*

10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

13 de outubro de 2026
Aos 10 anos, Oyárónké Gino Ivanir dos Santos já tem uma história para contar, e um livro para compartilhar com o mundo. Autora e ilustradora de As Aventuras da Boneca Oyá, a menina transforma as aventuras de sua boneca em literatura e mostra como a imaginação infantil pode abrir caminhos para a valorização da identidade negra, da cultura afro-brasileira e da educação antirracista. O lançamento da obra ocorreu às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e destacou a importância de incentivar crianças a ler, escrever e reconhecer suas próprias histórias como parte da diversidade cultural brasileira. Filha da professora doutora Mariana Gino e do professor doutor babalawô Ivanir dos Santos, ambos ativistas do movimento negro brasileiro e referências na promoção da educação antirracista e no combate à intolerância religiosa, Oyárónké encontrou na escrita criativa, por meio da Casa dos Sambistinhas, projeto produzido pelo Movimento das Mulheres Sambistas, uma nova maneira de brincar e expressar sua criatividade. Carinhosamente chamada de Oyá, a boneca que dá nome ao livro é companheira de brincadeiras, viagens e descobertas. A partir dessa relação afetiva, Oyárónké criou uma narrativa divertida e sensível, que reúne situações do cotidiano, experiências em família e referências culturais. Narrada em primeira pessoa, a obra acompanha as viagens, as brincadeiras e as peripécias de Oyázinha. Em uma das passagens, quando perde os dois bracinhos, a boneca precisa ser levada ao “SUS da Nininha” para ser costurada novamente. Em outras aventuras, passeia pelo Rio de Janeiro, por Aparecida do Norte e por São Gonçalo, vai ao cinema e participa até de uma aula de boxe. A narrativa também apresenta momentos da rotina da menina, como as orações antes de dormir, a leitura de livros e gibis e a convivência familiar. Entre os personagens que fazem parte desse universo estão o coelho Sansão, melhor amigo da boneca, e outras bonecas negras que integram a coleção de Oyárónké. Por trás do humor e das aventuras, o livro aborda temas como identidade, pertencimento, religiosidade e representatividade negra. A obra apresenta o significado do nome Oyárónké e sua relação com a cultura iorubá e com a orixá Oyá, valorizando as culturas africana e afro-brasileira de maneira acessível ao público infantil. A diversidade aparece, assim, não como um conteúdo distante da realidade das crianças, mas como parte das brincadeiras, dos afetos e das experiências cotidianas. A publicação reforça que a educação antirracista pode começar na infância, por meio de referências positivas, do acesso à literatura e do reconhecimento das próprias raízes. A publicação integra uma iniciativa da Casa dos Sambistinhas que reuniu 18 crianças: nove em setembro e nove em outubro. Cada participante recebeu 50 exemplares, em uma experiência voltada não apenas à formação de leitores, mas também ao incentivo à produção literária desde cedo. A proposta foi reconhecida pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Flávio Gomes, que destacou a importância da iniciativa para estimular a leitura e a escrita entre crianças e ampliar o alcance de uma agenda antirracista e plural. "Extraordinária iniciativa e fomenta leitores e mais ainda escritores na mais tenra idade. Mostra que é possível sim ampliar para todas as gerações uma agenda antiracista e plural de identidades e gênero. O livro de Oyáronké mostra um potencial de sensibilidades autorais fantásticas". O lançamento também contou com a presença de Helena Theodoro, referência intelectual na luta por espaço para mulheres negras na academia brasileira. Sua trajetória representa uma geração que abriu caminhos para ampliar a participação de mulheres negras nos espaços de produção de conhecimento. A iniciativa recebeu ainda uma mensagem de André Leonardo Chevitarese, professor titular da UFRJ e autor de 27 livros, que celebrou a estreia literária de Oyárónké - “Continue nessa linda trajetória, sendo exemplo para tantas outras crianças, despertando nelas o amor pelos livros.” Oyárónké mostra que uma história pode nascer de experiências simples e afetivas: uma boneca querida, uma viagem em família, uma costura improvisada ou uma brincadeira que ganha novos significados quando transformada em palavras. Ao ocupar o lugar de autora e ilustradora, a menina também amplia as possibilidades de representação na literatura infantil. Sua experiência evidencia a importância de permitir que crianças negras se reconheçam não apenas como personagens das histórias que leem, mas também como criadoras de narrativas próprias. Em As Aventuras da Boneca Oyá, a infância é apresentada como um espaço de imaginação, pertencimento e construção de identidade. A obra reforça uma mensagem central: formar leitores é fundamental, mas incentivar crianças a escrever suas próprias histórias também significa ampliar suas possibilidades de expressão e participação cultural.
13 de outubro de 2026
Na cerimônia realizada no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio, a premiação reuniu produções que abordam diferentes experiências sociais e culturais brasileiras. A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção, enquanto Elza, de Eryk Rocha, foi escolhido como melhor longa-metragem documentário. Filho do cineasta Glauber Rocha, Eryk Rocha recebeu o Redentor pelo documentário, que teve sua estreia mundial no festival. Segundo o diretor, o projeto atravessou anos de trabalho e incluiu oito anos de filmagens com a cantora. A produção acompanha a trajetória de Elza Soares a partir de sua própria voz, articulando memórias pessoais, música e imagens de arquivo. “É um filme que fala sobre a mulher brasileira, a mulher negra brasileira, fala sobre o Brasil, sobre a luta”, disse Eryk. O diretor também destacou a proximidade construída com a família de Elza durante a realização do longa. Segundo ele, o acesso à intimidade da artista representou uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um dos maiores presentes de sua trajetória profissional. O prêmio de melhor ator foi para Victor di Marco, por London, filme que teve estreia mundial no Festival de Veneza, em setembro, antes de chegar ao Festival do Rio. Na categoria de melhor atriz, o júri concedeu o prêmio ex aequo — quando há vencedoras empatadas — a Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. As duas atrizes têm trajetórias ligadas ao teatro e à construção de personagens em diferentes linguagens. O reconhecimento compartilhado foi um dos destaques da lista de vencedores da Première Brasil. Pedro Goifman recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante por A Professora de Francês. Já Renna Costa, Artia e Ísis Broken dividiram o prêmio de melhor atriz coadjuvante por A Margem do Rio, que também foi reconhecido em categorias técnicas, incluindo fotografia e som. Na direção, Gabriel Martins venceu por Vicentina Pede Desculpas, que também recebeu o prêmio de melhor roteiro. Camila Valença foi premiada pela direção de documentário por Cão Sem Plumas. Principais premiados do Festival do Rio 2026 Júri Oficial — Première Brasil • Melhor longa-metragem de ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias. • Melhor longa-metragem documentário: Elza, de Eryk Rocha. • Melhor curta-metragem: Santo, de Maria Luísa Alves. • Melhor direção de ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas. • Melhor direção de documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas. • Melhor ator: Victor di Marco, por London. • Melhor atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. • Melhor ator coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês. • Melhor atriz coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio. • Melhor roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins. • Melhor fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio. • Melhor direção de arte: Ana Paula Cardoso, por Funk. • Melhor figurino: Samy Sill, por London. • Melhor som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio. • Melhor trilha sonora original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês. • Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite. Voto popular • Melhor longa-metragem de ficção: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins. • Melhor longa-metragem documentário: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
12 de outubro de 2026
Na segunda-feira, 12 de outubro, a partir das 17h30, o projeto Palco Niterói Música, na Calçada do Theatro Municipal de Niterói, recebe dois talentosos artistas de nossa cidade para shows gratuitos e imperdíveis. Às 17h30, Fred Tavares se apresenta ao público com um tributo a Emílio Santiago. Emiliano é um espetáculo musical concebido para celebrar e preservar a obra de Emílio Santiago, um dos intérpretes mais relevantes da música popular brasileira. No palco, Fred Tavares reúne clássicos consagrados da carreira de Emílio, apresentados em arranjos elegantes, que valorizam a musicalidade, a letra e a memória afetiva do público. Acompanha Fred, uma banda formada por vários músicos que integraram a banda de Emílio, garantindo autenticidade, excelência técnica e fidelidade estética ao repertório apresentado. Às 19h, é a vez de Cláudio Vieira subir ao palco com sua banda. Músico instrumentista, Claudio se apaixonou pela música aos 8 anos de idade, inicialmente, estudando piano. Ao ver seu pai tocando violão, gostou do som e resolveu trocar de instrumento. Em 'Baile Instrumental', o nome de seu mais recente projeto, o atista passeia pelas vertentes e estilos da música Instrumental brasileira e mundial. E também toca cavaquinho em seus shows, tocando temas e improvisos.  Serviço Palco Niterói Música com Fred Tavares e Cláudio Vieira Data: Segunda-feira, 12 de outubro de 2026 Horário: A partir das 17h30 Evento Gratuito Classificação indicativa: Livre Local: Calçada do Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro
12 de outubro de 2026
O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abre, no dia 13 de outubro de 2026, a exposição “As Palavras”, da artista e poeta visual carioca Suely Farhi. Com curadoria de Luiza Interlenghi, a mostra reunirá dez instalações, produzidas desde 1994 até hoje, incluindo obras inéditas, que trazem como tema o universo feminino. Esta será a primeira vez que a artista reúne trabalhos com essa temática. “Suely Farhi investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço – a linguagem transmuta a realidade. As palavras – substantivo feminino plural – desenham o invisível e aderem aos objetos para iluminar a força da mulher”, escreve a curadora Luiza Interlenghi no texto sobre a concepção da exposição. Um dos destaques de “As Palavras” será a obra inédita “Elogios às marias-sem-vergonha”, composta por vasos de vidro transparentes e sobrepostos, com tamanhos e formatos variados, cheios d’água, onde estão serigrafados adjetivos positivos sobre as mulheres. “Será preciso movimentar o corpo, como uma dança, para poder ler todas as palavras”, conta a artista, que por meio de uma pesquisa sobre a flor maria-sem-vergonha, selecionou seus pontos fortes e também os pontos fracos, que foram valorados positivamente através de sinônimos. “O vapor sai dessa água e vai irradiando os elogios, fazendo um contágio invisível, uma contaminação pela palavra no ar”, ressalta. Também inédita e produzida este ano, a obra “Suspiros alfabéticos” traz 26 folhas de papel A2, em um painel de 10 metros de comprimento, cada uma com um desenho feito com uma letra do alfabeto. Duas dobras bem sutis nos papéis emolduram as letras e remetem à forma da virilha. “É uma alusão ao corpo feminino, mas o papel branco também lembra as estátuas de mármore. As letras trazem o som, o suspiro, uma sensação interna”, diz Suely Farhi. Além das obras inéditas, outras mais antigas foram atualizadas. “A temática principal do meu trabalho são esses pontos de tensão, de questionamento, de pensamento. Eu nem notava se estava fazendo algo que era feminino ou não”, afirma a artista. Sobre a atualização de algumas obras, ela diz: “Acho que esse milênio está ensinando a ver muito claramente algumas questões. Não quer dizer que eu não fosse feminista, mas a gente vai sabendo e vendo mais claramente certas coisas, inclusive até do meu próprio passado, coisas que vivi sem falar”, completa. Serviço: Exposição “As Palavras”, de Suely Farhi Abertura: 13 de outubro de 2026, às 17h Período de visitação: de 14 de outubro a 22 de novembro de 2026 Centro Cultural Justiça Federal Av. Rio Branco, 241 – Centro - Rio de Janeiro – RJ (21) 3261.2550 De terça a domingo, das 11h às 19h Entrada gratuita
12 de outubro de 2026
Como fazer uma imagem persistir em meio ao turbilhão visual do mundo contemporâneo? Como devolver duração a uma imagem em uma cultura com excesso de estímulos visuais? É a partir dessas questões que Ana Calzavara constrói "Desenredo", sua segunda exposição individual na Maneco Müller : Multiplo Galeria, que abre no dia 8 de outubro, no Leblon. Fruto de uma intensa temporada de trabalho em Lisboa, a série inédita de pinturas a óleo aprofunda a investigação poética da artista sobre a experiência do olhar e a forma como apreendemos as imagens em um cotidiano atravessado por telas e fluxos incessantes de informação. Partindo dessa fragmentação, as pinturas de Calzavara buscam justamente o contrário: captar do espectador um olhar mais duradouro e concentrado, no qual a atenção seja, de alguma forma, recuperada. "Desenredo" reúne conjuntos de paisagens, cenas que captaram o olhar da artista ao longo de uma temporada de dois meses na capital portuguesa. As pinturas aparecem em grupos, em conjuntos, como padrões, mas fragmentados, em pedaços que se misturam, se mesclam e se contaminam. Nada é linear, nem óbvio. A imagem existe numa espécie de jogo de aparecimento-desaparecimento, presença-ausência, permanência-mudança, clareza-ilegibilidade, continuidade-descontinuidade, que é como vemos o mundo hoje ("estamos cegos de tanto ver"). Outra característica da obra dela, presente nesses trabalhos, é o desejo de reter a imagem efêmera e incontrolável, aquilo que some no instante seguinte, o que é quase impossível de capturar, seja do mundo físico ou virtual. O texto crítico da mostra é de Pedro Duarte. Em "Substâncias de sombra", primeiras pinturas da série, raios de sol atravessam os ramos de uma árvore, mas o que vemos são apenas silhuetas. Em "Brilhos", o que vai para a tela é a bioluminescência das microalgas e plânctons da foz do Tejo, a luz mágica e fugidia na ondulação. Em "Riscos", é o pisca-pisca dos vagalumes numa floresta em Sintra. "Dados" traz padrões de azulejos do século XVI em combinação com QR Codes, como códigos digitais impregnados de significados, mas sujos, desbotados, desgastados pelo tempo, incompatíveis com a tecnologia de leitura de dados. Em "Estilhaços", ela reproduz aquelas imagens indecifráveis que surgem nas telas no momento de um curto-circuito de dados, os "glitches", remetendo ao estado de "burnout" da nossa atenção. Em "Véu e cinzas", vemos uma floresta calcinada, encoberta de fumaça, numa grande tela de 1,50 X 2,00 m, montada a partir de pequenas telas coladas, como um painel de azulejos. SERVIÇO Título: Ana Calzavara I Desenredo Texto crítico: Pedro Duarte Período da exposição: de 8 de outubro até 21 de novembro. Horário: das 18h às 21h Local: Maneco Müller : Multiplo Galeria Horário: de segunda a sexta, das 10h às 18h30 (sábados, sob agendamento)End: Rua Dias Ferreira, 417/206 - Leblon – Rio de Janeiro Entrada franca www.multiploespacoarte.com.br
11 de outubro de 2026
A Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta no domingo, 18 de outubro de 2026, às 16h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em um concerto que celebra os 65 anos do trompetista e compositor norte-americano Wynton Marsalis e os 120 anos do russo Dmitri Shostakovich. A regência é da maestra venezuelana Glass Marcano, formada no El Sistema. Na primeira parte, o trompetista francês Éric Aubier, solista convidado, interpreta o Concerto para Trompete de Wynton Marsalis, obra em seis movimentos que transita por diferentes linguagens musicais. Na segunda, a orquestra executa a Sinfonia nº 10, em mi menor, op. 93, de Shostakovich, uma das peças mais conhecidas do compositor, marcada por contrastes intensos. Serviço • Evento: Concerto Clássico – Orquestra Petrobras Sinfônica • Regência: Glass Marcano | Solista: Éric Aubier (trompete) • Programa: Wynton Marsalis – Concerto para Trompete; Dmitri Shostakovich – Sinfonia nº 10 • Data e horário: domingo, 18 de outubro de 2026, às 16h • Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, s/nº, Centro, Rio de Janeiro (RJ) • Ingressos: pelo link de venda indicado na programação oficial da orquestra • Também no Theatro: Uma Noite em Buenos Aires – sábado, 17 de outubro de 2026
11 de outubro de 2026
Peça juvenil com 14 atores em cena mistura música, dança e teatro numa aventura sobre ancestralidade, pertencimento e construção da identidade. Misturando música, dança e teatro, Sankofa: Um Menino Brasileiro é um espetáculo sobre ancestralidade, resiliência e a busca por quem somos. João, um jovem criado em um orfanato, ao completar 18 anos precisa escolher um sobrenome antes de iniciar sua vida adulta. Angustiado por não conhecer suas origens, embarca em uma jornada fantástica através de um sonho, acompanhado de sua melhor amiga, Tatiana. Guiado por personagens inspirados em tradições populares brasileiras — como o Bumba Meu Boi, o Maculelê, a Capoeira, as Lavadeiras e a Congada — João atravessa desafios e descobertas em busca de sua identidade. Ao incluir as aulas de teatro no currículo escolar, o Solar Meninos de Luz buscava desenvolver habilidades de comunicação, expressão e convivência, contribuindo para a formação e a inclusão social de crianças e jovens das comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro. Ao longo de 11 anos de parceria com a MUSA Cia Teatral, a iniciativa cresceu e se transformou em uma Escola de Teatro, voltada também à formação profissional, com grupos de extensão e montagens próprias. Pelo quinto ano consecutivo, uma produção da Escola de Teatro chega a palcos de referência fora da escola. Neste ano, é a vez de “Sankofa – Um Menino Brasileiro”, espetáculo juvenil que mistura música, dança e teatro para abordar ancestralidade, pertencimento e construção da identidade.  A montagem será apresentada em 13 de outubro, no Imperator, no Méier; em 16 de outubro, no Centro de Letras e Artes da UNIRIO, na Urca; e em 29 de outubro, no Festival Estudantil de Teatro de Belo Horizonte, no Complexo Cultural Funarte, em Minas Gerais. A entrada é gratuita. Realizado pelo Solar Meninos de Luz e idealizado pela MUSA Cia Teatral, “Sankofa – Um Menino Brasileiro” tem dramaturgia de Maria Augusta Montera, direção de Cheila Oliveira e direção musical de Tauã de Lorena. Em cena, 14 atores do Grupo de Extensão conduzem crianças, jovens e suas famílias por uma aventura com personagens inspirados em tradições populares brasileiras. A pesquisa artística foi desenvolvida em parceria com a artista, pesquisadora e professora da UNIRIO Juliana Manhães e incorporou elementos de manifestações populares como Bumba Meu Boi, Maculelê, Jongo e Cirandas, entre outras tradições de diferentes regiões do país. Os figurinos são inspirados na estética surrealista do artista Cícero Dias. “‘Sankofa’ nos convida a olhar para a riqueza da diversidade cultural brasileira e perceber que a memória ancestral continua viva em nossas histórias, comportamentos e manifestações culturais. Conhecer essas origens é uma forma de compreender melhor quem somos. É desse encontro com o passado que também podemos imaginar um futuro mais justo e com respeito às diversidades”, explica Cheila Oliveira, diretora e preparadora do elenco. Voltada para crianças e jovens, a Escola de Teatro do Solar Meninos de Luz oferece aulas semanais baseadas no Método MUSA (Musical System of Acting, ou Sistema Musical de Atuação), técnica criada pelo diretor grego Sotiris Karamesinis, fundador da companhia. “A vantagem é que a formação pode continuar depois que o jovem deixa a escola, por meio dos Grupos de Extensão, que permitem aos ex-alunos seguir desenvolvendo seu trabalho artístico e, para quem deseja, construir uma trajetória profissional no teatro. ‘Sankofa’ traz justamente esse grupo de extensão em cena, alunos que pretendem seguir o caminho profissional das artes”, explica Cheila. SERVIÇO Espetáculo teatral Título: Sankofa - Um Menino Brasileiro Duração: 55 min. Classificação etária: livre www.solarmeninosdeluz.org.br Data: 13 de outubro (terça-feira), às 19h Local: Imperator - Centro Cultural João Nogueira End: R. Dias da Cruz, 170 - Méier Sessão com intérprete de libras Ingresso: gratuito Data: 16 de outubro (sexta-feira), às 19h Local: Sala Paschoal Carlos Magno – Centro de Letras e Artes UNIRIO End: Av. Pasteur, 436 - Urca Ingresso: gratuito
11 de outubro de 2026
A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) retoma o Festival Brahms-Schumann na Sala Cecília Meireles, na Lapa, Centro do Rio, no sábado, 17 de outubro de 2026, às 17h, e no domingo, 18 de outubro, às 11h. O regente britânico Neil Thomson conduz um programa que termina com a Sinfonia nº 4 em mi menor, op. 98, de Johannes Brahms. Os ingressos custam R$ 40 (meia-entrada a R$ 20). A apresentação abre com duas obras de Robert Schumann: a abertura Die Braut von Messina (A Noiva de Messina) e Abertura, Scherzo e Finale. Na segunda parte, a orquestra executa a Sinfonia nº 4, a última que Brahms escreveu. O festival, que estreou em 3 e 4 de outubro com regência de José Soares, reúne na mesma série os dois compositores românticos alemães, ligados por uma longa amizade. O Festival Brahms-Schumann termina no sábado, 31 de outubro, às 17h, e no domingo, 1º de novembro, às 11h, também na Sala Cecília Meireles. Sob regência de Marcelo Lehninger, o pianista Jean Louis Steuerman interpreta o Concerto para Piano em lá menor, op. 54, de Schumann. Em seguida, a OSB toca a Sinfonia nº 2 em ré maior, op. 73, de Brahms. Os preços são os mesmos: R$ 40 e R$ 20 (meia). Entre as duas datas, a série Músicos da OSB leva o naipe de madeiras da orquestra à Sala Cecília Meireles no sábado, 24 de outubro, às 17h, com obras de Debussy, Villa-Lobos, Ernani Aguiar, Malcolm Arnold, Jacques Ibert e Carl Reinecke. Os ingressos também custam R$ 40 (meia R$ 20). A agenda da orquestra em outubro inclui ainda apresentações gratuitas do Quinteto de Sopros da OSB na hora do almoço: na terça-feira, 13 de outubro, às 12h30, no AQWA Corporate (Av. Oscar Niemeyer, 2000, Santo Cristo), e na quarta-feira, 14 de outubro, às 12h30, no Edifício Ventura (Av. República do Chile, 330, Centro). O repertório vai de Debussy e Piazzolla a Zequinha de Abreu, Waldir Azevedo, Luiz Gonzaga e Jacob do Bandolim. Serviço  • Evento: Festival Brahms-Schumann – Orquestra Sinfônica Brasileira • 17 e 18/10: sábado, 17 de outubro de 2026, às 17h, e domingo, 18 de outubro, às 11h – regência de Neil Thomson; Schumann (Die Braut von Messina; Abertura, Scherzo e Finale) e Brahms (Sinfonia nº 4) • 24/10: sábado, às 17h – Série Músicos da OSB | Madeiras • 31/10 e 1º/11: sábado, às 17h, e domingo, às 11h – regência de Marcelo Lehninger, com Jean Louis Steuerman (piano); Schumann (Concerto para Piano) e Brahms (Sinfonia nº 2) • Local: Sala Cecília Meireles – Rua da Lapa, 47, Lapa, Rio de Janeiro (RJ) • Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), pelos links de venda indicados na programação oficial da OSB • Quinteto de Sopros (gratuito): 13/10, 12h30, AQWA Corporate; 14/10, 12h30, Edifício Ventura
10 de outubro de 2026
O clássico "A Bela e a Fera", que encanta gerações, ganha vida na mais nova montagem da Cia de Artes Faz Assim, que entra em cartaz no Theatro Municipal de Niterói, no fim de semana de 10 e 11 de outubro, às 16h. A nova montagem do belo conto de fadas francês, original de Gabrielle-Suzanne Barbot, se destaca pelos figurinos e lindas canções. O espetáculo promete transportar o público para um lugar onde o valor interior é que realmente importa. Bela, uma jovem inteligente, corajosa, que troca sua liberdade pela do pai e passa a viver no castelo de uma misteriosa Fera. Com o tempo, ela descobre que além da aparência há um coração bondoso e generoso. Dirigido por Fred Trotta, o espetáculo reúne um talentoso elenco e aposta em uma linguagem leve, com personagens cômicos. Serviço A Bela e a Fera - Cia. de Artes Faz Assim Datas: 10 e 11 de outubro de 2026 Horário: Sábado e domingo, às 16h Classificação indicativa: Livre ⁠ Duração: 55min Ingressos: R$ 60,00 (Solidário: valor promocional de R$40, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. Desconto não cumulativo) Vendas pelo Fever, ou na bilheteria do Theatro Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói Site: www.tmjc.com.br
10 de outubro de 2026
Núcleo difusor da língua e cultura italianas no Rio de Janeiro, o Instituto Italiano, instalado no prédio da Casa D’Itália, no Centro, lança a programação que ocupará sua grade de eventos durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Cultura per tutti, como se fala em italiano literal, traduz a essência da curadoria: oferecer cultura para todos de maneira inclusiva e democrática, com espetáculos gratuitos. Os eventos de música, teatro e dança acontecerão na sede do IICRio, no 4º andar, envolvendo artistas italianos ou que tenham algum vínculo com o país. Abrindo a agenda do mês de outubro, no dia 8, quinta-feira, às 18h, será apresentado “Encontros - Giulio Scianatico Trio feat. Edu Neves” “Encontros” nasceu quando o contrabaixista italiano Giulio Scianatico finalizou sua residência artística no Rio de Janeiro, pelo programa AIR (Artisti in Residenza). O concerto transforma em música os encontros, ensaios e trocas vividos por Scianatico durante sua passagem pelo Brasil. Ele será acompanhado pelo pianista italiano Alessandro Lanzoni, seu parceiro musical de longa data, e pelo baterista brasileiro Edu Ribeiro, integrante do Trio Corrente e referência da música instrumental brasileira. O concerto contará ainda com a participação especial do carioca Edu Neves, flautista, saxofonista e compositor que foi o tutor de Scianatico durante a residência aqui. O repertório reúne composições autorais de Scianatico e Lanzoni, obras de Edu Neves e peças da tradição brasileira, em um diálogo marcado pelo jazz, pela improvisação e pelos nossos ritmos. Mais do que uma aproximação entre diferentes tradições musicais, Encontros celebra as relações construídas entre os próprios músicos durante essa estadia na cidade carioca. Alguns dias depois, na quarta, 14 de outubro, às 19h, será a vez do concerto “Tatum Rush - repertório em movimento entre Jazz, Bolero e Soul. Em sua apresentação no Rio, Tatum Rush parte do repertório do álbum lançado em março de 2026, Lolito Ceresiaco, que mescla o jazz de crooners napolitanos, folclore mediterrâneo, bolero latino-americano e soul. Para a ocasião, o artista reuniu uma formação inédita composta por Marcelo Callado (bateria), Daniel Vasques (sax), Leco Vasques (contrabaixo) e Carolina Sulis (percussão). A proposta é deixar o repertório, que inclui também composições inéditas, flua junto aos músicos, mantendo os arranjos abertos e em transformação no palco. Transitando entre a música, a performance, o cinema e as artes visuais, Rush utiliza a forma-canção como uma estrutura maleável que ganha novas configurações. Nascido em San Diego em 1989 e criado em Lugano, Giordano Rush, conhecido como Tatum Rush, é formado em Performance Art pela HEAD de Genebra. Sua discografia inclui trabalhos como Guru Child, Drinks Alchemici, Villa Tatum, Bougainvillea e o recente Lolito Ceresiaco, onde a relação com a canção italiana e as culturas mediterrâneas se torna mais explícita. Paralelamente à música, atua no cinema, na videoarte e no teatro, tendo se apresentado em palcos renomados como o Montreux Jazz Festival, a Triennale Milano e o MAMCO de Genebra. Em 2026, cocriou o projeto interdisciplinar Wanderer em parceria com Lisa Lurati e o LAC de Lugano, explorando a relação entre corpo, som e espaço. Confira a programação com todas as datas até o final de 2026 Teatro e dança 22/10, quinta, às 19h - Laudato Sie - Compagnia Artemis Danza com Monica Casadei 31/10, sexta, às 15h/16h/17h - MicroDanze Centro Coreografico Nazionale Aterballetto 5/11, quinta, às 19h - Mistero Buffo Dario Fo 100 anos Produção do Teatro do Alvorecer e da Fraternal Compagnia (Itália), com Douglas Kodi e direção de Lucas Comastri 24/11, terça, às 18h - A Descoberta das Américas, com o ator Julio Adrião e direção de Alessandra Vannucci Música 8/10, quinta, às 18h - Encontros_Giulio Scianatico Trio feat. Edu Neves 14/10, quarta, às 19h - Tatum Rush 26/10, segunda, às 19h - Anima Mediterranea Musiche, Sogni ed Emozioni 3/12, quinta, às 19h - Duo Gazzana Natascia Gazzana e Raffaella Gazzana 10/12, quinta, às 19h - Andrea Saffirio Serviço Espetáculos gratuitos de música, teatro e dança no IICRio  Período: de 8 de outubro a 10 de dezembro de 2026 Local: Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro (Av. Pres. Antônio Carlos, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro) Realização: Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro Informações à imprensa: BriefCom Assessoria de Comunicação/Bia Sampaio: (21) 98181-8351/biasampaio@briefcom.com.br/@briefcomcomunicacao Entrada gratuita Classificação livre Sujeito à lotação do espaço
10 de outubro de 2026
Os Madrigais fazem parte de uma família com poderes mágicos surpreendentes. Por isso, vivem escondidos nas montanhas da Colômbia, em um lindo lugar chamado Encanto. Na região, quase todas as crianças ganharam dons mágicos, exceto Mirabel. Apesar de ser a única pessoa diferente, quando a magia corre perigo de ser exterminada, Mirabel pode ser a única salvação do grupo. Serviço:  Temporada: 10/10/2026 - Sábado às 15:00h Classificação Indicativa: Livre Teatro Vannucci – R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro – Telefone: (21) 2274-7246
9 de outubro de 2026
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a reabertura comercial do Cine Odeon, na Cinelândia, dentro do programa Reviver Cinema, conduzido pela RioFilme para recuperar e modernizar salas de cinema de rua. O anúncio foi feito em 1º de outubro, na abertura da 28ª edição do Festival do Rio, realizada no próprio Odeon, que completa um século. Outro cinema do programa, o CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão, será reinaugurado no sábado, 10 de outubro. Segundo a prefeitura, o CineCarioca Nova Brasília recebeu nova tela, projetor e sistema de som, teve os equipamentos do foyer renovados e a praça do entorno requalificada. A sala ficou aberta durante as obras e será reinaugurada em 10 de outubro, durante o Festival do Rio, com a exibição do filme Nosso Sonho, de Eduardo Albergaria. O festival vai até 11 de outubro. A publicação oficial não informa horário da sessão nem regras de acesso. O Reviver Cinema foi dividido em três fases. A primeira tem três projetos com entrega prevista para este ano, entre eles a segunda sala do Cine Santa, em Santa Teresa, com 50 lugares e espaço de convivência. A segunda fase, em desenvolvimento, inclui o Cine Matilde, em Bangu (470 lugares em duas salas de cinema e um teatro), o Cine Vaz Lobo (250 lugares) e o Cine Costinha, no Cachambi (duas salas e 266 lugares). A terceira fase ainda está em mapeamento de antigos cinemas. De acordo com levantamento da RioFilme, a cidade tem hoje 38 cinemas em funcionamento, somando 207 salas. A prefeitura afirma que os projetos podem incluir, além das salas, teatros, espaços para exposições e eventos, áreas de convivência, gastronomia e serviços, de acordo com cada território. Editais de audiovisual abrem inscrições A RioFilme também informou que as inscrições para a terceira fase do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca começam em 5 de outubro, com R$ 100 milhões distribuídos em editais de coprodução internacional, longas de ficção e animação, séries, documentários, desenvolvimento de projetos e distribuição. Os detalhes serão apresentados em painel no RioMarket, área de mercado do Festival do Rio no Armazém da Utopia, na Gamboa. Serviço • Reinauguração do CineCarioca Nova Brasília:  sábado, 10 de outubro de 2026, com exibição de Nosso Sonho (horário não divulgado na publicação oficial) • Local: CineCarioca Nova Brasília, Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (RJ) • Cine Odeon: Cinelândia, Centro do Rio; a prefeitura anunciou a reabertura comercial, sem data de início divulgada • Festival do Rio 2026: até 11 de outubro • Realização: Prefeitura do Rio, por meio da RioFilme
Ver todas as notícias