17 de julho de 2026

Teatro da UFF em Icaraí apresenta a peça “O Cachorro que se Recusou a Morrer”



O argumento de “O Cachorro que se Recusou a Morrer”, espetáculo do ator e autor Samir Murad, que divide a direção com Delson Antunes, deriva de suas memórias e das histórias contadas por seu pai, um imigrante libanês em sua luta pela sobrevivência numa terra estranha. Conflito, êxodo, o novo mundo, casamento por encomenda, saúde mental afetada, são conteúdos que, como um mascate andarilho, o ator mambembe carrega em sua mala e pretende vender ao seu público. Dessas referências nasce um contato intimista e revelador entre o artista e o espectador.


Um casamento por encomenda e a tríade formada pelo pai, a mãe e a irmã mais velha, afetada mentalmente por uma criação violenta, são algumas marcas que perpassam toda a relação familiar do autor-ator, extraídas de suas memórias e de relatos gravados pelos próprios familiares, antes de falecerem. Conflitos pessoais que reverberam no público, ajudando a resgatar memórias, sentimentos e emoções, por meio de recursos cênicos, apoiados no trabalho do ator, que itinera por distintos registros de atuação que vão da comédia ao drama, com ênfase no trabalho corporal e vocal.


O texto e a cena, através de uma linguagem poética e metafórica, trazem à tona aspectos tradicionais da cultura árabe, forjada em dogmas religiosos e machistas que surpreendentemente permeiam boa parte das famílias brasileiras. Projeções de imagens fundidas com a forte presença da trilha sonora, criam uma atmosfera onírica, repleta de signos e símbolos que envolvem o espectador em um mergulho pessoal e profundo em sua própria genealogia.



O texto-espetáculo faz ainda menção aos anos de chumbo da ditadura militar brasileira, tentando mostrar como o fantasma da alienação política, pode reforçar o Medo no âmbito da Família, principalmente entre os imigrantes. Partindo do núcleo familiar para o sociopolítico, o espetáculo traz à tona questões atuais como Imigração, guerras, doenças advindas dos choques culturais e se propõe a discutir na forma orgânica de uma atuação visceral, o conceito árabe de Maktub, que afirma que o Destino, está escrito. Discute assim, de forma lúdica, questões filosóficas como o caminho do meio, o meio do caminho, o caminho possível, enfim, escolhas que nos assaltam nesse momento plural de uma pós-modernidade estilhaçada, na Vida e no Teatro.


Após temporadas de sucesso de 2023 a 2025, nos teatros do Centro Cultural Justiça Federal, Café Pequeno, Dulcina, Brigitte Blair, ASA, Marilu Moreira e Glauce Rocha todos no RJ e cidades próximas, além do Teatro B3 em São Paulo, o espetáculo pretende levar seu ator mambembe para todo o Brasil.



“Quero lhes apresentar essa história porque acredito que ela cumpre a função essencial do Teatro: emocionar e provocar uma reflexão sobre a condição humana. Depois da trilogia Teatro, Mito e Genealogia – a partir de uma pesquisa de linguagem cênica, baseada em conceitos e práticas teatrais de Antonin Artaud –, representada pelos meus trabalhos anteriores: Para Acabar de Vez com o Julgamento de Artaud (2001); Édipo e seus Duplos (2018); e Cícero - A Anarquia de um Corpo Santo (2019), proponho com O cachorro que se recusou a morrer uma nova forma de narrativa, mais simples, contida e essencial. Meu foco, aqui, é a alma do texto. O diálogo com o público”, declara Samir Murad.


“... e na casa distante a lembrança do Cachorro que se recusou a morrer ”

Trecho de poema do livro O Retorno de Netuno, de Samir Murad.




SERVIÇO



O CACHORRO QUE SE RECUSOU A MORRER

Criação e atuação: Samir Murad

De 24 e 25 de julho, sexta às 20h; sábado às 19h.

Teatro da UFF - Centro de Artes UFF: R. Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói - RJ, 24220-900

70 minutos | 14 anos | Ingressos: R$40,00 e R$,20,00 (meia entrada) - via Sympla ou bilheteria do teatro.



17 de julho de 2026
A ESLIPA - Escola Livre de Palhaço apresenta o espetáculo gratuito “Sonhos, palhaçadas e outras utopias”, sob orientação de Lili Castro, dia 25 de julho, às 12h, no Largo do Machado. A atividade faz parte do segundo módulo do curso de formação, qualificação e aperfeiçoamento para palhaços e palhaças, com duração de quatro meses. Atualmente, mais de 20 artistas do Brasil e da América Latina fazem aulas com mestras e mestres como Glaucy Fragoso, Fran Marinho, Lili Castro e Ricardo Pucceti. A instituição também apresentará um seminário aberto ao público, dia 20 de julho, das 15h às 17h, na Escola Nacional de Circo. O tema será etarismo e humor, com participação dos pesquisadores e artistas Michel Robin e Eleonora Gabriel (Lola). Este segundo módulo da turma Ermínia Silva contará com aulas, de 20 a 24 de julho, ministradas por Lili Castro (Mestra da palhaçada), Edmilson Santini (Palavra em verso), Leticia Lisboa (produção cultural) e Julia Schaeffer (Palhaçada: presença e invenção de mundos). O fim do segundo módulo será celebrado com a apresentação do espetáculo, criado durante a semana de aulas e oficinas. Com direção de Richard Riguetti, a ESLIPA, escola aberta em 2012, tem como objetivo fortalecer a linguagem e a poética da palhaçada e da brincadeira no Brasil e na América Latina. Para isso, oferece formação, qualificação e aperfeiçoamento da arte da palhaçada e da brincadeira, com aulas e atividades gratuitas. “Nossa arte acompanha as discussões da sociedade, então as pautas identitárias serão bastante trabalhadas nos módulos e nos espetáculos pelos nossos mestres. Além disso, a nossa seleção de participantes buscou a diversidade”, acrescenta. Além das aulas de palhaçada e brincadeira, a ESLIPA oferece oficinas integradas e complementares de música, magia cômica, mímica, quedas e cascatas, história do circo, corpo afetivo, contato e improvisação, manipulação de objetos, gestão cultural, projetos, palavra em verso, dramaturgia, filosofia e teatro. De segunda a sexta, as aulas são realizadas na Escola Nacional de Circo, na Praça da Bandeira. As apresentações são realizadas, aos sábados, no Largo do Machado.  Serviço: Espetáculo “Sonhos, palhaçadas e outras utopias” Espetáculo circense, com alunos da escola Eslipa Data: 25/07, às 12h. Largo do Machado (praça) Entrada gratuita
17 de julho de 2026
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, nos dias 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h, a última etapa musical do Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China, que já passou por quatro capitais brasileiras promovendo um intercâmbio cultural entre artistas dos dois países. No dia 23 (quinta-feira), a atração fica por conta do trombonista e cantor carioca Josiel Konrad (JK). Já no dia 24 o espaço recebe o saxofonista, cantor e compositor chinês Reny Bao. A entrada é gratuita. O evento, que já esteve em Salvador, Recife, Curitiba e Fortaleza, atravessa e aproxima diferentes idiomas e sonoridades. Na etapa carioca, JK apresenta no dia 23 (quinta-feira) o repertório do álbum “Boca no Trombone”, trabalho em que aproxima o funk brasileiro do jazz contemporâneo em uma linguagem pioneira, sem abrir mão de influências da música popular brasileira, da bossa nova, do blues e do R&B. Natural de Austin, na Baixada Fluminense, o trombonista e cantor construiu uma trajetória com apresentações no Brasil e no exterior e leva ao palco uma sonoridade que celebra a diversidade cultural brasileira e reafirma as origens populares do jazz. Já no dia 24 (sexta-feira), o público conhecerá mais do trabalho de Reny Bao, que é reconhecido como um dos principais nomes da nova geração do jazz em seu país, o artista tem atuação de destaque no circuito internacional, com apresentações em importantes festivais na Ásia, Europa e Américas, além de formação no Conservatório de Música de Xangai e na Escola de Música Aaron Copland, em Nova York. Como intérprete e artista de gravação, Bao participou de importantes produções televisivas chinesas, incluindo “The Voice of China”, “I Am a Singer-Songwriter” e “Masked Singer”. Ele recebeu o prêmio de “Melhor Composição Original de Jazz” e o “Prêmio de Ouro para Performance de Saxofone” na 2ª Competição de Jazz de Xangai. Troca cultural: O Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China propõe o fortalecimento das relações entre os dois países por meio da música, promovendo encontros entre artistas brasileiros e chineses. A iniciativa integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e nasce a partir de uma missão cultural realizada na China, que levou artistas brasileiros para a promoção da música nacional no exterior. Agora, o intercâmbio ganha continuidade nos palcos e amplia o contato do público com diferentes expressões artísticas e referências culturais chinesas. A parceria com a CAIXA Cultural viabiliza a abrangência do projeto, levando a programação a diferentes regiões do Brasil, do Nordeste ao Sul do país. O festival é uma realização do Instituto Rede Cuidare, com patrocínio da CAIXA. Serviço: [Música] Festival CAIXA Ano Cultural Brasil-China – Edição Rio de Janeiro – Josiel Konrad convida Reny Bao Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro (Teatro Nelson Rodrigues) – Avenida República do Paraguai, 230, Centro – Rio de Janeiro, RJ Data: 23 e 24 de julho (quinta e sexta-feira), às 19h Entrada gratuita Ingressos disponíveis para retirada uma hora antes das apresentações Informações: Site CAIXA Cultural | Instagram: @caixaculturalrj Classificação indicativa: Livre Acesso para pessoas com deficiência