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30 de março de 2025

Encantarias, uma exposição interativa chega ao Rio




Após dois anos de sucesso em Brasília, o projeto Encantarias, uma exposição interativa com folguedos da cultura popular brasileira e mediações cênicas chega ao Rio de Janeiro. Fomentado pela Bolsa Funarte de

 Artes Visuais Marcantonio Vilaça 2023 e com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, o projeto desembarca no Parque Glória Maria (Parque das Ruínas), em Santa Teresa, entre os dias 21 de março e 20 de abril, com programação completamente gratuita.

Na exposição, Mateus e Catirina, dois personagens do imaginário popular brasileiro, realizam mediações cênicas, guiando os visitantes nesse percurso, passando por cada folguedo de forma cênica e interativa, com um roteiro poético, ao som de música ao vivo e degustação da rapadura e do doce de marmelo, iguarias do Quilombo Mesquita.

O Encantarias também conta com aula-espetáculo do Mestre Martelo, de Condado/PE, o brincador de Mateus mais antigo em atividade, com 88 anos de idade. Sebastião Pereira de Lima, o nome dele de batismo, conta que aprendeu cavalo-marinho observando. “E assonhando”, diz. Ainda criança, se escondia da polícia para poder ver a brincadeira noite adentro. É uma memória viva de um dos folguedos mais importantes da região.

Dentro da programação, o projeto também contempla oficinas de dança e música popular, além da roda de conversa “Além do Cravo, a Rosa”, que destaca e dá protagonismo à participação das mulheres na produção de cultura no Brasil. A convidada dessa temporada é Vanessa Amorim, uma das líderes do grupo de Bate-Bola Brilhantes de Anchieta, da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, que fundou o grupo para abarcar mulheres e comunidade LGBT+ na brincadeira de Bate-Bola, que, segundo ela, sempre foi um espaço exclusivo para homens.

A exposição apresenta visualidades como indumentárias, instrumentos, bonecos, e máscaras, da Folia do Divino, do Cavalo Marinho, do Maracatu Rural, do Mamulengo e do Bumba-Meu-Boi.

“Quando chega no local, o visitante é abordado pela dupla de guias que explicam cada folguedo, interagem com as pessoas, contam piadas, a banda toca, as degustações são realizadas. É uma exposição super interativa”, pontua Laura Dorneles, uma das diretoras do projeto Encantarias.

O projeto, que circula desde 2023 em Brasília (DF), tem a curadoria das visualidades realizadas pelas diretoras do Encantarias, Laura Dorneles e Letícia Coralina, com o objetivo de evocar sentimentos, conhecimentos e encantar as pessoas mostrando a riqueza cultural do nosso país, e difundir a cultura dos folguedos que pulsam como manifestações culturais em diversos municípios brasileiros.

“Os folguedos seguem vivos em nossa cultura e os chamados ‘mistérios’ fazem parte dessas tradições. Tradições que continuam com muita força, resistência e beleza, carregando a essência das diversas manifestações populares que permeiam o imaginário do brasileiro”, afirma Letícia Coralina.

Para a curadoria, as diretoras realizaram pesquisas tanto pessoais quanto profissionais para entender a estrutura dos folguedos e reverenciar quem realmente fez essas manifestações culturais permanecerem vivas até os dias de hoje.

“Eu tenho uma pesquisa de retomada de Folia de Reis, em Minas Gerais, e a Letícia foi investigar a família dela em Pernambuco, onde conheceu o Mestre Aguinaldo, e juntas fomos pesquisar Cavalo Marinho e conhecemos o Mestre Martelo. Mas como não conseguimos incorporar todos os folguedos brasileiros na exposição, escolhemos aqueles que temos mais proximidade”, explica Laura Dorneles.

Pensando em abranger ainda mais seu público e levando em consideração o princípio do projeto, Encantarias contará com intérprete de libras nas mediações cênicas e audiodescrição na exposição, levando mais acessibilidade aos diversos públicos que a exposição é voltada.

Folguedo é uma festa popular que reúne elementos

 musicais, dramáticos e coreográficos. É uma expressão cultural que promove a integração social e a preservação da identidade de um povo. Maracatu, Bumba-meu-boi, Folia de Reis, etc, são exemplos de folguedos populares brasileiros.

SERVIÇOS:

Encantarias

  • Quando: 21 de março a 20 de abril
  • Onde: Parque Glória Maria (Parque das Ruínas)
  • Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa | Rio de Janeiro
  • Horário: 9h às 18h
  • Mediações Cênicas: 21, 22, 23, 27 e 29 de março e 03, 05,10 e 12 de abril
  • Oficina de Dança: Dia 12 de abril às 14h
  • Oficina de Música: Dia 29 de março  às 14h
  • Ambas as atividades são gratuitas, mas é necessária a inscrição no formulário disponível no Instagram do projeto: @plataformaencantarias
  • Aula Espetáculo com Mestre Martelo: Dia 06 de abril às 16h
  • Roda de conversa “Além do Cravo, a Rosa” – participação de Vanessa Amorim, da turma de Bate-Bola Bilhetes Anchieta: Dia 30 de março às 16h
  • Entrada: Gratuita
  • Classificação: Livre
  • Acessibilidade: Audiodescrição e Libras



31 de março de 2025
Para comemorar seu primeiro aniversário, o Museu do Jardim Botânico inaugura, em 21 de março, a exposição temporária “Mata Atlântica: in-finitos encantos”. Com patrocínio da Shell Brasil via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a mostra combina ciência e arte para revelar a riqueza desse bioma. O Museu, patrocinado pela empresa, busca aproximar os visitantes das pesquisas desenvolvidas no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e estimular reflexões sobre a conservação da biodiversidade. A entrada é gratuita.  “A Shell Brasil tem orgulho de apoiar um espaço que valoriza o conhecimento científico. Ao longo deste primeiro ano, o Museu do Jardim Botânico se consolidou como um importante canal de difusão do saber sobre a biodiversidade brasileira, e a nova exposição reafirma esse compromisso com a educação e a sensibilização para a importância da Mata Atlântica. Tornar as pesquisas do JBRJ mais acessíveis ao público é essencial para democratizar o conhecimento científico, ampliar a consciência ambiental e incentivar a participação ativa da sociedade na conservação do bioma”, destaca Flavio Rodrigues, vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil. Concebida por meio do trabalho minucioso de um comitê curatorial formado por pesquisadores e colaboradores do JBRJ, da Shell Brasil e do idg ― Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável pela gestão do Museu ― a nova exposição propõe uma experiência de imersão sensorial na Mata Atlântica, bioma onde vivem cerca de 70% dos brasileiros. A mostra também chama a atenção para a diversidade de ecossistemas presentes no bioma, de norte a sul do país, e seus desafios socioambientais. Segundo Marinez Ferreira de Siqueira, diretora da Escola Nacional de Botânica Tropical e gestora do Conselho Curador do Museu do Jardim Botânico: “Essa exposição desempenha um papel fundamental ao despertar o encantamento dos sentidos, promovendo uma conexão emocional com a natureza. Inspirada na visão de Charles Darwin, a experiência sensorial transporta o público para um estado de maravilhamento, onde cada detalhe do bioma revela sua complexidade e beleza. Esse encantamento se torna um poderoso instrumento de educação ambiental ao transformar visitantes em agentes de mudança, fortalecendo o compromisso do Jardim Botânico com a preservação da biodiversidade brasileira”. A jornada começa com a ativação de sentidos: sons, cores e demais sensações devem estar aguçadas, assim como as de quem caminha pela mata. Por entre palavras, imagens, materiais biológicos e mapas, o público é apresentado aos diferentes ecossistemas que compõem a Mata Atlântica. Já na segunda sala, o público é recebido pela voz inconfundível da atriz e ativista ambiental Dira Paes, que faz um convite à reflexão. No final do percurso a exposição convoca à ação, atribuindo a cada um de nós um papel de protagonismo na preservação. Assim, após ter passado por florestas, manguezais, restingas e campos de altitude – sem sair da Mata Atlântica –, o visitante põe as mãos para um ato que parece simples, mas que ajuda a salvar todo um bioma: plantar sementes de espécies nativas. As mudas que germinarem serão coletadas pelo Jardim Botânico do Rio e serão doadas para organizações parceiras. Ao longo desse primeiro ano de funcionamento, o Museu do Jardim Botânic o recebeu quase 80 mil visitantes e realizou mais de 450 atividades educativas e culturais, o que é motivo de orgulho para Ricardo Piquet, presidente do idg: “O Museu do Jardim Botânico tem sido um espaço essencial para aproximar o público do conhecimento científico produzido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro . A nova exposição ‘Mata Atlântica: in-finitos encantos’ reforça esse compromisso ao trazer uma vivência sensorial que desperta a consciência ambiental e destaca a importância desse bioma para o equilíbrio do planeta. Celebramos este primeiro ano com a certeza de que seguimos fortalecendo o papel dos museus como espaços de aprendizado, transformação e ação”, comemora. Instalação artística “Utopia Botânica”, de Fernanda Froes Em diálogo com a nova exposição temporária, será inaugurada também a instalação artística “Utopia Botânica”. Desenvolvido por Fernanda Froes especialmente para o Museu do Jardim Botânico, o projeto recria poeticamente uma floresta fragmentada de pau-brasil (Paubrasilia echinata). Símbolo da Mata Atlântica, essa espécie esteve à beira da extinção no período colonial devido à intensa exploração de seu pigmento vermelho e permanece ameaçada atualmente. Inspirada nas ideias de utopia e paraíso presentes em “Utopia” (1516), de Thomas Morus, e “Visão do Paraíso” (1959), de Sérgio Buarque de Holanda, a instalação resgata a imagem de um território idealizado e perdido por meio de painéis duplos feitos de pedaços de tela de algodão tingidos à mão e costurados com fios igualmente tingidos com pau-brasil. Toda a coleta é feita de forma sustentável, a partir de podas de árvores. “Resgatei técnicas e receitas antigas para brincar com os pigmentos e mostrar uma floresta diversa, não só em cores, mas também em formas. Cada peça tem um formato, além de componentes e tons diferentes que remetem, não só ao pau-brasil, mas à imensa diversidade de plantas presentes na Mata Atlântica”, explica a artista plástica. Flor da Lua Na noite de estreia da exposição, das 18h às 21h, o Museu do Jardim Botânico promove a programação noturna Flor da Lua, em que o público poderá visitar o Museu ao som de uma roda de choro apresentada pelo Quarteto Sumaré, além de participar de uma oficina de coquetéis com frutas nativas da Mata Atlântica, ministrada pelo mixologista Ryu Tokai. O evento, que é gratuito, encerra as comemorações do aniversário iniciadas no último dia 8, data em que oficialmente completou um ano de existência. Também no dia 21, haverá visitas especiais, mediadas pela artista visual Fernanda Froes e pelo biólogo e ornitólogo Luciano Lima, que participou do comitê curatorial da exposição. Serviço Exposição “Mata Atlântica: in-finitos encantos”: a partir de 21 de março, 10h às 21h Entrada gratuita Museu do Jardim Botânico Funcionamento: quinta a terça-feira, das 10h às 17h (fechado às quartas) Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico – Rio de Janeiro, RJ
31 de março de 2025
O musical ‘Mamma Mia!’ retorna aos palcos em 2025 para novas temporadas no Rio de Janeiro de 18 de abril a 11 de maio, no Teatro Riachuelo Rio. Com sessões de quinta-feira e sexta-feira, às 20h; sábado, às 16h e às 20h; e domingo, às 15h e às 19h, a peça tem ingressos disponíveis na bilheteria e nos sites Uhuu e ingresso . Desde sua estreia em 1999, em Londres, ‘Mamma Mia!’ se tornou um público global, conquistando plateias na Broadway e traduzido em mais de 14 idiomas, com um público acumulado de 42 milhões de espectadores. A versão brasileira, assinada pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho repete o sucesso ao encantar o público com suas apresentações vibrantes e repletas de sucessos do ABBA, como ‘Dancing Queen’, ‘The Winner Takes It All’ e ‘Money, Money, Money’. Com retorno do elenco original, incluindo Claudia Netto como Donna, Maria Brasil como Sophie, Gottsha como Rosie e Maria Clara Gueiros como Tanya, o retorno de ‘Mamma Mia!’ é mais uma oportunidade para os fãs reviverem a magia do musical e para novos espectadores se encantarem com essa história leve e contagiante. A história, ambientada em uma charmosa ilha grega, gira em torno de Sophie, que está prestes a se casar e convida três ex-namorados de sua mãe, Donna, na esperança de descobrir quem é seu verdadeiro pai. A trama é recheada de comédia, romance e, claro, muita música, proporcionando uma experiência inesquecível para o público. Serviço  Local: Teatro Bradesco, em São Paulo/SP; e Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro Data: 14 de março a 6 de abril de 2025 (São Paulo) / 18 de abril a 11 de maio (Rio de Janeiro) Horário: Múltiplas Sessões – Quinta-feira e Sexta, às 20h; Sábado, às 16h e 20h; e Domingo, às 15h e 19h; Duração: 155 minutos com 15 minutos de intervalo. Classificação: 12 anos.
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