18 de junho de 2026

Pequena África recebe o Festival Machado de Assis

A literatura de Machado de Assis ganha as ruas, os palcos e os espaços de reflexão do centro do Rio de Janeiro em uma grande celebração da obra e do legado do maior escritor brasileiro e um dos principais nomes da literatura em língua portuguesa na data que marca os 187 anos de seu nascimento. 


No dia 21 de junho de 2026, data que celebra o aniversário de Machado de Assis, o Museu de Arte do Rio (MAR), localizado na histórica região da Pequena África, recebe o Festival Machado de Assis, evento gratuito que reunirá atividades literárias, artísticas e formativas ao longo de 12 horas de programação.


A iniciativa, apresentada pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com realização da Terreiro Produções e da Academia Brasileira de Letras, aproxima diferentes gerações da produção machadiana por meio de experiências acessíveis, contemporâneas e conectadas ao território cultural carioca. A curadoria do Festival é assinada pela acadêmica Ana Maria Gonçalves e pelos artistas Felipe Oládélè, Hugo Germano e Muato.


O Festival propõe uma imersão na vida e na obra do escritor, que foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou o lugar de primeiro presidente da instituição e ajudou a moldar a literatura brasileira. A programação combina caminhada literária pelo Centro Histórico, debates com especialistas e acadêmicos, leituras em microfone aberto, apresentações artísticas e momentos de participação do público, reafirmando a atualidade de Machado de Assis e sua capacidade de dialogar com questões contemporâneas.


“Em seus livros, Machado de Assis sempre falou muito bem da cidade. Então, é extremamente importante a gente fazer esse festival no MAR, com uma programação que engloba espaços instagramáveis, quiz literário, shows, mesas com os acadêmicos e encerramento com Baile Charme, numa tentativa de trazer suas obras mais para perto do público, apresentando-o para novas gerações, para que possam entender o quão atual ainda é esse grande escritor”, pontua Ana Maria Gonçalves. 


As atividades começam às 9h, com a Caminhada com o Conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis, percurso guiado por locais importantes para a história e relacionados à trajetória do escritor e à memória cultural da cidade. Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações musicais, intervenções artísticas e encontros dedicados à reflexão sobre a permanência da obra machadiana no cenário literário nacional e internacional.


Haverá ainda no espaço a Ocupação Capitu, que convida o público a mergulhar em uma ambientação inspirada no século XIX, com uma cenografia composta por móveis e elementos de época que recriam o universo presente na obra de Machado de Assis. Como parte da experiência, os visitantes poderão participar de uma ativação fotográfica exclusiva, utilizando o filtro especial “Olhos de Ressaca”, inspirado na icônica descrição de Capitu. 


Ao final da interação, cada participante receberá sua fotografia personalizada, transformando a visita em uma lembrança única e afetiva para levar para casa, conectando literatura, memória e tecnologia em uma experiência imersiva e contemporânea.


Rodas de conversa


Um dos destaques da programação será o ciclo de Mesas de Debate e Reflexão, realizado entre 14h e 16h no térreo do MAR. A primeira mesa será “Machado de Assis: raça e personagens em eterno debate”, com o professor e pesquisador Eduardo de Assis Duarte. O encontro discutirá aspectos centrais da produção machadiana, sua sofisticação literária e sua relevância para a compreensão da sociedade brasileira.


Ana Maria Machado destaca que toda grande cidade constrói uma relação profunda com seus escritores mais emblemáticos. Nesse sentido, reforça a importância de fortalecer os vínculos entre o Rio de Janeiro e Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, cuja obra está intimamente ligada à história, à cultura e à identidade da capital fluminense.


Na sequência, a mesa “Mulheres e Machado” promoverá um diálogo entre as acadêmicas Rosiska Darcy de Oliveira, Ana Maria Machado e Lilia Schwarcz. A conversa abordará diferentes interpretações da obra do autor, com foco em temas como raça, poder, subjetividade, política, desejo e crítica social, evidenciando a força e a atualidade de seus textos.


A partir das 16h30, o festival abre espaço para a participação coletiva com a atividade Microfone Aberto, concebida como um encontro entre leitura, performance e escuta. Durante duas horas, artistas e público serão convidados a compartilhar experiências a partir da palavra de Machado de Assis. 


Show de encerramento


Encerrando o Festival Machado de Assis, O Corte do Machado é um espetáculo cênico-musical que transforma a literatura em experiência sensorial, reunindo música, teatro, performance, poesia e dança em uma celebração contemporânea da obra de Machado de Assis. 


Com direção de Felipe Oládélè, Muato e Hugo Germano, e direção musical de Muato, o espetáculo percorre temas centrais da produção machadiana, como amor, liberdade, raça, poder, desejo, ironia e crítica social, por meio das interpretações de Janamô, Marcos Sacramento, Natasha Félix e João Vitor Nascimento, acompanhados por uma banda formada por Gabriel Marinho, Rodrigo Ferreira, Márcio Sorriso e Pedro Carneiro.


Ao longo da apresentação, canções, performances e leituras poéticas dão novas formas e vozes às narrativas de Machado de Assis, estabelecendo um diálogo com o Brasil contemporâneo. Ao final, o espetáculo se transforma em uma grande celebração coletiva com um Baile Charme, conduzido pelo dançarino Marcus Azevedo e pelo DJ Bob Reis, encerrando a programação em clima de encontro, arte e convivência.


Idealizado pela escritora e imortal Ana Maria Gonçalves, o Festival Machado de Assis tem realização da Academia Brasileira de Letras (ABL) e da Terreiro Produções, com apoio da Fundação Itaú e do Museu de Arte do Rio e patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 


Ao transformar a literatura em experiência coletiva e ocupar um dos espaços culturais mais importantes da cidade, o Festival Machado de Assis reafirma a importância do escritor para a cultura brasileira e convida o público a redescobrir sua obra sob novos olhares, fortalecendo o diálogo entre patrimônio, educação, arte e cidadania.


Sobre Ana Maria Gonçalves


Escritora, roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa. Formada em Publicidade, atuou na área até 2001, quando passou a se dedicar à escrita. No ano seguinte, estreou na literatura com Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor, vencedor do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil. Este segundo livro também foi tema de uma exposição com o mesmo título, considerada a melhor exposição de 2022, e do samba-enredo da Portela no Carnaval de 2024. Foi escritora residente em universidades dos EUA e integrou antologias nas Américas e na Europa. No exterior, também ministrou cursos e palestras sobre questões raciais. Primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira 33.


Ficha Técnica


Apresentado por: Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro


Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras (ABL)


Concepção: Ana Maria Gonçalves


Direção Artística e Curadoria: Ana Maria Gonçalves


Curadoria Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano


Produção Executiva: Terreiro Produções — Clecinara Miguel, Marcela Coutinho e Isabela Castro


Produção Artística: MUATO, Felipe Oládélè e Hugo Germano


Gerência de Projetos: Janaina Oliveira ReFem


Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa


Direção de Arte e Design: Rei Marques


Gestão de Redes Sociais e Conteúdo Digital: Aprimore Produções — Janaina de Melo


Serviço


Festival Machado de Assis


Data: 21 de junho de 2026


Horário: 9h às 21h (programação ao longo do dia)


Local: Museu de Arte do Rio – Região da Pequena África, Centro do Rio de Janeiro


Entrada: Gratuita


Realização: Terreiro Produções e Academia Brasileira de Letras


Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

18 de junho de 2026
Quem não gosta de contar ou ouvir uma boa história? Há mais de 100 mil anos, desde o desenvolvimento da linguagem oral, o ser humano transmite conhecimentos, experiências e tramas ficcionais de geração para geração. Com a proposta de celebrar a arte ancestral da oralidade, o evento “Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty” será realizado, de 25 a 28 de junho, com apresentação de espetáculos, lançamento de livros, oficinas e mesas de conversa literárias. Idealizado pela narradora artística, mediadora de leitura e pesquisadora da oralidade Vivian Faria, o projeto tem sua programação toda gratuita. “Um dia pode ser apenas um dia comum, mas basta alguém começar uma história sobre lugares mágicos, bichos falantes ou bruxas revolucionárias para que alguma coisa se transforme. Contar histórias para todas as idades é manter viva uma forma antiga e profundamente humana de criar e fortalecer vínculos. Histórias aproximam pessoas, atravessam gerações e ajudam a elaborar experiências individuais e coletivas por meio do encontro, da escuta e da imaginação”, comenta a contadora de histórias e idealizadora do projeto, Vivian Faria Paraty tem sua história marcada por encontros de culturas, resistência comunitária e heranças afro-indígenas vivas e, por isso, torna-se palco ideal para o projeto. Ao mesmo tempo em que reconhece a potência simbólica do território, o encontro valoriza o Brasil profundo — suas margens, matas, rios, sertões e periferias — e convoca narradores que representam essa diversidade de mundos, vozes e saberes. O projeto será realizado de forma itinerante, com atividades em diferentes pontos da cidade, convidando as pessoas a darem esse passeio. Para a programação, foram selecionadas atividades como vivência literária para bebês e crianças pequenas, realizado por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque; espetáculos para toda a família como “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo (com Vivian Faria), “Histórias que os bichos contam” (com Eliza Moreno), "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada" (com Bárbara Amaral), “O Cavalo e o passarinho" (com Claudiara Ribeiro); oficinas de contação de histórias (com Bárbara Amaral), de brincadeiras tradicionais (mestre Roquinho), de diálogo entre literatura e artes plásticas (com Maria Wakeman e Vivian Faria), oficina de bordados narrativos com a artista plástica indígena Aline Bagre, oficina de brinquedos autômatos com Diogo Machado e Vivian Faria, lançamento de livro de Dona Benedita, mulher referência do território, Ciranda Nova Esperança entre outras muitas atrações. Veja a programação completa abaixo. “Quando uma narrativa é compartilhada, ela cria um espaço comum onde crianças, jovens e adultos podem se reconhecer, lembrar, perguntar e se relacionar. O Histórias de Todas as Luas parte desse entendimento da palavra como encontro — uma experiência que conecta arte, memória, território e presença, valorizando narrativas diversas e em diversas formas, além da potência da oralidade em diferentes contextos da vida”, analisa Vivian Faria. Sobre Vivian Faria Vivian Faria é narradora artística, mediadora de leitura, educadora parental e pesquisadora da oralidade, atuando desde 2005 em projetos de formação cultural, mediação de leitura e circulação artística no Brasil e no exterior. Desenvolve trabalhos voltados à literatura, tradição oral, primeira infância e formação de leitores em escolas públicas, bibliotecas comunitárias, espaços culturais e projetos sociais. Participou do Festival Internacional de Contadores de Histórias de Istambul (Uluslararası İstanbul Hikâye Anlatıcılığı Festivali), na Turquia, em 2020, e da ação internacional de leitura artística multilíngue Mehrsprachiges Vorlesen!, em Munique, Alemanha, em 2022. Durante os sete anos em que viveu na Turquia, realizou e produziu ações culturais voltadas à comunidade brasileira, articulando narração artística, oralidade e valorização da cultura brasileira. É coautora do livro “Conto Expressão – O Poder Terapêutico dos Contos”, roteirista formada pela EBAC e idealizadora de projetos que integram literatura, escuta, cuidado e formação cultural. Sua atuação tem como foco a democratização do acesso à leitura, o fortalecimento de redes culturais comunitárias e a valorização da palavra como experiência estética, ética e de transformação social. Programação: 25 de junho - SESC Santa Rita. Sala: Cinema 09h: Contação de História com Vivian Faria - “Contos da Natureza – Três Histórias para Cuidar do Mundo”. Duração: 45 minutos. Classificação: livre. O espetáculo propõe um encontro poético entre tradição oral e consciência ecológica, entre o ancestral e o possível. Através da arte da narração, são apresentados contos tradicionais que atravessam continentes e cosmologias — um da Nigéria, um da tradição Celta e um do Casaquistão — todos ligados à relação entre humanos, natureza e sabedoria ancestral. 10h: "Leitura no Colo" - Mediação de Leitura para a Primeira Infância// Espetáculo para bebês. Duração: 40 minutos | Faixa etária: bebês e crianças bem pequenos (0 a 3 anos). Vivências literárias para bebês e crianças bem pequenas, idealizadas por Juliana Daher, da Cia Pé de Moleque. Nesses encontros, os pequenos leitores têm livre acesso a um acervo de livros para que possam explorar, manusear, ler junto com os adultos que os acompanham, de modo a criarem uma relação de proximidade com o objeto livro. Em seguida, são apresentadas diferentes narrativas através da mediação de leitura literária, brincadeiras, cantigas e histórias de tradição oral. 11h: Sementes que adiam o fim do mundo: Mediação literária para bebês. Convidadas: Cassia Bittens e Juliana Daher. Mediação: Vivian Faria. Duração: 1h30. Classificação: Nesta conversa, as pesquisadoras e mediadoras de leitura Cassia Bittens e Juliana Daher compartilham suas experiências com a literatura na primeira infância, especialmente com bebês e crianças bem pequenas. A partir da metáfora proposta por Ailton Krenak — de plantar “sementes que adiam o fim do mundo” —, a mesa propõe refletir sobre o papel da mediação literária como um gesto de cuidado, resistência e esperança. 25 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara 14h: oficina com Carolina Franklin e Mariana Haruê. Leitura no Quintal: Histórias que brotam da terra. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças a partir de 3 anos acompanhadas de adultos Vivência de leitura conduzida a partir das obras “Meu Jardim”, de Renata Bueno, e “Lá no Meu Quintal”, de Gabriela Romeu. A atividade acontece em um quintal ou em espaço natural, onde a escuta da leitura se mistura com o som das folhas, da terra, do vento. Após a mediação de leitura, o grupo participa de uma oficina de criação com elementos naturais. 25 de junho - Casa Poéticas Negras 16h: oficina "Ilustrando com Todas as Cores da Terra". Duração: 1h30 | Faixa etária: a partir de 3 anos Vivência artística e literária que promove o diálogo entre a leitura e as artes plásticas, a partir da obra "Todas as Cores da Terra", de Aloma, ilustrado por Isabela Santos (Editora Bamboozinho). A atividade será conduzida pela artista plástica holandesa Maria Lakenman, em parceria com Vivian Faria, mediadora de leitura e contadora de histórias. 25 de junho - Galpão Social do Taquari 17h30: Trupica Mas Não Cai – Cia Bambulengo. Duração: 1h30| Faixa etária: crianças A Cia Bambulengo apresenta “Trupica Mas Não Cai”, um espetáculo de palhaçaria que mistura comicidade, música ao vivo e malabarismo, criando um universo divertido e poético onde o equilíbrio entre o ridículo e o habilidoso é sempre posto à prova. 26 de junho - Cinema da Praça 09h: oficina de contação de história com Bárbara Amaral. "Tradição Oral, Ancestralidade e Contemporaneidade na Formação do Repertório do Narrador de Histórias". Duração: 3 horas | Faixa etária: jovens e adultos a partir de 16 anos Nesta oficina, a contadora de histórias Barbara Amaral propõe uma reflexão sobre a escolha de repertório do narrador de histórias, considerando os caminhos que atravessam a tradição oral, a ancestralidade e os desafios da contemporaneidade. 13h: Mesa de conversa literária. Territórios da Palavra Viva: Narração Artística e Cultura – práticas, políticas e territórios. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre; Esta mesa reúne Barbara Amaral, do Instituto Abrapalavra e da coletiva Aya narrativas, e Débora Monteiro, jornalista, mediadora de leitura e integrante da coletiva Aya narrativas. As participantes vão refletir sobre os cruzamentos entre narração artística, mediação de leitura, território e políticas culturais no Brasil. A conversa abordará a palavra narrada como linguagem estética, política e comunitária, presente nos territórios e nas práticas da Cultura Viva. A mediação será de Vivian Faria. 14h: Blibliomala com Eliza Moreno. Histórias que os bichos contam. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: Livre. Espetáculo de mediação de leitura com a Bibliomala de Eliza Moreno, que reúne três contos da tradição oral com temas urgentes sobre o meio ambiente, abordando a natureza como um espaço de sabedoria, encantamento e cuidado. 15h: Espetáculo de Contação de Histórias “O Cavalo e o passarinho", com Claudiara Ribeiro. Classificação: Livre O espetáculo une tradição oral e tecnologia para valorizar a cultura popular e o meio-ambiente. A narrativa gira em torno da amizade entre um velho e sábio cavalo e um jovem bem-te-vi, que juntos percorrem caminhos simbólicos marcados por memórias, festas e paisagens de Paraty. 19h: Sarau das 1001 Luas no Istanbul. Pocket-show de Radha Music, “Contos Cantados da América Latina” O pocket show é um mergulho sensível e vibrante pelas paisagens sonoras, memórias e tradições populares do continente latino-americano, conduzido pelo músico afro-venezuelano Daniel Muñoz, mais conhecido como RAdha. 19h40 às 21h: Sarau com palco aberto Inspirado nas travessias poéticas do Oriente e nas narrativas que atravessam séculos pela voz de Sherazade, o sarau “1001 Luas” convida o público para uma noite de encontros entre palavra, música, escuta e partilha no restaurante Istanbul 27 de junho - Casa Criativa - Jabaquara 09h: Encantamentos do Reuso: Histórias, Brinquedos e Personagens. Condução: Vivian Faria e Diogo Machado. Duração: 3h. Faixa etária: A partir de 7 anos (crianças acompanhadas por responsáveis) Experiência que une narração, artes visuais, sustentabilidade e invenção, convidando o público a conhecer diferentes formas de transformar materiais descartados em arte e brincadeira 27 de junho - Silo Cultural 09h: Oficina de bordado com Aline Bagre."ReFio: Memória em Ponto Poético", Duração: 3h | Faixa etária: a partir de 12 anos A oficina é uma proposta de experimentação poética e manual conduzida por Aline Bagre, artista têxtil e narradora de memórias visuais. Seu trabalho se fundamenta no bordado como prática de preservação de memórias, fortalecimento identitário e resistência cultural. 14h: Mesa: Afluentes da Palavra: o diálogo e o encontro entre as formas da palavra e as possibilidades de mediá-la. Convidadas: Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre. A mesa propõe uma travessia sensível pelas múltiplas formas de manifestação da palavra: falada, lida, cantada, contada, escutada e sentida. Reunindo três mulheres que atuam com a literatura e a oralidade em contextos diversos — Bárbara Amaral, Juliana Daher e Vivian Faria — o encontro busca refletir sobre os caminhos possíveis de mediação da palavra, seus encontros com o corpo, com o território e com o outro. 15h30: Espetáculo Canto de Passarim. Duração: 50 minutos | Faixa etária: Livre Espetáculo de contação de histórias e cantigas criado por Juliana Daher e Isaac Luís, da Cia Pé de Moleque, durante o período de isolamento social causado pela pandemia de COVID-19. Enquanto o mundo silenciava e o quintal se tornava universo, os passarinhos que visitavam a casa da dupla se tornaram inspiração e companhia. 19h: Performance: Entre mãos e terra Celebração poética do papel feminino na tradição da farinha de mandioca em Paraty. Neste ritual ancestral, as mulheres se tornam guardiãs dos saberes, transformando a mandioca em farinha através de um processo repleto de significado — plantar, colher, raspar, secar, prensar, peneirar e fornear. 20h: Contação de História com Bárbara Amaral. "Causos e Lendas de uma Estrada Encantada". Duração: 50 minutos | Faixa etária: livre No espetáculo, a narradora Bárbara Amaral convida o público a viajar pelas veredas da antiga Estrada Real, de Diamantina a Paraty, compartilhando histórias que ecoam há séculos pelos caminhos que ligavam o litoral ao interior do Brasil. 28 de junho – Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara 09h: Mesa “Experiencia literaria brincante” e lançamento do livro “Pedagogia das Essencialidades”. Duração: 1h. Um território de encontro entre memória e criação, corpo e território, infância e maturidade guiado pela narrativa visual da pesquisa de Mestre Roquinho, registrado no seu livro "Brincar: Pedagogia das Essencialidades". 10h: Oficina de Brincadeiras Tradicionais, Encontro Intergeracional Condução: Mestre Roquinho (Roque Antônio Juaquim). Duração: 2h30| Faixa etária: crianças, jovens e adultos a partir de 7 anos, educadores, professores e demais interessados Nesta oficina-vivência, Mestre Roquinho, educador popular e mestre do brincar, conduz um encontro entre gerações a partir da experimentação vivencial da proposta do livro “Brincar: Pedagogia das Essencialidades” e da experiência poética e lúdica do “Auto de Barquinhos da Natureza”. 28 de junho - Silo Cultural 14h30: Histórias que a Terra conta. Performance de Contação de Histórias com Ana Carolina Silva Performance de narração de histórias conduzida por Ana Carolina Silva, inspirada nos contos, causos, assombrações e lendas populares que atravessam os caminhos, praias, matas e comunidades tradicionais de Paraty. 15h: Mesa: “Palavra Ancestral: Literatura, Território e Resistência na Voz de Dona Benedita” - Lançamento do Livro “Amor de Madalena", seu primeiro romance; e Relançamento do livro infantil “O gato da madame malandro e fingido”. Convidada: Dona Benedita Martins. Mediação: Claudia Ribeiro. Duração: 1h. Classificação indicativa: Livre Nesta mesa especial, celebramos o lançamento do livro "Amor de Madalena", novo título da escritora, compositora e mestra popular Dona Benedita Martins, 84 anos, mulher negra, paratiense, nascida no Quilombo do Guiti, que carrega em seu corpo e voz os caminhos da oralidade, da resistência e da criação. 16h: Encerramento: Ciranda Nova Esperança Para celebrar o encerramento do Histórias de Todas as Luas, o Grupo de Ciranda Nova Esperança convida o público a entrar na roda e vivenciar a força viva da cultura caiçara de Paraty. Fundado por Mestre Vicente Luzia, referência na preservação da ciranda tradicional paratiense, o grupo reúne músicos caiçaras que carregam em suas vozes, instrumentos e memórias os saberes transmitidos entre gerações. Ao som de pandeiros, timba, violas, cavaquinhos, violões e bandolim, a roda se transforma em um espaço de encontro, celebração e pertencimento. Serviço Histórias de Todas as Luas – I Encontro de Contadores de Histórias e Mediadores da Palavra de Paraty Dias e horários: De 25 a 28 de junho de 2026, a partir das 9h. Programação completa acima. Endereços: Arandu - Tempo das Infâncias, Jabaquara: Estrada do Coriscão, 1337 B (bairro próximo à Estrada Paraty-Cunha) Casa Criativa: Avenida Jabaquara, 921, Jabaquara Casa Poéticas Negras: Rua Sybel dos Santos Barros, 256, casa 4 (Lote 32r), bairro Vila Dom Pedro, Paraty Cinema da Praça: Rua Marechal Deodoro, 165 - Centro Histórico, Paraty - RJ. Galpão Social do Taquari: Br 101 km 543 - Rodovia Mario Covas - Vila da Penha Taquari Sesc Santa Rita / Sala Cinema: Rua Dona Geralda, 320 - Centro Histórico, em frente ao Largo Santa Rita, em Paraty Silo Cultural: Rua Sybel dos Santos Barros, 292. Loteamento Dom Pedro I (Lote 30, Rua D) Ingressos: gratuitos Classificação etária: livre
18 de junho de 2026
A exposição "Identidades - Uma geometria da memória", em cartaz no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca, entra na reta final. Com visitação gratuita até o dia 28 de junho, a mostra, do artista visual e arquiteto Sandro Silveira, convida o público a refletir sobre temas como memória, identidade e diversidade. Os visitantes vão encontrar trabalhos desenvolvidos por Sandro Silveira ao longo de uma pesquisa artística iniciada há mais de duas décadas. As obras apresentam rostos e formas inspirados em recordações, vivências e observações do cotidiano, construindo um conjunto visual que destaca a singularidade de cada indivíduo, mesmo diante de elementos aparentemente semelhantes. Com forte influência de sua trajetória na arquitetura e em instituições culturais de Niterói, o artista utiliza materiais diversos e composições geométricas para provocar o olhar do visitante e estimular reflexões sobre pertencimento, reconhecimento e memória. A proposta da mostra também dialoga com o caráter educativo das artes visuais, aproximando conceitos da geometria e da arquitetura do processo criativo e convidando o público a observar como formas simples podem revelar diferentes possibilidades de representação da experiência humana. "O Centro Cultural Cauby Peixoto nasceu com a missão de ampliar o acesso da população à cultura e criar novas oportunidades de encontro entre artistas, obras e público. Receber exposições como esta reafirma o papel do equipamento como um espaço vivo, aberto à diversidade de linguagens e à valorização da produção artística, contribuindo para fortalecer a vida cultural da Zona Norte e de toda a cidade", destaca a secretária municipal das Culturas, Júlia Pacheco. A programação faz parte da proposta do Centro Cultural Cauby Peixoto de democratizar o acesso à cultura e ampliar a oferta de atividades gratuitas na Zona Norte de Niterói. Em seus primeiros meses de funcionamento, o equipamento já se tornou uma importante referência cultural do território, reunindo exposições, espetáculos, sessões de cinema, ações formativas e iniciativas voltadas à valorização da produção artística local e ao encontro da população com diferentes linguagens culturais. SERVIÇO Exposição: Identidades - Uma geometria da memória Artista: Sandro Silveira Período: até 28 de junho Local: Centro Cultural Cauby Peixoto (Alameda São Boaventura 263, Fonseca) Horário: terça a domingo, das 10h às 18h Classificação indicativa: livre  Entrada gratuita