
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer. No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

“Reflexos” abre ao público em 22 de outubro, com entrada gratuita, e propõe experiência interativa sobre consumo consciente e preservação ambiental A Light inaugura, no dia 22 de outubro, a exposição “Reflexos”, no Centro Cultural Light, no Centro do Rio. A mostra, gratuita e interativa, une arte contemporânea, sustentabilidade e educação ambiental para provocar uma reflexão sobre os impactos das escolhas de consumo no meio ambiente e na sociedade. A exposição reúne duas frentes de atuação da Light: o Programa Educativo Cultural e o Projeto Light Recicla, que desenvolvem iniciativas voltadas à educação, à sustentabilidade e ao consumo consciente. Por meio da mostra, a companhia busca ampliar o debate sobre o uso responsável dos recursos e estimular a reflexão sobre como as escolhas do dia a dia impactam o meio ambiente e o futuro do planeta. A iniciativa é viabilizada com recursos do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (PEE ANEEL). Criada pelos artistas Lula Duffrayer e Flávio Carvalho, dos Pirilampos do Planeta, “Reflexos” reúne instalações e esculturas de luz produzidas a partir da ressignificação de materiais descartados. Organizada a partir dos elementos ar, água e solo, a mostra aborda temas como consumo, descarte e preservação ambiental. O trabalho dos artistas envolve ainda a parceria com três cooperativas de coleta seletiva, beneficiando cerca de 60 famílias. “A exposição mostra, de forma muito concreta, como materiais que seriam descartados podem ganhar uma nova destinação. Esse olhar conversa diretamente com o trabalho do Light Recicla e ajuda a aproximar do público a importância da reciclagem e do descarte responsável”, destaca Rodrigo Brulher, coordenador de Eficiência Energética da Light. Experiência e participação do público Ao longo do percurso, os visitantes poderão interagir com diferentes recursos sensoriais e elementos pensados para ampliar a participação na mostra. A acessibilidade também faz parte da concepção da exposição, com estruturas desenvolvidas para atender diferentes públicos e proporcionar mais autonomia durante a visita. “A arte tem o poder de estimular sentimentos e reflexões. Nesta mostra, as obras e as interações convidam o visitante a compreender e internalizar a mensagem sobre a urgência do consumo consciente e da regeneração do planeta. Esperamos que as pessoas saiam daqui mais atentas às suas escolhas, conscientes dos reflexos que elas geram na coletividade e no meio ambiente”, destaca Estela Alves, coordenadora de Responsabilidade Social da Light. A programação prevê ainda oficinas agendadas e atividades voltadas a diferentes públicos, criando novas formas de contato com os temas apresentados nas obras e estimulando a participação para além da visita à exposição. Centro Cultural Light A exposição passa a integrar a programação do Centro Cultural Light, localizado no histórico prédio-sede da companhia, na Avenida Marechal Floriano. Inaugurado em 1994, o espaço oferece gratuitamente exposições permanentes e temporárias, eventos e espetáculos, promovendo experiências educativas e culturais para diferentes públicos. Serviço Exposição “Reflexos” Abertura: 22 de outubro de 2026 Local: Centro Cultural Light Endereço: Avenida Marechal Floriano, 168, Centro – Rio de Janeiro Entrada gratuita

Uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos, “A Cor Púrpura, o Musical” entra em sua última semana de temporada no Rio de Janeiro, com apresentações somente até domingo, 25 de outubro, no Teatro Multiplan, localizado no Shopping VillageMall. Em sua quinta passagem pela capital fluminense, o espetáculo celebra uma trajetória iniciada na cidade em setembro de 2019, marcada pelo reconhecimento do público e da crítica e por mais de 100 prêmios, indicações e honrarias. Com Suzana Santana novamente no papel de Celie, a montagem se despede dos palcos cariocas após mais uma temporada especial. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla e na bilheteria do teatro, com valores a partir de R$60 e opção de ingresso solidário em todos os setores, mediante a entrega de 1 kg de alimento. Reunindo 18 atores e 90 figurinos, a superprodução conta com um palco giratório de seis metros de diâmetro e uma escada curva equipada com sistema de traveling, que se movimenta ao redor do cenário. À frente da equipe criativa, Tadeu Aguiar assina a direção geral e a concepção original, Artur Xexéo é responsável pela versão brasileira e Thalyson Rodrigues responde pela direção musical, função que desempenha no espetáculo desde 2022. A equipe criativa conta ainda com cenário de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias de Sueli Guerra, desenho de luz de Rogério Wiltgen e desenho de som de Gabriel D’Angelo. Com texto de Marsha Norman e músicas de Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray, “A Cor Púrpura, o Musical” é baseado no romance homônimo de Alice Walker, uma das obras mais importantes da literatura norte-americana das últimas décadas. Publicado em 1982, o livro fez de Walker a primeira mulher negra a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção e atravessou gerações ao abordar, a partir da história de uma mulher, temas como racismo, violência, desigualdade, amor, família, pertencimento e liberdade. SERVIÇO: A COR PÚRPURA, O MUSICAL Local: Teatro Multiplan | Shopping VillageMall Av. das Américas, 3.900 - Piso SS1 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Temporada: 14 a 25 de outubro Datas e horários: Quarta, quinta e sexta - 20h Sábado - 16h e 20h Domingo - 15:30h e 19:30h

O Instituto Zeca Pagodinho está com inscrições abertas até sexta-feira (23) para turmas do projeto Viva Xerém!. As vagas de educação artística integral são voltadas a crianças de 7 a 11 anos. O projeto oferece 80 vagas gratuitas: 40 para o turno da manhã e 40 para a tarde. Para se candidatar, os alunos não precisam ter experiência com instrumentos ou artes cênicas. As inscrições podem ser feitas pela internet através do preenchimento do formulário oficial do projeto. As aulas acontecem em Xerém. Durante a formação, os estudantes participam de aulas individuais e em grupo de instrumentos de corda, sopro e percussão. Eles também aprendem práticas de canto coral, música de câmara e orquestra. A grade também inclui iniciação às artes plásticas e cênicas. Ao completar cada ciclo, os alunos fazem uma apresentação artística à comunidade. Em 2026, o projeto prepara o espetáculo “Viva o Zeca”, que vai narrar a trajetória de Zeca Pagodinho — padrinho e fundador da instituição.

Com idealização e direção do coreógrafo e performer Marcio Cunha, o espetáculo de dança “Filho da Margem”, nova produção da Cia. Boca do Mundo, estreia em 29 de outubro no Mezanino do Sesc Copacabana. Dando continuidade à pesquisa sobre dança e espiritualidade, a obra fecha a trilogia iniciada com “Pipoca” (2022) e “Boca do Mundo” (2023). A temporada segue até 8 de novembro, com sessões às quintas e sextas, às 20h30, e aos sábados e domingos, às 19h. O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026. Em “Filho da Margem”, Marcio Cunha divide a cena com as intérpretes-criadoras Carla Stank e Joana Carelli. Inspirados na relação entre corpo e espiritualidade nas tradições dos orixás, os três em cena vivem um ebó dançado: uma oferenda feita com o corpo, para e com Logunedé. Filho dos orixás Oxóssi e Oxum, Logunedé é o orixá da estratégia, um caçador encantado que transita entre dois mundos. Na mata, é o caçador ágil, com seu arco e flecha; no rio, é o encanto e a fluidez. O título do espetáculo remete a esse lugar de encontro: a margem é onde o rio encontra a mata. “Filho da Margem” é o primeiro espetáculo de Marcio Cunha com sua companhia rebatizada: a partir de agora, Cia. Boca do Mundo, e não mais levando o nome do próprio coreógrafo, como anteriormente. “Este espetáculo fecha uma trilogia que fala da relação entre corpo e espiritualidade, trazendo encruzilhadas com os arquétipos e itans dos orixás e com as danças populares brasileiras”, conta Marcio Cunha. “‘Filho da Margem’ segue a perspectiva dos outros dois trabalhos, ‘Pipoca’ e ‘Boca do Mundo’, feitos a partir dos arquétipos dos orixás Omolú e Exu. Este é com Logunedé”, completa o diretor. SERVIÇO Espetáculo: “Filho da Margem” Temporada: de 29/10 a 08/11/2026 Dias e horários: Quintas e sextas, às 20h30 | Sábados e domingos, às 19h Local: Sesc Copacabana – Mezanino (Rua Domingos Ferreira, 160) Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 36 (convênio) | R$ 28 (credencial plena Sesc) | R$ 31 (convênio empresário) | R$ 20 (meia-entrada) | gratuito (PCG) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: Terça e quarta - das 9h às 20h | Quinta e sexta - das 9h às 20h40| Sábados, domingos e feriados - das 13h às 19h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 150 lugares Classificação: 14 anos. Duração: 50 min. Instagram: @ciabocadomundo Site: www.artemarciocunha.com

Espaço será desapropriado pela Prefeitura. A histórica casa de cultura será recuperada para, mais uma vez, abraçar a cena teatral da cidade Símbolo de experimentação artística, resistência e do movimento teatral de Niterói, o Teatro Leopoldo Fróes, fechado em 1991, deixou um buraco na cena cultural da cidade. Agora, a Prefeitura de Niterói articula a reabertura desse palco histórico. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinará nesta semana o decreto que desapropria o espaço, que será completamente restaurado. A ideia é que a casa de cultura abrace a produção niteroiense, com espaço para o teatro e outras manifestações artísticas. “Niterói é uma das cidades que mais investem em cultura no Brasil. Acreditamos na cultura como elemento fundamental de nosso pacto de bem-estar social e prosperidade. Niterói se destaca no cenário nacional por muitos de seus talentos culturais e os niteroienses amamos a cultura. Meu desejo de recuperar o Teatro Leopoldo Fróes, fechado há mais de três décadas, é um projeto que estamos tratando com muito carinho e planejamento. Ele faz parte da memória afetiva da cidade e é um desejo antigo da classe artística. A história do teatro é forte, simbólica, e desejamos que ele abrace os grupos e coletivos teatrais e culturais niteroienses com seu fazer artístico desbravador. Mais do que isso, em Niterói a cultura é um ponto chave da economia criativa. Acreditamos que o Teatro Leopoldo Fróes, ao lado da Biblioteca que reabrimos na Praça da República, será um dos pilares que se somam ao nosso plano de revitalização completa do Centro de Niterói”, celebrou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Aberto em 1973, o Teatro Leopoldo Fróes foi um famoso laboratório cultural que borbulhava com as experimentações artísticas de Niterói. O espaço, que antes abrigava o Teatro Alvorada, foi alugado pelo Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural (INDC) para suprir a demanda do setor durante a reforma do Theatro Municipal que acontecia na época. A autarquia assume o palco num momento emblemático: em 1973, durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, a casa de espetáculos havia sido fechada a mando do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). A medida foi uma resposta à encenação da peça “Arena conta Zumbi” pelo grupo Ceia, do Instituto Abel. O musical, considerado “subversivo”, coloca em cena a luta dos quilombolas de Palmares e sua resistência. Após dez meses fechado, o teatro é reaberto com um novo nome e passa a homenagear Leopoldo Fróes, grande ator e comediante nascido em Niterói que marcou o teatro brasileiro. Mantendo o caráter desbravador, o teatro foi casa de movimentos que tentavam reerguer a cultura na cidade, que sofreu enorme impacto com a fusão do Estado do Rio à Guanabara, em 1975. Movimentos como "Niterói vai Sumir"; "Niterói vai Assumir"; "Araribroadway"; os grupos “Grito”, "Papel Crepon" entre outros, procuravam dar oxigênio à cena cultural de Niterói. A vocação experimental do espaço foi fundamental para a formação de novos profissionais. Na década de 1980, o teatro passa a receber também espetáculos profissionais do Rio de Janeiro. Projetos como "Fim de Tarde", "Sete em Ponto", "Pixinguinha" e "Seis e Meia" foram marcas dessa nova fase. Sem deixar de ser o palco principal da cena niteroiense, o teatro também se tornou um ponto de referência para shows de música popular brasileira em Niterói. No período, Sidney Magal, Elza Soares, Leci Brandão, Zizi Possi, Elba Ramalho, Pepeu Gomes se apresentaram no Leopoldo Fróes. Dos artistas de Niterói, nomes como Zélia Duncan, Arthur Maia, Dalto, Byafra, Marvio Ciribelli, Sergio Chiavazzoli, Marcos Sabino e outros foram revelados à cena cultural nesse palco histórico. Também durante esse período, a Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói (ATACEN) inicia o seu tradicional ciclo de leituras dramatizadas. Em 1991, o teatro deixa de funcionar sob a administração da Prefeitura e acaba sendo fechado. Artistas e produtores culturais da cidade criaram o movimento SOS Leopoldo Fróes em reação ao fechamento. A iniciativa promoveu um abraço e um show na Praça da República, além de um abaixo-assinado. No entanto, o ato não reverteu a decisão. Trinta anos depois, durante a pandemia de COVID-19 em 2021, o espaço foi atingido por um incêndio. A desapropriação e restauração do prédio surge num período de renovação do Centro de Niterói. Visto como o novo vetor de desenvolvimento econômico e social da cidade, a região se transforma após dez anos de investimentos em infraestrutura e remodelação. O programa Reviver Centro, que agrega essa requalificação, tem como pilar reaproximar o espaço público como lugar de pertencimento. Gastronomia, lazer, esporte, cultura e eventos nortearam parte da revitalização da zona central. Como resultado, a Arena Niterói; Complexo de Atletismo Aida dos Santos; Solar Notre Rêve; Museu do Cinema; Mercado Municipal de Niterói; e a Nova Catedral Católica são algumas das entregas.

Em outubro, a série Música no Museu dedica sua programação aos pianos e destaca, no dia 21/10 (quarta-feira), às 12h30, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio), o recital da pianista Juliana Flores, que apresenta “Tocando Histórias”, concerto que une música, emoção, memória e narrativas. Um repertório que atravessa épocas, emoções e grandes compositores. Cada peça, uma história. Cada história, uma viagem. No dia 22 de outubro (quinta-feira), às 18h, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) recebe, na Sala de Sessões, a violonista Mara Lúcia Ribeiro, em recital que percorre diferentes estilos e compositores, de Villa-Lobos a Piazzolla. Bacharel em Violão pela UFRJ e especializada em violão flamenco na Espanha, Mara Lúcia é professora da Escola de Música Villa-Lobos há 40 anos. O repertório reúne obras de Isaac Albéniz (Asturias), Federico Moreno Torroba (Sonatina), Heitor Villa-Lobos (Prelúdios nº 1 e nº 2), Agustín Barrios Mangoré (Una limosna por el amor de Dios e Julia Florida – Barcarola), Astor Piazzolla (Milonga del ángel), Édith Piaf e Marguerite Monnot (L’Hymne à l’amour) e outras. Já na terça-feira, 27 de outubro, às 18h, o Coral Canto em Harmonia se apresenta no Museu do Exército, no Forte de Copacabana, com um programa dedicado aos clássicos brasileiros. No dia 28/10 (quarta-feira), o CCBB Rio recebe Adriana Kellner, Cecília Guimarães, Ezequiel Peres, Fernanda Cruz e Maria Helena de Andrade em um programa dedicado às danças brasileiras. O repertório inclui “O Carnaval das Crianças”, de Villa-Lobos, além de carimbó, contradança, frevo, lundu, polca, valsas e outros ritmos. Encerrando a programação do mês, no dia 31 de outubro, às 18h, a pianista Alessandra de Lucena se apresenta no Palácio São Clemente, sede do Consulado-Geral de Portugal, em Botafogo, com obras de Liszt e Schumann. Com concertos em espaços culturais, históricos e museus do Rio de Janeiro, Música no Museu mantém seu compromisso com a democratização do acesso à música de concerto, aproximando diferentes públicos de repertórios variados e de artistas nacionais e internacionais. SERVIÇO: Locais: CCBB Rio e diversos espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro Concertos: 10 Classificação: Livre Entrada gratuita

O cantor niteroiense Biafra celebra seus 69 anos com uma apresentação especial nesta quinta-feira (22), no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio. No repertório, sucessos que marcaram sua carreira e conquistaram espaço na memória afetiva do público, como Sonho de Ícaro, Leão Ferido, Helena e Seu Nome. Nome conhecido da música brasileira desde a década de 1980, Maurício Pinheiro Reis, o Biafra, construiu sua trajetória com um estilo que transita entre o pop romântico e a música popular, em canções que também ganharam destaque em novelas e programas de televisão. A apresentação terá clima de comemoração, reunindo músicas que atravessaram gerações e lembranças de uma carreira dedicada à música. O show também será uma oportunidade para o artista celebrar mais um ano de vida ao lado dos fãs. SERVIÇO Biafra – Show de aniversário Local: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33, Centro, Rio de Janeiro. Data: Quinta-feira (22), às 19h30. Ingressos: De R$ 50 a R$ 170, à venda pelo site Sympla.

A história recente do Brasil é apresentada a partir do cotidiano de uma família em “Café, Almoço, Jantar”, que retorna aos palcos em curta temporada, de 02 a 25 de outubro, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, com sessões às sextas e sábados, às 19h, e aos domingos, às 18h. Escrito por Ivan Fernandes e dirigido pelo autor com Maíra Kestenberg, o espetáculo fez sua estreia com imenso sucesso em setembro, no Centro Cultural Justiça Federal. Em cena, Fátima Patrício, Gabriel Breves, Aldo Perrotta e Renato Albuquerque atravessam 31 anos da trajetória do país para observar de que maneira as mudanças políticas, econômicas e sociais interferem nas relações pessoais, nos afetos e nas decisões de pessoas comuns. Serviço: Temporada: 02 a 25 de outubro Sessões: sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Sala Rogério Cardoso – Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), vendas na bilheteria do local ou pelo site https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/c75d76d3b22e0367cb06d8bf56bf8a9e6e9eb9f4

A terra como matéria viva, território de pertencimento e guardiã de memórias é o ponto de partida de “Culto à Terra”, exposição do artista Jhon Bermond que inaugura na sexta-feira,dia 23 de outubro, no Sesc Niterói. Com curadoria de Moara Tupinambá, a mostra reúne pinturas, estandartes e mural elaborados com geotintas e pigmentos minerais e vegetais, transformando solos de diferentes regiões do Brasil em cores, formas e narrativas que revelam a riqueza dos territórios e dos saberes que os constituem. Serviço Exposição: Culto à Terra – Jhon Bermond Abertura: 23 de outubro de 2026 Horário: 10 horas Local: Sesc Niterói Endereço: R. Padre Anchieta, 56 – São Domingos, Niterói – RJ Visitação: até 25 de janeiro de 2027 Terça a sábado de 10h às 17h – entrada gratuita

O espetáculo “Uma Saudação às Divas” chega ao Teatro Riachuelo Rio no dia 21 de outubro para celebrar dez anos de história. A apresentação reúne grandes sucessos de artistas que marcaram a música mundial, como Whitney Houston, Aretha Franklin, Mariah Carey, Tina Turner, Beyoncé, Shania Twain, Adele e Céline Dion. No palco, Claudia Nascimento, Jessy e Rafael Oliveira dão voz a clássicos que atravessaram gerações. O projeto nasceu há uma década com o show “Uma Saudação à Whitney Houston” e, desde então, já conquistou um público superior a 500 mil pessoas. Agora, a produção percorre o país com uma turnê comemorativa, que traz novas versões de sucessos e momentos inéditos. A apresentação também chama a atenção pela estrutura visual. Com banda ao vivo e bailarinos, o espetáculo conta com mais de 50 trocas de figurino. As peças, produzidas em Nova York, reproduzem roupas usadas pelas cantoras homenageadas em diferentes fases de suas carreiras. Serviço Uma Saudação às Divas – Celebrando 10 Anos Data: 21 de outubro de 2026 (quarta-feira) Ingressos: https://www.ingresso.com/espetaculos/uma-saudacao-as-divas-celebrando-10-anos Teatro Riachuelo Rio – Rua do Passeio, 40, Centro, Rio de Janeiro

O Quarteto Atlas é um renomado grupo de câmara brasileiro formado por quatro instrumentistas de cordas de grande destaque em importantes orquestras do país O Quarteto inicia na próxima terça-feira (20) sua primeira turnê pelo estado do Rio de Janeiro com o projeto “Villa-Lobos e os Quartetos de Cordas”. O primeiro concerto será às 19h, no Teatro da UFF, em Icaraí, Niterói. No domingo (25), às 11h, o grupo se apresenta no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A entrada é gratuita em todas as datas. Em novembro, a circulação segue para o interior: Vassouras recebe o quarteto no dia 28 e Petrópolis, no dia 29. Formado por Ricardo Amado e Carlos Mendes (violinos), Ricardo Taboada (viola) e Ricardo Santoro (violoncelo), o grupo reúne instrumentistas de liderança da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Orquestra Sinfônica Brasileira, da Orquestra Petrobras Sinfônica e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. O programa traça um panorama da obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) para dois violinos, viola e violoncelo. A série de 17 quartetos de cordas do compositor, escrita entre 1915 e 1957, é apontada pela produção como a maior e mais expressiva do gênero no século XX. Serão executados o Quarteto nº 1 (1915), obra de juventude com influência impressionista francesa; o Quarteto nº 5 (1931), conhecido como “Quarteto Popular nº 1”, que incorpora melodias folclóricas brasileiras; e o Quarteto nº 17 (1957), escrito no fim da vida do compositor. Serviço Niterói Data: 20 de outubro de 2026 (terça-feira), às 19h Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes Rio de Janeiro Data: 25 de outubro de 2026 (domingo), às 11h Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola – Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes

Nascido em Salvador, mas criado no Rio de Janeiro, Jorge Davidson trabalhou 30 anos na indústria fonográfica. Começou como gerente de produto na EMI, onde chegou a diretor artístico, cargo que também exerceu na Sony Music. Foi Vice-Presidente Artístico na BMG e na EMI. Ao longo de três décadas, lançou grandes estrelas da música brasileira, como Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Marisa Monte, Fernanda Abreu, Gabriel O Pensador, Skank, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp / D2, Jota Quest e Ana Carolina, só para citar alguns. Toda esta trajetória vitoriosa está contada por ele mesmo no livro “Em Sintonia com o Sucesso – a arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora), que será lançado no dia 20 de outubro, terça-feira, a partir das 19 horas na Livraria Argumento. Para os integrantes de Os Paralamas do Sucesso, “poucos nomes nesse meio podem contabilizar as descobertas de talentos e o encaminhamento de tantas carreiras brilhantes como Jorge Davidson”. Já Gabriel, O Pensador, não tem dúvida: “Com tanta experiência e peso na história do mercado musical, Jorge Davidson tem mesmo muita história para contar.”. E histórias incríveis não faltam no livro: desde sua paixão pelo futebol de praia nas areias de uma Copacabana idílica, passando por momentos muito divertidos na redação da então modesta TV Globo, até a emoção profunda de estar perto de seus grandes ídolos na sua música. Que, afinal é, depois dos filhos, a maior paixão de sua vida. Da primeira vitrola Telefunken, onde ouvia os LPs da família, até os tempos modernos da internet, a trajetória de Jorge Davidson se conecta de forma intensa e emotiva com os grandes sucessos da música brasileira durante três décadas. O projeto “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” é apresentado e patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Markway Business e Informática Ltda, Construtora Brasform Ltda e 520 Produção Musical Ltda, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – lei do ISS. “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora) Lançamento dia 20 de outubro, terça-feira, 19 horas, Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira 417) – Leblon


