15 de março de 2026

CCBB em quadrinhos: segunda quinzena de março tem eventos dedicados ao universo HQ

Março ainda não é página virada e o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro segue movimentado com eventos voltados para o universo das HQs, inspirado na obra de Mauricio de Sousa e na tradição do quadrinismo no Brasil. São oficinas criativas, palestras e feira literária que ocupam todo o térreo, da área externa ao Espaço Conceito Banco do Brasil.



Falando em gibis, a exposição Viva Maurício – Mauricio de Sousa, a experiência imersiva realiza palestras sobre os bastidores da mostra, revelando detalhes de sua montagem, recursos de acessibilidade e o processo de criação de alguns dos personagens mais queridos do país.


E a próxima geração de quadrinistas do país não pode deixar de conferir as Oficinas Lab Maker no Espaço Conceito Banco do Brasil. Os laboratórios de arte representam a oportunidade perfeita para crianças de diversas idades criarem seus primeiros gibis e personagens. Para os fãs de HQ já há mais tempo, no dia 21 tem um bate-papo com o artista André Dahmer, criador de diversas tiras renomadas e vencedor do prêmio Jabuti, apresenta uma palestra sobre a história da nona arte.


No dia 28, a gastronomia independente, a MPB e os quadrinhos se unem em uma mistura imperdível. A área externa do CCBB e o Espaço Conceito Banco do Brasil recebem Junta Local com Lan Lanh + Cada Um no Seu Quadrinho. O resultado? Uma feira gastronômica e literária na qual o público pode interagir diretamente com artistas, além de poder provar muita comida boa, justa e local. A música fica por conta da percussionista Lan Lanh, que já se apresentou com grandes nomes da MPB e da música internacional. Na parte interna, Cada um no seu Quadrinho, evento já realizado no Circo Voador e comandado pelo DJ Lencinho, oferece palestras sobre a indústria nacional de HQs com profissionais do meio.


Informações detalhadas sobre toda a programação, ingressos e releases de cada evento estão disponíveis nos sites bb.com.br/cultura e bb.com.br/espacoconceito. 

16 de março de 2026
Com curadoria e cenografia de Jorge Mendes, a mostra fica em cartaz no museu Janete Costa em Niterói até 29 de março de 2026. Acolher é mais do que receber. É tratar com cuidado, proteger, preservar. É sustentar aquilo que nos conecta ao mundo, ao outro e a nós mesmos. Potes de cerâmica, cestarias, gamelas e caixas confeccionadas por grandes artistas populares, cooperativas e comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, sertanejas e ribeirinhas acolhem alimentos, água, memórias, saberes e histórias que atravessam gerações. Cada peça revela a marca das mãos que a moldaram e a herança de quem ensinou o ofício. No barro, na fibra e na madeira estão gravadas histórias de um Brasil profundo, em diálogo com práticas de toda a América Latina, onde povos distintos compartilham o gesto de acolher: acolher para proteger, proteger para preservar, preservar para celebrar. A arte popular latino-americana é feita desses laços invisíveis, trançados na mesma matéria, nutridos pelo saber coletivo e movidos pelo desejo de manter viva a memória de todos nós. Jorge G. Mendes Curador Acolher é um gesto de humanidade. É um ato de cuidado que reconhece o outro, que o legitima e o preserva. A reunião dessas obras criadas por artistas populares, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, sertanejas e ribeirinhas, reafirma o compromisso da Fundação de Arte de Niterói em proteger e valorizar o patrimônio cultural e artístico brasileiro - especialmente aquele que nasce das mãos e dos saberes coletivos. É nesse encontro que celebramos a pluralidade da nossa arte, viva, pulsante e ancestral. O Museu Janete Costa de Arte Popular se torna, mais uma vez, um espaço de pertencimento: um lugar onde memórias são honradas, identidades são reconhecidas e o Brasil profundo encontra visibilidade e respeito. Que esta exposição inspire em cada visitante o desejo de acolher histórias, tradições, territórios e pessoas. Micaela Costa Presidenta da Fundação de Arte de Niterói
16 de março de 2026
Nesse mês dedicado às mulheres, a Sala José Cândido de Carvalho, sob Curadoria de Desirée Monjardim, traz 11 potentes artistas que, em coletivo, entrelaçam vozes, gestos e visões, afirmando o feminino como linguagem, território e permanência um campo vivo de criação, direito e memória. Segundo Be Sancho, artista visual, curador e mestre em Ensino de História, "no encontro cultivamos afetos, tecemos memórias, nutrimos a corpo-templo. É nesse espaço de trocas que as artistas visuais revelam a dimensão sensivel e insurgente do feminino, expandindo seus gestos criadores em potência e poder, sensibilidade e beleza, marcando presença em nosso tempo e lugar de pertencimento. São discursos estéticos que nos inspiram a ver para além do percebido de imediato, atravessando camadas visiveis e invisíveis, nos movendo a seguir com confiança na construção de novos valores e sentidos. A mulher em suas diferentes dimensões ganha potência nessa mostra, onde cada artista nos oferece diferentes perspectivas estéticas e poéticas. Pintura, cerâmica e fotografia compõem o campo sensível da exposição, ofertando-nos elementos simbólicos que nos impulsionam a imaginar e a construir novas narrativas sobre o feminino."  Serviço Exposição: 'O Feminino é Arte' - coletivo Curadoria: Desirée Monjardim Assistente de curadoria: Lina Ponzi Abertura: 10 de março de 2026, às 18h Visitação: Até 08 de maio de 2026 - 2ª a 6ª, das 9h às 17h Local: Sala José Cândido de Carvalho Rua Presidente Pedreira, 98. Ingá, Niterói