
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

Em cartaz nos dias 3 e 4 de setembro, “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio” já foi visto por cerca de 250 mil espectadores em mais de 225 apresentações pelo Brasil. Em pleno século XIX, quando as mulheres não tinham voz, a russa Helena Blavatsky rompeu paradigmas, enfrentou preconceitos, intolerâncias e opressões sociais para se lançar em uma viagem através do mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Em 1875, junto com Henry Steel Olcott, fundou em Nova York a Sociedade Teosófica, que foi transferida para a Índia em 1879. A rápida expansão da Sociedade Teosófica na Europa e na América impulsionou a popularidade das religiões orientais e o renascimento do ocultismo moderno. Profunda conhecedora de Blavatsky, Lucia Helena marcou sua estreia no teatro ao criar um texto que resgata a atemporalidade da personagem, eliminando estereótipos que lhe foram associados. O texto traz ciência, religião, história, filosofia, a busca pelo conhecimento, a condição feminina e os pensamentos transformadores da filósofa em meio às adversidades de todas as épocas. “Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que dedicaram suas vidas a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui. “A peça enfatiza a dimensão filosófica e humanista de Helena Blavatsky – sua busca incessante pelo conhecimento, o diálogo entre culturas, a defesa de uma fraternidade universal e a coragem de desafiar dogmas e preconceitos do seu tempo”, comenta o diretor Luiz Antonio Rocha. Com Blavatsky, Beth transmite à plateia o que a personagem lhe trouxe como ensinamento: determinação, entrega e escutar a voz do silêncio para melhor enxergar a si mesma e a humanidade. “Blavatsky me fez refletir, me despir de minhas certezas do mundo contemporâneo, para poder mergulhar na potência da alma humana, do feminino, nas reflexões profundas sobre a existência que deixamos adormecida dentro de nós. Trata-se de um texto belíssimo, um convite para que possamos escutar a nossa voz do silêncio”, afirma a atriz que, por este papel, recebeu o Prêmio CENYM de Teatro Nacional, da ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil, como Melhor Atriz de 2023. A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres, no final do século XIX. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. HELENA BLAVATSKY, A VOZ DO SILÊNCIO’ Dias e horários: 03 e 04 de setembro, às 19h Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125154/d/405937 Duração: 1h Classificação: 12 anos

A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas (SMC), participou, em agosto, da programação da Mercocidades realizada em Quilmes, na Argentina. O principal marco da agenda foi a assinatura de um Termo de Cooperação entre a Mercocidades e o Programa IberCultura Viva, com o objetivo de intensificar e ampliar as ações conjuntas e a cooperação entre as duas redes. O acordo foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, na qualidade de atual presidente da Mercocidades, e por Flor Minici, secretária técnica do Programa IberCultura Viva, representando a iniciativa. A articulação para a formalização da parceria foi conduzida pela Unidade Temática de Cultura (UTC) da Mercocidades, coordenada por Niterói e subcoordenada por Concepción, no Chile, e Quilmes, na Argentina. Um dos eixos trabalhados pela UTC é a agenda de normatividade e direitos culturais, área em que Niterói vem se consolidando como referência regional. A cidade está entre as poucas da América Latina que possuem uma Carta de Direitos Culturais. San Luis Potosí, no México, foi pioneira nesse processo, Concepción também já desenvolveu seu instrumento, enquanto Quilmes e outras cidades avançam atualmente nessa construção. “Esse convênio amplia a capacidade de cooperação entre duas redes que têm experiências importantes para compartilhar. Os direitos culturais são uma das agendas que temos desenvolvido na UTC, e Niterói chega a esse debate com uma trajetória concreta, a partir da nossa Carta de Direitos Culturais. Queremos compartilhar essa experiência, conhecer o que outras cidades estão construindo e avançar coletivamente na garantia da cultura como direito em nossa região”, destaca a secretária municipal das Culturas de Niterói e coordenadora da UTC, Júlia Pacheco. Além da assinatura do acordo, foi realizada uma mesa própria da Unidade Temática de Cultura, simultaneamente ao Conselho da Mercocidades. O encontro deu início ao debate entre as partes sobre o objeto da parceria e os próximos passos para transformar a cooperação em ações conjuntas. A parceria está diretamente relacionada à Meta 3 da UTC, que prevê a construção de um inventário latino-americano de direitos culturais. Como parte desse processo, será realizada uma oficina em formato híbrido, já com mais de 50 inscritos, dando início a um ciclo de atividades com cidades latino-americanas sobre direitos culturais. A atuação da UTC já reuniu representantes de 32 cidades em suas reuniões gerais. A articulação conduzida pela Unidade também contribuiu para engajar outras quatro cidades na rede Mercocidades e vem ampliando o diálogo com organizações e redes internacionais, como CGLU, ASSITEJ e IberCultura Viva, além da participação ativa de duas universidades. A Secretaria Municipal das Culturas foi representada nas atividades em Quilmes por Felipe Viana, assessor da Subsecretaria das Culturas, que realiza as tarefas de secretariado técnico da UTC. A atuação envolve o apoio à organização das agendas, a interlocução entre as cidades e o acompanhamento das ações desenvolvidas pela Unidade. A assinatura do acordo representa mais uma etapa da atuação de Niterói no cenário latino-americano da cultura, utilizando a experiência desenvolvida no município para estimular a circulação de conhecimentos e a construção conjunta de políticas de garantia dos direitos culturais entre as cidades da região. Carta de Direitos Culturais de Niterói Niterói foi pioneira no Brasil na construção de uma Carta de Direitos Culturais, instrumento que reconhece a cultura como direito e reúne princípios e compromissos para orientar a atuação do poder público na área. Elaborada a partir de um processo de participação social iniciado em 2021, a Carta teve como uma de suas referências a experiência de San Luis Potosí, no México, pioneira na América Latina, e integra hoje a experiência que Niterói compartilha com outras cidades no debate internacional sobre a garantia dos direitos culturais.

Lundu, maxixe, jongo, choro, polcas, valsas, tangos e marchinhas. Maaas… e o samba? Chiquinha Gonzaga, a célebre musicista carioca, foi pioneira em unir a sofisticada música erudita europeia às batidas populares de origem africana, criando as bases da Música Popular Brasileira. A pianista ainda era atuante quando o gênero começou a se popularizar, para logo depois se transformar no símbolo da identidade nacional. No entanto, o samba moderno não aparece em seu vasto e consagrado repertório. Foi pensando nesse encontro, que o escritor e roteirista Igor Miguel Pereira criou seu romance de estreia, O último maxixe (Patuá). O lançamento será no dia 02 de setembro, às 19h, na Livraria Alento, no Flamengo, com bate-papo do autor com o músico, podcaster e pesquisador musical da UFRJ, Dennis Novaes.
A busca de uma mulher por autoconhecimento e transformação pessoal costuma envolver experiências profundas e corajosas. Pode ser uma jornada dolorosa, que pressupõe disposição para enfrentar grandes desafios. Essa reflexão é o ponto de partida do monólogo “Selvagem”, que encerra temporada, nesta sexta-feira (04/09), no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Com texto de Marília Passos e direção de Fernando Philbert, a atriz Gabriela Rosas dá vida a Mariana, uma obstetra desencantada com seu casamento e a vida que leva no Brasil. Em busca de novos caminhos, ela se voluntaria para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras no Sudão do Sul, um país devastado pela guerra civil. Inspirado no romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti 2023, o espetáculo constrói uma narrativa intensa e poética sobre a nova rotina de Mariana em um ambiente violento, hostil e imprevisível. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com tantos e novos desafios, a médica vive uma paixão arrebatadora por Nino, um médico brilhante e enigmático que lhe apresenta uma nova forma de enxergar o mundo e a si mesma. A trama também propõe discussões sobre as violências e limites vividos pelo corpo feminino e as complexidades da maternidade. Serviço Selvagem Temporada: de 13 de agosto a 4 de setembro de 2026 Dias e horários: quintas e sextas-feiras, às 20h Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) Lotação: 150 pessoas Duração: 1h15 Venda online: https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/d12b0ee9d8da9ba53449e7d1b32251d68c7a5940 Classificação: 14 anos

Após percorrer diversas cidades da Europa e da América Latina, Sílvia Pérez Cruz chega ao Brasil com a turnê internacional de "Oral_Abisal". Apresentando o seu novo disco, a espanhola que é destaque no cenário mundial fará shows em Porto Alegre (02/09), São Paulo (05 e 06/09) e Rio de Janeiro (08/09). No palco, Sílvia é acompanhada por uma formação acústica composta por Marta Roma (violoncelo, trompete e backing vocals), Bori Albero (contrabaixo e backing vocals) e Carlos Montfort (violinos, percussão, trompete e backing vocals). O espetáculo combina canções inéditas com releituras de momentos marcantes de sua trajetória, privilegiando arranjos delicados e grande espaço para a improvisação e a expressividade vocal. Da mesa ao cristal. Da madeira ao metal. Do canto coletivo ao canto introspectivo. Das profundezas do mar aos sonhos celestiais. Dos sóis e das mães aos mares abissais. Sílvia Pérez Cruz traz novas canções autorais para compartilhar, com sons familiares e novos horizontes, novas formas. Desde que soube que cantaria no sonhado Olympia, seu imaginário não parou de criar sons e imagens, até conceber esta nova viagem. O que se propõe nesta turnê é uma mudança de estado. Como faz o canto, como faz o rio, como faz a água. Oral Abisal sucede a bem-sucedida turnê de Toda la vida, un día, mas representa um novo capítulo criativo. O repertório é centrado nas composições do álbum recém-lançado, reforçando o caráter autoral da artista e sua capacidade de unir influências do flamenco, da música popular ibérica e latino-americana, do jazz e da música de câmara em um espetáculo de grande intensidade poética e musical. Lançado em 2026, o álbum é construído sobre a ideia da dualidade, dividindo-se entre dois universos sonoros complementares: "Oral", que representa o familiar, a memória, o coletivo e as raízes, e "Abisal", que mergulha no desconhecido, na introspecção, no sonho e nas profundezas emocionais. A proposta não estabelece uma oposição entre esses mundos, mas um diálogo contínuo entre eles, tendo a voz da cantora como elemento de união. Na parte Oral, predominam timbres quentes e orgânicos, com violões, cordas e harmonias mais densas, evocando o canto compartilhado e a intimidade. Já em Abisal, a instrumentação se expande para metais, flautas e paisagens sonoras mais atmosféricas e experimentais, criando uma sensação de imersão, contemplação e mistério. O resultado é um álbum que alterna delicadeza e intensidade sem perder a unidade estética. Sílvia Pérez Cruz - Agenda de shows: 02/09 - Porto Alegre (Teatro Bourbon Country) Ingressos pela Uhuu 05 e 06/09 - São Paulo (Sesc Pompéia) Ingressos pelo site do Sesc 08/09 - Rio de Janeiro (Teatro Riachuelo) Ingressos pela Ingresso.com

Um homem decide escrever uma carta que jamais poderá ser entregue. Na tentativa de concluir uma conversa interrompida, ele inicia uma travessia pelas lembranças que moldaram sua identidade. Entre terreiros e carnavais, da Bahia ao Rio de Janeiro, um filho em luto encontra colo na voz de Maria Bethânia, Mariene de Castro, e tantas outras artistas que traduzem a saudade. Assim nasce Mainhas, primeiro solo autoral do ator baiano Olavo Gomes, que estreia em setembro na Sede da Cia dos Atores. Misturando teatro, performance, humor e relatos autobiográficos, Mainhas é uma carta de amor às mães, às cidades e à arte como território de cura. Sem oferecer respostas para o luto, o espetáculo celebra aquilo que resiste ao tempo: os gestos herdados, as histórias que insistem em ser contadas e as canções que atravessam gerações. “É uma peça que pede uma pausa para reverenciar as mulheres que nos formam. Eu quis exaltar a força da figura feminina na minha vida. Foram as mulheres que me moldaram, me salvaram, me socorreram, me apresentaram a arte, a vida, o teatro. São mães físicas e mães simbólicas”, revela Olavo. A direção é assinada por João Gofman, que trouxe para o espetáculo uma abordagem contemporânea. “A direção do João tem sido muito assertiva. Desde o início ele tirou o tom melancólico da peça e transformou num teatro de performance, onde o ator vivencia as histórias que conta”, comenta. O resultado é um trabalho que parte de uma experiência pessoal, mas alcança uma dimensão coletiva. A ideia de transformar a própria história em cena surgiu em 2025, durante uma residência artística na Sede da Cia dos Atores, quando Olavo investigava a obra de Grace Passô. “Percebi que na obra dela a presença da morte era muito forte”, comenta. Conduzindo o processo, o diretor da Cia dos Atores, Marcelo Olinto, propôs que os residentes preparassem uma cena livre. Sem saber o que apresentar, Olavo ligou a televisão e se deparou com a sequência final de Central do Brasil, em que Dora escreve uma carta para Josué. “A inspiração veio na hora: por que não escrever uma carta pra mainha contando tudo que aconteceu depois da sua partida?”, lembra. A cena foi apresentada à turma e Olinto sugeriu que o material fosse ampliado. Mais tarde, Olavo levou o texto a João Gofman, dando início à montagem de Mainhas. O espetáculo marca também uma mudança na trajetória de Olavo Gomes. Formado pela CAL - Casa das Artes de Laranjeiras, o ator trilhou uma carreira voltada à investigação da cena contemporânea, atravessando dramaturgias clássicas, processos colaborativos e pesquisas de linguagem no teatro. Esta é a primeira vez que ele leva à cena uma história autobiográfica e assume a autoria de um trabalho: “Mainhas é um passo de afirmação como artista autoral, trazendo para a cena uma história que só poderia ser contada por mim”, conclui. Classificação: 14 anos Duração: 55 minutos SERVIÇO Espetáculo “Mainhas” Local: Sede Cia dos Atores – Na Escadaria Selarón - R. Manuel Carneiro, 12 - Santa Teresa, Rio de Janeiro - RJ, 20241-120 Temporada: 11, 12 e 13 de setembro Dias e Horários: Sexta e sábado às 20h, domingo às 19h. Ingressos: R$60 inteira; R$30 meia-entrada. Venda: linktr.ee/mainhasespetaculo

Em setembro, o projeto Clássicos de Câmara, da Fundação de Arte de Niterói, reúne, o Chroma Brass, no Solar do Jambeiro, no dia 02; o Sexteto Pro Arte, na Sala Carlos Couto, no dia 09; o Quarteto Brasileiro de Trombones, no Solar do Jambeiro, no dia 16; a Camerata da Orquestra Sopros do Rio, no Solar do Jambeiro, no dia 23; e o Duo Carneiro Magnani, no Solar do Jambeiro, no dia 30, em concertos gratuitos que celebram a riqueza de repertórios que transitam entre a tradição da música de concerto e a excelência da música brasileira. Chroma Brass - Solar do Jambeiro, quarta, 02 de setembro Fundado no ano de 2018, por músicos da região Sul fluminense que sempre quiseram aprofundar seus conhecimentos no cenário camerístico para esta formação, buscando sempre levar música de câmara a diferentes tipos de públicos, com concerto didático. Atualmente tem um repertório formado por músicas brasileira para essa formação, dentre elas 'Aquarela Brasileira', 'Carinhoso', 'Cantiga Brasileira', 'Suíte Nordestina', 'Divertimento folclórico', entre outras. Sexteto Pro Arte - Sala Carlos Couto, quarta, 09 de setembro Formado pelos chefes de naipe da seção de cordas da Orquestra FESO Pro Arte, o Sexteto de Cordas consolida-se como uma das mais expressivas extensões da música de câmara no estado do Rio de Janeiro. A identidade do grupo está profundamente enraizada na tradição do Centro Cultural Feso Pro Arte de Teresópolis, preservando o legado artístico de uma instituição que, desde 1931, atua como pilar cultural no Brasil. Quarteto Brasileiro de Trombones - Solar do Jambeiro, quarta, 16 de setembro O Quarteto Brasileiro de Trombones foi fundado em 1994, com o intuito de divulgar o Trombone como instrumento solista, através de um repertório variado, abrangendo os diferentes gêneros da música erudita e popular brasileira. Em 2004, o quarteto lançou seu primeiro CD solo, "Tributo a Gilberto Gagliardi". Neste ano de 2026, voltam aos palcos com sua atual formação: Sérgio de Jesus, João Luiz Areias, Everson Moraes e Leandro Dantas. Camerata da Orquestra Sopros do Rio - Solar do Jambeiro, quarta, 23 de setembro A Camerata da Orquestra Sopros do Rio convida você para uma viagem pela tradição das bandas de coreto. Inspirado na obra de Anacleto de Medeiros, o concerto celebra a riqueza do nosso patrimônio musical com obras que atravessaram gerações e mantêm viva a nossa história. Duo Carneiro Magnani - Solar do Jambeiro, quarta, 30 de setembro Tiago Carneiro atualmente é trompista da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em música pela Universidade de Aveiro - Portugal, na classe do professor Bernardo Silva, também atuou como convidado na Orquestra da Casa da Música no Porto - Portugal. Considerado um dos talentos de sua geração, Ciro Magnani vem dedicando a sua carreira a música de concerto e ao jazz. Bacharel em piano pela Unirio. Serviço Clássicos de Câmara Datas: Quartas-feiras, de 02 a 30 de setembro de 2026 Horário: Sempre às 18h Classificação indicativa: Livre Duração: 60min Local: Solar do Jambeiro Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195, São Domingos Local: Sala Carlos Couto Endereço: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói

No encerramento do Festival Lírico de Niterói - FELINI, a Cia de Ópera da Lapa celebra, no Theatro Municipal de Niterói, o maior compositor lírico brasileiro em um espetáculo dedicado à força e genialidade de sua obra. O evento está agendado para o domingo, 30 de agosto, às 17h. Com solistas e coro, a Cia revisita trechos marcantes de O Guarani, Salvator Rosa, Fosca e Colombo, resgatando o legado de Carlos Gomes para a ópera mundial. Serviço Encerramento Festival Lírico de Niterói: Carlos Gomes, o Selvagem da Ópera Homenagem a Carlos Gomes Data: Domingo, 30 de agosto de 2026 Horários: 17h Duração: 90min Classificação: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói

Lúcio, o anjo caído, escolhe a dedo seus pacientes que trazem à tona as observações mais relevantes sobre a humanidade atual com muito humor e musicalidade. Quem verdadeiramente tem a coragem de se expor para si? Quem consegue habitar essa zona desconfortável do questionamento? Que personagem sustentaria uma análise perante a todos nós? É o que o público da Sala Nelson Pereira dos Santos poderá conferir nos dias 29 e 30 de agosto, sábado e Domingo, às 19h. Terapia Infernal, nasce de uma imensa pesquisa elaborada pelo artista Rafael Infante, sobre as questões da existência: o medo, a angústia, o prazer, a falta, a culpa, o amor e a fé! Sem julgamento, Infante convida seus espectadores a uma sessão com seus sentimentos mais profundos. Terapia Infernal, tem um pacto com o riso, com a gargalhada frouxa e genuína, levando o próprio ator com seu público, a uma catarse infinita de autorresponsabilidade e alegria. O espetáculo desfruta dos artefatos da arte, numa dança sincera, entre o artista e o observador presente no teatro. O resultado é uma entrega autêntica onde todo mundo sai mais feliz e ativo! Dando lugar a uma Comédia motivada pela Alma! Rafael Infante é um ator e comediante brasileiro. Sua trajetória no mundo do entretenimento é marcada por um talento múltiplo, conquistando o público com sua habilidade única de mesclar humor, inteligência e carisma. Infante iniciou sua carreira como integrante do grupo de improvisação Avacalhados, e em seguida se tornou integrante do grupo de comédia Porta dos Fundos. Sua capacidade de interpretar diferentes tipos de personagens, desde os mais excêntricos até os mais cotidianos, evidencia sua criatividade como comediante. No teatro, foi protagonista do solo de humor "Infantaria", que circulou em 2015 por diversos estados do país e foi visto por mais de 400 mil espectadores. Infante nasce do teatro e no teatro é criado participando ativamente de vários outros espetáculos. Na televisão integrou diversos programas de humor e novelas. Tendo também uma carreira notável no cinema. Serviço Rafael Infante em 'Terapia Infernal' Datas: 29 e 30 de agosto de 2026 Horário: Sábado e Domingo, 19h Duração: 75 min Classificação Indicativa: 16 anos Ingressos: R$ 120,00 (inteira) | R$ 90,00 solidário, doando 1 kg de alimento não perecível Vendas pelo Fever, ou na bilheteria da Sala Nelson Pereira dos Santos Local: Sala Nelson Pereira dos Santos Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos - Niterói

Subvertendo e reorganizando a lógica, Sergio Allevato oferece um repertório que vai da investigação literal à fabulação, evocando questões de ordem histórica, científica, política e filosófica. Através de um recorte de trabalhos recentes, na individual “A Traição das Imagens”, em cartaz na Galeria Patrícia Costa a partir do dia 2 de setembro, o artista apresenta um conjunto de obras que desafiam certezas e propõem novas leituras sobre o mundo. Recorrendo a símbolos reais e imaginários, Allevato desenvolve uma narrativa visual que revela um universo onde o pensamento crítico e a invenção caminham lado a lado, convidando o espectador a certos questionamentos. “Durante alguns anos, me isolei no ateliê e comecei a produzir, tomado por uma explosão criativa ininterrupta, mantida até hoje. Esse processo resultou em diversas séries desde 2020, sempre seguindo minha linha de pesquisa sobre meio ambiente. Como artista latino-americano, não poderia deixar de abordar em meus trabalhos temas como identidade, pertencimento e outros assuntos que me tocam”, diz ele. Sob a curadoria de Vanda Klabin, foram selecionadas pinturas em tinta acrílica e à óleo sobre tela e linho, além de dois objetos escultóricos da série “Tempo”, produzidos com relógios de parede antigos arrematados pelo artista em leilões. A exposição evidencia a consistência da pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, elencando obras que articulam rigor formal, imaginação e reflexão crítica. “A Traição das Imagens” reafirma a pintura como um espaço privilegiado de pensamento e descoberta. “Sua trajetória artística é marcada por experimentações que revelam uma constelação política e uma articulação entre arte, ciência, biomas e sistemas político-sociais. Estamos diante de um território livre, mas de tensa convivência, ao colocar em cena alguns símbolos capazes de convocar a ideia de identidade e de pertencimento, pontos nucleares em sua prática artística, analisa Vanda Klabin. “São situações e cenários com sobreposições lúdicas, nos quais os elementos botânicos são protagonistas significativos e estão muito presentes, ao transformar a natureza em matéria e manifesto. O artista procura evidenciar as fissuras e as contradições do mundo ao nosso redor, ao utilizar uma gramática visual híbrida, presente tanto no universo pop e no científico. Subverte a ilustração botânica para suscitar questões pertinentes ao nosso processo de colonização cultural, ao domínio do capitalismo americano, ao meio ambiente e à complexidade de suas crises climáticas”. Um dos destaques, a série Colapso é descrita por Vanda Klabin como “o fio narrativo que desloca-se para outras leituras críticas, ainda marcadas pelos ecos das incessantes crises mundiais. Estão presentes, nessa cartografia povoada por vestígios, uma maior fluidez nas pinceladas e no uso das cores. Não encontramos ali uma unidade perceptiva, mas contornos imprecisos e ritmos imprevistos. São construções visuais que trazem a ideia de um mundo desarticulado, provocante, perturbador e com grande poder de corrosão”. Numa visita ao ateliê do artista, é possível acessar uma amostra do universo que codificou sua linguagem singular. Referências a colonização, meio ambiente e biomas se mesclam a elementos eruditos e a ícones pop. Sua formação está, em parte, materializada ali. Sergio Allevato estudou a flora brasileira na Fundação Botânica Margaret Mee, no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres e ali adquiriu conhecimento a partir das ilustrações de elementos botânicos oriundos de seus estudos com componentes científicos. Nascido no Rio de Janeiro em 1971, aos 16 anos morou em Florença por três meses, onde cursou pintura e desenho na Scuola Lorenzo de’Medici. Mestre em Arte Contemporânea pela Goldsmiths College of London, Londres, UK, de 2006 a 2008, frequentou o Parque Lage em 2005 e 2006. Em 2001, foi artista em residência do Museu do Deserto do Arizona, Tucson, USA. Em 2007, ganhou o Prêmio Aquisição do Salão da Bahia, tendo duas de suas obras a integrar a coleção do MAM Bahia. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2010 e 2012. Entre suas exposições recentes, destacam-se Paisagens em Travessia, obras do MNBA, Caixa Cultural Salvador, Bahia, 2026; Baile, Galeria Luciana Caravello, São Paulo, 2026; Paisagens em Suspensão, obras do MNBA, Caixa Cultural Belém, Pará, 2025; Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro, 2025; A Partilha do Imperador Pedro II, Museu da Justiça, Rio de Janeiro, 2025; Imaginary Amazon, SDSU Gallery, San Diego, USA, 2024. Alguns obras pertencem ao acervo de coleções públicas: San Diego Museum of Art, USA; MAR - Museu de Arte do Rio, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; MAM Bahia Museu de Arte Moderna da Bahia, Brasil; Arizona Sonora Desert Museum, USA; Smithsonian Museum, Washington, USA; New York Natural History Museum, USA; Natural History Museum of London, UK; MAM RJ Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil. Em 2024, ilustrou o convite da exposição Imaginary Amazon, na San Diego State University. Serviço “A Traição das Imagens” – Sergio Allevato apresenta pinturas e objetos escultóricos Curadoria: Vanda Klabin Abertura: dia 2 de setembro, das 17h30 às 21h Visitação: até 26 de setembro de 2026 Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 19h; aos sábados, das 11h às 17h Local: Galeria Patricia Costa Endereço: Av. Atlântica, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana – RJ Telefone: (21) 2227-6929/(21) 98868-1993

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) no dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação. Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB. Serviço: Amazônicas: Poéticas Femininas 2 de setembro a 16 de novembro de 2026 Curadoria: Sissa Aneleh CCBB Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ) (21) 3808-2020 ccbbrio@bb.com.br De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças). Entrada gratuita.

A Fundação de Arte de Niterói convida você para o lançamento do FANDelas, projeto pensado para valorizar e celebrar o protagonismo feminino nos palcos! No sábado, 29 de agosto, a partir das 16h, o Reserva Cultural recebe a primeira edição do projeto, que reúne diferentes gerações, estilos e referências. A festa tem entrada franca e vai contar com um set caprichado da DJ Taia Pitaia, passeando pelos sucessos de grandes mulheres da música nacional e mundial. O palco recebe também a cantora baiana Thathi, fazendo um tributo para a gigante Marina Lima e, na sequência, Natalia Voss comanda a Roda de Marisa, celebrando a arte de Marisa Monte! Além de música da melhor qualidade, teremos um espaço de convivência perfeito para brindar com opções incríveis de bebidas e petiscos. Serviço FANDelas Data: Sábado, 29 de agosto de 2026 Horário: 16h Entrada gratuita Reserva Cultural Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói


