19 de novembro de 2022

A arte contemporânea Argentina desembarca em Niterói

MAC recebe a exposição “Un lento venir viniendo” com 57 obras em diversas expressões artísticas.

 

A partir do dia 19 de novembro, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) recebe um recorte da Colección Oxenford na exposição “Un lento venir viniendo – Capítulo I”, fruto de uma paixão do empresário e colecionador argentino Alec Oxenford pela arte contemporânea argentina, e de sua convicção na necessidade de apoio à cena local.

“Comecei minha coleção em 2008 decidindo incorporar, em sua maior parte, obras de artistas vivos e adquiridas exclusivamente através de galerias de arte. Eu gosto de viver minha época através da arte. O que mais me interessa é que a arte gera uma série de perguntas para as quais eu não tenho respostas”, conta o colecionador. 

Com organização da produtora cultural Act., dirigida por Fernando Ticoulat e João Paulo Siqueira Lopes, e curadoria do poeta e curador argentino Mariano Mayer, a mostra é composta por 57 obras e apresenta uma diversidade de linguagens, entre pinturas, fotografias, vídeos, instalações visuais e sonoras, performances, esculturas, colagens e publicações. Dá destaque também para trabalhos de artistas fundamentais para a arte contemporânea argentina como Guillermo Kuitca, Julio Le Parc, Alejandra Seeber, Marcelo Pombo, Fernanda Laguna, Diego Bianchi, Claudia del Río, David Lamelas, Valentina Liernur, Juan Tessi, Karina Peisajovich, Eduardo Navarro, Silvia Gurfein e Alberto Goldenstein, entre outros.

Este é o primeiro ato de um projeto itinerante que também será apresentado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, ao longo de 2023. Cada capítulo vai exibir uma seleção diferente de obras da Colección Oxenford, que, em cada caso, responde a uma proposta curatorial inspirada por um episódio emblemático do contexto cultural local, fortalecendo o diálogo entre os cenários artísticos brasileiro e argentino.

O curso livre de pintura de Ivan Serpa, no MAM Rio, e sua atuação no Grupo Frente são alguns dos pontos de partida do curador Mariano Mayer para a seleção de obras argentinas do primeiro ato apresentado no MAC Niterói. “Percorrendo a noção de influência, este primeiro capítulo descobre uma série de proximidades e rupturas que tal ação significou para a arte contemporânea argentina. Advertimos que a transmissão de experiências e posições entre artistas não formou um sistema linear organizado a partir de atos precursores, mas sim uma estrutura complexa, diferenciada e atemporal”, afirma Mayer. A pintura como matriz e como problema, a cidade e as formas do urbano, os espaços de sociabilidade artística, a literatura e as outras artes, os vínculos afetivos e as formas de desaprendizagem são destacados nesta exposição como chaves para pensar as formas adotadas pelos vínculos de influência na arte contemporânea argentina.

Cada capítulo da exposição contará ainda com uma publicação inédita que apresentará um ensaio de Mayer, ao lado de um texto de um curador da cena local, ambos produzidos exclusivamente para a ocasião: Pablo Lafuente, diretor artístico do MAM Rio, assina o texto sobre as relações entre arte e pedagogia, publicado no contexto do MAC Niterói.

Realizado via Lei de Incentivo à Cultura, o primeiro capítulo da mostra ocupará todos os espaços do MAC Niterói. A expografia conta com painéis planejados por Miguel Mitlag, Sebastián Gordín e Mariana Ferrari, artistas da Colección Oxenford.

 

Colección Oxenford

A Colección Oxenford apoia, por meio de diferentes iniciativas, o desenvolvimento da cena artística contemporânea argentina. Seu ambicioso programa de aquisições, que durante os dez primeiros anos contou com a seleção da curadora Inés Katzenstein, permitiu reunir uma mostra representativa das diferentes tendências estéticas que dominaram a produção artística contemporânea durante o século XXI, um período excepcionalmente complexo, no qual a arte argentina experimentou transformações fundamentais em suas linguagens e materiais, bem como em suas práticas, imaginários e instituições.

As atividades da Colección Oxenford incluem o desenvolvimento de um programa de bolsas de viagem internacionais, que já beneficiou quase 90 artistas, e que, durante a emergência causada pela pandemia de COVID-19, foi transformado em assistência financeira para mais de 60 nomes. Recentemente, a coleção também esteve envolvida na promoção de reflexões sobre a arte contemporânea argentina, convidando 40 importantes pesquisadores locais para escrever ensaios sobre obras do acervo. A Colección Oxenford também tem sido generosa em sua colaboração com museus e galerias, a quem emprestou trabalhos em inúmeras ocasiões, com o objetivo de contribuir para a divulgação da produção artística argentina contemporânea.

Alec Oxenford

Cofundador da OLX e da letgo, Alec Oxenford é um empresário argentino residente no Brasil. É grande colecionador e membro ativo de comunidades internacionais em prol das artes latino-americanas. Entre 2013 e 2019, dirigiu a Fundación ArteBA. Atualmente, ocupa postos como: membro do Acquisition Committee do MALBA e Membro da Latin American and Caribbean Fund (LACF) do MoMA.

Act.

Fundada em 2017 por Fernando Ticoulat e João Paulo Siqueira Lopes, a Act. preenche diversas lacunas do mundo da arte, em escala global, e está envolvida com agentes de todo o circuito: artistas, colecionadores, galerias, museus e instituições culturais. Tem como missão conectar arte e pessoas a partir do desenvolvimento de consultorias, projetos e publicações. Atua em todas as frentes de criação, curadoria, gestão e produção de projetos de arte para empresas, criando elos entre marcas e seus públicos. Além dos projetos, a Act. aconselha interessados em arte – com coleções recém-iniciadas ou já estabelecidas – em como comprar, gerenciar e catalogar suas obras. Un lento venir veniendo é o primeiro projeto de exposição da Act.

Mariano Mayer

Mariano Mayer (Buenos Aires, Argentina, 1971) é poeta e curador independente. Entre seus últimos projetos como curador figuram Táctica Sintáctica. Diego Bianchi (CA2M, Móstoles, 2022), Tiempo produce pintura – pintura produce tiempo. Álex Marco (Espai d'Art Contemporani 'El Castell', Riba-roja, 2022), NUNCA LO MISMO, junto a Manuela Moscoso (ARCOmadrid 2022); REMITENTE (ARCOmadrid 2021); PRELIBROS (ARCOmadrid – Casa de América, Madrid, 2021); Azucena Vieites. Playing Across Papers (Sala Alcalá 31, Madrid, 2020); La música es mi casa. Gastón Pérsico (MALBA, Buenos Aires, 2017); En el ejercicio de las cosas, junto a Sonia Becce (Plataforma Argentina–ARCOmadrid 2017. Publicou Fluxus Escrito (Caja Negra, Buenos Aires, 2019); Justus (Ayuntamiento de Léon, 2007) e Fanta (Corregidor, Buenos Aires, 2002). Dirigiu o programa em torno da arte argentina: Una novela que comienza (CA2M, Móstoles, 2017).

 

SERVIÇO

Un lento venir viniendo – Capítulo I
Local: MAC Niterói – Mirante da Boa Viagem, s/nº - Boa Viagem, Niterói - RJ, 24210-390
Período:
19 de novembro a 26 de fevereiro de 2023
Horários: De terça a domingo, das 10h às 18h
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: Inteira (R$ 12,00); Meia (R$ 6,00)
A bilheteria encerra suas atividades 30 minutos antes do horário de fechamento do espaço
expositivo para mais informações, visite:
http://www.macniteroi.com.br/

 

 



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19 de outubro de 2026
O Quarteto Atlas é um renomado grupo de câmara brasileiro formado por quatro instrumentistas de cordas de grande destaque em importantes orquestras do país O Quarteto inicia na próxima terça-feira (20) sua primeira turnê pelo estado do Rio de Janeiro com o projeto “Villa-Lobos e os Quartetos de Cordas”. O primeiro concerto será às 19h, no Teatro da UFF, em Icaraí, Niterói. No domingo (25), às 11h, o grupo se apresenta no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A entrada é gratuita em todas as datas. Em novembro, a circulação segue para o interior: Vassouras recebe o quarteto no dia 28 e Petrópolis, no dia 29. Formado por Ricardo Amado e Carlos Mendes (violinos), Ricardo Taboada (viola) e Ricardo Santoro (violoncelo), o grupo reúne instrumentistas de liderança da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Orquestra Sinfônica Brasileira, da Orquestra Petrobras Sinfônica e da Orquestra Sinfônica da UFRJ. O programa traça um panorama da obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) para dois violinos, viola e violoncelo. A série de 17 quartetos de cordas do compositor, escrita entre 1915 e 1957, é apontada pela produção como a maior e mais expressiva do gênero no século XX. Serão executados o Quarteto nº 1 (1915), obra de juventude com influência impressionista francesa; o Quarteto nº 5 (1931), conhecido como “Quarteto Popular nº 1”, que incorpora melodias folclóricas brasileiras; e o Quarteto nº 17 (1957), escrito no fim da vida do compositor. Serviço Niterói Data: 20 de outubro de 2026 (terça-feira), às 19h Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes Rio de Janeiro Data: 25 de outubro de 2026 (domingo), às 11h Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola – Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes
17 de outubro de 2026
Nascido em Salvador, mas criado no Rio de Janeiro, Jorge Davidson trabalhou 30 anos na indústria fonográfica. Começou como gerente de produto na EMI, onde chegou a diretor artístico, cargo que também exerceu na Sony Music. Foi Vice-Presidente Artístico na BMG e na EMI. Ao longo de três décadas, lançou grandes estrelas da música brasileira, como Blitz, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Marisa Monte, Fernanda Abreu, Gabriel O Pensador, Skank, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp / D2, Jota Quest e Ana Carolina, só para citar alguns. Toda esta trajetória vitoriosa está contada por ele mesmo no livro “Em Sintonia com o Sucesso – a arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora), que será lançado no dia 20 de outubro, terça-feira, a partir das 19 horas na Livraria Argumento. Para os integrantes de Os Paralamas do Sucesso, “poucos nomes nesse meio podem contabilizar as descobertas de talentos e o encaminhamento de tantas carreiras brilhantes como Jorge Davidson”. Já Gabriel, O Pensador, não tem dúvida: “Com tanta experiência e peso na história do mercado musical, Jorge Davidson tem mesmo muita história para contar.”. E histórias incríveis não faltam no livro: desde sua paixão pelo futebol de praia nas areias de uma Copacabana idílica, passando por momentos muito divertidos na redação da então modesta TV Globo, até a emoção profunda de estar perto de seus grandes ídolos na sua música. Que, afinal é, depois dos filhos, a maior paixão de sua vida. Da primeira vitrola Telefunken, onde ouvia os LPs da família, até os tempos modernos da internet, a trajetória de Jorge Davidson se conecta de forma intensa e emotiva com os grandes sucessos da música brasileira durante três décadas. O projeto “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” é apresentado e patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Markway Business e Informática Ltda, Construtora Brasform Ltda e 520 Produção Musical Ltda, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – lei do ISS. “EM SINTONIA COM O SUCESSO – A arte de revelar talentos na música brasileira” (Gryphus Editora) Lançamento dia 20 de outubro, terça-feira, 19 horas, Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira 417) – Leblon