
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

A mostra na Galeria de Arte UFF propõe um diálogo sensível e profundo entre as práticas devocionais tradicionais de Juazeiro do Norte e a experimentação visual contemporânea. Ao transpor os ex-votos escultóricos do Cariri cearense para a transparência das películas radiográficas, o artista cria um relicário contemporâneo onde a fé e o corpo se entrelaçam. Composta por fotografias de ex-votos do Cariri impressas sobre películas de raio-X e dispostas em foto-livros sanfonados retroiluminados, a mostra investiga a memória, o corpo e a devoção em percurso litúrgico e contemplativo. Lá Vem os Retratistas Abertura dia 16 de Setembro | Quarta – 17h Visitação - 16 de Setembro a 01 de Novembro de 2026 Galeria de Arte UFF Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói – RJ Segunda a Sexta, das 10h às 21h Sábados e Domingos das 13h às 21h Entrada Franca

De 16 a 22 de setembro, o Centro de Artes UFF abre suas portas para o 15º Interculturalidades - A Roda do Mundo: Mestres, Encantados e Cazumbás. O festival é gratuito e reúne shows, espetáculos teatrais, exposições, oficinas, rodas de conversa, cortejos, performances e encenações populares. A primeira edição do Interculturalidades aconteceu em 2002 e, desde então, transforma a universidade em um local de encontro entre diferentes territórios culturais, conectando modos de viver e reconhecendo nas culturas populares seu traço vivo e contemporâneo. Este ano, o projeto conta com a participação do músico Tiganá Santana, da cantora Juliana Linhares, da Mestra do forró Anastácia, do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e do Teatro Oficina, entre muitas outras atrações. A programação está organizada em dois eixos centrais de atividades: de um lado, um grande encontro de Mestres e Mestras do território do Rio de Janeiro, portadores de saberes transmitidos entre gerações e mantidos vivos nas comunidades e, de outro, a mostra Jaguaretê - Reantropofagias da Cena, reunindo artistas indígenas que fazem da cena teatral um território de retomada. Outras figuras também participam desse encontro, como o cazumbá, brincante encantado do boi, que chega com seus tambores, máscaras, danças e mistérios. Segundo Leonardo Guelman, Superintendente do Centro de Artes UFF, “essa edição procura criar ressonâncias entre dois núcleos de ancestralidades: A roda dos Mestres nos coloca diante de uma multiplicidade viva da cultura e a mostra Jaguaretê de teatro indígena ativa outras percepções, que reorientam o sentido da vida contemporânea. É para essas experiências, marcadas por resistências, memórias e possibilidades de transformação, que queremos trazer o público”. A 15ª edição do Interculturalidades é uma realização da Universidade Federal Fluminense, por meio do Centro de Artes UFF e da Fundação Euclides da Cunha, e do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc. O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro e o patrocínio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal das Culturas. Programação Ao longo da semana, diferentes formas de encontro ocupam o Centro de Artes da UFF: aulas abertas e oficinas, nas quais o conhecimento se faz pela experiência e pelo corpo; encontros de Mestres e Mestras, que aproximam trajetórias, memórias e saberes-fazeres; diálogos e debates, que colocam em relação diferentes pensamentos, experiências e territórios; shows, performances e peças teatrais, nos quais outros corpos, narrativas e mundos ganham presença; e exposições e mostras, que ampliam os modos de olhar, registrar e compartilhar essas experiências. No dia 16 de setembro, abertura do Festival, um dos destaques é o espetáculo do Boi das águas escondidas, um projeto da Companhia Mãos Calejadas realizado a partir de uma residência artística no Centro de Artes UFF, que apresenta o auto do bumba-meu-boi, entrecortado pelos momentos de canto, dança e da batucada dos pandeirões, matracas e onças. Na sequência, as Caixeiras do Divino se apresentam, grupo de mulheres percussionistas e cantoras que conduzem os rituais da tradicional Festa do Divino Espírito Santo no Maranhão. Fechando o dia, o Mestre Cidel comanda um set de reggae maranhense da Casa Roots. O dia 17 reúne convidados na mesa Metamorfoses Urbanas: corpos, batalhas e brincadeiras, sobre Hip-hop, bate-bolas, macacos e outras manifestações que colocam em cena diferentes modos de ocupar, provocar e transformar a cidade. No mesmo dia, um pouco mais tarde, Slipmami divide o palco com Helena Peres, Ian Travassos, Mari Torquato e Pendrivor. Com suas composições provocativas e explícitas, a rapper e compositora da baixada fluminense Slipmami se tornou um dos maiores fenômenos do trap feminino no Brasil nesta década. O debate sobre políticas públicas culturais, na mesa Políticas Públicas - Arte do saber-fazer e territórios, abre a programação da sexta, dia 18, trazendo como convidados os Secretários de Cultura de Santo Antônio de Pádua, Niterói, Nova Friburgo, Angra e Volta Redonda. A mesa tem a mediação do Superintendente do Centro de Artes UFF, Leonardo Guelman e do advogado, professor e pesquisador na área de direitos culturais, Mário Pragmácio. A conversa propõe uma reflexão sobre a responsabilidade das políticas públicas culturais na sustentação dos territórios e seus saberes: como fazer a política chegar ao chão onde a cultura acontece, garantir acesso de mestres e coletivos às políticas existentes e criar condições para que seus saberes não apenas resistam, mas continuem sendo praticados, transmitidos e transformados. Na parte da tarde, acontece a aula aberta A mestria na universidade: O tambor que fala com o Mestre Ogã Kotoquinho, guardião e transmissor de saberes ancestrais dos tambores. Um encontro de trajetórias, memórias e conhecimentos que atravessam som, corpo, espiritualidade e território. Participam da aula como convidados: Mestre Ogã Kotoquinho, Lúcia Cavalieri, Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF) e demais Mestres participantes do Encontro de Saberes da UFF. Fechando o dia, a mesa de debate Artes Indígenas: outros mundos em cena reúne Denilson Baniwa e Zahy Tentehar discutindo a valorização dessas produções e do protagonismo indígena nos diferentes processos artísticos — da criação à curadoria, da produção à circulação. Na Roda do Mundo, que cena se transforma quando os povos indígenas ocupam seus espaços e assumem a condução de suas próprias narrativas? No sábado, dia 19, já na parte da manhã, acontece um grande encontro de Mestres e Mestras, uma verdadeira roda entre diferentes mundos de saber e fazer. Mestres de jongo, de tradições caiçaras, de terreiro, do boi e de outras formas de conhecimento que atravessam territórios e gerações chegam à universidade para compartilhar histórias, memórias e experiências. Cada Mestre traz um objeto de memória relacionado ao seu saber-fazer. A partir dele, abre-se uma conversa sobre origens, aprendizagens, territórios, pessoas que ensinaram, caminhos percorridos e aquilo que hoje se transmite a outras gerações. Participam desse encontro: Mestra Fatinha (Jongo do Pinheiral), Mestre Nico, do Caxambu (Pádua); Mestra Noinha (Jongo de Campos dos Goytacazes); Mestre Geraldinho; Mestre Biano, Mestras Maria Luiza e Marcela (Nova Friburgo), Mãe Célia e Pai Cid (Volta Redonda); Mestre Chico, pescador (Itaipu, Niterói); Mestre Kotoquinho (Baixada); Mestra Marilda (Angra), Mestre Cidel Trindade (Niterói), Juninho (Pádua), Deodoro (Pádua); Preta (Pádua); Geisa Keti (samba, Rio de Janeiro), Cacique Miro (Angra); Mestre Dedé (do Reisado, Juazeiro do Norte), Zé Nilton e Edmilson Santini (mediação). De noite, sobe ao palco o músico, diretor artístico e pesquisador Tiganá Santana. O multi-artista foi o primeiro compositor brasileiro a apresentar um álbum com a presença de canções em línguas africanas. No domingo, dia 20, acontece o desdobramento da roda de Mestres e Mestras, que, dessa vez, parte de uma pergunta simples e ampla: como diferentes povos e comunidades aprendem a cuidar da vida? Cuidar pode ser reconhecer um adoecimento, tratar um corpo, buscar uma planta, realizar um ritual ou pedir proteção. Mas também pode ser dançar, cantar, brincar, festejar, agradecer, cumprir uma promessa, reunir a comunidade. Fechando as atividades do dia, dividem o palco: Anastácia, mais conhecida como “a rainha do forró”, ex-esposa de Dominguinhos e sua parceira musical, e a multi-artista Juliana Linhares. Na segunda, dia 21, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e Solange Teia dos Povos, com a mediação de Ana Paula Morel, se reúnem na mesa Quantos mundos cabem num mundo?. Mais do que diferentes maneiras de olhar para uma mesma realidade, interessa pensar a possibilidade de outros modos de existência. Ainda nesse dia, é possível conferir a performance Transmutação, com a participação dos multi-artistas Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó. Duas forças da Natureza, das matas e das águas se corporificam nessa apresentação, por meio de figuras híbridas que manifestam a relação corpo-território, seres humanos e não humanos. A performance se configura como um manifesto político e poético, alicerçado sobre o conceito de Florestania, com a ação de semear, reflorestar, curar a Natureza e, principalmente, os espíritos humanos! Outra atração é o espetáculo teatral SER-HUMA-NÓS, um solo que une, resgata e faz ecoar memórias e narrativas ancestrais de mulheres indígenas. A obra entrelaça corpo, território, rio e memória, convocando as vozes das primeiras mulheres para dialogar com o presente. Inspirada nas cosmologias Baniwa, a performance reflete sobre ancestralidade, Bem Viver e a continuidade da vida, fazendo do corpo um território de memória e resistência. Na terça, dia 22, no encerramento do Festival, acontece a esperada apresentação do Teatro Oficina Uzina Uzona, em parceria com artistas indígenas, com leitura encenada de trechos da peça A queda do céu. A dramaturgia é de Zé Celso e Fernando de Carvalho, juntamente com Felipe Botelho, Pedro Felizes e Roderick Himeros, e se baseia no livro A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert. A encenação foi retomada após a travessia de Zé Celso, em 2023.

Coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, a primeira edição da Semana de Arte do Rio acontece entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, com exposições, intervenções urbanas e atividades culturais em espaços públicos e privados da região central. A programação completa será divulgada em breve. O lançamento, no Teatro Carlos Gomes, contou também com a presença do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, além de produtores culturais e artistas. Durante 12 dias, museus, centros culturais, teatros, galerias e outros equipamentos receberão uma programação que reúne projetos já consolidados na cena cultural carioca e festivais mais recentes, de diferentes linguagens artísticas. A proposta é ampliar a circulação de artistas e públicos, valorizar o patrimônio material e imaterial da cidade e fortalecer a economia da cultura. — Essa é a primeira Semana de Arte do Rio e que tem como política cultural uma direção muito clara: a ocupação do Centro da cidade. E a cidade inteira vai poder ocupar o centro com as mais diferentes linguagens, dança, coreografia, artes visuais, teatro, cinema. A Semana de Arte será uma enorme oportunidade para os artistas e para o setor cultural. Atrai turistas, gera emprego e renda. É isso que a cultura consegue representar, que vai muito além da identidade, da mensagem, do elemento artístico cultural, que forma o nosso país, a nossa cidade, mas que também gera economia. A gente espera que a Semana de Arte do Rio se torne uma das mais importantes do mundo — disse o prefeito Eduardo Cavaliere. Mais do que concentrar uma programação cultural em um mesmo período, a Semana de Arte do Rio representa a convergência das diferentes políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura para o setor. A iniciativa articula ações de fomento à produção artística, apoio a festivais e instituições culturais, formação de artistas e públicos, preservação do patrimônio e ocupação cultural dos territórios. A Semana também busca aproximar essas políticas de outras áreas estratégicas para a cidade, como turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo. A partir dessa integração, a Prefeitura pretende fortalecer o ecossistema cultural carioca e ampliar a projeção do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. — A Semana de Arte do Rio representa uma nova etapa da política cultural da cidade. Mais do que realizar um grande evento, estamos estruturando uma política permanente de fortalecimento dos festivais, das instituições culturais, dos grupos artísticos e da ocupação cultural do território. É uma estratégia que conecta produção artística, patrimônio, turismo e desenvolvimento urbano para consolidar o Rio como uma das principais capitais culturais do mundo — afirma o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha. Nesta edição, dez festivais já estão confirmados: Flup (Festa Literária das Periferias), Festival Panorama, Aquarius, ARUA Summit 2026, 7º Festival Internacional de Circo, Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Festival Mimo, ArtRio, Arte de Portas Abertas e CasaCor.

Dia 16 de setembro, às 17h, como parte da programação de abertura do 15º Interculturalidades, o Boi das Águas Escondidas convida o público para uma de suas primeiras apresentações públicas. Nesse espetáculo multilinguagens, o canto se mistura à dança e à batucada dos pandeirões e matracas. É quando bailam no terreiro índias, índios, cazumbás, vaqueiros, caboclos de fita, pai Francisco, Catirina, patrão, pajé... e ele: o Boi, o dono da brincadeira. Uma das integrantes da Residência e aluna da Companhia, Malu Perbeils, que descreve a sua participação no grupo como “uma verdadeira imersão na cultura maranhense, nas suas dimensões musicais, literárias, estéticas”, faz um convite para a população niteroiense conhecer o Boi das Águas Escondidas: “Agora vamos entrar na segunda edição, para formação do nosso corpo de baile, e se você ainda não entrou nessa brincadeira, a gente te espera lá. Todas as segundas e quartas a partir das 18h!”.

Quem circula pelo Centro do Rio entre 16 e 27 de setembro terá a oportunidade de encontrar um instrumento pouco comum em meio à arquitetura histórica da cidade. A harpa será protagonista de 23 concertos gratuitos do XXI RioHarpFestival – Versão Latino-Americana, que integra a programação da 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura. A proposta é transformar espaços que fazem parte da memória carioca em palcos para uma programação que reúne músicos de diferentes países da América Latina. O roteiro passa por locais como Museu Nacional de Belas Artes, CCBB Rio, Palácio Tiradentes, Museu da Justiça, Centro Cultural Justiça Federal, Espaço Cultural da Marinha e Associação Comercial do Rio de Janeiro, criando uma combinação pouco convencional entre música e patrimônio. Um dos momentos mais simbólicos acontece na abertura, em 16 de setembro, às 12h30, no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes. O harpista argentino Walter Morato faz o primeiro concerto da programação justamente no espaço onde, em 1997, nasceu o projeto Música no Museu, idealizado pelo produtor cultural Sérgio da Costa e Silva. Quase 30 anos depois, a música retorna ao ponto de partida. No mesmo dia, às 17h, a Associação Comercial do Rio de Janeiro recebe o duo paraguaio formado pela harpista Rosalía López e pela violonista Gabriela López. Tudo de graça. A programação completa está disponível em musicanomuseu.com.br e nos canais do CCBB Rio. SERVIÇO XXI RioHarpFestival – Versão Latino-Americana Quando: 16 a 27 de setembro Onde: museus, centros culturais e espaços históricos do Rio Entrada: gratuita Realização: Música no Museu / RioHarpFestival Programação: integrante da 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura.

Uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos, “A Cor Púrpura, o Musical” está de volta ao Rio de Janeiro. O espetáculo, que iniciou sua trajetória na cidade em setembro de 2019 e desde então conquistou público, crítica e mais de 100 prêmios, indicações e honrarias, ganha nova temporada no Teatro Multiplan, no Shopping VillageMall, a partir de 13 de outubro de 2026. Com direção e concepção original de Tadeu Aguiar, versão brasileira de Artur Xexéo e tendo Suzana Santana novamente no papel de Celie, a montagem retorna aos palcos cariocas em uma temporada especial. A trama acompanha Celie (Suzana Santana), uma mulher negra que cresce no sul dos Estados Unidos, na primeira metade do século XX, enfrentando desde muito jovem uma realidade marcada por violência, submissão e falta de autonomia. Afastada da irmã Nettie (Lola Borges) e entregue em casamento a Mister (Wladimir Pinheiro), ela passa anos submetida às escolhas daqueles que a cercam até que encontros transformadores começam a apresentar outras possibilidades de vida. SERVIÇO: A COR PÚRPURA, O MUSICAL Local: Teatro Multiplan | Shopping VillageMall Av. das Américas, 3.900 – Piso SS1 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ Temporada: 14 a 25 de outubro Datas e horários: • Quarta, quinta e sexta – 20h • Sábado – 16h e 20h • Domingo – 15:30h e 19:30h

Na segunda-feira, 14 de setembro, a partir das 17h30, o projeto Palco Niterói Música, na Calçada do Theatro Municipal de Niterói, recebe dois talentosos cantores da nossa cidade para shows gratuitos e imperdíveis. Às 17h30, Fred Tavares se apresenta ao público com um tributo a Emílio Santiago. Emiliano é um espetáculo musical concebido para celebrar e preservar a obra de Emílio Santiago, um dos intérpretes mais relevantes da música popular brasileira. No palco, Fred Tavares reúne clássicos consagrados da carreira de Emílio, apresentados em arranjos elegantes, que valorizam a musicalidade, a letra e a memória afetiva do público. Acompanha Fred, uma banda formada por vários músicos que integraram a banda de Emílio, garantindo autenticidade, excelência técnica e fidelidade estética ao repertório apresentado. Às 19h, é a vez de Fátima Regina subir ao palco. O lado jazzista e o melhor da bossa nova estão reunidos no novo projeto da cantora, "Minha Praia é a Bossa" Neste Show a cantora demonstra uma grande intimidade rítmica com tudo que é brasileiro, mas se atém na sua maioria ao samba sincopado e a Bossa Nova. No repertório estão canções como "Bananeira", de João Donato e Gilberto Gil; "Os Grilos", de Marcos e Paulo Sérgio Valle; "Águas de Março", de Tom Jobim, entre outras composições de Joyce, Baden Powel e Carlos Lyra. Fátima Regina canta acompanhada pelo violonista Zeh Netto, no baixo Juliano Cândido e na bateria Matheus Forli. Traga os amigos, aproveite o fim de tarde no Centro e venha curtir mais uma programação gratuita ao ar livre! Conheça a Niterói Música Do LP ao CD, do MP3 às plataformas de streaming ao nosso alcance pelo celular, desde então, a forma de produzir e ouvir música sofreu uma verdadeira revolução. É preciso, então, olhar para essas transformações de forma inovadora, oferecendo ferramentas que estimulem artistas nesse mundo digital. Como parte dessas transformações, a Niterói Discos passa a se chamar Niterói Música. Saiba mais ... . Serviço Palco Niterói Música com Fred Tavares e Fátima Regina Data: Segunda-feira, 14 de setembro de 2026 Horário: A partir das 17h30 Evento Gratuito Classificação indicativa: Livre Local: Calçada do Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro

O saxofonista e compositor Leo Gandelman celebra 70 anos de vida, completados em 10 de agosto, e cinco décadas dedicadas à música, revelando ao público uma faceta até então guardada em seus arquivos pessoais. A partir de 15 de setembro, terça-feira a FIRJAN, no Centro do Rio de Janeiro, abre as portas para a exposição inédita e gratuita “50 x 70 – O olhar além da música”, que reúne imagens capturadas pelo artista durante os anos em que atuou como fotógrafo profissional– um mergulho sensível no universo criativo de um dos nomes mais importantes da música brasileira. Reconhecido nacional e internacionalmente como saxofonista, flautista, compositor, arranjador e produtor musical, Leo Gandelman sempre cultivou, em paralelo à sua carreira fonográfica, uma relação profunda com a fotografia. Muito antes de consolidar seu nome como instrumentista de referência, encontrou na imagem uma forma de observar e interpretar o mundo – uma experimentação artística que contribuiu para a sensibilidade que mais tarde marcaria sua obra musical. A mostra, que permanece em cartaz até dezembro, reúne registros que remontam à década de 1970 – período em que Gandelman viveu o ápice de sua dedicação à fotografia. Contratado pela Editora Bloch, viajou pelo Brasil e pela América do Sul, sempre em busca do que ele chama de “momento único”. Em 1976, conquistou o segundo lugar no prestigiado Nikon International Photo Contest, uma das mais relevantes premiações do gênero no mundo, reconhecimento que consolidou seu olhar refinado, baseado na observação, na composição e na construção de narrativas visuais. A exposição, toda em fotos em preto e branco, registra, por exemplo, passageiros a bordo de um vapor no rio São Francisco; a “Sala dos Milagres” na Igreja de Bom Jesus da Lapa; uma banda de música em uma parada do “Trem da Morte”, que ligava Cuiabá a Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e até mesmo uma “Maria Fumaça”, no percurso de Tiradentes a São João Del Rei, como a eternizada na canção “Ponta de Areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant). “Preencher espaços em branco com imagens, histórias e sentimentos foi fundamental para que eu compreendesse o processo de criação. A fotografia me ensinou a construir narrativas, e isso acabou se tornando uma das bases do meu trabalho como músico”, afirma Leo Gandelman. As imagens expostas revelam um artista atento aos detalhes, às paisagens, aos sentimentos humanos, aos encontros e aos instantes que passam despercebidos ao olhar cotidiano. Mais do que meros registros, as fotografias constroem uma narrativa visual que dialoga diretamente com a musicalidade, a curiosidade e a liberdade criativa que definem sua trajetória. Serviço Abertura: 15 de setembro, às 18h. FIRJAN SESI Centro – Rua Graça Aranha, 1, Centro, Rio de Janeiro (RJ De 15 de setembro a 30 de novembro Entrada franca Horário: de segunda a sexta-feira, de 10h às 18h (exceto feriados) Sábados e domingos, de 15h às 17h

Feira Gastronômica ZIRIGUIDUM – da tradicional Feira Hippie de Ipanema – está recebendo expositores para fazer parte do evento que ocorre no próximo domingo dia 20 de setembro na Praça General Osório em Ipanema. Se você atua com gastronomia, doces, bebidas, cervejas artesanais, artesanato, produtos autorais ou outros segmentos da arte e cultura, esta é a oportunidade perfeita para apresentar sua marca, serviço ou trabalho a um público diverso e vibrante. O evento reúne: • Música • Cultura • Gastronomia • Artesanato • Diversão para toda a família Garanta já o seu espaço e para fazer parte da Feira Ziriguidum! Informações e inscrições: 21 99678-0712 / 21 998270215

O Museu Histórico da Cidade, na Gávea, abriu suas portas neste sábado (12) para “Vir a Existir”, exposição coletiva que reúne 40 artistas e coloca o Rio de Janeiro no centro de diferentes interpretações da arte contemporânea. Com curadoria de Julie Brasil e realização do Cedro da Gávea, a mostra reúne nomes consagrados, como Luiz Aquila, Milton Machado e John Nicholson, e artistas de novas gerações, em trabalhos que ocupam o casarão histórico do museu. Entre os destaques está uma instalação site specific de Marcelo Albagli, criada especialmente para o espaço: uma grande pedra desenhada sobre papel gampi que parece flutuar no vão da escada. SERVIÇO VIR A EXISTIR Curadoria: Julie Brasil Realização: Cedro da Gávea Curadoria: Julie Brasil Abertura: sábado, 12 de setembro de 2026, das 11h às 13h Exposição: 12 de setembro a 8 de novembro de 2026 Visitação: das 9h às 16h Local: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro — Estr. Santa Marinha, s/nº, Gávea, Rio de Janeiro, RJ

Centro Cultural Correios apresenta a exposição ‘Um Sonho em Noite de Insônia – a soma dos encontros’
A exposição ‘Um Sonho em Noite de Insônia – a soma dos encontros’, promove visita guiada com palestra, no próximo dia 12 de setembro (sábado), das 16h às 18h30, com a presença da artista Marilou Winograd, do artista convidado Mario Camargo e do curador Osvaldo de Carvalho, no Centro Cultural Correios RJ. Esta exposição discute a insônia como processo e matéria, e o sonho como laboratório, enfatizando luz e sombra num jogo de claro, escuro, em diálogo entre as obras dos artistas. Após apresentação teórica do curador, cada artista falará sobre seu processo de trabalho. Exposição: Um Sonho em Noite de Insônia • Artista: Marilou Winograd • Artista convidado: Mário Camargo • Curador: Osvaldo Carvalho • Produção: Carlos Bertão • Comunicação visual: Marcelo Rezende • Visitação: até 26 de setembro de 2026 • Dias e horários: terça a sábado, das 12h às 19h • Local: Centro Cultural Correios RJ • Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ • Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem • Entrada franca • Censura Livre

Evento cultural promete um fim de semana com uma programação que reúne música, teatro, gastronomia, feira criativa e atividades para crianças no Museu da República no Catete. A proposta é celebrar a diversidade cultural brasileira em diálogo com diferentes tradições, com atrações gratuitas para toda a família. No sábado, a programação começa com teatro infantil e segue com música espanhola, marionetes, música brasileira e rock. No domingo, tem teatro de marionetes, aula de gastronomia paraguaia, música irlandesa e apresentação de orquestra de violões. Programação: Sábado 12/09 10h – Peça infantil “Drummond para crianças”, com Sintonia Bovino (Palco Chafariz) 12h – Show “Ecos d’Al Andalus: Música da Espanha Mourisca à América Contemporânea” (Palco Gastronomia) 13h – Teatro de marionetes “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, com Papa Vento (Palco Chafariz) 14h30 – Show “Músicas Brasileiras”, com Eduardo Gatto (Palco Gastronomia) 16h – Show “Rock de Todos os Mundos”, com Big Black Dog (Palco Chafariz) Domingo 13/09 10h – Teatro de marionetes “Nossa Floresta”, com Papa Vento (Palco Chafariz) 12h – Aula de Gastronomia Paraguaia, com a chef Patrícia Adorno (Palco Gastronomia) 13h – Teatro infantil “A Menina e o Livro”, com Sintonia Bovino (Palco Chafariz) 14h30 – Música Irlandesa, com “Stout” (Palco Gastronomia) 16h – Orquestra de Violões Gáprando (Palco Chafariz)


