1 de fevereiro de 2026

Reserva Cultural celebra a riqueza da cultura africana, combatendo estereótipos

A riqueza das culturas africanas e afro-diaspóricas tomou conta do Reserva Cultural, em Niterói. Nesta quinta-feira (29), a Sala Nelson Pereira dos Santos recebeu a segunda edição do One Love Áfrika Festival - OLÁ Fest. O evento reuniu música, arte, moda, empreendedorismo e troca de saberes, buscando combater a visão estereotipada da África como um continente preso ao passado, reafirmando a força contemporânea, urbana e inovadora da região.

Com apresentação de Karen Pacheco, de Cabo Verde, o OLÁ Fest reuniu cerca de 300 pessoas e transitou por gêneros como afrobeats, amapiano, jembê, Ijexá e samba, entre outros. No palco, artistas do Brasil, como a baiana Maryzelia, que une a potência do samba e das raízes afro-brasileiras; os DJs Nikão e Shaddai e os artistas Vitória, Alane e Carlos. Entre os convidados estrangeiros, Trevor Gudkid (Gana); Dandy BJ (República do Benin); Yassine Lagraf (Argélia); Papy (Senegal); Bash (Nigéria) e Queen Lilian e Chacha (Guiné Equatorial). O poeta e escritor Salém, da República Democrática do Congo, trouxe a força da oralidade e da narrativa africana contemporânea.

Mais do que um evento, o OLÁ Fest está se consolidando como um movimento de união, reconhecimento e celebração da cultura africana, em suas múltiplas expressões - do ancestral ao futurista, do local ao global. Além disso, o festival promove o reconhecimento da África como potência criativa conectada ao presente e protagonista do agora.

3 de fevereiro de 2026
Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o neste domingo (01) Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo.O prêmio foi recebido em nome deles pela apresentadora Dee Dee Bridgewater, durante evento em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção premiada é um registro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internacional. O álbum, gravado ao longo da turnê que atravessou diversas cidades brasileiras com casas lotadas, reúne sucessos das trajetórias individuais dos dois artistas, como Reconvexo e Vaca Profana, além de uma versão inédita de Fé, composição de Iza com nova leitura nas vozes dos irmãos.
3 de fevereiro de 2026
A cerimônia de entrega do Grammy 2026, maior prêmio da indústria musical, consagrou os brasileiros Caetano Veloso e Maria Bethânia, Kendrick Lamar e também foi marcado por discursos de artistas contra o ICE (polícia de imigração norte-americana) e falas fortes contra o presidente Donald Trump. A cerimônia de entrega, transmitida para o mundo todo na noite deste domingo (1), foi também marcada por protestos de artistas contra Donald Trump e a atuação do ICE, polícia de imigração que vem "caçando" estrangeiros e que matou recentemente dois norte-americanos. O apresentador da noite, o comediante Trevor Noah, fez várias críticas ao presidente dos EUA, que é mencionado muitas vezes nos arquivos Epstein, divulgados na última semana. “Esse é um Grammy que todo artista quer quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia. O que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma outra para ficar passando tempo com Bill Clinton”, disse Noah. Mas Noah não foi o único a citar Trump negativamente. Bad Bunny, cantor porto-riquenho e um dos mais populares da atualidade, subiu ao palco para receber seu prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana por Debí Tirar Más Fotos, e falou sobre a perseguição a imigrantes promovida pelo governo norte-americano: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos e americanos. O ódio fortalece o ódio. Só o amor é mais forte que o ódio. Então, por favor, precisamos ser diferentes”. Bunny dedicou sua vitória “a todas as pessoas que tiveram que deixar suas casas para seguir seus sonhos. A todos os latinos do mundo, a todos os artistas que vieram antes e que mereciam este prêmio. Muito obrigado”. O cantor foi muito aplaudido. A cantora Billie Eilish, que ganhou o Grammy de Melhor Canção do Ano Por “Wildflower”, foi ao microfone e comentou sobre a atuação do ICE: “Ninguém é ilegal em terras roubadas. É muito difícil saber o que dizer e o que fazer agora, e sinto que aqui neste lugar precisamos continuar lutando, falando e protestando. Nossas vozes importam e as pessoas importam. E f**-se ICE é tudo o que quero dizer. Desculpe”.