29 de agosto de 2023

Segundo filme sobre Andre Matos irá mostrar detalhes da criação e sucesso da banda Angra com imagens inéditas em Niterói

Documentário será exibido na próxima quarta-feira (30) na Sala Nelson com a presença de familiares do maestro
 
Os fãs que se emocionaram com o primeiro episódio do documentário “Andre Matos - Maestro do Rock”, devem se preparar, pois o segundo filme terá muito mais e todos verão o artista como nunca apresentado anteriormente, com suas qualidades, sucessos, turnês lotadas em vários países, crises internas e dissabores. Com foco na carreira de André Matos nos anos de 1991 até 1999, o segundo filme conta em detalhes a trajetória do Maestro na banda Angra, desde seu embrião até a última turnê e a separação, além de resgatar materiais inéditos dele com a família nunca exibidos.
 
O filme será exibido em sessão única, gratuita, na próxima quarta-feira (30), na Sala Nelson Pereira dos Santos. A irmã de Andre, Helena Matos, primos e tios do maestro, estarão presentes. No local, serão recebidas doações de alimentos para a Campanha Niterói Solidária, liderada, de maneira voluntária pela primeira-dama de Niterói Christa Vogel Grael.‌

 

O Filme

 

Muito aguardado pelos fãs, o segundo filme dos quatro que compõem o documentário vai mostrar a entrada do Maestro na faculdade de Música Santa Marcelina, onde conheceu os amigos com os quais formaria o Angra e serão respondidas perguntas feitas há mais de 20 anos e que nunca haviam sido comentadas. São declarações reveladoras do próprio Andre, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, que falam sobre o desentendimento entre eles e a consequente saída do vocalista da banda. O baterista Marco Antunes, que pela primeira vez fala publicamente sobre o Angra, conta como as coisas começaram a desandar logo no começo da banda.
 
Desde quando surgiu, o Angra foi um sucesso absoluto, tendo recebido Disco de Ouro no Japão já com seu primeiro disco, “Angels Cry”. A confirmação da grandeza e qualidade da banda foi o segundo álbum, “Holy Land”, que mesclou de maneira muito interessante ritmos brasileiros com metal. O documentário também mostra o sucesso da banda na França, que em 1999, contou com a presença do vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, em um show da banda na casa de espetáculos Zenith, em Paris, com mais de seis mil pagantes.
 
Mas esse episódio não traz apenas isso e vai retratar também aspectos da vida pessoal do Andre, sua mudança para a Alemanha e diversos projetos com bandas ao redor do mundo. Nem tudo foi um sucesso na história de Andre Matos e o documentário aborda com todos os integrantes e Andre os dissabores e crises internas que fizeram estes temas lendas na cena do heavy metal e que agora serão desvendados.
 
O documentário

 
O documentário Andre Matos – Maestro do Rock foi idealizado pelo diretor Anderson Bellini e está sendo produzido desde 2020 de forma independente e capitalizado por meio de crowdfunding com ajuda dos fãs e apoio da família do Andre, que cedeu uma caixa com cerca de 150 fitas gravadas e inéditas. O documentário é dividido em quatro partes e vai mostrar como Andre era uma “estrela do rock” que nunca quis ser uma estrela e não temia ter que recomeçar sua carreira do zero, pois nem mesmo o auge e o sucesso eram capazes de segurá-lo.

 

Com cenas nunca antes vistas – incluindo a última entrevista do artista meses antes de morrer –, “Andre Matos – Maestro do Rock” traça a trajetória do maior vocalista brasileiro de Heavy Metal de todos os tempos, que ficou famoso mundialmente mesmo sendo avesso à fama. O documentário é dividido em quatro episódios e vai retratar em detalhes toda a trajetória do vocalista e abordar todos os momentos de sua carreira – até os mais polêmicos, como a separação do Angra e do Shaman, – dando voz a todos os envolvidos.

 

O primeiro episódio estreou em 27 de outubro de 2021, no Theatro Municipal de Niterói. O primeiro filme está disponível para venda em DVD e, após uma parceria firmada com a produtora O2 Filmes, também pode ser visto nas principais plataformas de streaming do país.‌
 
“Andre Matos - Maestro do Rock” (2º episódio)
Data: 30/08
Horário:19h
Classificação Etária: 12 anos
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos (Av. Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos, Niterói).
Gratuito.

 

22 de março de 2026
Rio de Janeiro, prepare-se. Uma super-heroína nada convencional está prestes a ocupar as noites de abril no icônico Teatro Ipanema. “Super Ela”, espetáculo inédito escrito e encenado pela atriz Flávia Reis, estreia no dia 02 de abril, às 20h, trazendo para o charmoso palco da Zona Sul uma mistura fina de humor ácido, reflexão e virtuosismo físico. A peça flagra a protagonista em um momento de tensão máxima: os instantes que antecedem um salto audacioso de uma plataforma em direção a um recipiente minúsculo. Sob o olhar atento da plateia, enquanto busca a concentração necessária para o mergulho, a Super Ela rompe o silêncio para compartilhar com os ouvintes os desafios de ser uma heroína contemporânea, já cansada das batalhas que se repetem através dos tempos e que, por vezes, parecem não evoluir. Tá puxado pra ela! SERVIÇO: “Super Ela” • Texto e encenação: Flávia Reis • Direção: Álvaro Assad • Estreia em 02 de abril • De quinta a domingo • Quintas, sextas e sábados às 20h • Domingo às 19h • Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema • Ingressos entre R$ 35 e R$ 70 – clique aqui • Classificação: Livre • Temporada até o dia 26 de abril
22 de março de 2026
Com prefácio do cantor Biafra e posfácio do neurologista Gustavo Valle, livro “O sorriso de Alana”, de Carol Reis, mostra a trajetória real da maternidade atípica. E será lançado dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (RJ) A história de uma menina que aprendeu a se comunicar com o mundo por meio de sorrisos e de uma mãe que transformou desafios diários em aprendizado é o ponto de partida de “O sorriso de Alana”. O livro é a trajetória real da advogada Carol Reis e de sua filha Alana. E reúne relatos sensíveis sobre maternidade atípica, inclusão e bastidores emocionais do universo pouco visível das famílias que convivem com condições neurológicas graves. O lançamento será dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (Rua Lopes Trovão 301, Icaraí). O livro propõe reflexões sobre sensibilidade social e políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência e familiares. Ao longo das páginas, o leitor acompanha a rotina de Alana, que nasceu com paralisia cerebral severa, e tem visão, fala e o andar comprometidos. Muito mais que relatos sobre cirurgias, internações e diagnósticos, o livro mostra como a importância do afeto, das pequenas conquistas e dos vínculos familiares podem até desafiar previsões médicas. “Quando Alana tinha cinco meses e recebi o diagnóstico, os médicos disseram que ela teria apenas alguns anos de vida, mas escolhi acreditar no contrário. E diferente de todos os prognósticos, minha filha completa 18 anos em março”, conta Carol Reis. Viver a inclusão na prática é o caminho que a autora desbrava no livro. Alana frequentou escolas públicas até o Ensino Fundamental, faz viagens frequentes com a família e já até desfilou duas vezes na Sapucaí – ambas pela Virando Esperança, escola mirim da campeã 2026 Unidos do Viradouro, de Niterói (RJ), onde a autora e a protagonista vivem. O prefácio é assinado pelo cantor e compositor Biafra, avô de Alana, que transformou o amor pela neta na canção-título “Sorriso de Alana”. No texto, ele destaca a força da mãe diante das adversidades. “Quando esse sonho se rompe, é preciso encontrar outro. A Carol encontrou outro sonho — mais difícil, mais profundo, mais transformador”, escreve Biafra. Para o cantor, Alana se tornou símbolo de algo maior. “Hoje, o sorriso da Alana já não é só dela. Essa forma singular de se comunicar com o mundo saiu de sua boca para se tornar símbolo das crianças com deficiência do Brasil — e, quem sabe, do mundo”, diz. O posfácio é do neurologista Gustavo Valle, que acompanha Alana desde o diagnóstico da paralisia cerebral, quando ela tinha cinco meses. No texto, ele ressalta que diagnósticos médicos não são capazes de traduzir completamente a experiência de uma vida. “Um diagnóstico, por mais contundente que seja, não é sinônimo de destino”, afirma o especialista. Para o neurologista, o livro revela o que muitas vezes não aparece nos prontuários médicos: o trabalho das famílias, o impacto do cuidado cotidiano e a força do vínculo afetivo na construção da qualidade de vida. Ao narrar a história da filha, Carol Reis também expõe as barreiras enfrentadas por famílias que convivem com deficiência no Brasil — desde desafios estruturais e burocráticos até o cansaço emocional que acompanha a rotina de cuidados intensivos. O livro também busca ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e responsabilidade coletiva no cuidado com pessoas vulneráveis. “Se todas as mães atípicas se unissem, independente do diagnóstico, teríamos mais força para cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A maioria de nós é obrigada a deixar a vida profissional de lado pela necessidade de dedicação integral aos filhos. Não há leis que garantam condições reais de trabalho nem espaços adequados onde possamos deixar nossos filhos com segurança e tranquilidade enquanto trabalhamos. Muitas vezes a escola é o único local de acolhimento”, diz Carol.