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10 de maio de 2022
A Constituição Federal, dentre os direitos fundamentais e suas garantias sociais traz, além de muitos outros, o Direito à Cultura e ao Lazer.  No Brasil, o Direito à Cultura é previsto na Carta Magna como um direito fundamental do cidadão. Segundo ela, cabe ao Poder Público possibilitar efetivamente a todos a fruição dos direitos culturais, mediante a adoção de políticas públicas que promovam o acesso aos bens culturais, a proteção ao patrimônio cultural, o reconhecimento e proteção dos direitos de propriedade intelectual bem como o de livre expressão e criação. O direito à cultura é uma eficácia da garantia social ao lazer, uma vez que impõe como competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a proteção aos bens de valor histórico e artístico e a promoção ao meio de acesso à cultura, educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação, não perdendo de vista o esporte, como um meio de lazer. Muito embora o lazer e a cultura, na prática, tenham se mostrado direitos relegados ao segundo plano em relação aos demais direitos fundamentais e sociais, eles tangenciam diversas áreas das garantias sociais e individuais, a exemplo do direito à educação, trabalho, segurança, proteção à infância, direitos autorais e artísticos. E portanto, a garantia social ao lazer é abarcada no próprio Direito à Cultura. O Direito da Cultura e Entretenimento pode ser traduzido então como um direito fundamental, como uma garantia social, onde é aplicado às atividades culturais e desportivas, com o objetivo de proporcionar segurança jurídica e garantir o respeito às leis no desenvolvimento das artes e dos esportes, bem como promover seu acesso à sociedade. Não há dúvidas que a Lei de Incentivo a Cultura (Lei Rouanet) e a Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) possibilitaram a amplitude das políticas públicas relacionadas à cultura, lazer e esporte, a exemplo do PRONAC - Programa Nacional de Apoio à Cultura. As leis surgiram com o escopo de incentivar o investimento em cultura em troca, a princípio, de incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. Com a Lei Rouanet surgiram três formas possíveis de incentivo no país: o Fundo Nacional de Cultura (FNC), os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart) e o Incentivo a Projetos Culturais por meio de renúncia fiscal (Mecenato). Ocorre contudo, que com o tempo a lei foi ficando defasada, além de ter sido totalmente mitigada com a implementação de Medidas Provisórias e destinação de recursos divergentes daqueles do mercado artístico, cultural e desportivo. O surgimento da internet, equilíbrio na inflação, mudança do contexto artístico, cultural, político e econômico do Brasil para o mundo, fez como que o Ministério da Cultura, incentivasse uma mudança, surgindo então o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura – Procultura (Projeto de Lei nº 6722/2010), que veio a alterar a Lei Rouanet. O apoio do Ministério da Cultura aos projetos culturais por meio da Lei Federal e também por editais para projetos específicos, lançados periodicamente, valoriza a diversidade e o acesso à cultura, como um direito de todos dentro da democracia e ampliando a liberdade de expressão. Hoje a cultura tornou-se uma economia estratégica no mundo, que depende não só do investimento público como do privado. O acesso à cultura e ao lazer está diretamente ligado a um novo ciclo de desenvolvimento do país: a universalização do acesso, diversidade cultural, desenvolvimento da economia e cultura. Não se perca de vista a realização da Copa e das Olimpíadas, por exemplo, que levam as empresas a injetarem um maior investimento nos atletas, assim como nos eventos culturais nas localidades onde são realizados. Em meio a esse turbilhão de direitos e garantias fundamentais, mesmo com o esforço do Governo nas diversas tentativas de implementação de políticas públicas, válido destacar que, embora levado a segundo plano, o Direito da Cultura e Entretenimento em verdade está saindo nesta zona de “sub-direito”, para se lançar como uma potencial garantia jurídica. Afora as políticas públicas e ações do governo, que podem ser exigidas a partir de uma Ação Popular, ou em um litígio casuístico, as ações de empresários como realização de eventos por produtores culturais no Brasil, também são alvos de lide, demandas judiciais tanto públicas como privadas. Festivais de artes, espetáculos, shows e festas, estão sujeitos a uma série de controles e restrições, o que ocasiona grande impacto urbanístico e ambiental, e por envolverem interesses de uma grande gama de categorias especiais, como, por exemplo, crianças, adolescentes, consumidores, estudantes, entre outras, exigem um amplo conhecimento nas diversas áreas jurídicas, além de abrangerem um grande número de leis esparsas das mais diversas naturezas; algumas locais, outras estaduais e nacionais, que têm que ser conhecidas por todos aqueles que se propõem e se dedicam à realização de eventos no país. Pode-se concluir que o Direito da Cultura e Entretenimento não só tem espaço no mundo jurídico como reina em diversas áreas que burocratizam e disciplinam a arte, cultura, lazer, o esporte, educação e quantos ramos forem necessários para se garantir a efetividade do exercício da garantia constitucional, seja a um cidadão comum, como ao empresário. Por Suzana Fortuna

31 de março de 2025
Para comemorar seu primeiro aniversário, o Museu do Jardim Botânico inaugura, em 21 de março, a exposição temporária “Mata Atlântica: in-finitos encantos”. Com patrocínio da Shell Brasil via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a mostra combina ciência e arte para revelar a riqueza desse bioma. O Museu, patrocinado pela empresa, busca aproximar os visitantes das pesquisas desenvolvidas no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e estimular reflexões sobre a conservação da biodiversidade. A entrada é gratuita.  “A Shell Brasil tem orgulho de apoiar um espaço que valoriza o conhecimento científico. Ao longo deste primeiro ano, o Museu do Jardim Botânico se consolidou como um importante canal de difusão do saber sobre a biodiversidade brasileira, e a nova exposição reafirma esse compromisso com a educação e a sensibilização para a importância da Mata Atlântica. Tornar as pesquisas do JBRJ mais acessíveis ao público é essencial para democratizar o conhecimento científico, ampliar a consciência ambiental e incentivar a participação ativa da sociedade na conservação do bioma”, destaca Flavio Rodrigues, vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil. Concebida por meio do trabalho minucioso de um comitê curatorial formado por pesquisadores e colaboradores do JBRJ, da Shell Brasil e do idg ― Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável pela gestão do Museu ― a nova exposição propõe uma experiência de imersão sensorial na Mata Atlântica, bioma onde vivem cerca de 70% dos brasileiros. A mostra também chama a atenção para a diversidade de ecossistemas presentes no bioma, de norte a sul do país, e seus desafios socioambientais. Segundo Marinez Ferreira de Siqueira, diretora da Escola Nacional de Botânica Tropical e gestora do Conselho Curador do Museu do Jardim Botânico: “Essa exposição desempenha um papel fundamental ao despertar o encantamento dos sentidos, promovendo uma conexão emocional com a natureza. Inspirada na visão de Charles Darwin, a experiência sensorial transporta o público para um estado de maravilhamento, onde cada detalhe do bioma revela sua complexidade e beleza. Esse encantamento se torna um poderoso instrumento de educação ambiental ao transformar visitantes em agentes de mudança, fortalecendo o compromisso do Jardim Botânico com a preservação da biodiversidade brasileira”. A jornada começa com a ativação de sentidos: sons, cores e demais sensações devem estar aguçadas, assim como as de quem caminha pela mata. Por entre palavras, imagens, materiais biológicos e mapas, o público é apresentado aos diferentes ecossistemas que compõem a Mata Atlântica. Já na segunda sala, o público é recebido pela voz inconfundível da atriz e ativista ambiental Dira Paes, que faz um convite à reflexão. No final do percurso a exposição convoca à ação, atribuindo a cada um de nós um papel de protagonismo na preservação. Assim, após ter passado por florestas, manguezais, restingas e campos de altitude – sem sair da Mata Atlântica –, o visitante põe as mãos para um ato que parece simples, mas que ajuda a salvar todo um bioma: plantar sementes de espécies nativas. As mudas que germinarem serão coletadas pelo Jardim Botânico do Rio e serão doadas para organizações parceiras. Ao longo desse primeiro ano de funcionamento, o Museu do Jardim Botânic o recebeu quase 80 mil visitantes e realizou mais de 450 atividades educativas e culturais, o que é motivo de orgulho para Ricardo Piquet, presidente do idg: “O Museu do Jardim Botânico tem sido um espaço essencial para aproximar o público do conhecimento científico produzido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro . A nova exposição ‘Mata Atlântica: in-finitos encantos’ reforça esse compromisso ao trazer uma vivência sensorial que desperta a consciência ambiental e destaca a importância desse bioma para o equilíbrio do planeta. Celebramos este primeiro ano com a certeza de que seguimos fortalecendo o papel dos museus como espaços de aprendizado, transformação e ação”, comemora. Instalação artística “Utopia Botânica”, de Fernanda Froes Em diálogo com a nova exposição temporária, será inaugurada também a instalação artística “Utopia Botânica”. Desenvolvido por Fernanda Froes especialmente para o Museu do Jardim Botânico, o projeto recria poeticamente uma floresta fragmentada de pau-brasil (Paubrasilia echinata). Símbolo da Mata Atlântica, essa espécie esteve à beira da extinção no período colonial devido à intensa exploração de seu pigmento vermelho e permanece ameaçada atualmente. Inspirada nas ideias de utopia e paraíso presentes em “Utopia” (1516), de Thomas Morus, e “Visão do Paraíso” (1959), de Sérgio Buarque de Holanda, a instalação resgata a imagem de um território idealizado e perdido por meio de painéis duplos feitos de pedaços de tela de algodão tingidos à mão e costurados com fios igualmente tingidos com pau-brasil. Toda a coleta é feita de forma sustentável, a partir de podas de árvores. “Resgatei técnicas e receitas antigas para brincar com os pigmentos e mostrar uma floresta diversa, não só em cores, mas também em formas. Cada peça tem um formato, além de componentes e tons diferentes que remetem, não só ao pau-brasil, mas à imensa diversidade de plantas presentes na Mata Atlântica”, explica a artista plástica. Flor da Lua Na noite de estreia da exposição, das 18h às 21h, o Museu do Jardim Botânico promove a programação noturna Flor da Lua, em que o público poderá visitar o Museu ao som de uma roda de choro apresentada pelo Quarteto Sumaré, além de participar de uma oficina de coquetéis com frutas nativas da Mata Atlântica, ministrada pelo mixologista Ryu Tokai. O evento, que é gratuito, encerra as comemorações do aniversário iniciadas no último dia 8, data em que oficialmente completou um ano de existência. Também no dia 21, haverá visitas especiais, mediadas pela artista visual Fernanda Froes e pelo biólogo e ornitólogo Luciano Lima, que participou do comitê curatorial da exposição. Serviço Exposição “Mata Atlântica: in-finitos encantos”: a partir de 21 de março, 10h às 21h Entrada gratuita Museu do Jardim Botânico Funcionamento: quinta a terça-feira, das 10h às 17h (fechado às quartas) Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico – Rio de Janeiro, RJ
31 de março de 2025
O musical ‘Mamma Mia!’ retorna aos palcos em 2025 para novas temporadas no Rio de Janeiro de 18 de abril a 11 de maio, no Teatro Riachuelo Rio. Com sessões de quinta-feira e sexta-feira, às 20h; sábado, às 16h e às 20h; e domingo, às 15h e às 19h, a peça tem ingressos disponíveis na bilheteria e nos sites Uhuu e ingresso . Desde sua estreia em 1999, em Londres, ‘Mamma Mia!’ se tornou um público global, conquistando plateias na Broadway e traduzido em mais de 14 idiomas, com um público acumulado de 42 milhões de espectadores. A versão brasileira, assinada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho repete o sucesso ao encantar o público com suas apresentações vibrantes e repletas de sucessos do ABBA, como ‘Dancing Queen’, ‘The Winner Takes It All’ e ‘Money, Money, Money’. Com retorno do elenco original, incluindo Claudia Netto como Donna, Maria Brasil como Sophie, Gottsha como Rosie e Maria Clara Gueiros como Tanya, o retorno de ‘Mamma Mia!’ é mais uma oportunidade para os fãs reviverem a magia do musical e para novos espectadores se encantarem com essa história leve e contagiante. A história, ambientada em uma charmosa ilha grega, gira em torno de Sophie, que está prestes a se casar e convida três ex-namorados de sua mãe, Donna, na esperança de descobrir quem é seu verdadeiro pai. A trama é recheada de comédia, romance e, claro, muita música, proporcionando uma experiência inesquecível para o público. Serviço  Local: Teatro Bradesco, em São Paulo/SP; e Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro Data: 14 de março a 6 de abril de 2025 (São Paulo) / 18 de abril a 11 de maio (Rio de Janeiro) Horário: Múltiplas Sessões – Quinta-feira e Sexta, às 20h; Sábado, às 16h e 20h; e Domingo, às 15h e 19h; Duração: 155 minutos com 15 minutos de intervalo. Classificação: 12 anos.
31 de março de 2025
Não há nada permanente, exceto a mudança. O que fazer quando o seu mundo perfeito se transforma de um dia para o outro? A protagonista do musical infantil “A menina e o cubo”, que estreia dia 5 de abril na Casa de Cultura Laura Alvim, está prestes a fazer essa descoberta. Ao embarcar em uma jornada inesperada, a garota vai ter que lidar com o medo do desconhecido, a insegurança diante de perdas e a superação de limites pessoais. Com direção artística de Thereza de Medicis e dramaturgia de Thereza de Medicis e Manuela Llerena, o espetáculo celebra a beleza das mudanças, as descobertas trazidas pela maternidade, a importância da resiliência e o poder do imaginário infantil. A peça, apresentada pelo Ministério da Cultura e pela MGAS , terá sessões aos sábados e domingos, às 16h, até 27 de abril.  “A menina e o cubo” conta a história de uma menina que vive em um cubo perfeito, onde tudo é previsível e seguro. Uma tempestade repentina muda drasticamente esse mundo perfeito, e ela é lançada para uma aventura mágica que desafia tudo o que conhece. Durante essa viagem, a personagem faz novos amigos, desde uma sábia baleia até um extravagante arco-íris, que a ajudam a lidar com seus medos e a mostrar que os obstáculos podem trazer crescimento e aprendizado. Com trilha sonora original, a peça tem direção de movimento e coreografia de Inaê Moreira e direção musical e arranjos de Érica de Paula. No elenco, estão Manuela Llerena, Cris Sauma, Negawal, Duda Lopes e Allenkr Soares. “Queria contar uma história que falasse sobre a importância de se adaptar ao inesperado, que mostrasse a beleza de não sabermos o futuro. Nosso espetáculo mistura teatro, dança e música em uma narrativa que transforma desafios em oportunidades. Convidamos o público a participar ativamente da encenação, tornando a experiência ainda mais divertida e enriquecedora”, descreve a diretora Thereza de Medicis. “A menina e o cubo” nasceu de um conto escrito por Thereza de Medicis há 20 anos, logo após a perda de seu pai. As palavras surgiram como uma forma de traduzir o que ele representava para a escritora: figura sólida, estruturada, sempre presente, um "cubo perfeito" cuja ausência deixou um vazio profundo. “Vinte anos depois, agora que sou mãe, o conto se transformou em um musical infantil, uma narrativa enriquecida por camadas de significado moldadas pela maternidade”, conta a coautora Thereza de Medicis. “Este projeto nasceu da colaboração com Manuela Llerena, um encontro que reflete a força das conexões que se formam entre mulheres durante a maternidade, marcada por constantes reinvenções, e que encontra eco no processo artístico. As histórias que contamos passam a carregar a responsabilidade de ensinar, inspirar e promover reflexões sobre o mundo que construímos para as próximas gerações”, completa. Serviço: Temporada: de 05 a 27 de abril Casa de Cultura Laura Alvim: Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema Telefone: (21) 2332-2016 Dias e horários : sábados e domingos, às 16h Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) Duração: 1h Capacidade: 190 lugares Classificação etária: livre (indicação de 4 a 10 anos) Venda de ingressos: https://funarj.eleventickets.com Horário da bilheteria: ter a dom, das 16h às 20h
30 de março de 2025
A cantora Claudette Soares lança o álbum completo com 10 músicas do autor que passam por todas as décadas de sua criação artística. Com arranjos do pianista Alexandre Vianna e produção de Thiago Marques Luiz, o álbum traz composições icônicas de Chico, como “Carolina”, “Todo Sentimento”, “Futuros Amantes” e “Realejo”, um dos destaques, que se trata da regravação de uma música de Chico que Claudette lançou nos anos 60 e que ela nunca mais havia cantado. Em agosto do ano passado, os artistas se reencontraram para gravar o single Cadê Você (Leila XIV), uma parceria de Chico e João Donato, para comemorar os 55 anos do álbum Gil, Chico e Velloso por Claudette. Agora, a cantora lança o álbum completo com 10 músicas do autor que passam por todas as décadas de sua criação artística. Claudette Soares e Chico Buarque se conhecem desde a primeira metade da década de 60, quando ela era a principal estrela do João Sebastião Bar, famosa casa de música de São Paulo, e ele um jovem que participava das noites dos novos talentos apresentados pela cantora naquele espaço. Claudette foi uma das primeiras a perceber a qualidade do trabalho do jovem estudante de arquitetura e quis gravar uma composição dele, Marcha Para Um Dia de Sol, mas a gravadora que a mantinha sob contrato não acreditou na música. Mesmo assim, as canções de Chico seguiram no repertório de shows e discos de Claudette. Ingressos a partir de R$ 40 pela plataforma Guichê Web ou na bilheteria do Teatro da UFF, em Niterói.. - Claudette Soares canta Chico Buarque Show Dia 02/04/2025 Quarta-feira, às 19h Classificação indicativa: livre Duração: 70 minutos Valores de Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) Claudette Soares (voz) e Leandro Braga (piano) Teatro da UFF - Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói-RJ link de vendas: https://www.guicheweb.com.br/pesquisa/centrodeartesuff 
30 de março de 2025
Em comemoração ao Mês da Mulher, o MetrôRio recebe a exposição “Mulheres e Pessoas” , da artista Gaby Alves , com curadoria de Vera Simões. A mostra presta homenagem a personalidades femininas brasileiras que marcaram a história do país, como as atrizes Fernanda Torres , indicada recentemente ao Oscar de Melhor Atriz pelo filme “Ainda Estou Aqui” , e Fernanda Montenegro ; a jornalista Glória Maria; a escritora Carolina de Jesus , entre entre outras mulheres que deixaram sua marca.  Através de seu olhar atento, Gaby Alves mistura bordado e fotografia em 13 imagens, capturando a essência da potência feminina e retratando o universo das mulheres da forma mais autêntica possível. Os passageiros que circularem pela estação também poderão conferir fotografias inéditas de nomes como Carmem Miranda, Rita Lee, Clarice Lispector, Anita Malfatti , entre outras, todas com grandes contribuições à cultura brasileira, seja na música, literatura ou cinema. A exposição pode ser visitada até o dia 20 de abril, na estação Uruguaiana/Centro, no corredor de acesso D (Presidente Vargas), de segunda a sábado, das 5h à 0h, e aos domingos, das 7h às 23h. Serviço Exposição fotográfica “Mulheres e Pessoas” no MetrôRio Local: estação Uruguaiana/Centro, corredor do acesso D (Presidente Vargas). Data: até 20 de abril. Horário: de segunda a sábado, das 5h à 0h; e aos domingos, das 7h às 23h.
30 de março de 2025
Após dois anos de sucesso em Brasília, o projeto Encantarias, uma exposição interativa com folguedos da cultura popular brasileira e mediações cênicas chega ao Rio de Janeiro. Fomentado pela Bolsa Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça 2023 e com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, o projeto desembarca no Parque Glória Maria (Parque das Ruínas), em Santa Teresa, entre os dias 21 de março e 20 de abril, com programação completamente gratuita. Na exposição, Mateus e Catirina, dois personagens do imaginário popular brasileiro, realizam mediações cênicas, guiando os visitantes nesse percurso, passando por cada folguedo de forma cênica e interativa, com um roteiro poético, ao som de música ao vivo e degustação da rapadura e do doce de marmelo, iguarias do Quilombo Mesquita. O Encantarias também conta com aula-espetáculo do Mestre Martelo, de Condado/PE, o brincador de Mateus mais antigo em atividade, com 88 anos de idade. Sebastião Pereira de Lima, o nome dele de batismo, conta que aprendeu cavalo-marinho observando. “E assonhando”, diz. Ainda criança, se escondia da polícia para poder ver a brincadeira noite adentro. É uma memória viva de um dos folguedos mais importantes da região. Dentro da programação, o projeto também contempla oficinas de dança e música popular, além da roda de conversa “Além do Cravo, a Rosa”, que destaca e dá protagonismo à participação das mulheres na produção de cultura no Brasil. A convidada dessa temporada é Vanessa Amorim , uma das líderes do grupo de Bate-Bola Brilhantes de Anchieta, da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, que fundou o grupo para abarcar mulheres e comunidade LGBT+ na brincadeira de Bate-Bola, que, segundo ela, sempre foi um espaço exclusivo para homens. A exposição apresenta visualidades como indumentárias, instrumentos, bonecos, e máscaras, da Folia do Divino, do Cavalo Marinho, do Maracatu Rural, do Mamulengo e do Bumba-Meu-Boi. “Quando chega no local, o visitante é abordado pela dupla de guias que explicam cada folguedo, interagem com as pessoas, contam piadas, a banda toca, as degustações são realizadas. É uma exposição super interativa”, pontua Laura Dorneles, uma das diretoras do projeto Encantarias. O projeto, que circula desde 2023 em Brasília (DF), tem a curadoria das visualidades realizadas pelas diretoras do Encantarias, Laura Dorneles e Letícia Coralina, com o objetivo de evocar sentimentos, conhecimentos e encantar as pessoas mostrando a riqueza cultural do nosso país, e difundir a cultura dos folguedos que pulsam como manifestações culturais em diversos municípios brasileiros. “Os folguedos seguem vivos em nossa cultura e os chamados ‘mistérios’ fazem parte dessas tradições. Tradições que continuam com muita força, resistência e beleza, carregando a essência das diversas manifestações populares que permeiam o imaginário do brasileiro”, afirma Letícia Coralina. Para a curadoria, as diretoras realizaram pesquisas tanto pessoais quanto profissionais para entender a estrutura dos folguedos e reverenciar quem realmente fez essas manifestações culturais permanecerem vivas até os dias de hoje. “Eu tenho uma pesquisa de retomada de Folia de Reis, em Minas Gerais, e a Letícia foi investigar a família dela em Pernambuco, onde conheceu o Mestre Aguinaldo, e juntas fomos pesquisar Cavalo Marinho e conhecemos o Mestre Martelo. Mas como não conseguimos incorporar todos os folguedos brasileiros na exposição, escolhemos aqueles que temos mais proximidade”, explica Laura Dorneles. Pensando em abranger ainda mais seu público e levando em consideração o princípio do projeto, Encantarias contará com intérprete de libras nas mediações cênicas e audiodescrição na exposição, levando mais acessibilidade aos diversos públicos que a exposição é voltada. Folguedo é uma festa popular que reúne elementos musicais , dramáticos e coreográficos. É uma expressão cultural que promove a integração social e a preservação da identidade de um povo. Maracatu, Bumba-meu-boi, Folia de Reis, etc, são exemplos de folguedos populares brasileiros. SERVIÇOS: Encantarias Quando: 21 de março a 20 de abril Onde: Parque Glória Maria (Parque das Ruínas) Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa | Rio de Janeiro Horário: 9h às 18h Mediações Cênicas: 21, 22, 23, 27 e 29 de março e 03, 05,10 e 12 de abril Oficina de Dança: Dia 12 de abril às 14h Oficina de Música: Dia 29 de março às 14h Ambas as atividades são gratuitas, mas é necessária a inscrição no formulário disponível no Instagram do projeto: @plataformaencantarias Aula Espetáculo com Mestre Martelo: Dia 06 de abril às 16h Roda de conversa “Além do Cravo, a Rosa” – participação de Vanessa Amorim, da turma de Bate-Bola Bilhetes Anchieta: Dia 30 de março às 16h Entrada: Gratuita Classificação: Livre Acessibilidade: Audiodescrição e Libras 
29 de março de 2025
No mês em que a cidade de Niterói comemora seus 451 anos, o Museu Janete Costa de Arte Popular inaugura uma exposição que propõe uma reflexão sobre nosso consumo e tudo aquilo que consideramos descartável, desprezível ou não digno de uma segunda chance. "Matéria Prima", que conta com a curadoria de Jorge Mendes, apresenta 120 obras de 18 artistas que a partir de materiais descartados, caixotes de madeira, garrafas plásticas, papelão, sobras de tecidos, latas e sucata em geral, encontraram uma fonte para desenvolver seus trabalhos. A mostra fica em cartaz até 27 de abri de 2025. Além das obras apresentadas, foi criado um setor em homenagem a Estamira Gomes de Souza , que viveu duas décadas em um aterro sanitário situado em Jardim Gramacho, Duque de Caxias. A história de Estamira foi contada em um documentário dirigido por Marcos Prado e uma de suas falas serviu de inspiração para o título do enredo campeão da Acadêmicos da Grande Rio: "Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu". Outros dois "penetráveis" foram construídos com o intuito de gerar visibilidade para as produções realizadas pelos artistas Hernandes José da Silva , que aos 96 anos ainda produz artisticamente e é proprietário da Casa Museu Rancho Verde, localizada no Morro do Bumba, em Niterói, e o artista Renato Pascoal , falecido em 2023. Sua casa, localizada na rua Novo Mundo, no bairro de Botafogo, foi toda decorada com materiais recolhidos por ele nas feiras e ruas da cidade do Rio de Janeiro. Serviço Exposição "Matéria Prima" Curadoria: Jorge Mendes Visitação: De 28 de novembro a 27 de abril de 2025 Horário: Terça a domingo, de 10 às 17h Entrada: Gratuita Classificação: Livre Local: Museu Janete Costa de Arte Popular Endereço: R. Pres. Domiciano, 178 - São Domingos, Niterói 
29 de março de 2025
Violeta Parra (1917-1967) é uma das vozes mais sensíveis e competentes que cantaram a história da América Latina. Muitas das composições da artista chilena são comprometidas com a luta dos oprimidos e contra a injustiça social, e foram gravadas por Mercedes Sosa, Elis Regina, Milton Nascimento, entre outros grandes nomes. A vida e obra da compositora, cantora, poeta, ceramista, bordadeira e artista plástica é tema do espetáculo “Violeta Parra em dez cantos”, que estreia, dia 3 de abril, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, depois de sucesso em São Paulo. “Violeta Parra em Dez Cantos” é uma celebração emocionada da vida e da arte de uma das maiores artistas latinas, que cantou alto o amor, a revolta, as dores e as misérias de seu povo. Através da história e das músicas da chilena Violeta Parra, a peça traça, de maneira crítica, um “raio x” da colonização da América Latina. Serviço Temporada: de 3 a 25 de abril de 2025 Gênero: Musical Teatro Glaucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº Copacabana Dias e horários: quintas e sextas-feiras, às 20h Ingressos : R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) Duração: 1h10 Lotação: 150 pessoas Classificação Etária: 12 anos Venda de ingressos: https://funarj.eleventickets.com/ 
29 de março de 2025
Inspirado na obra de Pedro Bandeira, um dos mais renomados autores da literatura infanto juvenil brasileira, O Fantástico Mistério de Feiurinha – O Musical traz aos palcos uma celebração dos contos de fadas e do poder da imaginação. A história começa com o misterioso desaparecimento de Feiurinha, uma princesa pouco conhecida, cujo risco de ser esquecida ameaça apagar sua existência do reino dos contos de fadas. Preocupadas com o que isso pode significar para o mundo mágico e para a memória coletiva, as princesas dos contos mais famosos decidem unir forças para resgatar Feiurinha antes que ela desapareça para sempre. Com músicas vibrantes, momentos de humor e uma profunda conexão emocional, O Fantástico Mistério de Feiurinha – O Musical destaca-se como uma produção nacional que homenageia o rico legado literário brasileiro. A montagem traz ao público o brilho da literatura de Pedro Bandeira e o valor de produções teatrais que representam e enaltecem a cultura do nosso país. No final, o espetáculo não é somente sobre a Feiurinha, mas também uma homenagem a todos os contadores de histórias e à magia dos livros que, ao longo das gerações, incentivam o amor pela leitura. Serviço: O Fantástico Mistério de Feiurinha Teatro dos Quatro Temporada: De 05/04/2025 à 27/04/2025 - Sábado às 16:00h, Domingo às 16:00h Classificação Indicativa: Livre Teatro dos Quatro – R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro – Telefone: (21) 2239-1095 
28 de março de 2025
A expressão “Agora Inês é morta”, usada no sentido de “agora é tarde demais”, nasceu de uma trágica história de amor que marcou a corte portuguesa. O espetáculo “Agora Inês é Morta”, que inicia temporada, em 10 de abril, no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea, se debruça no episódio para propor uma reflexão sobre a intensidade dos sentimentos e a força de uma paixão. Com texto de Claudio Torres Gonzaga e direção de Adriana Nunes, a peça relembra o brutal assassinato da galega Inês de Castro, em 7 de janeiro de 1355, por Dom Afonso IV, então Rei de Portugal. Dom Pedro I, o filho do Rei, era seu grande amor e pai de seus filhos. Inspirado em obra psicografada por Chico Xavier, Claudio Torres Gonzaga lembra a luta de Inês e de Pedro para estarem juntos em meio a uma teia de intrigas, ódio e conflitos de interesses. Na peça, a paixão vence. Narrada pela própria Inês, após a sua morte, a narrativa acompanha a dama galega no plano espiritual e sua tentativa de acalmar o coração do amado com o apoio de Santa Isabel, avó de Pedro. O objetivo das duas é reconciliar pai e filho e devolver a paz a Portugal. Ao tornar-se Rei, Pedro realiza o mais impressionante cortejo já visto, com o traslado do corpo de sua amada entre Coimbra e Alcobaça, culminando na coroação de Inês, a Rainha Morta. Serviço: Agora Inês é Morta Temporada: de 10 de abril a 29 de maio de 2025 Teatro dos 4 : Shopping da Gávea - Rua Marquês de São Vicente, 52 - 2° Andar – Gávea. Telefone: (21) 2239-1095 Dias e horários: quintas-feiras, às 20h. Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) Duração: 1h Lotação: 402 lugares Classificação: 12 anos Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/103153/d/303189/s/2067263 ? 
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