7 de agosto de 2023

Escritor Guilherme Semionato lança infantil Duas Ilhas

Obra sobre a amizade entre um menino e um vulcão será lançada no dia 12 de agosto, às 15h, na Livraria Pequeno Benjamim, no Rio de Janeiro, com sessão de autógrafos e bate-papo com o autor.


Pode um vulcão ser o melhor amigo de um menino? A novela Duas ilhas mostra que sim! Em seu novo livro, lançado pela FTD Educação, o premiado escritor Guilherme Semionato convida gentilmente os leitores a acompanhar a sensível jornada protagonizada por um menino e um vulcão.


Guilherme Semionato tem livros publicados no Brasil, no México e em Portugal, e obras traduzidas na Alemanha, na Turquia, no Chile, na Colômbia e na Inglaterra. O texto de Duas ilhas, seu sexto livro publicado (o quarto no Brasil), foi finalista de três dos prêmios nacionais mais importantes para manuscritos: o Barco a Vapor, em 2016; o Sesc de Literatura, em 2017; e o João-de-Barro, em 2022.


Duas ilhas conta a história do garoto João, que mora na Ilha Verde com a mãe, bióloga, e com o pai, aviador. A Ilha Verde é vulcânica, e o Vulcão Verde domina a paisagem. Ao redor dele há um jardim botânico cultivado pelo senhor Alberto, de 90 anos, um dos melhores amigos de João. Os quatro mantêm uma relação próxima com as coisas do céu, do mar e da terra — com a natureza.


Tudo parece correr bem até a notícia do desaparecimento do pai do menino enquanto pilotava um avião. Essa nova realidade faz João estremecer por dentro. E o vulcão também... Como se espelhasse o estado interior do amigo, o Vulcão Verde dá sinais de que está prestes a entrar em erupção.


Ao contar a história de João, garoto curioso e ávido por conhecimento, Guilherme Semionato conduz os leitores a um caminho de observação do mundo interior do protagonista em consonância e contraste com o mundo exterior.

Duas ilhas foi escrito em 2015 e está sendo lançado agora pela FTD Educação, em evento que terá bate-papo e leitura de trechos com o autor.


O livro é indicado para leitores a partir dos 9 anos e dedicado pelo autor a “Antoine de Saint-Exupéry, Jacques Cousteau e todos os artistas que trouxeram e trarão céu e mar, mágica e mistério para as nossas vidas”.


“Oito anos depois de escrito, Duas ilhas ainda é uma das minhas histórias mais misteriosas. Transitando livremente num mundo que muitos chamariam de fantástico e criando pontes com o inconsciente, o livro propõe perguntas e se recusa a oferecer respostas. Qual é a natureza da relação entre João e o Vulcão Verde? O vulcão está vivo ou é mesmo uma montanha inanimada? Ele ama João ou o amor do menino é tão forte que basta? Não sei se você vai concordar comigo, mas, para mim, quando as perguntas são mágicas assim, as respostas não importam tanto”, comenta o escritor.


Ilustrado com desenhos espetaculares do artista Zansky, o livro apresenta a ilha em todas as suas formas e cores. Geografia, geologia, meio ambiente, amizade e família — todos esses temas ressaltam, de maneira simbólica e sutil, o amor que existe dentro do protagonista.


Com muita imaginação, autor e ilustrador transportam o leitor para um pedaço de terra isolado, numa aventura literária em que é possível se conectar com algo precioso que por vezes esquecemos: nossa força interior.


“Duas ilhas é um livro encantador. João, o protagonista, dá uma lição à humanidade nestes tempos turbulentos e imprevisíveis: não nos cabe provocar a destruição do planeta ao nosso bel-prazer nem desprezar o poder da natureza. O texto coeso e cheio de texturas se complementa perfeitamente com as ilustrações ao mesmo tempo realistas e oníricas”, diz Bruno Salerno Rodrigues, editor de literatura da FTD Educação.


O livro será lançado no dia 12 de agosto, a partir das 15 horas, na livraria Pequeno Benjamim, no Rio de Janeiro (RJ). A livraria fica na Rua Visconde de Pirajá, 595, loja 112, no bairro de Ipanema.


O AUTOR


Guilherme Semionato nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1986. Ele se descreve como “escritor de livros para crianças, jovens e quem mais quiser ler”. É formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem especialização em Literatura Infantojuvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Além da escrita, da pesquisa e da leitura, Semionato trabalha como tradutor e consultor editorial, recomendando a publicação de livros infantis estrangeiros no Brasil.


Os sinais do coração, seu livro de estreia em Portugal, publicado em 2020, recebeu o Prémio Lusofonia 2018, no Concurso Lusófono da Trofa. Em 2020, publicou outros três livros e um texto de ficção em revista: Um belo dia... (Editora do Brasil), Mi padre (Edebé, México), Saving Friedenreich (SCOOP Magazine, Inglaterra) e Nossa bicicleta (SM), vencedor da edição de 2020 do Prêmio Barco a Vapor e do selo Altamente Recomendável da FNLIJ. Seus livros têm sido traduzidos em países como Alemanha, Turquia, Chile, Colômbia e Inglaterra. Entre as obras que recomendou para publicação e traduziu estão Rã e Sapo são amigos, de Arnold Lobel (Companhia das Letrinhas, 2021); A catástrofe, de Iwona Chmielewska; e O príncipe tigre, de Chen Jiang Hong (ambos publicados pela Yellowfante/Autêntica em 2023).


O ILUSTRADOR


Zansky nasceu e vive na cidade de São Paulo. Formou-se em Design Gráfico pela Escola Técnica Estadual (Etec) Carlos de Campos, em 1997, e, logo nessa época, desenvolveu a estética de cor que utiliza até hoje. Mais tarde, em 2004, tornou-se bacharel em Artes Plásticas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Desde 2009, trabalha como ilustrador autoral. Já ilustrou livros de literatura infantil e adulta, com destaque para as capas de Antologia da literatura fantástica (Cosac Naify, 2013) e O retrato de Dorian Gray (Panda Books, 2021), indicadas ao Prêmio Jabuti em 2014 e 2022, respectivamente. Pela FTD, ilustrou o clássico de Monteiro Lobato O Picapau Amarelo (2019). Também ilustrou para revistas como as brasileiras Superinteressante, Galileu, Época Negócios e Exame CEO, as estrangeiras Der Spiegel (Alemanha) e The New Republic (Estados Unidos), os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo e instituições como Itaú Cultural e Sesc São Paulo. Trabalhou, ainda, em embalagens e projetos de empresas como Adobe, Microsoft, Puma, Huawei e Jeep.


Realiza edição e impressão nas Edições de Zaster, um projeto de auto publicação de zines e cartazes feitos à mão, principalmente em serigrafia, mas também em carimbos e outros processos de impressão.

 

DUAS ILHAS

Recomendado a partir dos 9 anos

autor Guilherme Semionato

ilustrador Zansky

páginas 64

formato 20,5 cm × 27,5 cm

preço sugerido R$ 64

https://lumisfera.com.br/

 

 

 

22 de março de 2026
Rio de Janeiro, prepare-se. Uma super-heroína nada convencional está prestes a ocupar as noites de abril no icônico Teatro Ipanema. “Super Ela”, espetáculo inédito escrito e encenado pela atriz Flávia Reis, estreia no dia 02 de abril, às 20h, trazendo para o charmoso palco da Zona Sul uma mistura fina de humor ácido, reflexão e virtuosismo físico. A peça flagra a protagonista em um momento de tensão máxima: os instantes que antecedem um salto audacioso de uma plataforma em direção a um recipiente minúsculo. Sob o olhar atento da plateia, enquanto busca a concentração necessária para o mergulho, a Super Ela rompe o silêncio para compartilhar com os ouvintes os desafios de ser uma heroína contemporânea, já cansada das batalhas que se repetem através dos tempos e que, por vezes, parecem não evoluir. Tá puxado pra ela! SERVIÇO: “Super Ela” • Texto e encenação: Flávia Reis • Direção: Álvaro Assad • Estreia em 02 de abril • De quinta a domingo • Quintas, sextas e sábados às 20h • Domingo às 19h • Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema • Ingressos entre R$ 35 e R$ 70 – clique aqui • Classificação: Livre • Temporada até o dia 26 de abril
22 de março de 2026
Com prefácio do cantor Biafra e posfácio do neurologista Gustavo Valle, livro “O sorriso de Alana”, de Carol Reis, mostra a trajetória real da maternidade atípica. E será lançado dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (RJ) A história de uma menina que aprendeu a se comunicar com o mundo por meio de sorrisos e de uma mãe que transformou desafios diários em aprendizado é o ponto de partida de “O sorriso de Alana”. O livro é a trajetória real da advogada Carol Reis e de sua filha Alana. E reúne relatos sensíveis sobre maternidade atípica, inclusão e bastidores emocionais do universo pouco visível das famílias que convivem com condições neurológicas graves. O lançamento será dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (Rua Lopes Trovão 301, Icaraí). O livro propõe reflexões sobre sensibilidade social e políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência e familiares. Ao longo das páginas, o leitor acompanha a rotina de Alana, que nasceu com paralisia cerebral severa, e tem visão, fala e o andar comprometidos. Muito mais que relatos sobre cirurgias, internações e diagnósticos, o livro mostra como a importância do afeto, das pequenas conquistas e dos vínculos familiares podem até desafiar previsões médicas. “Quando Alana tinha cinco meses e recebi o diagnóstico, os médicos disseram que ela teria apenas alguns anos de vida, mas escolhi acreditar no contrário. E diferente de todos os prognósticos, minha filha completa 18 anos em março”, conta Carol Reis. Viver a inclusão na prática é o caminho que a autora desbrava no livro. Alana frequentou escolas públicas até o Ensino Fundamental, faz viagens frequentes com a família e já até desfilou duas vezes na Sapucaí – ambas pela Virando Esperança, escola mirim da campeã 2026 Unidos do Viradouro, de Niterói (RJ), onde a autora e a protagonista vivem. O prefácio é assinado pelo cantor e compositor Biafra, avô de Alana, que transformou o amor pela neta na canção-título “Sorriso de Alana”. No texto, ele destaca a força da mãe diante das adversidades. “Quando esse sonho se rompe, é preciso encontrar outro. A Carol encontrou outro sonho — mais difícil, mais profundo, mais transformador”, escreve Biafra. Para o cantor, Alana se tornou símbolo de algo maior. “Hoje, o sorriso da Alana já não é só dela. Essa forma singular de se comunicar com o mundo saiu de sua boca para se tornar símbolo das crianças com deficiência do Brasil — e, quem sabe, do mundo”, diz. O posfácio é do neurologista Gustavo Valle, que acompanha Alana desde o diagnóstico da paralisia cerebral, quando ela tinha cinco meses. No texto, ele ressalta que diagnósticos médicos não são capazes de traduzir completamente a experiência de uma vida. “Um diagnóstico, por mais contundente que seja, não é sinônimo de destino”, afirma o especialista. Para o neurologista, o livro revela o que muitas vezes não aparece nos prontuários médicos: o trabalho das famílias, o impacto do cuidado cotidiano e a força do vínculo afetivo na construção da qualidade de vida. Ao narrar a história da filha, Carol Reis também expõe as barreiras enfrentadas por famílias que convivem com deficiência no Brasil — desde desafios estruturais e burocráticos até o cansaço emocional que acompanha a rotina de cuidados intensivos. O livro também busca ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e responsabilidade coletiva no cuidado com pessoas vulneráveis. “Se todas as mães atípicas se unissem, independente do diagnóstico, teríamos mais força para cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A maioria de nós é obrigada a deixar a vida profissional de lado pela necessidade de dedicação integral aos filhos. Não há leis que garantam condições reais de trabalho nem espaços adequados onde possamos deixar nossos filhos com segurança e tranquilidade enquanto trabalhamos. Muitas vezes a escola é o único local de acolhimento”, diz Carol.