingo, 30 de agosto de 2026 Horários: 17h Duração: 90min Classificação: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói
30 de agosto de 2026
Lúcio, o anjo caído, escolhe a dedo seus pacientes que trazem à tona as observações mais relevantes sobre a humanidade atual com muito humor e musicalidade. Quem verdadeiramente tem a coragem de se expor para si? Quem consegue habitar essa zona desconfortável do questionamento? Que personagem sustentaria uma análise perante a todos nós? É o que o público da Sala Nelson Pereira dos Santos poderá conferir nos dias 29 e 30 de agosto, sábado e Domingo, às 19h. Terapia Infernal, nasce de uma imensa pesquisa elaborada pelo artista Rafael Infante, sobre as questões da existência: o medo, a angústia, o prazer, a falta, a culpa, o amor e a fé! Sem julgamento, Infante convida seus espectadores a uma sessão com seus sentimentos mais profundos. Terapia Infernal, tem um pacto com o riso, com a gargalhada frouxa e genuína, levando o próprio ator com seu público, a uma catarse infinita de autorresponsabilidade e alegria. O espetáculo desfruta dos artefatos da arte, numa dança sincera, entre o artista e o observador presente no teatro. O resultado é uma entrega autêntica onde todo mundo sai mais feliz e ativo! Dando lugar a uma Comédia motivada pela Alma! Rafael Infante é um ator e comediante brasileiro. Sua trajetória no mundo do entretenimento é marcada por um talento múltiplo, conquistando o público com sua habilidade única de mesclar humor, inteligência e carisma. Infante iniciou sua carreira como integrante do grupo de improvisação Avacalhados, e em seguida se tornou integrante do grupo de comédia Porta dos Fundos. Sua capacidade de interpretar diferentes tipos de personagens, desde os mais excêntricos até os mais cotidianos, evidencia sua criatividade como comediante. No teatro, foi protagonista do solo de humor "Infantaria", que circulou em 2015 por diversos estados do país e foi visto por mais de 400 mil espectadores. Infante nasce do teatro e no teatro é criado participando ativamente de vários outros espetáculos. Na televisão integrou diversos programas de humor e novelas. Tendo também uma carreira notável no cinema. Serviço Rafael Infante em 'Terapia Infernal' Datas: 29 e 30 de agosto de 2026 Horário: Sábado e Domingo, 19h Duração: 75 min Classificação Indicativa: 16 anos Ingressos: R$ 120,00 (inteira) | R$ 90,00 solidário, doando 1 kg de alimento não perecível Vendas pelo Fever, ou na bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos Local: Sala Nelson Pereira dos Santos Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói
30 de agosto de 2026
Subvertendo e reorganizando a lógica, Sergio Allevato oferece um repertório que vai da investigação literal à fabulação, evocando questões de ordem histórica, científica, política e filosófica. Através de um recorte de trabalhos recentes, na individual “A Traição das Imagens”, em cartaz na Galeria Patrícia Costa a partir do dia 2 de setembro, o artista apresenta um conjunto de obras que desafiam certezas e propõem novas leituras sobre o mundo. Recorrendo a símbolos reais e imaginários, Allevato desenvolve uma narrativa visual que revela um universo onde o pensamento crítico e a invenção caminham lado a lado, convidando o espectador a certos questionamentos. “Durante alguns anos, me isolei no ateliê e comecei a produzir, tomado por uma explosão criativa ininterrupta, mantida até hoje. Esse processo resultou em diversas séries desde 2020, sempre seguindo minha linha de pesquisa sobre meio ambiente. Como artista latino-americano, não poderia deixar de abordar em meus trabalhos temas como identidade, pertencimento e outros assuntos que me tocam”, diz ele.  Sob a curadoria de Vanda Klabin, foram selecionadas pinturas em tinta acrílica e à óleo sobre tela e linho, além de dois objetos escultóricos da série “Tempo”, produzidos com relógios de parede antigos arrematados pelo artista em leilões. A exposição evidencia a consistência da pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, elencando obras que articulam rigor formal, imaginação e reflexão crítica. “A Traição das Imagens” reafirma a pintura como um espaço privilegiado de pensamento e descoberta. “Sua trajetória artística é marcada por experimentações que revelam uma constelação política e uma articulação entre arte, ciência, biomas e sistemas político-sociais. Estamos diante de um território livre, mas de tensa convivência, ao colocar em cena alguns símbolos capazes de convocar a ideia de identidade e de pertencimento, pontos nucleares em sua prática artística, analisa Vanda Klabin. “São situações e cenários com sobreposições lúdicas, nos quais os elementos botânicos são protagonistas significativos e estão muito presentes, ao transformar a natureza em matéria e manifesto. O artista procura evidenciar as fissuras e as contradições do mundo ao nosso redor, ao utilizar uma gramática visual híbrida, presente tanto no universo pop e no científico. Subverte a ilustração botânica para suscitar questões pertinentes ao nosso processo de colonização cultural, ao domínio do capitalismo americano, ao meio ambiente e à complexidade de suas crises climáticas”. Um dos destaques, a série Colapso é descrita por Vanda Klabin como “o fio narrativo que desloca-se para outras leituras críticas, ainda marcadas pelos ecos das incessantes crises mundiais. Estão presentes, nessa cartografia povoada por vestígios, uma maior fluidez nas pinceladas e no uso das cores. Não encontramos ali uma unidade perceptiva, mas contornos imprecisos e ritmos imprevistos. São construções visuais que trazem a ideia de um mundo desarticulado, provocante, perturbador e com grande poder de corrosão”. Numa visita ao ateliê do artista, é possível acessar uma amostra do universo que codificou sua linguagem singular. Referências a colonização, meio ambiente e biomas se mesclam a elementos eruditos e a ícones pop. Sua formação está, em parte, materializada ali. Sergio Allevato estudou a flora brasileira na Fundação Botânica Margaret Mee, no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres e ali adquiriu conhecimento a partir das ilustrações de elementos botânicos oriundos de seus estudos com componentes científicos. Nascido no Rio de Janeiro em 1971, aos 16 anos morou em Florença por três meses, onde cursou pintura e desenho na Scuola Lorenzo de’Medici. Mestre em Arte Contemporânea pela Goldsmiths College of London, Londres, UK, de 2006 a 2008, frequentou o Parque Lage em 2005 e 2006. Em 2001, foi artista em residência do Museu do Deserto do Arizona, Tucson, USA. Em 2007, ganhou o Prêmio Aquisição do Salão da Bahia, tendo duas de suas obras a integrar a coleção do MAM Bahia. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2010 e 2012. Entre suas exposições recentes, destacam-se Paisagens em Travessia, obras do MNBA, Caixa Cultural Salvador, Bahia, 2026; Baile, Galeria Luciana Caravello, São Paulo, 2026; Paisagens em Suspensão, obras do MNBA, Caixa Cultural Belém, Pará, 2025; Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro, 2025; A Partilha do Imperador Pedro II, Museu da Justiça, Rio de Janeiro, 2025; Imaginary Amazon, SDSU Gallery, San Diego, USA, 2024. Alguns obras pertencem ao acervo de coleções públicas: San Diego Museum of Art, USA; MAR - Museu de Arte do Rio, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; MAM Bahia Museu de Arte Moderna da Bahia, Brasil; Arizona Sonora Desert Museum, USA; Smithsonian Museum, Washington, USA; New York Natural History Museum, USA; Natural History Museum of London, UK; MAM RJ Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil. Em 2024, ilustrou o convite da exposição Imaginary Amazon, na San Diego State University. Serviço “A Traição das Imagens” – Sergio Allevato apresenta pinturas e objetos escultóricos Curadoria: Vanda Klabin Abertura: dia 2 de setembro, das 17h30 às 21h Visitação: até 26 de setembro de 2026 Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 19h; aos sábados, das 11h às 17h Local: Galeria Patricia Costa Endereço: Av. Atlântica, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana – RJ Telefone: (21) 2227-6929/(21) 98868-1993
30 de agosto de 2026
A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) no dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação. Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB. Serviço: Amazônicas: Poéticas Femininas 2 de setembro a 16 de novembro de 2026 Curadoria: Sissa Aneleh CCBB Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ) (21) 3808-2020 ccbbrio@bb.com.br De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças). Entrada gratuita.
29 de agosto de 2026
A Fundação de Arte de Niterói convida você para o lançamento do FANDelas, projeto pensado para valorizar e celebrar o protagonismo feminino nos palcos! No sábado, 29 de agosto, a partir das 16h, o Reserva Cultural recebe a primeira edição do projeto, que reúne diferentes gerações, estilos e referências. A festa tem entrada franca e vai contar com um set caprichado da DJ Taia Pitaia, passeando pelos sucessos de grandes mulheres da música nacional e mundial. O palco recebe também a cantora baiana Thathi, fazendo um tributo para a gigante Marina Lima e, na sequência, Natalia Voss comanda a Roda de Marisa, celebrando a arte de Marisa Monte! Além de música da melhor qualidade, teremos um espaço de convivência perfeito para brindar com opções incríveis de bebidas e petiscos. Serviço FANDelas Data: Sábado, 29 de agosto de 2026 Horário: 16h Entrada gratuita Reserva Cultural Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói
29 de agosto de 2026
Uma das grandes comediantes do país, a atriz Berta Loran (1926-2025) terá seu centenário de nascimento celebrado no lugar onde ela mais se sentia feliz: o teatro. Com texto de Miriam Halfim (sobrinha de Berta) e Marcelo Aquino e direção de Ary Coslov, o espetáculo inédito "Berta – Minha vida por um palco" estreia em 4 de setembro de 2026 no teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). No elenco, os atores Andrea Dantas, Alexandre Regis, Junior Vieira e Patrícia Pinho dão vida a uma narrativa que transita entre a comédia e a crítica contundente sobre o esquecimento cultural no Brasil. A montagem homenageia a trajetória e o legado de uma das artistas mais queridas e marcantes do Brasil. Em cena, as etapas marcantes de sua vida são lembradas desde a infância difícil em Varsóvia, na Polônia, até a sua morte aos 99 anos em 2025, em Copacabana. Berta migrou para o Brasil aos 9 anos de idade, junto com os pais e cinco irmãos fugindo da perseguição nazista crescente na Europa. Ao chegar no Rio de Janeiro, a família se instalou num sobrado na Praça Tiradentes. Por incentivo do pai, que era alfaiate e ator, Berta ingressou no teatro ainda adolescente e nunca parou. Com quase oito décadas de carreira e mais de 2 mil personagens, Berta começou no teatro de revista, esteve em dezenas de peças teatrais e foi nos programas de humor na TV que ela ficou famosa em todo o Brasil. Sua ida a Portugal para participar da peça “Fogo no Pandeiro” acabou lhe rendendo um enorme sucesso no país, onde morou por seis anos, entre o fim dos anos 1950 e o início dos 1960. Essa experiência acabou criando uma das personagens mais marcantes de sua carreira na TV. Nos anos 1990, na Escolinha do Professor Raimundo, ela criou a imigrante portuguesa Manuela D'Além Mar, cujo sotaque carregado e o bordão "Manuela D'Além Mar, de Trás-os-Montes, sim senhoire!" se tornaram sua marca registrada. Com um humor ácido, a montagem utiliza a figura da icônica comediante para dialogar sobre a falta de preservação da memória artística e histórica do país. Como dramaturga, Miriam Halfim tem se destacado com obras que jogam luz sobre personalidades e episódios históricos. Filha de um dos irmãos de Berta, a autora teve muito contato com a tia ao longo de sua vida. "O palco deu a ela tudo o que ela quis. Apesar de uma infância muito difícil, miserável, em Varsóvia, Berta escolheu viver com alegria. Ela dizia que felicidade é uma escolha", lembra Miriam. “É muito importante que as pessoas conheçam a história da vida dela e se lembrem de Berta Loran. Ela era extremamente talentosa”, diz o diretor Ary Coslov, que decidiu ter duas atrizes – Andrea Dantas e Patrícia Pinho – dividindo o papel de Berta Loran (além de fazerem outros papéis) em diferentes etapas da trajetória dela. Para construir a narrativa da peça, além das muitas lembranças pessoais, Miriam contou com a extensa pesquisa do ator, diretor e autor Marcelo Aquino, coautor do texto. “Nós somos um país com um problema sério de preservação da memória. Tem uma questão cultural com a memória, a gente apaga com muita rapidez muitos artistas”, diz Marcelo. “Por isso, acho que a Miriam presta um serviço não só para arte, mas também para a memória. A Berta é uma artista que abriu caminho para muitos humoristas que estão aqui hoje, principalmente para as mulheres”, afirma Marcelo. A equipe de criação reúne um time de grandes nomes dos bastidores do teatro brasileiro. A iluminação é de Aurélio de Simoni. Os figurinos foram criados por Mauro Leite. A trilha sonora do espetáculo é assinada por Ary Coslov e Marcelo Aquino. A direção de produção fica a cargo do experiente Celso Lemos. SERVIÇO Espetáculo: “Berta – Minha vida por um palco” Temporada: de 4 a 27 de setembro de 2026 Dias e horários: Sextas: às 20h | Sábados e domingos (sessões duplas): às 16h30 e às 19h Local: CCJF - Centro Cultural Justiça Federal Endereço: Av. Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro Ingressos pela Sympla Valores: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) Classificação Indicativa: 14 anos Duração: 80 min.
28 de agosto de 2026
A mostra reúne conteúdos históricos, fotografias, vídeos e instalações interativas que destacam a importância delas. Nas imagens, antigas líderes como Dandara dos Palmares, que teve papel decisivo na consolidação do Quilombo dos Palmares, e Dona Eva e Dona Uia, lideranças contemporâneas do Quilombo de Rasa, em Búzios. Outro ponto importante, segundo Lydia de Carvalho, é um mapa que mostra as mais de 50 comunidades quilombolas reconhecidas oficialmente no estado.A historiadora reforça ainda a boa receptividade do público à exposição. Serviço  Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência fica em cartaz até o dia 28 de agosto no Museu da Justiça no Estado do Rio de Janeiro, localizado no centro da cidade. A entrada é franca e a classificação é livre.
28 de agosto de 2026
O conto de fadas mais amado do mundo ganha uma montagem da Cia. Ação Contínua. Neste fim de semana, o público do Rio de Janeiro tem um encontro marcado com a magia! A Cia. Ação Contínua apresenta "A Bela Adormecida" na Barra da Tijuca, no Teatro dos Grandes Atores, um espetáculo emocionante, repleto de músicas, coreografias, efeitos cênicos e figurinos deslumbrantes que prometem encantar crianças e adultos. Uma produção que transforma o palco do Teatro dos Grandes Atores em um verdadeiro reino encantado, onde a fantasia ganha vida diante dos olhos do público. A Bela Adormecida Teatro dos Grandes Atores (Shopping Barra Square) – Barra da Tijuca 29 e 30 de agosto 17h Ingressos: https://divertix.com.br/teatro/a-bela-adormecida
28 de agosto de 2026
A Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, recebe neste fim de semana (29 e 30/08) o espetáculo infantil “O Coelho da Lua”. Com sessões às 11h e 15h, na Sala Eletroacústica, a peça combina o poder da inclusão e a importância do descarte correto de lixo. A história acompanha Suki, um jovem coelho muito inteligente, que sonha em se tornar astronauta. Para realizar esse desejo, ele conta com o apoio de seu melhor amigo, Flecha – uma tartaruga muito divertida que enfrenta um de seus maiores desafios: a autoaceitação. Ao ver o amigo triste por ser excluído das atividades que exigem velocidade, Suki decide intervir, mostrando aos animais da floresta a importância da empatia e da união. Juntos, essa turma terá que resolver a missão mais importante de suas vidas: levar a Lua em segurança de volta ao espaço. Após cair na Terra, a única solução para salvar o planeta de uma imensa enchente de lixo é o foguete construído por Suki com materiais reciclados. Para finalizá-lo a tempo, toda a floresta precisará se unir, superando medos, preconceitos e diferenças. Uma lição inesquecível sobre sustentabilidade, diversidade e cooperação para toda a família. Como parte da proposta ambiental do espetáculo, o público poderá adquirir o chamado ingresso ecológico, que garante 60% de desconto para quem levar 25 tampinhas de plástico. A iniciativa amplia para fora do palco a discussão sobre reciclagem e descarte consciente de resíduos. Serviço: “O Coelho da Lua” Dias: 29 e 30/08 (sábado e domingo) Horário: 11h e 15h Local: Sala Eletroacústica da Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca) Ingressos: a partir de R$30 na bilheteria ou no site da Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/124883
27 de agosto de 2026
Uma exposição da Bahia com obras de artistas indígenas de diversas etnias; uma instalação multimídia do Paraná que articula representação vocal e paisagem sonora; um espetáculo cênico-musical da Baixada Fluminense que celebra a potência criativa feminina no funk. Estas são algumas das atrações que inauguram a nova programação do Petrobras Futuros - Arte e Tecnologia, no Flamengo, a partir do dia 28. Entre agosto e abril de 2027, o centro cultural traz para a cidade projetos artísticos inéditos com diferentes brasilidades, linguagens e tecnologias, promovendo a circulação cultural. Eles foram selecionados a partir da chamada pública Brasilidades & Futuros e reúnem iniciativas de 12 estados e cinco regiões. A programação é totalmente gratuita e inédita no Rio de Janeiro. Para marcar a nova fase, na sexta, 28, um evento com direção artística de Batman Zavareze dá boas-vindas ao público a partir das 19h. Será possível conhecer dois trabalhos de artes visuais que ocupam as galerias 2 e 3: respectivamente, a exposição baiana “Nhe´ẽ Se – Desejo de Fala”, com obras de artistas indígenas contemporâneos, e a instalação multimídia paraense “Imunidade”, desenvolvida por 15 mulheres em uma experiência coletiva. Em seguida, terá início o Festival Brasilidades & Futuros Música, que reúne artistas musicais de diferentes regiões do país. No térreo, às 20h15m, o duo paraense “Uaná System” se apresenta misturando carimbó, música eletrônica, tecnologia e cultura amazônica. Em seguida, às 21h15, é a vez das DJs, MCs e bailarinas do #estudeofunk com o espetáculo cênico-musical “Donas do Baile”, oriundo da Baixada Fluminense, no Teatro Petrobras Futuros. Os ingressos gratuitos para as atrações do dia 28 de agosto estão disponíveis AQUI e são sujeitos à lotação. No sábado, 29, o Festival Brasilidades & Futuros Música continua com dois novos shows que destacam sonoridades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, respectivamente. Às 20h15, “Boca do Tempo”, projeto solo do musicista e pesquisador Sergio Krakowski, usa o pandeiro como interface tecnológica, transformando gestos em sons e imagens; já às 21h15, a performance audiovisual imersiva “De Keke!”, do produtor e DJ Vhoor, transforma o funk mineiro e a vivência das periferias em uma experiência de videomapping ao vivo. Dando início à programação de artes cênicas – serão oito espetáculos destinados aos adultos e ao público infantil até abril de 2027 -, estreia na quinta-feira, 3 de setembro, a peça adulta mineira “Mordida Exploratória”. Com direção de Amora Tito, o Grupo Armatrux traz ao palco do Teatro Petrobras Futuros uma reflexão sobre consumo, memória e crise ambiental. Para os shows e espetáculos teatrais adultos e infantis, será necessária a retirada de ingresso pelo Sympla. Os 30 projetos artísticos de Artes Cênicas, Artes Visuais e Música foram selecionados pela chamada pública nacional Brasilidades & Futuros do Instituto Futuros e patrocinada pela Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura. “Dar início ao novo programa artístico é celebrar a multiplicidade de vozes que constroem o Brasil. Na convergência entre arte, tecnologia e saberes diversos, o centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia abre as portas para narrativas provocativas e transformadoras. Convidamos o público a vivenciar ideias que questionam o presente e reimaginam os futuros possíveis a partir da nossa própria identidade", ressalta Victor D’Almeida, gerente de cultura do Instituto Futuros. Para Chico Dub, curador dos festivais de música da programação, o público poderá ver shows que fogem ao formato convencional e revelam artistas que promovem novas experimentações em suas próprias linguagens. Até abril de 27, 16 projetos com múltiplas sonoridades vão passar pelo Petrobras Futuros. “Este primeiro festival parte da ancestralidade como ponto de partida para novas criações. Percussão de terreiro, ritmos das nações Ketu, Angola e Ijexá, afro-jazz, hip-hop, música instrumental brasileira e improvisação aproximam tradição oral, música de concerto, performance e experimentação, com destaque para tambores, flauta, tuba e trombone. Desse encontro, emergem narrativas sobre memória, identidade feminina, histórias silenciadas pelo colonialismo, a festa como potência política e novas leituras da diáspora africana.”
27 de agosto de 2026
A Universidade Federal Fluminense inaugurou este mês o Museu Audiovisual Universitário (MAU). O espaço integra o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA) e estará aberto para visitação gratuita todas as quartas-feiras, a partir do dia 26 de agosto, das 10h às 17h. A exposição de abertura do museu chama-se “A multiplicidade do cinema”, com curadoria do professor de Cinema e Vídeo da UFF e coordenador do LUPA, Rafael de Luna Freire, e explora a presença do cinema em diferentes esferas da sociedade. Por meio das peças do acervo, os visitantes terão acesso à objetos como a câmera cinematográfica da cineasta pioneira Carmen Santos e o projetor que funcionou no tradicional cine Pathé Palácio, na Cinelândia até o final dos anos 1990. Além disso, a mostra pretende levar as pessoas para o antigo Cine Metro, que marcou época na rua do Passeio entre as décadas de 1930 e 1940, e conduzi-las a uma reconstrução digital imersiva. O MAU também apresentará um documentário inédito em homenagem à “Cine Propaganda Fluminense”, empresa de Eduardo Abelin que exibia filmes nas ruas e praças de Niterói nos anos 1950 e 1960, produzido a partir de documentos doados ao LUPA pela família de Abelin. O LUPA, vinculado ao curso de Cinema e Vídeo, tem como objetivo promover e preservar prioritariamente a produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Em 2024, o comitê gestor do laboratório aprovou a criação do Museu Audiovisual Universitário, que agora ganha seu espaço permanente no Casarão do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), na rua Lara Vilela.
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