8 de agosto de 2023

Semana das Artes oferece oficinas gratuitas na Biblioteca Parque em Niterói

 Evento terá exibição de filmes, oficinas de origamis e desenho, entre outras atividades



 Cinema, dança, desenho e muitas oficinas educativas. Assim será a Semana das Artes, que começa nesta terça-feira, na Biblioteca Parque de Niterói. Serão cinco dias de atividades que permitirão ao público entrar em contato e aprender um pouco de cada vertente artística. O evento acontecerá até sábado e a entrada será gratuita.

O projeto visa promover o acesso democrático à arte, bem como reforçar a importância da cultura como uma política pública. Assim, a Semana das Artes busca incentivar a sensibilidade e expressão individual de pessoas dos mais diferentes segmentos sociais, oferecendo workshops para diversas faixas etárias.

Na terça-feira, o Cine República exibirá "Nise - O Coração da Loucura", às 15 horas. O renomado drama, estrelado por Gloria Pires, conta a história de Nise da Silveira, psiquiatra que encontrou na arte uma poderosa forma de terapia. Após o filme, o ator Julio Adrião irá participar de uma roda de conversa, em que contará como foi participar das gravações. Saiba mais:
Edição de agosto do Cine República exibe filme "Nise: O Coração da Loucura"

Quarta-feira será dia de arte milenar. Às 10h30, Kiyoko Itida e Emilson Nunes irão oferecer uma oficina de origami voltada para jovens e adultos. Na atividade, os professores ensinarão como fazer uma boneca de dobraduras. Já na quinta, às 14h30, Roberto Lopes irá ensinar desenho no estilo realista, com classificação livre.

Na sexta, por sua vez, partiu Japão! O historiador Mateus Nascimento irá realizar um minicurso sobre a cultura japonesa e sua influência no Brasil, abordando desde aspectos tradicionais do país até a cultura pop, sucesso entre os mais jovens. A atividade acontecerá às 14h30, para maiores de 16 anos. Haverá emissão de certificado.

Encerrando a Semana das Artes, Marcio Origamus e Emilson irão promover oficina de origami infantil, às 10h30. Depois, as companhias Star Arabian e Gispy Show apresentarão números de danças do ventre e cigana. As apresentações irão começar às 14h30 e são abertas a todos os públicos.


Semana das Artes


Data: Terça a sábado, 08 a 12 de agosto de 2023
Horário: Consultar programação
Entrada: Gratuita
Classificação: Consultar programação
Local: Biblioteca Parque de Niterói
Endereço: Praça da República, S/N - Centro, Niterói - RJ


22 de março de 2026
Rio de Janeiro, prepare-se. Uma super-heroína nada convencional está prestes a ocupar as noites de abril no icônico Teatro Ipanema. “Super Ela”, espetáculo inédito escrito e encenado pela atriz Flávia Reis, estreia no dia 02 de abril, às 20h, trazendo para o charmoso palco da Zona Sul uma mistura fina de humor ácido, reflexão e virtuosismo físico. A peça flagra a protagonista em um momento de tensão máxima: os instantes que antecedem um salto audacioso de uma plataforma em direção a um recipiente minúsculo. Sob o olhar atento da plateia, enquanto busca a concentração necessária para o mergulho, a Super Ela rompe o silêncio para compartilhar com os ouvintes os desafios de ser uma heroína contemporânea, já cansada das batalhas que se repetem através dos tempos e que, por vezes, parecem não evoluir. Tá puxado pra ela! SERVIÇO: “Super Ela” • Texto e encenação: Flávia Reis • Direção: Álvaro Assad • Estreia em 02 de abril • De quinta a domingo • Quintas, sextas e sábados às 20h • Domingo às 19h • Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema • Ingressos entre R$ 35 e R$ 70 – clique aqui • Classificação: Livre • Temporada até o dia 26 de abril
22 de março de 2026
Com prefácio do cantor Biafra e posfácio do neurologista Gustavo Valle, livro “O sorriso de Alana”, de Carol Reis, mostra a trajetória real da maternidade atípica. E será lançado dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (RJ) A história de uma menina que aprendeu a se comunicar com o mundo por meio de sorrisos e de uma mãe que transformou desafios diários em aprendizado é o ponto de partida de “O sorriso de Alana”. O livro é a trajetória real da advogada Carol Reis e de sua filha Alana. E reúne relatos sensíveis sobre maternidade atípica, inclusão e bastidores emocionais do universo pouco visível das famílias que convivem com condições neurológicas graves. O lançamento será dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (Rua Lopes Trovão 301, Icaraí). O livro propõe reflexões sobre sensibilidade social e políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência e familiares. Ao longo das páginas, o leitor acompanha a rotina de Alana, que nasceu com paralisia cerebral severa, e tem visão, fala e o andar comprometidos. Muito mais que relatos sobre cirurgias, internações e diagnósticos, o livro mostra como a importância do afeto, das pequenas conquistas e dos vínculos familiares podem até desafiar previsões médicas. “Quando Alana tinha cinco meses e recebi o diagnóstico, os médicos disseram que ela teria apenas alguns anos de vida, mas escolhi acreditar no contrário. E diferente de todos os prognósticos, minha filha completa 18 anos em março”, conta Carol Reis. Viver a inclusão na prática é o caminho que a autora desbrava no livro. Alana frequentou escolas públicas até o Ensino Fundamental, faz viagens frequentes com a família e já até desfilou duas vezes na Sapucaí – ambas pela Virando Esperança, escola mirim da campeã 2026 Unidos do Viradouro, de Niterói (RJ), onde a autora e a protagonista vivem. O prefácio é assinado pelo cantor e compositor Biafra, avô de Alana, que transformou o amor pela neta na canção-título “Sorriso de Alana”. No texto, ele destaca a força da mãe diante das adversidades. “Quando esse sonho se rompe, é preciso encontrar outro. A Carol encontrou outro sonho — mais difícil, mais profundo, mais transformador”, escreve Biafra. Para o cantor, Alana se tornou símbolo de algo maior. “Hoje, o sorriso da Alana já não é só dela. Essa forma singular de se comunicar com o mundo saiu de sua boca para se tornar símbolo das crianças com deficiência do Brasil — e, quem sabe, do mundo”, diz. O posfácio é do neurologista Gustavo Valle, que acompanha Alana desde o diagnóstico da paralisia cerebral, quando ela tinha cinco meses. No texto, ele ressalta que diagnósticos médicos não são capazes de traduzir completamente a experiência de uma vida. “Um diagnóstico, por mais contundente que seja, não é sinônimo de destino”, afirma o especialista. Para o neurologista, o livro revela o que muitas vezes não aparece nos prontuários médicos: o trabalho das famílias, o impacto do cuidado cotidiano e a força do vínculo afetivo na construção da qualidade de vida. Ao narrar a história da filha, Carol Reis também expõe as barreiras enfrentadas por famílias que convivem com deficiência no Brasil — desde desafios estruturais e burocráticos até o cansaço emocional que acompanha a rotina de cuidados intensivos. O livro também busca ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e responsabilidade coletiva no cuidado com pessoas vulneráveis. “Se todas as mães atípicas se unissem, independente do diagnóstico, teríamos mais força para cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A maioria de nós é obrigada a deixar a vida profissional de lado pela necessidade de dedicação integral aos filhos. Não há leis que garantam condições reais de trabalho nem espaços adequados onde possamos deixar nossos filhos com segurança e tranquilidade enquanto trabalhamos. Muitas vezes a escola é o único local de acolhimento”, diz Carol.