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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

28 de julho de 2026
Com o objetivo de mostrar, de maneira lúdica e divertida, a importância de preservar o meio ambiente, o premiado musical infantil “TcHiBuM! – A Liga Aquática” faz nova temporada, a partir de 8 de agosto, às 11h, na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico. A peça é idealizada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, criadores do premiado projeto infanto-juvenil “Grandes Músicos para Pequenos”. A dupla também reestreia, no mesmo dia e espaço, “Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças”, com sessões às 16h. Em “TcHiBuM!”, eles convidam os espectadores para um mergulho muito divertido e cheio de aventuras com um Boto cinza que sabe de tudo, uma Lontra sempre perdida e uma ave Biguatinga muito animada pelas águas da Baía de Guanabara. Junto das crianças, eles tentam acabar com a sujeira de Fefê Fedida, uma barata do mar que se alimenta de lixo e restos. O espetáculo venceu o Prêmio CBTIJ nas categorias Atuação cênica e dramaturgia original. Com temas relacionados à preservação e à conscientização sobre as águas, o espetáculo tem direção de Diego Morais, direção musical de Tony Lucchesi, texto de Pedro Henrique Lopes e músicas inéditas de Tony Lucchesi e Marcelo Mendonça. A trama conta a história de Junior e Yasmin, duas crianças que adoram brincar perto da água. Um dia, Yasmin joga um canudo nas águas da baía. O canudo é arremessado de volta e acerta a menina, que, ao olhar de perto é puxada magicamente para uma aventura no fundo do mar junto de seu amigo. Ao conhecerem os animais que ainda vivem na baía, Yasmin e Junior (junto da plateia) descobrem que as águas estão muito poluídas e que o fundo do mar precisa de ajuda urgente! No elenco, estão Lucas da Purificação (Junior), Sara Chaves (Yasmin), Pablo Áscoli (Botão), Gabriel Querino (Bibi), Aline Carrocino (Lilon), Victor Maia (Fefê Fedida) e Erick Villas (Stand in). “Mais do que divertir as crianças e gerar momentos inesquecíveis para as famílias, acreditamos que nosso trabalho enquanto criadores é também conscientizar sobre o mundo, sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre o presente e o futuro”, conta Diego Morais. “Adoramos ver as famílias cantando junto e se divertindo. E esperamos que a cada trabalho que a gente coloca em cartaz, contribuamos para construir uma sociedade mais igualitária, mais justa e mais feliz”, acrescenta Pedro Henrique Lopes. Serviço: “TcHiBuM! – A Liga Aquática” EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026 Telefone: 3553-2616 Dias e horários: Sábados e domingos, às 11h Ingressos: Plateia vip: R$ 90 e R$ 45 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) Lotação: 325 pessoas Duração: 1h05 Classificação: Livre Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com
28 de julho de 2026
Após turnê pelas principais cidades brasileiras, Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall retornam ao Rio de Janeiro com a aclamada peça “Um Dia Muito Especial”, adaptação do filme homônimo estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. Com direção e adaptação de Alexandre Reinecke e tradução de Célia Tolentino, o espetáculo fará apresentações no Teatro Nova Iguaçu Petrobras nos dias 01 e 02 de agosto, e no Teatro da Ilha, na Ilha do Governador, nos dias 08 e 09 de agosto, sábados, às 20h, e domingos, às 19h. A narrativa baseada no premiado filme homônimo de Ettore Scola traz a tocante história de vidas opostas que se encontram por acaso onde discutem o amor, a vida e as forças que unem e afastam as pessoas. Esta é a segunda vez que essa história será adaptada para o teatro no Brasil. Uma montagem dirigida por José Possi Neto e estrelada por Glória Menezes e Tarcísio Meira fez temporada por aqui em 1986. Um Dia Muito Especial é uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes — ele, recém-demitido por ser homossexual; ela, uma dona de casa solitária, mãe de seis filhos, presa a um casamento marcado pelo machismo e traição. A peça aborda temas como aceitação, amor, transformação, preconceitos e o papel da mulher na sociedade, convidando o público a refletir sobre o que nos conecta e nos afasta em um cenário de diferenças e limitações pessoais. Serviço: Teatro Nova Iguaçu Petrobras Endereço: Rua Coronel Bernardino de Melo, 1081, Caonze, Nova Iguaçu – RJ Sessões: 01 e 02 de agosto, sábado, às 20h, e domingo, às 19h Ingressos: de R$ 70 a R$ 160, vendas no site https://ingressodigital.com/evento/21100,21101/um-dia-muito-especial Instagram: @teatronovaiguacupetrobras
28 de julho de 2026
O legado artístico e humano do músico e artista plástico niteroiense Mario Travassos será celebrado no próximo dia 6 de agosto, quinta-feira, das 19h às 22h, durante o lançamento do livro "Mariestro: um tributo ao gigante Mario Travassos", no hall do Cine Arte UFF, no Centro de Artes UFF, em Icaraí. Com entrada gratuita, o evento contará com a presença do autor Pedro de Luna, sessão de autógrafos e a exibição de produções audiovisuais dedicadas ao artista. Publicada pela Ilustre Editora, a obra reúne depoimentos de familiares, amigos, professores e artistas que conviveram com Mario, resgatando sua trajetória na música e nas artes plásticas e revelando a dimensão humana de um artista cuja vida foi interrompida de forma trágica em 2017. Escrito pelo jornalista e biógrafo Pedro de Luna, o livro nasceu de um desejo da mãe de Mario, Luisa Travassos, de preservar a memória do filho e apresentar às novas gerações quem ele realmente foi, contrapondo a imagem reduzida ao episódio de sua morte. Para ela, a publicação representa um gesto de amor e de justiça, permitindo que o público conheça a sensibilidade, o talento e a generosidade que marcaram a vida do artista. Pedro de Luna, que conhecia Mario desde a década de 1990, destaca que o livro também propõe uma reflexão sobre violência institucional, direitos humanos e memória, além de registrar a contribuição cultural deixada pelo músico para Niterói e para a cena artística fluminense. Durante o lançamento serão exibidos o documentário “Amor e Luz”, de Chico Serra e os dois últimos videoclipes produzidos por Mario Travassos, ampliando a homenagem ao artista em uma noite dedicada à sua obra e à sua história. Serviço Lançamento do livro "Mariestro: um tributo ao gigante Mario Travassos" (Ilustre Editora, 104 páginas) Data: 6 de agosto (quinta-feira) Horário: das 19h às 22h Local: Centro de Artes UFF – Hall do Cine Arte UFF (Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí – Niterói) Entrada: Franca.
17 de julho de 2026
A ESLIPA - Escola Livre de Palhaço apresenta o espetáculo gratuito “Sonhos, palhaçadas e outras utopias”, sob orientação de Lili Castro, dia 25 de julho, às 12h, no Largo do Machado. A atividade faz parte do segundo módulo do curso de formação, qualificação e aperfeiçoamento para palhaços e palhaças, com duração de quatro meses. Atualmente, mais de 20 artistas do Brasil e da América Latina fazem aulas com mestras e mestres como Glaucy Fragoso, Fran Marinho, Lili Castro e Ricardo Pucceti. A instituição também apresentará um seminário aberto ao público, dia 20 de julho, das 15h às 17h, na Escola Nacional de Circo. O tema será etarismo e humor, com participação dos pesquisadores e artistas Michel Robin e Eleonora Gabriel (Lola). Este segundo módulo da turma Ermínia Silva contará com aulas, de 20 a 24 de julho, ministradas por Lili Castro (Mestra da palhaçada), Edmilson Santini (Palavra em verso), Leticia Lisboa (produção cultural) e Julia Schaeffer (Palhaçada: presença e invenção de mundos). O fim do segundo módulo será celebrado com a apresentação do espetáculo, criado durante a semana de aulas e oficinas. Com direção de Richard Riguetti, a ESLIPA, escola aberta em 2012, tem como objetivo fortalecer a linguagem e a poética da palhaçada e da brincadeira no Brasil e na América Latina. Para isso, oferece formação, qualificação e aperfeiçoamento da arte da palhaçada e da brincadeira, com aulas e atividades gratuitas. “Nossa arte acompanha as discussões da sociedade, então as pautas identitárias serão bastante trabalhadas nos módulos e nos espetáculos pelos nossos mestres. Além disso, a nossa seleção de participantes buscou a diversidade”, acrescenta. Além das aulas de palhaçada e brincadeira, a ESLIPA oferece oficinas integradas e complementares de música, magia cômica, mímica, quedas e cascatas, história do circo, corpo afetivo, contato e improvisação, manipulação de objetos, gestão cultural, projetos, palavra em verso, dramaturgia, filosofia e teatro. De segunda a sexta, as aulas são realizadas na Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira. As apresentações são realizadas, aos sábados, no Largo do Machado.  Serviço: Espetáculo “Sonhos, palhaçadas e outras utopias” Espetáculo circense, com alunos da escola Eslipa Data: 25/07, às 12h. Largo do Machado (praça) Entrada gratuita
17 de julho de 2026
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, nos dias 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h, a última etapa musical do Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China, que já passou por quatro capitais brasileiras promovendo um intercâmbio cultural entre artistas dos dois países. No dia 23 (quinta-feira), a atração fica por conta do trombonista e cantor carioca Josiel Konrad (JK). Já no dia 24 o espaço recebe o saxofonista, cantor e compositor chinês Reny Bao. A entrada é gratuita. O evento, que já esteve em Salvador, Recife, Curitiba e Fortaleza, atravessa e aproxima diferentes idiomas e sonoridades. Na etapa carioca, JK apresenta no dia 23 (quinta-feira) o repertório do álbum “Boca no Trombone”, trabalho em que aproxima o funk brasileiro do jazz contemporâneo em uma linguagem pioneira, sem abrir mão de influências da música popular brasileira, da bossa nova, do blues e do R&B. Natural de Austin, na Baixada Fluminense, o trombonista e cantor construiu uma trajetória com apresentações no Brasil e no exterior e leva ao palco uma sonoridade que celebra a diversidade cultural brasileira e reafirma as origens populares do jazz. Já no dia 24 (sexta-feira), o público conhecerá mais do trabalho de Reny Bao, que é reconhecido como um dos principais nomes da nova geração do jazz em seu país, o artista tem atuação de destaque no circuito internacional, com apresentações em importantes festivais na Ásia, Europa e Américas, além de formação no Conservatório de Música de Xangai e na Escola de Música Aaron Copland, em Nova York. Como intérprete e artista de gravação, Bao participou de importantes produções televisivas chinesas, incluindo “The Voice of China”, “I Am a Singer-Songwriter” e “Masked Singer”. Ele recebeu o prêmio de “Melhor Composição Original de Jazz” e o “Prêmio de Ouro para Performance de Saxofone” na 2ª Competição de Jazz de Xangai. Troca cultural: O Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China propõe o fortalecimento das relações entre os dois países por meio da música, promovendo encontros entre artistas brasileiros e chineses. A iniciativa integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e nasce a partir de uma missão cultural realizada na China, que levou artistas brasileiros para a promoção da música nacional no exterior. Agora, o intercâmbio ganha continuidade nos palcos e amplia o contato do público com diferentes expressões artísticas e referências culturais chinesas. A parceria com a CAIXA Cultural viabiliza a abrangência do projeto, levando a programação a diferentes regiões do Brasil, do Nordeste ao Sul do país. O festival é uma realização do Instituto Rede Cuidare, com patrocínio da CAIXA. Serviço: [Música] Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China – Edição Rio de Janeiro – Josiel Konrad convida Reny Bao Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro (Teatro Nelson Rodrigues) – Avenida República do Paraguai, 230, Centro – Rio de Janeiro, RJ Data: 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h Entrada gratuita Ingressos disponíveis para retirada uma hora antes das apresentações Informações: Site CAIXA Cultural | Instagram: @caixaculturalrj Classificação indicativa: Livre Acesso para pessoas com deficiência
17 de julho de 2026
O argumento de “O Cachorro que se Recusou a Morrer”, espetáculo do ator e autor Samir Murad, que divide a direção com Delson Antunes, deriva de suas memórias e das histórias contadas por seu pai, um imigrante libanês em sua luta pela sobrevivência numa terra estranha. Conflito, êxodo, o novo mundo, casamento por encomenda, saúde mental afetada, são conteúdos que, como um mascate andarilho, o ator mambembe carrega em sua mala e pretende vender ao seu público. Dessas referências nasce um contato intimista e revelador entre o artista e o espectador. Um casamento por encomenda e a tríade formada pelo pai, a mãe e a irmã mais velha, afetada mentalmente por uma criação violenta, são algumas marcas que perpassam toda a relação familiar do autor-ator, extraídas de suas memórias e de relatos gravados pelos próprios familiares, antes de falecerem. Conflitos pessoais que reverberam no público, ajudando a resgatar memórias, sentimentos e emoções, por meio de recursos cênicos, apoiados no trabalho do ator, que itinera por distintos registros de atuação que vão da comédia ao drama, com ênfase no trabalho corporal e vocal. O texto e a cena, através de uma linguagem poética e metafórica, trazem à tona aspectos tradicionais da cultura árabe, forjada em dogmas religiosos e machistas que surpreendentemente permeiam boa parte das famílias brasileiras. Projeções de imagens fundidas com a forte presença da trilha sonora, criam uma atmosfera onírica, repleta de signos e símbolos que envolvem o espectador em um mergulho pessoal e profundo em sua própria genealogia. O texto-espetáculo faz ainda menção aos anos de chumbo da ditadura militar brasileira, tentando mostrar como o fantasma da alienação política, pode reforçar o Medo no âmbito da Família, principalmente entre os imigrantes. Partindo do núcleo familiar para o sociopolítico, o espetáculo traz à tona questões atuais como Imigração, guerras, doenças advindas dos choques culturais e se propõe a discutir na forma orgânica de uma atuação visceral, o conceito árabe de Maktub, que afirma que o Destino, está escrito. Discute assim, de forma lúdica, questões filosóficas como o caminho do meio, o meio do caminho, o caminho possível, enfim, escolhas que nos assaltam nesse momento plural de uma pós-modernidade estilhaçada, na Vida e no Teatro. Após temporadas de sucesso de 2023 a 2025, nos teatros do Centro Cultural Justiça Federal, Café Pequeno, Dulcina, Brigitte Blair, ASA, Marilu Moreira e Glauce Rocha todos no RJ e cidades próximas, além do Teatro B3 em São Paulo, o espetáculo pretende levar seu ator mambembe para todo o Brasil. “Quero lhes apresentar essa história porque acredito que ela cumpre a função essencial do Teatro: emocionar e provocar uma reflexão sobre a condição humana. Depois da trilogia Teatro, Mito e Genealogia – a partir de uma pesquisa de linguagem cênica, baseada em conceitos e práticas teatrais de Antonin Artaud –, representada pelos meus trabalhos anteriores: Para Acabar de Vez com o Julgamento de Artaud (2001); Édipo e seus Duplos (2018); e Cícero - A Anarquia de um Corpo Santo (2019), proponho com O cachorro que se recusou a morrer uma nova forma de narrativa, mais simples, contida e essencial. Meu foco, aqui, é a alma do texto. O diálogo com o público”, declara Samir Murad. “... e na casa distante a lembrança do Cachorro que se recusou a morrer ” Trecho de poema do livro O Retorno de Netuno, de Samir Murad. SERVIÇO  O CACHORRO QUE SE RECUSOU A MORRER Criação e atuação: Samir Murad De 24 e 25 de julho, sexta às 20h; sábado às 19h. Teatro da UFF - Centro de Artes UFF: R. Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói - RJ, 24220-900 70 minutos | 14 anos | Ingressos: R$40,00 e R$,20,00 (meia entrada) - via Sympla ou bilheteria do teatro.
10 de julho de 2026
O Arte na Rua leva muita música para diferentes cantos de Niterói, com ritmos diversos e artistas da cidade. É tudo gratuito e pra todos os públicos. Confira a programação completa! Belliza Luar - música Sábado, 11 de julho, 14h Praça das Amendoeiras - Itaipu DJ Flávio Guanabara - música Domingo, 12 de julho, 10h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga Gusmão - música Domingo, 12 de julho, 12h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga Sambreja - música Domingo, 12 de julho, 13h Praça Luiz Gomes da Silva - Piratininga
10 de julho de 2026
Uma das bandas britânicas de rock mais emblemáticas de todos os tempos ganhará uma homenagem da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca (OSJC) e do Coro Juvenil do Rio de Janeiro (CJRJ) no dia 17 de julho (sexta, às 19h) no Teatro João Caetano, no Centro do Rio. A entrada é gratuita. No concerto “Queen Sinfônico – 80 anos de Freddie Mercury”, clássicos do Queen, como “I Want To Break Free”, “Radio Ga Ga”, “Bohemian Rhapsody”, “We Are The Champions” e “Love Of My Life”, serão apresentados em versão orquestrada, com a participação especial dos cantores André Salles, Bruno Jovita, Thallyta Braz, Thiago Millores e Thuany Schnaider. A regência do concerto é do maestro Carlos Sarria. O concerto tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da CAIXA.  Na década de 1970, Freddie Mercury e seus companheiros Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudaram o mundo da música ao formar a banda Queen. O quarteto rompeu as barreiras do rock tradicional ao incorporar a grandiosidade e a complexidade da música clássica e da ópera em suas composições. A pianista Moana Martins, diretora-executiva do IMBE – Instituto Brasileiro de Música e Educação, organização social sem fins lucrativos da qual a OSJC e o CJRJ fazem parte, acredita que o Queen foi uma das bandas que mais dialogou com a música de concerto. “Muito à frente do seu tempo, o Queen foi uma banda de vanguarda, com composições grandiosas e arranjos vocais e instrumentais super elaborados. Realizar um concerto dedicado ao Queen é um sonho nosso, justamente porque esse repertório pede uma orquestra”, conta Moana Martins. “Este é o momento ideal para concretizar esse concerto. Temos a força da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, que adora desafios, e do Coro Juvenil, caminhando para um nível de maturidade artística e musical capaz de interpretar a música do Queen com toda a potência e emoção que esse repertório merece”, completa a artista. O concerto ganha ainda mais significado ao marcar os 80 anos de nascimento de Freddie Mercury. O icônico vocalista do Queen completaria oito décadas no dia 5 de setembro de 2026. A apresentação celebra o legado de uma das maiores bandas de todos os tempos, unindo a força do rock à imponência da música sinfônica e proporcionando uma experiência emocionante para diferentes gerações. “Nossa intenção não é transformar o rock em música clássica, mas dar amplitude à dimensão sonora dessas músicas”, explica Moana Martins. “Em canções como ‘Bohemian Rhapsody’ e ‘Radio Ga Ga’, a energia da orquestra e do coro vai surpreender o público ao mostrar a potência extraordinária das interpretações. Os arranjadores arrasaram acrescentando novas cores e texturas nos arranjos, e o coro vai completar essa super apoteose com a dramaticidade das músicas”, adianta. PROGRAMA: Queen Sinfônico – 80 anos de Freddie Mercury Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca e Coro Juvenil do Rio de Janeiro Regência: Carlos Sarria Participações especiais: André Salles, Bruno Jovita, Thallyta Braz, Thiago Millores e Thuany Schnaider
10 de julho de 2026
O Argentines Organizades, coletivo de migrantes argentinos no Rio de Janeiro em defesa da democracia, comemora dois anos e homenageará no dia 12 de julho, domingo, a partir do meio-dia, uma das artistas mais emblemáticas da América Latina: a cantora Mercedes Sosa (1935-2009). Será um encontro entre Brasil, Argentina e a comunidade migrante latino-americana no Rio, com música, dança e cultura, pois, como dizia Sosa: “é assim que podemos salvar um povo, ver a miséria e combatê-la e distinguir entre o que tem que mudar e permanecer”. A programação contará com apresentações ao vivo de música folclórica argentina, do Coral BATUCAVIDI e do grupo Cantar la Ronda, além de aula aberta de chacareira, dança e ritmo musical folclórico originário do noroeste da Argentina, muita gastronomia. O evento é organizado pelo Folclore Argentino no Rio, o coletivo Argentines Organizades RJ, a Fundación Mercedes Sosa, o Sindicato Nacional dos Compositores Musicais (SINDCOM) e o coletivo Casa com a Música. Serviço: Dia e hora: 12 de julho, domingo, das 12h às 17h Local: Casa com a Música - Rua Joaquim Silva, 67, Lapa, Rio de Janeiro - RJ Entrada: a partir de R$ 10 Capacidade limitada a 70 pessoas Mais informações: argentinesorganizadesrj@gmail.com
18 de junho de 2026
A literatura de Machado de Assis ganha as ruas, os palcos e os espaços de reflexão do centro do Rio de Janeiro em uma grande celebração da obra e do legado do maior escritor brasileiro e um dos principais nomes da literatura em língua portuguesa na data que marca os 187 anos de seu nascimento. No dia 21 de junho de 2026, data que celebra o aniversário de Machado de Assis, o Museu de Arte do Rio (MAR), localizado na histórica região da Pequena África, recebe o Festival Machado de Assis, evento gratuito que reunirá atividades literárias, artísticas e formativas ao longo de 12 horas de programação. A iniciativa, apresentada pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com realização da Terreiro Produções e da Academia Brasileira de Letras, aproxima diferentes gerações da produção machadiana por meio de experiências acessíveis, contemporâneas e conectadas ao território cultural carioca. A curadoria do Festival é assinada pela acadêmica Ana Maria Gonçalves e pelos artistas Felipe Oládélè, Hugo Germano e Muato. O Festival propõe uma imersão na vida e na obra do escritor, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou o lugar de primeiro presidente da instituição e ajudou a moldar a literatura brasileira. A programação combina caminhada literária pelo Centro Histórico, debates com especialistas e acadêmicos, leituras em microfone aberto, apresentações artísticas e momentos de participação do público, reafirmando a atualidade de Machado de Assis e sua capacidade de dialogar com questões contemporâneas. “Em seus livros, Machado de Assis sempre falou muito bem da cidade. Então, é extremamente importante a gente fazer esse festival no MAR, com uma programação que engloba espaços instagramáveis, quiz literário, shows, mesas com os acadêmicos e encerramento com Baile Charme, numa tentativa de trazer suas obras mais para perto do público, apresentando-o para novas gerações, para que possam entender o quão atual ainda é esse grande escritor”, pontua Ana Maria Gonçalves. As atividades começam às 9h, com a Caminhada com o Conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis, percurso guiado por locais importantes para a história e relacionados à trajetória do escritor e à memória cultural da cidade. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações musicais, intervenções artísticas e encontros dedicados à reflexão sobre a permanência da obra machadiana no cenário literário nacional e internacional. Haverá ainda no espaço a Ocupação Capitu, que convida o público a mergulhar em uma ambientação inspirada no século XIX, com uma cenografia composta por móveis e elementos de época que recriam o universo presente na obra de Machado de Assis. Como parte da experiência, os visitantes poderão participar de uma ativação fotográfica exclusiva, utilizando o filtro especial “Olhos de Ressaca”, inspirado na icônica descrição de Capitu. Ao final da interação, cada participante receberá sua fotografia personalizada, transformando a visita em uma lembrança única e afetiva para levar para casa, conectando literatura, memória e tecnologia em uma experiência imersiva e contemporânea. Rodas de conversa Um dos destaques da programação será o ciclo de Mesas de Debate e Reflexão, realizado entre 14h e 16h no térreo do MAR. A primeira mesa será “Machado de Assis: raça e personagens em eterno debate”, com o professor e pesquisador Eduardo de Assis Duarte. O encontro discutirá aspectos centrais da produção machadiana, sua sofisticação literária e sua relevância para a compreensão da sociedade brasileira. Ana Maria Machado destaca que toda grande cidade constrói uma relação profunda com seus escritores mais emblemáticos. Nesse sentido, reforça a importância de fortalecer os vínculos entre o Rio de Janeiro e Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, cuja obra está intimamente ligada à história, à cultura e à identidade da capital fluminense. Na sequência, a mesa “Mulheres e Machado” promoverá um diálogo entre as acadêmicas Rosiska Darcy de Oliveira, Ana Maria Machado e Lilia Schwarcz. A conversa abordará diferentes interpretações da obra do autor, com foco em temas como raça, poder, subjetividade, política, desejo e crítica social, evidenciando a força e a atualidade de seus textos. A partir das 16h30, o festival abre espaço para a participação coletiva com a atividade Microfone Aberto, concebida como um encontro entre leitura, performance e escuta. Durante duas horas, artistas e público serão convidados a compartilhar experiências a partir da palavra de Machado de Assis. Show de encerramento Encerrando o Festival Machado de Assis, O Corte do Machado é um espetáculo cênico-musical que transforma a literatura em experiência sensorial, reunindo música, teatro, performance, poesia e dança em uma celebração contemporânea da obra de Machado de Assis. Com direção de Felipe Oládélè, Muato e Hugo Germano, e direção musical de Muato, o espetáculo percorre temas centrais da produção machadiana, como amor, liberdade, raça, poder, desejo, ironia e crítica social, por meio das interpretações de Janamô, Marcos Sacramento, Natasha Félix e João Vitor Nascimento, acompanhados por uma banda formada por Gabriel Marinho, Rodrigo Ferreira, Márcio Sorriso e Pedro Carneiro. Ao longo da apresentação, canções, performances e leituras poéticas dão novas formas e vozes às narrativas de Machado de Assis, estabelecendo um diálogo com o Brasil contemporâneo. Ao final, o espetáculo se transforma em uma grande celebração coletiva com um Baile Charme, conduzido pelo dançarino Marcus Azevedo e pelo DJ Bob Reis, encerrando a programação em clima de encontro, arte e convivência. Idealizado pela escritora e imortal Ana Maria Gonçalves, o Festival Machado de Assis tem realização da Academia Brasileira de Letras (ABL) e da Terreiro Produções, com apoio da Fundação Itaú e do Museu de Arte do Rio e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Ao transformar a literatura em experiência coletiva e ocupar um dos espaços culturais mais importantes da cidade, o Festival Machado de Assis reafirma a importância do escritor para a cultura brasileira e convida o público a redescobrir sua obra sob novos olhares, fortalecendo o diálogo entre patrimônio, educação, arte e cidadania. Sobre Ana Maria Gonçalves Escritora, roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Formada em Publicidade, atuou na área até 2001, quando passou a se dedicar à escrita. No ano seguinte, estreou na literatura com Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor, vencedor do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil. Este segundo livro também foi tema de uma exposição com o mesmo título, considerada a melhor exposição de 2022, e do samba-enredo da Portela no Carnaval de 2024. Foi escritora residente em universidades dos EUA e integrou antologias nas Américas e na Europa. No exterior, também ministrou cursos e palestras sobre questões raciais. Primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira 33. Ficha Técnica Apresentado por: Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras (ABL) Concepção: Ana Maria Gonçalves Direção Artística e Curadoria: Ana Maria Gonçalves Curadoria Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano Produção Executiva: Terreiro Produções — Clecinara Miguel, Marcela Coutinho e Isabela Castro Produção Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano Gerência de Projetos: Janaina Oliveira ReFem Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa Direção de Arte e Design: Rei Marques Gestão de Redes Sociais e Conteúdo Digital: Aprimore Produções — Janaina de Melo Serviço Festival Machado de Assis Data: 21 de junho de 2026 Horário: 9h às 21h (programação ao longo do dia) Local: Museu de Arte do Rio – Região da Pequena África, Centro do Rio de Janeiro Entrada: Gratuita Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
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