2 de agosto de 2023

7 filmes para assistir em homenagem ao Dia Nacional do Documentário Brasileiro

Seleção está disponível de forma gratuita na plataforma do SescTV


Em homenagem ao Dia Nacional do Documentário Brasileiro, celebrado na próxima segunda-feira (7/8), o SescTV escolheu sete documentários nacionais para reverenciar o gênero e o trabalho dos cineastas brasileiros. São produções como Ziraldo, uma obra que pede socorro, Nheengatu e O Futebol, que exaltam a força do documentário como uma forma de arte capaz de informar, inspirar e provocar a reflexão. Os filmes podem ser assistidos a qualquer momento sob demanda pelo sesctv.org.br/programas-e-series/documentarios/.


Instituída pela Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), a data homenageia o renomado cineasta baiano Olney São Paulo, conhecido por obras como "O Profeta de Feira de Santana" (1970) e "Ciganos do Nordeste" (1976), cuja carreira foi marcada por sua prisão e tortura durante a ditadura militar.

 

Nossa pátria está onde somos amados


Em maio de 2022, o Museu da Língua Portuguesa foi ocupado. O que aconteceu naqueles dias tornou-se o tema deste documentário, que promove uma reflexão sobre as palavras que nos conectam e podem nos distanciar, revelando a diversidade de identidades pátrias em um país como o Brasil. Um rapaz que escala a torre de um relógio para pichar a frase título do documentário; o ativista Krenak que foi até a Rússia para encontrar os restos mortais de sua língua; o xamã yanomami que foi a São Paulo para dizer o quanto percebe o português como uma ameaça: essas epifanias linguísticas podem nos mostrar de que maneira um país e uma língua conseguem abrigar muitas vozes. Uma imensa variedade de pátrias.

Brasil, 2022

Direção: Felipe Hirsch

Classificação indicativa: Livre

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Serráqueos


A Serra do Itapeti – patrimônio ambiental, arqueológico, paisagístico e cultural que liga as cidades de Mogi das Cruzes, Guararema e Suzano – é protagonista do documentário que retrata as riquezas dos 5,2 mil hectares de extensão, a exuberância da fauna, flora e mananciais, bem como a relação com a comunidade local e a necessidade de incentivar o sentimento de pertencimento das novas gerações.

Brasil, 2020

Direção: Rodrigo Campos

Classificação indicativa: Livre

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Nheengatu


A luta de um povoado indígena para evitar que a língua que falam, o Nheengatu, seja extinta. Na produção, o diretor José Barahona e sua equipe navegam pelo alto Rio Negro, na região de São Gabriel da Cachoeira, para conhecer e compreender a realidade da população que vive na floresta, e teve o seu modo de vida impactado permanentemente pela colonização portuguesa. 

Brasil, 2020

Direção: José Barahona

Classificação indicativa: Livre

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Ócio, lazer e tempo livre


O que é o lazer e quais as principais restrições à sua prática? O documentário “Ócio, Lazer e Tempo Livre” traz ideias e reflexões sobre esses temas a partir da fala de acadêmicos e estudiosos que se dedicam a eles ao redor do mundo hoje.

Brasil, 2020

Direção: Marcelo Machado

Classificação indicativa: Livre

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Ziraldo, uma obra que pede socorro


O documentário tem como tema central uma obra com poucos precedentes na história da arte moderna: batizado de Guernica brasileira, em referência à pintura de Pablo Picasso, trata-se de um mural criado pelo cartunista Ziraldo, em 1967, meados da ditadura. A obra fica localizada no prédio que abrigava o Canecão, antiga casa de shows do Rio de Janeiro e, hoje, mesmo pertencendo à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi abandonada.

Brasil, 2020

Direção: Guga Dannemamm

Classificação indicativa: 12 anos

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Em um mundo interior


A produção aborda os casos de seis crianças e um adolescente com transtorno do espectro autista de diferentes regiões do Brasil e classes sociais. Especialistas e famílias abordam os sintomas, os tratamentos, o preconceito, o cotidiano e as expectativas.

Brasil, 2018

Direção: Flavio Frederico e Mariana Pamplona

Classificação indicativa: Livre

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O Futebol


Em junho de 2014, enquanto começam os jogos da Copa do Mundo do Brasil, Sérgio reencontra o pai, Simão. Mais de 20 anos separam esses homens, mas um aspecto cultural brasileiro foi capaz de reconectá-los: o futebol.

Brasil, 2018

Direção: Sérgio Oksman

Classificação indicativa: Livre

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Sobre o SescTV:


O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

 

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22 de março de 2026
Rio de Janeiro, prepare-se. Uma super-heroína nada convencional está prestes a ocupar as noites de abril no icônico Teatro Ipanema. “Super Ela”, espetáculo inédito escrito e encenado pela atriz Flávia Reis, estreia no dia 02 de abril, às 20h, trazendo para o charmoso palco da Zona Sul uma mistura fina de humor ácido, reflexão e virtuosismo físico. A peça flagra a protagonista em um momento de tensão máxima: os instantes que antecedem um salto audacioso de uma plataforma em direção a um recipiente minúsculo. Sob o olhar atento da plateia, enquanto busca a concentração necessária para o mergulho, a Super Ela rompe o silêncio para compartilhar com os ouvintes os desafios de ser uma heroína contemporânea, já cansada das batalhas que se repetem através dos tempos e que, por vezes, parecem não evoluir. Tá puxado pra ela! SERVIÇO: “Super Ela” • Texto e encenação: Flávia Reis • Direção: Álvaro Assad • Estreia em 02 de abril • De quinta a domingo • Quintas, sextas e sábados às 20h • Domingo às 19h • Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema • Ingressos entre R$ 35 e R$ 70 – clique aqui • Classificação: Livre • Temporada até o dia 26 de abril
22 de março de 2026
Com prefácio do cantor Biafra e posfácio do neurologista Gustavo Valle, livro “O sorriso de Alana”, de Carol Reis, mostra a trajetória real da maternidade atípica. E será lançado dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (RJ) A história de uma menina que aprendeu a se comunicar com o mundo por meio de sorrisos e de uma mãe que transformou desafios diários em aprendizado é o ponto de partida de “O sorriso de Alana”. O livro é a trajetória real da advogada Carol Reis e de sua filha Alana. E reúne relatos sensíveis sobre maternidade atípica, inclusão e bastidores emocionais do universo pouco visível das famílias que convivem com condições neurológicas graves. O lançamento será dia 23 de março, às 17h, na Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói (Rua Lopes Trovão 301, Icaraí). O livro propõe reflexões sobre sensibilidade social e políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência e familiares. Ao longo das páginas, o leitor acompanha a rotina de Alana, que nasceu com paralisia cerebral severa, e tem visão, fala e o andar comprometidos. Muito mais que relatos sobre cirurgias, internações e diagnósticos, o livro mostra como a importância do afeto, das pequenas conquistas e dos vínculos familiares podem até desafiar previsões médicas. “Quando Alana tinha cinco meses e recebi o diagnóstico, os médicos disseram que ela teria apenas alguns anos de vida, mas escolhi acreditar no contrário. E diferente de todos os prognósticos, minha filha completa 18 anos em março”, conta Carol Reis. Viver a inclusão na prática é o caminho que a autora desbrava no livro. Alana frequentou escolas públicas até o Ensino Fundamental, faz viagens frequentes com a família e já até desfilou duas vezes na Sapucaí – ambas pela Virando Esperança, escola mirim da campeã 2026 Unidos do Viradouro, de Niterói (RJ), onde a autora e a protagonista vivem. O prefácio é assinado pelo cantor e compositor Biafra, avô de Alana, que transformou o amor pela neta na canção-título “Sorriso de Alana”. No texto, ele destaca a força da mãe diante das adversidades. “Quando esse sonho se rompe, é preciso encontrar outro. A Carol encontrou outro sonho — mais difícil, mais profundo, mais transformador”, escreve Biafra. Para o cantor, Alana se tornou símbolo de algo maior. “Hoje, o sorriso da Alana já não é só dela. Essa forma singular de se comunicar com o mundo saiu de sua boca para se tornar símbolo das crianças com deficiência do Brasil — e, quem sabe, do mundo”, diz. O posfácio é do neurologista Gustavo Valle, que acompanha Alana desde o diagnóstico da paralisia cerebral, quando ela tinha cinco meses. No texto, ele ressalta que diagnósticos médicos não são capazes de traduzir completamente a experiência de uma vida. “Um diagnóstico, por mais contundente que seja, não é sinônimo de destino”, afirma o especialista. Para o neurologista, o livro revela o que muitas vezes não aparece nos prontuários médicos: o trabalho das famílias, o impacto do cuidado cotidiano e a força do vínculo afetivo na construção da qualidade de vida. Ao narrar a história da filha, Carol Reis também expõe as barreiras enfrentadas por famílias que convivem com deficiência no Brasil — desde desafios estruturais e burocráticos até o cansaço emocional que acompanha a rotina de cuidados intensivos. O livro também busca ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e responsabilidade coletiva no cuidado com pessoas vulneráveis. “Se todas as mães atípicas se unissem, independente do diagnóstico, teríamos mais força para cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A maioria de nós é obrigada a deixar a vida profissional de lado pela necessidade de dedicação integral aos filhos. Não há leis que garantam condições reais de trabalho nem espaços adequados onde possamos deixar nossos filhos com segurança e tranquilidade enquanto trabalhamos. Muitas vezes a escola é o único local de acolhimento”, diz Carol.