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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

26 de março de 2026
No dia 6 de abril (segunda-feira), às 14h30, na Sala Multiuso do Museu do Jardim Botânico, acontece a 7ª edição do Fórum Negritude em Foco, com o tema “Representatividade e promoção da igualdade racial”. Gratuito e aberto ao público, o encontro reúne o historiador Silvio Lima e o advogado Renato Ferreira para discutir o papel da representatividade na construção de uma sociedade mais igualitária, abordando desafios estruturais, avanços recentes e caminhos para fortalecer ações institucionais voltadas à equidade racial. Durante a palestra, os convidados irão compartilhar suas experiências e pesquisas, construídas ao longo de trajetórias dedicadas ao estudo das relações étnico-raciais e dos direitos humanos. A partir de diferentes áreas do conhecimento, eles irão analisar como a representatividade influencia a construção de narrativas, a formulação de iniciativas e o acesso a direitos. SERVIÇO Fórum Negritude em Foco 7ª edição – Representatividade e promoção da igualdade racial Data: segunda-feira, 6 de abril Horário: 14h30 Local: Sala Multiuso do Museu do Jardim Botânico Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Museu do Jardim Botânico Visitação: quinta a terça-feira (fechado às quartas) | 10h às 17h Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Entrada gratuita
26 de março de 2026
Completando três anos do episódio que chocou o Brasil, a Universidade Federal Fluminense convida o público a um mergulho na memória coletiva do país com a inauguração, dia 31 de março, da exposição “Subterrâneos a céu aberto”. A mostra propõe uma reflexão sobre o episódio do dia 8 de janeiro de 2023, em que os prédios dos Três Poderes em Brasília foram invadidos e a ordem democrática, ameaçada, a partir de um acervo inédito de imagens produzidas nas mídias digitais pelos próprios participantes dos atos. Ao reuni-las e apresentá-las ao público, a mostra contribui para o debate sobre a preservação das instituições democráticas. ENTRADA FRANCA Visitação de 31/03 a 10/05/26 Segunda a sexta, das 10h às 21h Sábados e domingos, das 13h às 21h Galeria de Arte UFF Leuna Guimarães dos Santos Centro de Artes UFF Rua Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói - RJ
26 de março de 2026
A atriz e diretora premiada Marina Esteves chega ao Rio de Janeiro com o seu monólogo “Magnólia”, livremente inspirado na música homônima de Jorge Ben Jor, depois de uma longa temporada de sucesso em São Paulo. A temporada, de 12 de março até 5 de abril, acontece no Sesc Copacabana. A produção narra a fábula sobre uma deusa astronauta que vive na dimensão azul e rosa por entre estrelas e cometas até encontrar um cavaleiro negro, São Jorge. Ele propõe a ela uma missão: descer para a Terra e experimentar o que é ser humana. Na Terra, depois da queda, ela passa por 6 diversas transformações até se tornar uma mulher negra. Neste corpo, ela experimenta o que é essa vivência, com todos os prazeres da sua existência. “A música Magnólia é uma música muito misteriosa. É uma possível metáfora para um mito latino-americano de uma deusa, uma divindade que vive no cosmos. E quando ela cai na terra, ela nasce em forma de flor. Essa foi uma das inspirações para que a gente criasse a dramaturgia. É uma música que tem muito swing e que fala sobre a beleza da vida, sobre essa flor, mas que também pode ser uma nave espacial. Mas que vem ao mundo para trazer alegria”, explica a atriz. A construção do espetáculo nasce da trajetória pessoal de Marina. Nascida e criada na periferia da cidade de São Paulo, cresceu entre o samba, pagode e rock, além de Jorge Ben Jor, por influência dos pais. “Falar de Jorge Ben Jor é também honrar essa trajetória dos meus pais e da música popular brasileira, a música negra popular brasileira, que faz parte da minha constituição enquanto cidadã, mulher negra nesse mundo, e que também faz parte da trajetória dos meus pais e também de quem veio antes”, conta. Mas para Marina, sua relação com a obra de Jorge Ben Jor é ainda mais profunda. “A primeira música que eu cantei na minha vida foi ‘W/Brasil’, e esse foi o disparador para a construção do espetáculo. Nesse desejo de investigar o nascimento da voz, eu perguntei para a minha mãe qual foi a primeira música que eu cantei, e ela disse ‘W/Brasil’. Então, o nascimento do meu canto vem da sonoridade e das letras de Jorge Ben Jor na minha vida. E quando cresci, tive entendimento de todo o contexto político da sua obra, o quanto também fala sobre espiritualidade, sobre o nosso reconhecimento, autonomia e representatividade enquanto pessoas negras”, conta a atriz. A dramaturgia do monólogo envolveu dois anos de pesquisa na obra do cantor junto de Lucas Moura, que também escreveu o texto do espetáculo. Para além de “A Tábua de Esmeralda”, a dupla quis trazer à tona outros macrotemas que existem na obra de Jorge Ben, como futebol, as mulheres e musas, a filosofia hermética, a idade média, a própria relação com a religiosidade que envolve ali o catolicismo, mas que também perpassa. Marina é a responsável pela concepção, idealização, direção e dramaturgia do espetáculo, além de atuar. “Assumir essas diversas frentes do espetáculo reforça uma característica do meu trabalho quanto artista, que é o lugar de pensar uma obra teatral pelo todo, que vai perpassar por diversas áreas, que também englobam estética e linguagem, a música e a dança que são vertentes muito importantes da minha pesquisa artística”, conta. O espetáculo já teve temporada em São Paulo. “O grande marco dessas circulações de ‘Magnólia’, até então, foi no Centro Cultural São Paulo, através da Curadoria de Gui Miralha, onde ocupamos a sala Jardel Filho, uma sala grande no coração da cidade de São Paulo. A sala tem cerca de 300 lugares, e houveram pessoas que não conseguiram entrar devido à hiper lotação da casa. Lotar uma casa importante no território nacional nesta curta temporada com artistas negros e periféricos foi uma realização muito especial para a vida do espetáculo e na minha carreira. Acho que foi o dia mais bonito da minha trajetória”, relembra. Agora, Marina e sua equipe realizam o sonho de aterrissar no Rio de Janeiro com o espetáculo. “Apresentar no Sesc Copacabana, que é do lado da atual residência de Jorge Ben, que até onde sabemos, reside no Copacabana Palace. A gente está do ladinho dele, e é como entrar em contato com a fonte, a sua terra natal, as suas inspirações. Pisar num território onde as afirmações e as inspirações do Jorge Ben são muito presentes”, celebra. “Trazer um olhar feminino para a obra de Jorge Ben Jor é um exercício de autonomia. Ele canta muitas mulheres, ainda que pela perspectiva da musa ou do amor platônico. Aqui, o meu exercício de autonomia e liberdade é trazer essas mulheres para a cena de modo fabular para ouvirmos a voz delas sempre reverenciando o legado de Jorge Ben. Para mim, mulher negra artista, é um momento de enraizar minha pesquisa com a performance da música, dança e a palavra, revelando e aprofundando nas possibilidades de contar as nossas histórias”, conta. Aos 34 anos, Marina Esteves coleciona diversos feitos marcantes na sua carreira, que se iniciou aos 17 anos, em oficinas de teatro. Ela se formou na Escola Livre de Teatro de Santo André, no Clube de Formação de Atores e Atrizes, e depois fez formação de humo na SP Escola de Teatro. A atriz destaca o espetáculo “Gota d'água Preta”, com concepção, idealização e direção de Jé Oliveira, como um ponto alto de sua carreira, onde interpretou a antagonista de Jussara Marçal. Além da temporada no Rio de Janeiro, a peça rodou em Portugal, e foi considerado o melhor espetáculo do ano pelo jornal português O Público. A produção foi indicada ao Prêmio Shell e venceu melhor direção no Prêmio APCA 2019. Marina também integrou o elenco de “Bom dia, eternidade” com direção de Luiz Fernando Marques Lubi; "Desfazenda - Me enterrem fora desse lugar", direção Roberta Estrela d’Alva; "A Divina Farsa", da Cia La Mínima com direção de Sandra Corveloni. Como diretora, assinou a direção geral e direção de movimento do espetáculo “Pa-rá - Rio de memórias”, vencedora do Prêmio APCA de melhor monólogo infanto-juvenil em 2025, e o espetáculo “Ere Ayê” de Luz Ribeiro. Como atriz convidada, colaborou com coletivos de teatro em SP, como Coletivo Estopo Balaio, Teatro da Conspiração, Cia La Minima e Poleiro do Bando, atuando em suas montagens. Mariana também soma em sua trajetória três premiações como melhor atriz em festivais teatrais nacionais. Atuou como bailarina profissional em cias de dança contemporânea sob direção de Miriam Druwe, Henry Camargo e Claudia Nwbalisili, entre 2013 a 2017. A temporada carioca de “Magnólia”, de 12 de março e até 5 de abril, segue no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com ingressos de R$15 a R$30 disponíveis no Ingresso.com (https://www.ingresso.com/evento/magnolia). Instagram: https://www.instagram.com/vimvermarina/ SERVIÇO Temporada: 12/03 a 05/04 Local: Sesc Copacabana Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana Classificação: 14 anos Duração: 90 minutos Ingressos: R$15 (meia), R$30 (inteira) Link de venda:https://www.ingresso.com/evento/magnolia
26 de março de 2026
Sucesso de público e crítica, as últimas apresentações acontecem no sábado (28) e domingo (29), às 16h30, com sessão extra no domingo (29), às 14h. Até 15 de março, a primeira temporada da comédia musical realizou 28 apresentações e recebeu cerca de 14 mil espectadores, um verdadeiro case de sucesso. Um sucesso de bilheteria, o espetáculo inspirado na obra da escritora Thalita Rebouças chega à sua última semana em cartaz no Roxy, reunindo o público para as apresentações de despedida. Desde a estreia, em 8 de janeiro, o musical vem lotando sessões ao unir humor, emoção e situações com as quais o público se reconhece facilmente, reforçando a ideia central da história: mães e filhos não mudam, apenas trocam de CEP. "É o fim de uma temporada de muito sucesso, de muita realização. Eu não sabia que podia ser tão feliz, minha vida já era tão bacana, e ainda assim fui surpreendida. Passar sábados e domingos com a casa lotada, levando arte e cultura para as pessoas, aproximando famílias… é lindo de ver. Vai vó, bisavó, mãe, filha, netinhas, gerações juntas, compartilhando esse momento. Sinto muito orgulho do que a gente construiu ali no Roxy, levar arte de forma tão acessível. “Fala Sério, Mãe!” foi, com certeza, a primeira experiência teatral de muita gente. E isso não tem preço.", atesta Thalita Rebouças. Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço Comédia musical com Thalita Rebouças e grande elenco Local: Roxy Rua Bolívar, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro Até 29 de março Última semana: https://www.eventim.com.br/falaseriomae • Dia 28 – sábado Às 16h30 • Dia 29 – domingo - sessão dupla Às 14h (abertura da casa à 12h - cardápio para almoço) Às 16h30 (abertura da casa às 15h30 – menu kids) Ingressos: a partir de R$ 60 Compra online: https://www.eventim.com.br/falaseriomae
24 de março de 2026
O ator Gerson Brenner faleceu nesta segunda-feira (23), aos 66 anos, conforme informou sua filha, Vica Brenner. Reconhecido por sua trajetória na televisão brasileira, ele se destacou como galã em produções marcantes da TV Globo nos anos 1990. Natural de São Paulo, iniciou a carreira no teatro e estreou na televisão na década de 1980, com participação na novela Kananga do Japão, da extinta TV Manchete. Pouco depois, passou a integrar o elenco da Globo, onde consolidou sua popularidade em títulos como Top Model, Lua Cheia de Amor, Perigosas Peruas, Deus Nos Acuda e, especialmente, Rainha da Sucata, que se tornou um dos grandes sucessos da época. Brenner também atuou em outras emissoras, em produções como Olho no Olho, Tocaia Grande e Por Amor e Ódio. Seu último trabalho na televisão foi em Corpo Dourado, interpretando o personagem Jorginho. A carreira foi interrompida de forma trágica em 1998, quando o ator sofreu um assalto na Rodovia Ayrton Senna, a caminho do Rio de Janeiro. Ao ser abordado por criminosos, foi baleado na cabeça e sobreviveu com sequelas graves, que afetaram sua mobilidade e fala. Desde então, viveu afastado dos holofotes, sob cuidados médicos e familiares. Nos últimos anos, Brenner residia em São Paulo com a esposa, a psicóloga Marta Mendonça, com quem se casou em 2014, e mantinha proximidade com os filhos. Segundo familiares, a reprise de Rainha da Sucata trouxe momentos de alegria ao ator, ao relembrar uma fase marcante de sua carreira. Sua morte encerra a trajetória de um dos rostos mais conhecidos da dramaturgia brasileira dos anos 1990, cuja vida foi profundamente impactada por um episódio de violência que comoveu o país.
24 de março de 2026
Como parte do projeto Contos na Varanda, no sábado, 28 de amrço, às 11h, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno recebe o espetáculo "Contos de Vissungos", um conto autoral, criado pela cantora e contadora de histórias, inspirado nos cantos de trabalho dos escravizados da região de São João da Chapada, em Minas Gerais. O espetáculo narra a trajetória de personagens fictícios que retratam um pouco do cotidiano do povoado no período em que os cantos foram recolhidos pelo pesquisador Aires da Mata Machado (1928). Dividida em três episódios com 15 min cada: Seu Pedro, Dona Sebastiana e o Muriquinho. Cada personagem traz suas sonoridades e cantigas que contam sua história. Os Vissungos representam um dos maiores símbolos de resistência cultural através do qual permitiu por muito tempo manter tradições, fundamentos e o dialeto de origem banto. Nesta apresentação a proposta será narrar a trajetória de Dona Sebastiana que é uma lavadeira e durante o trabalho recorda momentos de sua vida utilizando bonecos feitos de cabaça criando uma linguagem lúdica própria para o público infantil e todas as idades. Serviço Contos na Varanda - Ana Rosa: Contos e Cantos de Vissungos Data: Sábado, 28 de março de 2026 Horário: 11h Entrada Gratuita Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno End: Campo de São Bento - Entrada pela Lopes Trovão, Icaraí
24 de março de 2026
Com apresentações agendadas para a Sala Nelson Pereira dos Santos, no fim de semana de 28 e 29 de março, às 16h, as "Lendárias do K-pop" revelam a história do Huntrix, um grupo fictício de idols que vive uma dupla vida: estrelas internacionais durante o dia e guardiãs místicas da humanidade quando as luzes do palco se apagam. Unidas por laços de amizade, talento e destino, as integrantes do Huntrix descobrem que a música é mais do que entretenimento - ela é uma poderosa arma espiritual. Seus sons, vozes e performances canalizam energias ancestrais capazes de enfrentar forças sombrias que ameaçam romper o equilíbrio entre os mundos. Cada show é, na verdade, um ritual; cada canção, um feitiço entoado para proteger a Terra. A narrativa ganha ainda mais tensão com a presença de Jino, um carismático e enigmático cantor de K-pop que surge como rival direto do grupo. Ícone absoluto da indústria musical, Jino esconde intenções obscuras e um pacto perigoso com forças sobrenaturais, transformando a disputa por fama em um confronto épico entre luz e trevas. Misturando a estética vibrante do K-pop contemporâneo com referências profundas ao folclore coreano, ao xamanismo (musok) e às tradições espirituais da Coreia do Sul, a obra cria um universo visual e narrativo original, onde deuses, espíritos e lendas antigas convivem com fãs, redes sociais e arenas lotadas. Elementos inspirados em mitos, rituais e símbolos ancestrais dialogam com temas atuais como identidade, pressão da fama, amizade e pertencimento. "Lendárias do K-pop" é uma fantasia moderna repleta de ação, magia e ritmo, que celebra o poder da música como força de conexão, resistência e transformação. Um convite para mergulhar em um mundo onde o palco é sagrado, a batida é ancestral e as verdadeiras heroínas cantam para salvar o mundo. Serviço Lendárias do K-pop em "Quando a Música se Torna Magia" Data: 28 e 29 de março de 2026 Horário: Sábado e domingo, às 16h Duração: 55 min Classificação indicativa: Livre Ingressos: R$ 80 (inteira) / R$ 60,00 promocional mediante doação de 1kg de alimento não perecível Vendas na Bilheteria da Sala ou no Site Fever Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói
24 de março de 2026
Uma aventura congelante. No reino distante de Arendelle, viviam as princesas Elsa e Anna. Elsa, a mais velha, tinha o poder de criar gelo e neve com as mãos. Certo dia enquanto brincava, Elsa fazia seus truques e um raio de gelo atingiu acidentalmente a cabeça de Anna. Seus pais ficaram muito preocupados e recorrem aos Trolls para reverter aquela grave situação. Apesar da magia ter sido desfeita, foi decidido que Elsa deveria esconder seus poderes de todo mundo para que não houvesse mais incidentes. Elsa desde então permaneceu isolada em seu quarto, enquanto seus poderes aumentavam cada vez mais, sem que ela conseguisse controlá-los. As meninas nunca mais brincaram juntas, mesmo depois de perderem os pais. Mas o amor transforma, e juntas superam tudo, e todos os obstáculos, e no fim uma linda celebração da vida, o aniversário da Anna! Com muitos convidados e muita musica! Teatro Vannucci  Temporada: Sábado às 14:50h Classificação Indicativa: Livre R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro – Telefone: (21) 2274-7246
23 de março de 2026
A premiada cantora e atriz Alessandra Verney apresenta “unpluGAGA”, um tributo acústico a Lady Gaga, dia 26 de março, quinta-feira, às 20h, no Teatro Claro MAIS RJ, em Copacabana. Neste show, Lady Gaga é celebrada de forma singular pela voz marcante da artista, em arranjos que valorizam a essência das composições. O repertório da popstar americana ganha novos contornos: aqui, as canções são as grandes protagonistas — embaladas pela força e sensibilidade do canto feminino. Músicas como “Bad Romance”, “Million Reasons” e “Paparazzi” são revisitadas em versões que destacam a força poética e emocional da obra de Gaga. Alessandra Verney imprime sua identidade em cada interpretação, unindo voz poderosa, presença magnética e performance cênica, características que consolidam sua trajetória nos palcos, em espetáculos musicais como “Cole Porter – ele nunca disse que me amava”, “A Noviça Rebelde”, “Alô Dolly” e “Kiss Me Kate – O Beijo da Megera”. Neste show é acompanhada por um trio de músicos, que fazem a sonoridade acústica do “unpluGAGA” acontecer: André Valle (violão), Lancaster Lopes (baixo) e Marcelo Vig (bateria e efeitos). “Já tem alguns anos que tenho o desejo de fazer um show com as canções da Lady Gaga,, bem antes de saber que ela viria ao Rio. O foco é na sonoridade mais acústica, justamente para priorizar a interpretação e a essência das composições. Sou bastante fã dela: a visceralidade, a potência vocal, a marca registrada que ela imprime à cada composição, tudo me fascina e me inspira como artista. Esse show é uma grande homenagem e uma maneira de celebrar esse repertório de uma vez só!”, comenta Alessandra Verney. “Fico muito feliz também de estar acompanhada por grandes músicos, que trazem o seu melhor na concepção e execução das canções”, completa a artista Serviço: “unpluGAGA” Data: 26 de março, às 20h. Teatro Claro Mais RJ: Rua Siqueira Campos, 143 - Loja 58 - Copacabana, Rio de Janeiro Ingressos: Entre R$ 30 e R$ 120 (inteira) Lotação: 660 pessoas Duração: 1h30 Classificação: 12 anos Venda de ingressos: na bilheteria do teatro ou na plataforma Uhuu ( https://uhuu.com/evento/rj/rio-de-janeiro/unplugaga-com-alessandra-verney-15567 )
23 de março de 2026
O músico, escritor e dramaturgo Marcelo Rubens Paiva se apresenta com a Banda Lost in Translation - formada por Fábio França, Arthur França, Rick Villas-Boas e Luli Villares - na Sala Nelson Pereira dos Santos, na sexta-feira, 27 de março, mostrando releituras de clássicos e canções contemporâneas. O show também vai contar com participação da cantora Luíza Villa. No repertório, os artistas trarão versões de artistas como Rolling Stones, Nina Simone, Billie Eilish, Neil Young, Bob Dylan e Britney Spears, além de um debate sobre a música "Hey Joe" do lendário guitarrista Jimmi Hendrix. Marcelo Rubens Paiva, que se dedica à música desde a juventude, é formado em violão clássico pelo Conservatório Magda Tagliaferro. Deu um tempo na música depois do acidente que lesionou sua medula, em 1979, quando tinha apenas 20 anos, e se dedicou à vida literária. Além de "Ainda Estou Aqui" (2015), ele escreveu "Feliz Ano Velho" (1982), ambos vencedores do prêmio Jabuti. "Tenho pensamentos de aposentadoria. Agora sou rockeiro, tenho banda. Acho que me aposentei mesmo como escritor, como jornalista, talvez escreva uma coisa ou outra, mas acho que já deu", declara. Serviço Marcelo Rubens Paiva e Banda Lost In Translation Data: Sexta-feira, 27 de março de 2026 Horário: 19h30 Duração: 120 min Entrada Gratuita com distribuição de ingressos na bilheteria às 18h Local: Sala Nelson Pereira dos Santos End: Avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, Niterói
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