2 de setembro de 2026

Livro o último maxixe, de Igor Miguel Pereira, terá lançamento nesta quarta na Livraria Alento no Flamengo


Lundu, maxixe, jongo, choro, polcas, valsas, tangos e marchinhas. Maaas… e o samba? Chiquinha Gonzaga, a célebre musicista carioca, foi pioneira em unir a sofisticada música erudita europeia às batidas populares de origem africana, criando as bases da Música Popular Brasileira. 


A pianista ainda era atuante quando o gênero começou a se popularizar, para logo depois se transformar no símbolo da identidade nacional. No entanto, o samba moderno não aparece em seu vasto e consagrado repertório. Foi pensando nesse encontro, que o escritor e roteirista Igor Miguel Pereira criou seu romance de estreia, O último maxixe (Patuá). 


O lançamento será no dia 02 de setembro, às 19h, na Livraria Alento, no Flamengo, com bate-papo do autor com o músico, podcaster e pesquisador musical da UFRJ, Dennis Novaes. 

2 de setembro de 2026
 Em cartaz nos dias 3 e 4 de setembro, “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio” já foi visto por cerca de 250 mil espectadores em mais de 225 apresentações pelo Brasil. Em pleno século XIX, quando as mulheres não tinham voz, a russa Helena Blavatsky rompeu paradigmas, enfrentou preconceitos, intolerâncias e opressões sociais para se lançar em uma viagem através do mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Em 1875, junto com Henry Steel Olcott, fundou em Nova York a Sociedade Teosófica, que foi transferida para a Índia em 1879. A rápida expansão da Sociedade Teosófica na Europa e na América impulsionou a popularidade das religiões orientais e o renascimento do ocultismo moderno. Profunda conhecedora de Blavatsky, Lucia Helena marcou sua estreia no teatro ao criar um texto que resgata a atemporalidade da personagem, eliminando estereótipos que lhe foram associados. O texto traz ciência, religião, história, filosofia, a busca pelo conhecimento, a condição feminina e os pensamentos transformadores da filósofa em meio às adversidades de todas as épocas. “Desde o início da minha busca pelo conhecimento através da filosofia, me deparei com pensadores que dedicaram suas vidas a buscar, compilar e transmitir ideias que entrelaçam nossas vidas e compõe parte do que somos. Esta peça é uma forma comovida e contundente para homenagear esta mulher tão especial”, conclui. “A peça enfatiza a dimensão filosófica e humanista de Helena Blavatsky – sua busca incessante pelo conhecimento, o diálogo entre culturas, a defesa de uma fraternidade universal e a coragem de desafiar dogmas e preconceitos do seu tempo”, comenta o diretor Luiz Antonio Rocha. Com Blavatsky, Beth transmite à plateia o que a personagem lhe trouxe como ensinamento: determinação, entrega e escutar a voz do silêncio para melhor enxergar a si mesma e a humanidade. “Blavatsky me fez refletir, me despir de minhas certezas do mundo contemporâneo, para poder mergulhar na potência da alma humana, do feminino, nas reflexões profundas sobre a existência que deixamos adormecida dentro de nós. Trata-se de um texto belíssimo, um convite para que possamos escutar a nossa voz do silêncio”, afirma a atriz que, por este papel, recebeu o Prêmio CENYM de Teatro Nacional, da ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil, como Melhor Atriz de 2023. A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres, no final do século XIX. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. HELENA BLAVATSKY, A VOZ DO SILÊNCIO’ Dias e horários: 03 e 04 de setembro, às 19h Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada) Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125154/d/405937 Duração: 1h Classificação: 12 anos
2 de setembro de 2026
A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas (SMC), participou, em agosto, da programação da Mercocidades realizada em Quilmes, na Argentina. O principal marco da agenda foi a assinatura de um Termo de Cooperação entre a Mercocidades e o Programa IberCultura Viva, com o objetivo de intensificar e ampliar as ações conjuntas e a cooperação entre as duas redes. O acordo foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, na qualidade de atual presidente da Mercocidades, e por Flor Minici, secretária técnica do Programa IberCultura Viva, representando a iniciativa. A articulação para a formalização da parceria foi conduzida pela Unidade Temática de Cultura (UTC) da Mercocidades, coordenada por Niterói e subcoordenada por Concepción, no Chile, e Quilmes, na Argentina. Um dos eixos trabalhados pela UTC é a agenda de normatividade e direitos culturais, área em que Niterói vem se consolidando como referência regional. A cidade está entre as poucas da América Latina que possuem uma Carta de Direitos Culturais. San Luis Potosí, no México, foi pioneira nesse processo, Concepción também já desenvolveu seu instrumento, enquanto Quilmes e outras cidades avançam atualmente nessa construção. “Esse convênio amplia a capacidade de cooperação entre duas redes que têm experiências importantes para compartilhar. Os direitos culturais são uma das agendas que temos desenvolvido na UTC, e Niterói chega a esse debate com uma trajetória concreta, a partir da nossa Carta de Direitos Culturais. Queremos compartilhar essa experiência, conhecer o que outras cidades estão construindo e avançar coletivamente na garantia da cultura como direito em nossa região”, destaca a secretária municipal das Culturas de Niterói e coordenadora da UTC, Júlia Pacheco. Além da assinatura do acordo, foi realizada uma mesa própria da Unidade Temática de Cultura, simultaneamente ao Conselho da Mercocidades. O encontro deu início ao debate entre as partes sobre o objeto da parceria e os próximos passos para transformar a cooperação em ações conjuntas. A parceria está diretamente relacionada à Meta 3 da UTC, que prevê a construção de um inventário latino-americano de direitos culturais. Como parte desse processo, será realizada uma oficina em formato híbrido, já com mais de 50 inscritos, dando início a um ciclo de atividades com cidades latino-americanas sobre direitos culturais. A atuação da UTC já reuniu representantes de 32 cidades em suas reuniões gerais. A articulação conduzida pela Unidade também contribuiu para engajar outras quatro cidades na rede Mercocidades e vem ampliando o diálogo com organizações e redes internacionais, como CGLU, ASSITEJ e IberCultura Viva, além da participação ativa de duas universidades. A Secretaria Municipal das Culturas foi representada nas atividades em Quilmes por Felipe Viana, assessor da Subsecretaria das Culturas, que realiza as tarefas de secretariado técnico da UTC. A atuação envolve o apoio à organização das agendas, a interlocução entre as cidades e o acompanhamento das ações desenvolvidas pela Unidade. A assinatura do acordo representa mais uma etapa da atuação de Niterói no cenário latino-americano da cultura, utilizando a experiência desenvolvida no município para estimular a circulação de conhecimentos e a construção conjunta de políticas de garantia dos direitos culturais entre as cidades da região. Carta de Direitos Culturais de Niterói Niterói foi pioneira no Brasil na construção de uma Carta de Direitos Culturais, instrumento que reconhece a cultura como direito e reúne princípios e compromissos para orientar a atuação do poder público na área. Elaborada a partir de um processo de participação social iniciado em 2021, a Carta teve como uma de suas referências a experiência de San Luis Potosí, no México, pioneira na América Latina, e integra hoje a experiência que Niterói compartilha com outras cidades no debate internacional sobre a garantia dos direitos culturais.