13 de outubro de 2026
Na cerimônia realizada no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio, a premiação reuniu produções que abordam diferentes experiências sociais e culturais brasileiras. A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção, enquanto Elza, de Eryk Rocha, foi escolhido como melhor longa-metragem documentário. Filho do cineasta Glauber Rocha, Eryk Rocha recebeu o Redentor pelo documentário, que teve sua estreia mundial no festival. Segundo o diretor, o projeto atravessou anos de trabalho e incluiu oito anos de filmagens com a cantora. A produção acompanha a trajetória de Elza Soares a partir de sua própria voz, articulando memórias pessoais, música e imagens de arquivo. “É um filme que fala sobre a mulher brasileira, a mulher negra brasileira, fala sobre o Brasil, sobre a luta”, disse Eryk. O diretor também destacou a proximidade construída com a família de Elza durante a realização do longa. Segundo ele, o acesso à intimidade da artista representou uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um dos maiores presentes de sua trajetória profissional. O prêmio de melhor ator foi para Victor di Marco, por London, filme que teve estreia mundial no Festival de Veneza, em setembro, antes de chegar ao Festival do Rio. Na categoria de melhor atriz, o júri concedeu o prêmio ex aequo — quando há vencedoras empatadas — a Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. As duas atrizes têm trajetórias ligadas ao teatro e à construção de personagens em diferentes linguagens. O reconhecimento compartilhado foi um dos destaques da lista de vencedores da Première Brasil. Pedro Goifman recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante por A Professora de Francês. Já Renna Costa, Artia e Ísis Broken dividiram o prêmio de melhor atriz coadjuvante por A Margem do Rio, que também foi reconhecido em categorias técnicas, incluindo fotografia e som. Na direção, Gabriel Martins venceu por Vicentina Pede Desculpas, que também recebeu o prêmio de melhor roteiro. Camila Valença foi premiada pela direção de documentário por Cão Sem Plumas. Principais premiados do Festival do Rio 2026 Júri Oficial — Première Brasil • Melhor longa-metragem de ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias. • Melhor longa-metragem documentário: Elza, de Eryk Rocha. • Melhor curta-metragem: Santo, de Maria Luísa Alves. • Melhor direção de ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas. • Melhor direção de documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas. • Melhor ator: Victor di Marco, por London. • Melhor atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. • Melhor ator coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês. • Melhor atriz coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio. • Melhor roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins. • Melhor fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio. • Melhor direção de arte: Ana Paula Cardoso, por Funk. • Melhor figurino: Samy Sill, por London. • Melhor som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio. • Melhor trilha sonora original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês. • Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite. Voto popular • Melhor longa-metragem de ficção: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins. • Melhor longa-metragem documentário: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.