7 de setembro de 2023

A voz de uma mãe contra o racismo: carioca lança livro infantil sobre negritude na Bienal do Rio

Autora do lançamento "Menina bonita, que cor você tem?", Aline Carvalho receberá os leitores no Estande Adoleta, sábado (09/09)

Sábado, dia 9 de setembro, será a vez de os pequenos leitores visitantes da 21ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro encontrarem com a escritora Aline Carvalho. Ela estará no Estande Adoleta, às 16h, para o lançamento oficial de Menina bonita, que cor você tem?.

A obra é inspirada em uma história real, vivida pela filha da autora, que sofreu racismo na escola. Por meio do comentário da professora, a menina se sentiu inferiorizada devido à sua cor. É assim que acontece também na narrativa, quando a protagonista Giovana ouve da educadora que todas as crianças na sala tinham uma “cor natural”, menos Gi, pois a dela era marrom.

A partir disso, a mãe busca reconstruir a autoestima da menina ao narrar a trajetória de seus ancestrais africanos, compostos por reis, rainhas e guerreiros pretos. Ainda explica a importância da diversidade e mostra como essas diferenças são comuns na vida.

Sobre a autora: Aline Carvalho Santos Gonçalves é engenheira de produção, com pós-graduação em Finanças e Gestão Corporativa, além de ter MBA em Arquitetura de Soluções. Há muitos anos no mercado financeiro, atualmente trabalha como gerente de monitoramento na área de tecnologia da informação de um banco. Após se tornar mãe, começou a produzir histórias para contar aos filhos e publicá-las. É autora também da obra infantil A Ovelha, O Cachorro, O Gato Preto e o Coelho.

SERVIÇO
O quê: lançamento do livro “Menina bonita, que cor você tem?”
Quando: sábado (09/09), das 16h às 17h 
Onde: estande Adoleta - Rua Q-29, Pavilhão Verde
Local: 21ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro (avenida Salvador Allende, nº 6555 - Barra da Tijuca, RJ)

16 de março de 2026
Com curadoria e cenografia de Jorge Mendes, a mostra fica em cartaz no museu Janete Costa em Niterói até 29 de março de 2026. Acolher é mais do que receber. É tratar com cuidado, proteger, preservar. É sustentar aquilo que nos conecta ao mundo, ao outro e a nós mesmos. Potes de cerâmica, cestarias, gamelas e caixas confeccionadas por grandes artistas populares, cooperativas e comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, sertanejas e ribeirinhas acolhem alimentos, água, memórias, saberes e histórias que atravessam gerações. Cada peça revela a marca das mãos que a moldaram e a herança de quem ensinou o ofício. No barro, na fibra e na madeira estão gravadas histórias de um Brasil profundo, em diálogo com práticas de toda a América Latina, onde povos distintos compartilham o gesto de acolher: acolher para proteger, proteger para preservar, preservar para celebrar. A arte popular latino-americana é feita desses laços invisíveis, trançados na mesma matéria, nutridos pelo saber coletivo e movidos pelo desejo de manter viva a memória de todos nós. Jorge G. Mendes Curador Acolher é um gesto de humanidade. É um ato de cuidado que reconhece o outro, que o legitima e o preserva. A reunião dessas obras criadas por artistas populares, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, sertanejas e ribeirinhas, reafirma o compromisso da Fundação de Arte de Niterói em proteger e valorizar o patrimônio cultural e artístico brasileiro - especialmente aquele que nasce das mãos e dos saberes coletivos. É nesse encontro que celebramos a pluralidade da nossa arte, viva, pulsante e ancestral. O Museu Janete Costa de Arte Popular se torna, mais uma vez, um espaço de pertencimento: um lugar onde memórias são honradas, identidades são reconhecidas e o Brasil profundo encontra visibilidade e respeito. Que esta exposição inspire em cada visitante o desejo de acolher histórias, tradições, territórios e pessoas. Micaela Costa Presidenta da Fundação de Arte de Niterói
16 de março de 2026
Nesse mês dedicado às mulheres, a Sala José Cândido de Carvalho, sob Curadoria de Desirée Monjardim, traz 11 potentes artistas que, em coletivo, entrelaçam vozes, gestos e visões, afirmando o feminino como linguagem, território e permanência um campo vivo de criação, direito e memória. Segundo Be Sancho, artista visual, curador e mestre em Ensino de História, "no encontro cultivamos afetos, tecemos memórias, nutrimos a corpo-templo. É nesse espaço de trocas que as artistas visuais revelam a dimensão sensivel e insurgente do feminino, expandindo seus gestos criadores em potência e poder, sensibilidade e beleza, marcando presença em nosso tempo e lugar de pertencimento. São discursos estéticos que nos inspiram a ver para além do percebido de imediato, atravessando camadas visiveis e invisíveis, nos movendo a seguir com confiança na construção de novos valores e sentidos. A mulher em suas diferentes dimensões ganha potência nessa mostra, onde cada artista nos oferece diferentes perspectivas estéticas e poéticas. Pintura, cerâmica e fotografia compõem o campo sensível da exposição, ofertando-nos elementos simbólicos que nos impulsionam a imaginar e a construir novas narrativas sobre o feminino."  Serviço Exposição: 'O Feminino é Arte' - coletivo Curadoria: Desirée Monjardim Assistente de curadoria: Lina Ponzi Abertura: 10 de março de 2026, às 18h Visitação: Até 08 de maio de 2026 - 2ª a 6ª, das 9h às 17h Local: Sala José Cândido de Carvalho Rua Presidente Pedreira, 98. Ingá, Niterói