30 de agosto de 2026

"A Traição das Imagens" estreia dia 2 de setembro na Galeria Patrícia Costa

Subvertendo e reorganizando a lógica, Sergio Allevato oferece um repertório que vai da investigação literal à fabulação, evocando questões de ordem histórica, científica, política e filosófica. Através de um recorte de trabalhos recentes, na individual “A Traição das Imagens”, em cartaz na Galeria Patrícia Costa a partir do dia 2 de setembro, o artista apresenta um conjunto de obras que desafiam certezas e propõem novas leituras sobre o mundo.


Recorrendo a símbolos reais e imaginários, Allevato desenvolve uma narrativa visual que revela um universo onde o pensamento crítico e a invenção caminham lado a lado, convidando o espectador a certos questionamentos.


 “Durante alguns anos, me isolei no ateliê e comecei a produzir, tomado por uma explosão criativa ininterrupta, mantida até hoje. Esse processo resultou em diversas séries desde 2020, sempre seguindo minha linha de pesquisa sobre meio ambiente. Como artista latino-americano, não poderia deixar de abordar em meus trabalhos temas como identidade, pertencimento e outros assuntos que me tocam”, diz ele.



Sob a curadoria de Vanda Klabin, foram selecionadas pinturas em tinta acrílica e à óleo sobre tela e linho, além de dois objetos escultóricos da série “Tempo”, produzidos com relógios de parede antigos arrematados pelo artista em leilões.


A exposição evidencia a consistência da pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, elencando obras que articulam rigor formal, imaginação e reflexão crítica.


“A Traição das Imagens” reafirma a pintura como um espaço privilegiado de pensamento e descoberta.


“Sua trajetória artística é marcada por experimentações que revelam uma constelação política e uma articulação entre arte, ciência, biomas e sistemas político-sociais. Estamos diante de um território livre, mas de tensa convivência, ao colocar em cena alguns símbolos capazes de convocar a ideia de identidade e de pertencimento, pontos nucleares em sua prática artística, analisa Vanda Klabin.


“São situações e cenários com sobreposições lúdicas, nos quais os elementos botânicos são protagonistas significativos e estão muito presentes, ao transformar a natureza em matéria e manifesto. O artista procura evidenciar as fissuras e as contradições do mundo ao nosso redor, ao utilizar uma gramática visual híbrida, presente tanto no universo pop e no científico. Subverte a ilustração botânica para suscitar questões pertinentes ao nosso processo de colonização cultural, ao domínio do capitalismo americano, ao meio ambiente e à complexidade de suas crises climáticas”.


 Um dos destaques, a série Colapso é descrita por Vanda Klabin como “o fio narrativo que desloca-se para outras leituras críticas, ainda marcadas pelos ecos das incessantes crises mundiais. Estão presentes, nessa cartografia povoada por vestígios, uma maior fluidez nas pinceladas e no uso das cores. Não encontramos ali uma unidade perceptiva, mas contornos imprecisos e ritmos imprevistos. São construções visuais que trazem a ideia de um mundo desarticulado, provocante, perturbador e com grande poder de corrosão”.


 Numa visita ao ateliê do artista, é possível acessar uma amostra do universo que codificou sua linguagem singular. Referências a colonização, meio ambiente e biomas se mesclam a elementos eruditos e a ícones pop. Sua formação está, em parte, materializada ali.


Sergio Allevato estudou a flora brasileira na Fundação Botânica Margaret Mee, no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres e ali adquiriu conhecimento a partir das ilustrações de elementos botânicos oriundos de seus estudos com componentes científicos.


Nascido no Rio de Janeiro em 1971, aos 16 anos morou em Florença por três meses, onde cursou pintura e desenho na Scuola Lorenzo de’Medici.


Mestre em Arte Contemporânea pela Goldsmiths College of London, Londres, UK, de 2006 a 2008, frequentou o Parque Lage em 2005 e 2006. Em 2001, foi artista em residência do Museu do Deserto do Arizona, Tucson, USA. Em 2007, ganhou o Prêmio Aquisição do Salão da Bahia, tendo duas de suas obras a integrar a coleção do MAM Bahia. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2010 e 2012. Entre suas exposições recentes, destacam-se Paisagens em Travessia, obras do MNBA, Caixa Cultural Salvador, Bahia, 2026; Baile, Galeria Luciana Caravello, São Paulo, 2026; Paisagens em Suspensão, obras do MNBA, Caixa Cultural Belém, Pará, 2025; Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro, 2025; A Partilha do Imperador Pedro II, Museu da Justiça, Rio de Janeiro, 2025; Imaginary Amazon, SDSU Gallery, San Diego, USA, 2024. Alguns obras pertencem ao acervo de coleções públicas: San Diego Museum of Art, USA; MAR - Museu de Arte do Rio, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; MAM Bahia Museu de Arte Moderna da Bahia, Brasil; Arizona Sonora Desert Museum, USA; Smithsonian Museum, Washington, USA; New York Natural History Museum, USA; Natural History Museum of London, UK; MAM RJ Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil. Em 2024, ilustrou o convite da exposição Imaginary Amazon, na San Diego State University.



Serviço


“A Traição das Imagens” – Sergio Allevato apresenta pinturas e objetos escultóricos


Curadoria: Vanda Klabin

Abertura: dia 2 de setembro, das 17h30 às 21h

Visitação: até 26 de setembro de 2026

Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 19h; aos sábados, das 11h às 17h

Local: Galeria Patricia Costa

Endereço: Av. Atlântica, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana – RJ

Telefone: (21) 2227-6929/(21) 98868-1993

30 de agosto de 2026
Em setembro, o projeto Clássicos de Câmara, da Fundação de Arte de Niterói, reúne, o Chroma Brass, no Solar do Jambeiro, no dia 02; o Sexteto Pro Arte, na Sala Carlos Couto, no dia 09; o Quarteto Brasileiro de Trombones, no Solar do Jambeiro, no dia 16; a Camerata da Orquestra Sopros do Rio, no Solar do Jambeiro, no dia 23; e o Duo Carneiro Magnani, no Solar do Jambeiro, no dia 30, em concertos gratuitos que celebram a riqueza de repertórios que transitam entre a tradição da música de concerto e a excelência da música brasileira. Chroma Brass - Solar do Jambeiro, quarta, 02 de setembro Fundado no ano de 2018, por músicos da região Sul fluminense que sempre quiseram aprofundar seus conhecimentos no cenário camerístico para esta formação, buscando sempre levar música de câmara a diferentes tipos de públicos, com concerto didático. Atualmente tem um repertório formado por músicas brasileira para essa formação, dentre elas 'Aquarela Brasileira', 'Carinhoso', 'Cantiga Brasileira', 'Suíte Nordestina', 'Divertimento folclórico', entre outras. Sexteto Pro Arte - Sala Carlos Couto, quarta, 09 de setembro Formado pelos chefes de naipe da seção de cordas da Orquestra FESO Pro Arte, o Sexteto de Cordas consolida-se como uma das mais expressivas extensões da música de câmara no estado do Rio de Janeiro. A identidade do grupo está profundamente enraizada na tradição do Centro Cultural Feso Pro Arte de Teresópolis, preservando o legado artístico de uma instituição que, desde 1931, atua como pilar cultural no Brasil. Quarteto Brasileiro de Trombones - Solar do Jambeiro, quarta, 16 de setembro O Quarteto Brasileiro de Trombones foi fundado em 1994, com o intuito de divulgar o Trombone como instrumento solista, através de um repertório variado, abrangendo os diferentes gêneros da música erudita e popular brasileira. Em 2004, o quarteto lançou seu primeiro CD solo, "Tributo a Gilberto Gagliardi". Neste ano de 2026, voltam aos palcos com sua atual formação: Sérgio de Jesus, João Luiz Areias, Everson Moraes e Leandro Dantas. Camerata da Orquestra Sopros do Rio - Solar do Jambeiro, quarta, 23 de setembro A Camerata da Orquestra Sopros do Rio convida você para uma viagem pela tradição das bandas de coreto. Inspirado na obra de Anacleto de Medeiros, o concerto celebra a riqueza do nosso patrimônio musical com obras que atravessaram gerações e mantêm viva a nossa história. Duo Carneiro Magnani - Solar do Jambeiro, quarta, 30 de setembro Tiago Carneiro atualmente é trompista da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em música pela Universidade de Aveiro - Portugal, na classe do professor Bernardo Silva, também atuou como convidado na Orquestra da Casa da Música no Porto - Portugal. Considerado um dos talentos de sua geração, Ciro Magnani vem dedicando a sua carreira a música de concerto e ao jazz. Bacharel em piano pela Unirio. Serviço Clássicos de Câmara Datas: Quartas-feiras, de 02 a 30 de setembro de 2026 Horário: Sempre às 18h Classificação indicativa: Livre Duração: 60min Local: Solar do Jambeiro Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195, São Domingos Local: Sala Carlos Couto Endereço: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói
30 de agosto de 2026
No encerramento do Festival Lírico de Niterói - FELINI, a Cia de Ópera da Lapa celebra, no Theatro Municipal de Niterói, o maior compositor lírico brasileiro em um espetáculo dedicado à força e genialidade de sua obra. O evento está agendado para o domingo, 30 de agosto, às 17h. Com solistas e coro, a Cia revisita trechos marcantes de O Guarani, Salvator Rosa, Fosca e Colombo, resgatando o legado de Carlos Gomes para a ópera mundial. Serviço Encerramento Festival Lírico de Niterói: Carlos Gomes, o Selvagem da Ópera Homenagem a Carlos Gomes Data: Domingo, 30 de agosto de 2026 Horários: 17h Duração: 90min Classificação: Livre Ingressos: R$ 60 (inteira) Local: Theatro Municipal de Niterói End: Rua XV de Novembro, 35 - Centro, Niterói